sexta-feira, 29 de março de 2013

Uma Páscoa de vitória!

Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte – morte de cruz. Por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra. (Filipenses 2:8) 

Dias atrás eu recebi uma mensagem de uma pessoa que havia sido dispensada após uma entrevista de emprego. Ela estava em prantos. O motivo maior da sua tristeza não era a vaga que perdera, mas a sensação de rejeição que se apoderara de seus pensamentos. 

Faz parte da nossa natureza a necessidade de sermos aceitos no meio da sociedade, de um grupo de amigos, ou de uma equipe de trabalho. Ninguém consegue ser feliz se sentindo excluído. 

A espécie humana sempre exerceu a prática da seleção. Selecionamos o local de viver, o que comprar, com quem procriar, com quem fazer amizade e se divertir. Mas as seleções que fazemos têm suas consequências: A primeira delas é que satisfazemos, ou não, os nossos anseios. A outra é que, de uma forma ou de outra, provocamos a dor da rejeição em quem não selecionamos. Muitos já sentiram essa dor. 

Jesus Cristo sofreu essa dor. Ele veio para o seu próprio país, mas o seu povo o rejeitou. (João 1:11). Ele veio para salvar a humanidade, mas os homens o rejeitaram, em vez de receberem-no como Redentor dos pecados. 

Jesus tinha um propósito firme de ser o Salvador do mundo. Essa era a sua missão desde o princípio. Era preciso enfrentar a rejeição e a morte expiatória. Ele sabia disso, mas nada o fez desistir do seu ideal. Contudo, o resultado daquela rejeição foi glorioso, pois a pedra (Jesus) que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas. (Salmos 118:22) 

Mas para isso Jesus persistiu até ao fim. Morreu pregado na cruz, ressuscitou vitorioso como o Cabeça da Igreja e conta com bilhões de seguidores em todo mundo. Ele não se esmoreceu diante de tanta rejeição. 

Quando enfrentamos rejeição, somos tentados a desistir. Mas não foi assim que Jesus nos ensinou com sua vida. Pelo contrário, ele nos mostrou que quando se tem um objetivo a perseguir, nada, mas absolutamente nada, pode ser motivo de desistência. 

Portanto, não podemos parar, fugir ou ficar triste diante da rejeição. Em vez disso, celebremos a Páscoa como o dia da vitória, assim como o foi para Cristo. Vamos levantar a cabeça, renascer das cinzas e ressurgir com ele. 

Tenha uma Páscoa de vitória!

terça-feira, 26 de março de 2013

Sinais dos tempos: Invalidação da Graça

Quando Abrão ficou sabendo que o seu sobrinho tinha sido levado como prisioneiro, reuniu os seus homens treinados para a guerra, todos eles nascidos na sua casa. Eram trezentos e dezoito ao todo. Abrão foi com eles, perseguindo os quatro reis até a cidade de Dã. Ali Abrão dividiu os seus homens em dois grupos, atacou os inimigos de noite e os derrotou. (Gênesis 14:14-15)

Os inimigos de Sodoma se apoderaram de todos os objetos de valor existentes na cidade e levaram cativo o sobrinho de Abrão, dentre outras pessoas. Abrão organizou uma operação de resgate sensacional! Foi uma iniciativa militar difícil. Com seu pequeno grupo, Abrão foi capaz de vencer o exército que tinha derrotado Sodoma, trazer de volta os bens capturados e as pessoas que haviam sido feitas cativas. (v. 16)

É preciso ter em mente que Abrão, naquela operação de resgate, salvou pessoas que não mereciam ser salvas, pois os “homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gênesis 13:13). Aquela operação nos lembra de que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 

Não podemos ser arrogantes e ingratos, a ponto de pensar que merecemos a salvação; a ponto de achar que algum resíduo de bondade própria nos torna dignos do sacrifício que pagou o preço da nossa salvação.

