terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os primeiros passos

Se alguém quer ser meu seguidor, que esqueça os seus próprios interesses, esteja pronto cada dia para morrer como eu vou morrer e me acompanhe. (Lucas 9:23)

Lembrei-me da querida irmã Ruth Sanders. “Ela foi uma missionária norte-americana que, em 1940, deixou o conforto do seu país e o aconchego de sua família para vir aos rincões do nosso Brasil praticar as boas obras do Evangelho. Dona Ruth, juntamente com seu marido David Sanders, demonstrou com isso renúncia e abnegação, frutos do seu verdadeiro cristianismo”. (Iran Bernardes)

O cristão sabe que boas obras e rituais religiosos jamais substituem o mérito da perfeita obra de expiação de Jesus Cristo, mas que se faz necessário uma demonstração exterior como resultado da obra redentora em sua vida.

Jesus Cristo disse aos seus discípulos que ele seria rejeitado, morto, e depois ressuscitado. Entretanto, se alguém quisesse segui-lo teria que esquecer seus próprios interesses e estar pronto para morrer diariamente, “pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa terá a vida verdadeira. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, mas perder a vida verdadeira e ser destruído?”

Jesus Cristo deixou claro que seguir os seus mandamentos não seria tão fácil, sob o ponto de vista humano. Seriam necessárias renúncia e abnegação. A renúncia é praticada quando a pessoa abre mão dos interesses materiais, e até mesmo do convívio familiar. Na abnegação, a pessoa abre mão de si mesmo ao ponto de mortificar a carne diariamente. Já não é mais a pessoa que vive, mas Cristo, que com soberania decide seus atos. Não se trata de um sentimento romântico, uma ideologia ou algo abstrato, mas prático e realista, que se torna mais evidente nesta época, onde o amor de muitos se esfriam e o materialismo aumenta a cada dia.

Assim como a rejeição e morte de Cristo foram os primeiros passos na ordem da redenção, a renúncia e abnegação são os primeiros passos na ordem crescente da espiritualidade. Em outras palavras, da mesma forma que o passo seguinte da redenção não poderia ser dado sem que houvesse a rejeição e morte de Cristo, a transformação do homem natural em espiritual não pode ocorrer sem que haja a renúncia e a abnegação. 

Esses são os primeiros passos para a verdadeira espiritualidade.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O segredo da nossa humanidade

Disse Jesus: — Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. (João 15:5)

Levar Jesus Cristo a sério nos permite ver o segredo da nossa humanidade, dos nossos fardos e alegrias, dos nossos amores e das nossas paixões. Não fomos criados para vagarmos sem rumo pela vida, sem qualquer sentido, objetivo ou dignidade. Jesus deixou sua glória, tornou-se humano para nos encontrar e nos elevou à vida que compartilha com o seu Pai. Agora não há mais razão de continuarmos perdidos. Nesse sentido, ele afirmou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida.” (João 8:12)

Essa visão é quase boa demais para ser verdadeira. Mas é. Tudo no Universo tem a ver com Jesus. Nele Deus se tornou totalmente humano, de modo que o seu propósito e o nosso destino estão ligados para sempre.  

O propósito de Deus é ver a sua alegria compartilhada conosco. Isso traz consequências para nossas vidas, nossos relacionamentos com os outros seres humanos, nosso relacionamento com a Terra e toda a criação. Não há esfera da vida humana, ou da vida do nosso planeta que esteja excluída do relacionamento de Jesus com o Pai no Espírito Santo. Em Jesus, o Céu e a Terra estão unidos porque nele, por ele e para ele todas as coisas foram feitas. (Colossenses 1:16)

A união que Jesus estabeleceu conosco não significa que nos tornamos Jesus, ou que ele tenha se tornado um de nós. Fomos incluídos, mas não absorvidos; unidos, mas não amalgamados a ponto de deixarmos de ser reais. Compartilhamos da vida divina, mas sempre como pessoas distintas, com nossas próprias e exclusivas personalidades. Temos nossos sonhos, nossos prazeres, nossas alegrias, nas quais podemos provar, sentir e vivenciar a vida divina.

Em Jesus, vemos quem somos e por que estamos aqui, assim como o que está errado e como seguirmos em frente. Viver significa caminhar com ele e compartilhar de seus relacionamentos. Estamos plenamente vivos e somos mais nós mesmos quando vemos com os olhos de Jesus, sentimos com seu coração, amamos com seu amor. Morrer significa estar isolado, fazer as coisas do nosso próprio jeito e servir apenas a nossos próprios interesses.