Como um dos sinais dos tempos, os “mestres deste mundo” instigam o orgulho e um arrogante senso de valor próprio. A mensagem deles se resume na seguinte expressão: “Você merece ser salvo! Na verdade, seu valor é tão elevado, que Deus teve de pagar o preço mais alto por sua redenção”. Porém, isso está muito distante do que se lê na Palavra de Deus. Nossa salvação se baseia inteiramente na graça de Deus. Pois pela graça de Deus somos salvos por meio da fé. Isso não vem de nós, mas é um presente dado por Deus.

Essa diferença de raciocínio abriga enormes implicações. Quando tentamos acrescentar qualquer atributo de justiça própria à nossa salvação, depreciamos por completo a obra perfeita de Jesus Cristo na cruz do Calvário. E estes são os maiores pecados: a ingratidão, a arrogância e o orgulho, pois invalidam a Graça.

Sabendo o rei de Sodoma que os bens e o povo da cidade haviam sido resgatados, foi com atitude de ingratidão perante Abrão e mostrou todo seu egocentrismo quando tentou “comprar” de volta aquelas pessoas. Abrão rechaçou esse espírito maligno e devolveu tudo sem reter nada em troca. (v. 21-23). Mais adiante Sodoma foi destruída por Deus.

sexta-feira, 22 de março de 2013

A dor da traição

Enquanto estavam à mesa, no meio do jantar, ele disse: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês, que está comendo comigo, vai me trair. (Marcos 14:18) 

Quem já passou por uma traição sabe muito bem: ser traído(a) gera uma dor quase insuportável. Depois, vem raiva, culpa, mágoa. No pacote de sentimentos de muitas pessoas também estão a baixa autoestima e o desespero. É natural viver esse turbilhão e cada um tem um tempo para reagir e sair desse processo. 

Passado o baque inicial, o que diferencia uma pessoa da outra é a forma como cada uma lida com a traição. Há quem pense em se vingar, traindo o parceiro e assumindo os riscos por isso. Outras terminam a relação. Existem, ainda, as que perdoam. Se a decisão de separar ou de perdoar for tomada com segurança, encare-a de cabeça erguida e não se incomode com o que os outros vão achar ou falar. Importe-se apenas com seus sentimentos, com o que será melhor para sua vida, com a sua felicidade. 

Avalie o que aconteceu, mas não se martirize! Ninguém leva o outro a trair. Isso seria culpar a vítima. Quando entramos em um relacionamento fazemos um compromisso de fidelidade. A traição está diretamente ligada à falta de caráter de uma pessoa, razão pela qual ela tem o perdão bíblico, mas a possibilidade de reconciliação é opcional. Em caso de adultério, Deus permite o divórcio. 

A Bíblia registra vários casos de traição. Todos tiveram drásticas consequências. Jesus sentiu a dor de ser traído. Ele jantava com um amigo que lhe trairia. Judas traiu Jesus no momento mais difícil de sua vida. Jesus suportou e perdoou aquela infidelidade, mostrando como lidar com a traição, seja qual for o grau de sofrimento que ela nos cause. Felizmente, a morte de Jesus trouxe vida àqueles que assim creem.

José, homem integro, foi traído friamente por seus irmãos, posto no poço e vendido como escravo, para depois ser empregado de Potifar, e, outra vez, ser maliciosamente traído pela esposa deste. Foi posto na prisão, fez amizade com o copeiro do rei e mais uma vez conheceu o beijo da traição, pois aquele homem quebrou a promessa feita na prisão e se esqueceu de José. Imagina a agonia, a dor, e a aflição de José por ser traído várias vezes. Mas tudo isso tinha um propósito divino.

Portanto, anima-te! Se a dor da traição fez ou faz parte da sua vida por causa da infidelidade humana, há esperança para você por causa da fidelidade divina. Deus pode muito bem te engrandecer, de uma forma ou de outra, pois nada acontece sem a sua permissão. Você crê?

terça-feira, 19 de março de 2013

Sinais dos tempos: O igrejismo

Por isso Jesus também morreu fora da cidade de Jerusalém para, com o seu próprio sangue, purificar o povo dos seus pecados. Portanto, vamos para perto de Jesus, fora do acampamento, e soframos a mesma desonra que ele sofreu. (Hebreus 13:12-13)

Por meio de Jesus Cristo, ofereçamos sempre louvor a Deus. Esse louvor é o sacrifício que apresentamos, a oferta que é dada por lábios que confessam a sua fé nele. Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus. (v. 15-16)

Se observarmos os versículos anteriores, o capítulo de Hebreus começou narrando sobre os animais que são queimados fora da cidade. Ele narra que o sangue dos animais, o sangue do cordeiro que era oferecido no antigo testamento, era oferecido no altar, mas o cordeiro tinha que ser queimado fora da cidade. E aí o autor diz que, por causa disso, Jesus Cristo foi sacrificado fora dos portões da cidade. (v. 10-12)

É importante ressaltar que o sangue de Jesus Cristo não foi derramado no altar do templo, porque ele não estava no templo. O sangue de Jesus Cristo foi derramado num altar preparado desde a eternidade para receber o sangue do Cordeiro de Deus que salva o mundo do inferno. E foi fora da cidade de Jerusalém, tornando-se mais um motivo de desonra para Jesus.

Jesus Cristo foi desonrado. Ele era tido como profeta por muitos do seu povo, mas ele foi desonrado. Ele foi sacrificado e morto como assassino. E isso aconteceu fora dos muros da cidade.

Após esse relato, a Palavra nos convida a louvar ao Senhor fora do templo, onde Jesus está, mesmo que para isso tenhamos que suportar a desonra que ele suportou. Louvar a Cristo é identificar-se com ele. É por isso que a Palavra diz que louvor é sacrifício. O sacrifício de confessar o nome de quem foi desonrado para quem ainda o está desonrando. Isso é custoso mesmo! Não pode ser algo que não custe nada. A respeito de pagar esse preço o Rei Davi foi muito claro quando foi adorar a Deus. (2 Samuel 24:24)

Mas, infelizmente, por comodismo que Cristo não teve, o que vemos hoje é o "igrejismo", que significa simplesmente a tentação de nos fecharmos dentro do templo sem nos incomodar com os problemas lá fora, no submundo do pecado. É a tentação de ficarmos só no meio do grupinho aconchegante e não encararmos o desafio do "Ide". Jesus não ficou fechado no templo em Jerusalém, mas andou no meio do povo, e vieram os frutos, e as consequências disso.

Nós temos que fazer o mesmo, sair para o meio do povo, ou distribuir a Palavra por qualquer que seja o meio de divulgação, em tempo e fora de tempo. Só assim nos identificaremos um pouco com Cristo e seremos seus verdadeiros imitadores. E onde estivermos reunidos em seu nome, ali ele está. (Mateus 18:20)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Busca incessante

O profeta Elias era um ser humano como nós. Ele orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e meio não choveu sobre a terra. Depois orou outra vez, e então choveu, e a terra deu a sua colheita. (Tiago 5:17-18)

Noites atrás eu estava no meu momento íntimo com Deus pedindo pela enésima vez a direção sob um determinado assunto familiar. Veio à minha mente a questão: será que já não estou incomodando a Deus com esse assunto?

A vida de Elias nos apresenta importantes lições. Quando, no monte Carmelo, orou por chuva, sua fé foi provada; porém, ele perseverou em expor a Deus sua petição. Seis vezes orou ele fervorosamente e, no entanto, não houve indício de que sua súplica fosse atendida, mas com fé vigorosa insistiu em seu rogo perante o trono da graça. Se ele tivesse, na sexta vez, desistido em desânimo, sua súplica não teria sido atendida. (1 Reis 18:44)

O ouvido de Deus não está fechado às petições; e se lhe provarmos a palavra, ele honrará a nossa fé. Ele quer que todos os nossos interesses se entrelacem com os seus, e então nos pode com segurança abençoar; porque assim não tomaremos glória para nós mesmos quando a bênção nos é dada, mas renderemos a Deus todo o louvor.