O que Jesus nos tornou em sua vida – morte, ressurreição e ascensão – é a verdade do nosso ser. Somos amados, aceitos, abraçados e adotados para sempre, e sem ele nada podemos fazer. Esse é o segredo da nossa humanidade.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Uma festa no céu

Mas era preciso fazer esta festa para mostrar a nossa alegria. Pois este seu irmão estava morto e viveu de novo; estava perdido e foi achado. (Lucas 15:32) 

O livro A cabana, de Paul Young, Ed. Sextante, trata da imensa ternura que o Deus Trino nutre pelos pecadores. É um livro sobre a liberdade do Pai, do Filho e do Espírito de nos amar e nos acolher em nossa terrível desolação. Paul conta no começo do livro que Mackenzie – personagem central da história – impelido pelo Espírito Santo, resolve retornar à cabana de seus traumas e, sem que ele bata, a porta se abre e uma negra enorme, com o rosto cheio de vida e amor, corre para abraçá-lo e o ergue do chão, gritando seu nome com tamanha alegria como se a vida toda ela o conhecesse e o amasse e, logo em seguida, lhe serve um delicioso jantar. 

“Admito que fiquei um tanto chocado quando percebi durante a leitura que Young decidira descrever Deus nosso Pai como uma negra absolutamente encantadora e poderosamente maternal. Mas devo admitir também que, logo depois, desejei sentar à mesa da cozinha daquela mulher e me deliciar com sua comida, sua conversa e seu carinho de mãe. A beleza da cumplicidade que sua presença provoca é o que muitos de nós sempre ansiamos para nossas vidas e tão raramente experimentamos”. (King David, resenha de A cabana

Será que essa “negra absolutamente encantadora e poderosamente maternal” nos diz algo a respeito do verdadeiro Deus? Claro que sim! A imagem do coração do Pai pintada por Paul Young nos foi transmitida pelo próprio Jesus. Esse coração transbordante de amor e deleite não é uma fantasia do autor do livro. É o antigo amor que deflagrou o Universo. A beleza do extraordinário amor e da bondade absoluta de Deus está perfeitamente retratada na imagem do Pai feita por Jesus em sua mais famosa parábola dos dois filhos. (Lucas 15:11-32) 

Nessa história Jesus conta que um homem tinha dois filhos. Ele amava ambos. Um deles pôs na cabeça que queria ver o mundo. O outro permaneceu ao lado pai, ajudando-o no trabalho. O pai repartiu então a herança. O mais novo foi para bem longe de casa e ali viveu uma vida cheia de pecado e desperdiçou tudo que tinha. Após passar fome, arrependeu-se e voltou para casa onde foi recebido pelo pai com um caloroso abraço e uma grande festa. 

É assim que é o nosso Deus. Festeiro. Ele ama a todos quantos chegam a ele e os recebe com uma celebração. Foi nesse Deus que Mackenzie encontrou a cura para seus traumas.  

Assim como você está, corra agora para os braços de Jesus Cristo, receba a cura e seja também o protagonista de uma grande festa no céu.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Não precisa se aparecer

Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido. (Mateus 23:11-12)

“Jesus denunciou a hipocrisia religiosa e aqueles que buscam o aplauso e aprovação”. (Papa Bento XVI)

“Ninguém precisa de uma formação acadêmica para servir, mas enquanto homens maus proferem palavras de ódio, homens bons devem se comprometer com a glória do amor”. (Martin Luther King)

Muitas pessoas têm motivação errada ao se disporem a servir. Elas usam a seguinte lógica: Eu quero ser importante, por isso vou servir. Eu quero ser reconhecido, por isso vou ajudar os outros. 

Mas a lógica do Senhor é inversa: Vocês servem com muito amor? Então vocês são grandes em amor. Vocês esperam com confiança no Senhor? Então vocês são grandes em fé. Percebe a diferença na lógica?

A respeito desse assunto, Jesus foi muito claro ao dizer que “você, quando ajudar alguma pessoa necessitada, faça isso de tal modo que nem mesmo o seu amigo mais íntimo fique sabendo do que você fez”. (Mateus 6:3)

O homem é vaidoso – e muitos conhecedores da Palavra de Deus também o são. Querem destaque, querem reconhecimento, querem aplausos, querem fama, poder, dinheiro, status na comunidade, etc. É para isso que lutam; é para tudo isso que gastam as forças e vivem correndo de um lado para o outro. Quanto tempo perdido!