Assim como muitos pais corretamente não atendem seus filhos no primeiro momento que fazem seus pedidos, Deus não nos ouve sempre as orações da primeira vez que a ele clamamos, pois se assim fizesse, julgaríamos ter direito a todas as bênçãos e favores que nos concede.

Elias se humilhou até chegar a uma condição em que não poderia tomar a glória para si. Essa é a condição sob a qual o Senhor ouve a oração, pois assim lhe daremos o louvor.

Devemos crer na Palavra de Deus quer tenhamos qualquer manifestação de sentimento ou não. Assim como Elias, devemos apresentar a nossa petição diante do trono da graça e, quando o Senhor vê que percebemos nossa incapacidade e fraqueza, a bênção vem, assim como veio a solução para aquele assunto familiar específico para o qual eu orara há dias.

Confiei a guarda do meu ser a Deus, ao fiel Criador, e sei que ele guardará aquilo que lhe confiei até aquele dia. 

Louvemos a Deus de coração, mente e voz. Se alguém perdeu a fé, busque a Deus hoje. O Senhor prometeu que se o buscarmos de todo coração, nós o acharemos. (Jeremias 29:13)

terça-feira, 12 de março de 2013

Sinais dos tempos: Os homens-deuses

“Subirei até o céu e me sentarei no meu trono, acima das estrelas de Deus. Reinarei lá longe, no monte onde os deuses se reúnem. Subirei acima das nuvens mais altas e serei como o Deus Altíssimo.” (Satanás) 

Essa citação encontra-se em Isaías 14 e foi escrita no momento em que o profeta descrevia a queda da “brilhante estrela da manhã”, hoje, o deus deste mundo. Satanás sempre tentou imitar Deus. E ainda tenta. Isso não é novidade, pois pode até se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz. (2 Coríntios 11:14) 

Quando observamos a grande comoção que se apodera de um povo diante da perda de seu líder, somos levados a nos lembrar de outras histórias de homens embalsamados, como Lênin e Mao Tsé-tung – verdadeiros deuses para seus povos. No mundo sempre haverá políticos e líderes querendo imitar Deus com propostas de soluções milagrosas para um mundo tão carente. E pior, muitos deles, tentam serem maiores do que Deus, da mesma forma como fez Lúcifer, que enganou e carregou consigo a terça parte dos anjos. 

Quando a Palavra de Deus se tornou carne e Jesus Cristo viveu neste mundo, lemos que Satanás novamente revelou seu plano enganador: Ele levou Jesus para um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e as suas grandezas e disse: — Eu lhe darei tudo isso se você se ajoelhar e me adorar. Jesus respondeu: — Vá embora, Satanás! As Escrituras Sagradas afirmam: “Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele.” (Mateus 4:8-10) 

Não deveria haver dúvida na mente de ninguém sobre a identidade do “deus deste século”. É o próprio Satanás. Ele é o enganador-mor que, na sua filosofia materialista, induz homens a serem “deuses” e convence outros tantos a adorarem-nos. São os “homens-deuses”, que aparecem no mundo, embromam o povo, e no final se transformam em múmias embalsamadas. 

No plano espiritual, a principal obra de Satanás é instigar as pessoas a produzirem seus próprios meios de salvação e, com isso, a construírem um reino no qual Cristo é inaceitável. Chegará o momento em que a grande maioria dos homens será enganada e aqueles que não aceitarem a Cristo como seu único Salvador farão parte desse reino por meio do qual Satanás tentará imitar o Reino Celestial. Os homens-deuses podem muito bem serem seus agentes.

Devemos ficar atentos para não cairmos na cilada do pai da mentira e sair por aí adorando homens. (Apocalipse 13:4). Só Deus deve ser adorado.

sexta-feira, 8 de março de 2013

O trabalho do Espírito

Porque o Espírito que vocês receberam de Deus não torna vocês escravos e não faz com que tenham medo. Pelo contrário, o Espírito torna vocês filhos de Deus; e pelo poder do Espírito dizemos com fervor a Deus: “Pai, meu Pai!” (Romanos 8:15)

Em Jesus, o sonho de Deus para a nossa adoção foi realizado, apesar da nossa cegueira espiritual. O trabalho do Espírito dentro de nós leva a raça humana ao encontro de Jesus dentro da nossa própria corrupção e, assim, podermos começar a discernir o bom do mau, a luz da escuridão, a vida da morte e o céu do inferno.

O Espírito nos encontra em nossos corrompidos mundos internos e nos liberta. Dessa forma ele trabalha dentro de nós para nos ajudar a ver através da nossa própria cegueira, conhecer a verdade em Jesus, e assim nos ajuda a combater, pouco a pouco, o medo, o julgamento, o preconceito e a alienação em nós. 

O Espírito nos trata com profundo respeito. Somos reais e muito importantes para ele. Negar nossos desejos e vontades não faz parte do seu plano. A nossa liberdade não é uma ilusão. Somos livres para ser exatamente o que somos, como somos, para tentar alternativas, ser bruxos e feiticeiros e impor nossas próprias vontades aos outros e à criação. Ele nos deixa viver com nós mesmos e com as consequências das nossas ideias arrogantes e da nossa horrorosa soberba.

Mas o Espírito não dorme nunca e trabalha incessantemente para extrair vida da nossa miséria, verdade dos nossos erros e cura dos nossos desastres pessoais. Ele não tem pressa. Ele é paciente e estrategista em seu amor. No Espírito, o puro amor de Deus se torna um veemente julgamento dentro de nós. Jesus morreu no nosso escárnio e se levantou no nosso inferno. O Espírito não nos deixa matar Jesus de novo nem nos separar de sua presença. A presença dele é de amor, graça e aceitação e, por isso, de julgamento. O amor de Deus não aceitaria nunca que fóssemos estranhos à vida divina. Por esta razão, tudo em nós que se interpõe e que não pertence ao amor precisa ser destruído. 

O Espírito não nos transforma de fora para dentro. Ele nos transforma nos levando a julgamento. Ao revelar que o próprio Jesus está dentro de nós, o Espírito nos dá uma nova visão daquilo que antes era totalmente inconcebível – que Deus é bom e, por esta razão, apreciador da raça humana.

Assim, basta um pequeno “amém” de fé em Jesus para ouvirmos de volta um “amém” de concordância com a nossa aceitação por Deus como seus filhos. É o Espírito que faz isso acontecer. (João 16:8)

terça-feira, 5 de março de 2013

Sinais dos tempos: O aplauso da mentira

Enquanto esse “hoje” de que falam as Escrituras Sagradas se aplicar a nós, animem uns aos outros, a fim de que nenhum de vocês se deixe enganar pelo pecado, nem endureça o seu coração. (Hebreus 3:13) 

Em sua última missa pública como líder da Igreja Católica, Bento XVI afirmou que “Jesus denunciou a hipocrisia religiosa e a atitude daqueles que buscam o aplauso e aprovação”. São duas figuras: o hipócrita e o popular. 

Vivemos num mundo de hipocrisia, mas também de engano e de busca desenfreada por aprovação. São os Sinais dos Tempos. Não há mais disposição para se dizer a verdade, porque a confrontação gera incômodo e em nada contribui para a popularidade. Isso é muito comum na política, mas não fica só nessa área. Por isso, a falsidade encontra terreno fértil, enquanto os conselhos de amigos verdadeiros são desprezados. 

Jesus Cristo foi rejeitado por alguns porque os confrontava em seus erros. Nem por isso deixou de amar, mostrando que o amor é compatível com a sinceridade. Ele sempre quis ser amigo, e teve muitos, pois disse: “Eu [...] chamo vocês de amigos,...” (João 15:15). É muito bom ter um amigo que diz a verdade na hora em que precisa ser dita. Mas em lugar de amigos de fato, o que mais se vê são aduladores mentirosos em busca de aplausos. 

O verdadeiro amigo não precisa concordar o tempo todo com você, mas, pela confiança, suas palavras são fonte de sabedoria. O verdadeiro amigo não lhe dá tudo que você quer, mas diz o que pensa sem temor de represálias. Dificilmente lhe pede algo, mas você sabe que pode contar com ele. 

O amigo não é um adulador. Adular não é o mesmo que elogiar. Não há nada de errado em reconhecer as virtudes das pessoas e dizer isso para elas, mas os aduladores dizem apenas o que é gostoso de ouvir. Nunca discordam da maneira errada de pensar e agir dos pecadores, embora no íntimo os desaprove. Enfim, os aduladores não servem para ser conselheiros. 

Se quiser ser sábio, aprenda a ouvir os conselhos dos verdadeiros amigos. O tolo vive rodeado de aduladores que alimentam o seu ego e suas manias de grandeza. Tem medo da verdade. Vive as irrealidades que os outros constroem para ele. 

Mas Cristo é verdadeiro. Quando a sua sábia Palavra lhe confrontar, não a rejeite. Certamente ele o ama e quer guiar seus atos para uma vida de plena maturidade. Nele não há engano, e não precisou disso para ser popular.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Balançando a teia

Você é o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam. Você é a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. (Mateus 5:13-14)

“Se você tocar uma teia de aranha, em qualquer lugar, a fará tremer por um todo. Enquanto se move neste mundo, suas atitudes de generosidade, ou talvez indiferença, ou quem sabe hostilidade em relação às pessoas com quem encontra, você também faz a grande teia de aranha tremer. A vida que você toca, para o bem ou para o mal, tocará em outra vida e esta, por conseguinte, em outra e, assim por diante. A teia estará tremendo e você nem saberá em que lugar e em que tempo isso acontecerá.” (Frederick Buechner)

Com palavras de ânimo Jesus decretou que seus discípulos fizessem diferença na humanidade. Ordenou que devessem deixar marcas. Se as atitudes forem boas, influenciarão de maneira positiva; se forem más, a influência será destruidora. 

O apóstolo Paulo também recomendou a seu discípulo Timóteo que fosse um exemplo na maneira de falar, na maneira de agir, no amor, na fé e na pureza. (1 Timóteo 4:12)

É isto que a humanidade espera daquele que se propõe a seguir a Jesus Cristo. Que tenham fé, esperança e amor num mundo em que muitas pessoas estão preocupadas apenas com seus próprios interesses.

Somente podemos fazer diferença se fizermos algo diferente. Ao contrário, se praticarmos o que a maioria pratica, se fizermos algo só porque “todo mundo faz”, jamais conseguiremos balançar a teia. Não seremos influenciadores, mas influenciados. 

Não somente a humanidade, mas Jesus Cristo também espera que possamos contagiar o mundo com o seu amor, com a alegria que têm os que vivem na sua presença, com a perseverança que é comum aos que nele confiam.

Se vivermos de maneira pura e santa, muitos serão impactados. “Se as nossas mãos forem limpas e honestas, muitos se sentirão inibidos de agir fraudulentamente. Se o nosso rosto mostrar sempre um sorriso natural, muitos esquecerão seu mau-humor e seus queixumes.” (Paulo Roberto Barbosa)

Enfim, será que estamos balançando a teia ou sendo balançados por ela? Veja como você pode agir para deixar sua influência neste mundo.