Não precisamos buscar a grandeza, mas ter a simplicidade de um “conte comigo”. Não precisamos nos aparecer, mas dar glória a Deus. Ele tem de ficar cada vez mais importante, e nós, menos importante. (João 3:30)

Mesmo que as pessoas as quais servimos venham nos reconhecer pelo trabalho que realizamos quando, por exemplo, amamos o próximo, a glória não pode ficar para nós, mas deve ser remetida imediatamente a Deus. Se ficarmos com ela, podemos ter a alma ferida. O rei Herodes marcou um dia para aparecer diante do povo e nesse dia vestiu a sua roupa de rei, sentou-se no trono e começou a fazer um belo discurso. E o povo gritava: — É um deus e não um homem que está falando! No mesmo instante um anjo do Senhor feriu Herodes, pois ele aceitou a honra que só Deus merece. (Atos 12:21-23)

Portanto, sirva as pessoas com a motivação correta do amor. Faça tudo pensando na glória de Deus, não na sua. (1 Coríntios 10:31) Ser reconhecido por Deus é incomparavelmente melhor que qualquer glória humana.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Um círculo vicioso

Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres. (João 8:26) 

A liturgia da quarta-feira de cinzas é um “convite à penitência, à humildade, a ter diante dos olhos a própria condição de mortal, mas não para cair no desespero, muito pelo contrário, para poder acolher exatamente nesta nossa mortalidade, a inimaginável proximidade de Deus, que, além da morte, abre as portas para a ressurreição, ao paraíso finalmente reencontrado”. (Papa Bento XVI) 

A quarta-feira de cinzas é o dia que se inicia a quaresma - 40 dias até o domingo de Páscoa. Pela tradição, o período da quaresma tem como objetivo ser um tempo no qual as atividades e hábitos pecaminosos são abandonados. A quarta-feira de cinzas é o início deste período de arrependimento. 

A Bíblia contém inúmeras narrativas de pessoas usando “poeira e cinzas” como símbolo de arrependimento. Se alguém se sente movido pelo Senhor a observar a quarta-feira de cinzas ou a quaresma, o importante é que o faça sob a ótica bíblica. É boa coisa se arrepender de atividades pecaminosas, mas nada que fizermos nos libertará do pecado. Mesmo que o observemos com rigor, quando terminar esse ritual cairemos novamente em transgressões. É o círculo vicioso do pecado. 

Os judeus confiavam cegamente nas tradições e nas cerimônias religiosas. A esperança deles estava depositada na ascendência e na obediência à Lei de Moisés e à tradição oral dos antigos. Eles sentiam-se espiritualmente livres do pecado porque se consideravam nação santa, uma raça eleita por Deus. Jesus discordou deles ao afirmar que eles eram escravos do pecado e não filhos de Deus e que só por meio dele, Jesus Cristo, poderiam encontrar a verdadeira liberdade espiritual. 

O ritual de “poeira e cinzas”, e sua tradição, se tornaram inócuos quando da morte de Jesus Cristo, porque naquele momento ele levou os nossos pecados no seu corpo sobre a cruz a fim de que morrêssemos para o pecado e vivêssemos uma vida correta. Por meio dos ferimentos dele nós somos libertos, quando genuinamente arrependidos. 

Portanto, o melhor que temos a fazer agora é confiar no poder redentor do sangue de Jesus Cristo. Esta é a única maneira de ficarmos livres dessa escravidão que assola a humanidade desde a queda no Jardim do Éden. Aquele que é liberto por Jesus Cristo não vive pecando. (1 João 3:9)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Atenção redobrada

E isso não é de admirar, pois até Satanás pode se disfarçar e ficar parecendo um anjo de luz.. (2 Coríntios 11:14)

Segundo especialistas, quando estamos alegres e confiantes perdemos um pouco a atenção e a vigilância. O inimigo sabe disso e se aproveita dos momentos de descontração para nos atacar. Por outro lado, quando controlamos o nosso excesso, ficamos mais atentos e cuidadosos.

Existe um lugar muito fascinante chamado de Caverna do Diabo. [Ali dentro, até o ar cheira perigo. Se a lanterna for tudo o que você tem, não será tudo o que você precisa. Pois não basta fatiar a escuridão tenebrosa com um facho de luz brilhante. Será preciso mais: cordas, botas, capacetes e, acima de tudo, coragem. Muita coragem! Enquanto suas grutas misteriosas parecem salões imensos, a umidade tenebrosa transforma tudo em apertadíssimos cubículos.

O jogo de sombras provoca a imaginação com infinitas lanças de pedras que parecem dentes afiados de bocas assombrosas prestes a lhe engolir. “Socorro, quero sair!”, fala alguém. Enquanto mais um cede ao abraço do medo, o pavor sorrateiro arrepia cada fio de cabelo dos demais aventureiros. É uma viagem que mistura sonhos e pesadelos, curiosidade e terror. 

Com luzes coloridas, corrimões de segurança e muita produção visual, essa caverna apresenta em seus primeiros 400 metros um inesquecível espetáculo de pedras, rochas e formações geológicas.

O problema são os outros três quilômetros proibidos aos turistas. A aventura, então, deixa de ser uma simples diversão. Apresentam um desafio traiçoeiro aos espeleólogos profissionais, os exploradores de cavernas. É possível haver mais de cinco quilômetros de labirintos intermináveis no ventre escuro dessa caverna.

Embora a Caverna do Diabo leve esse nome assustador, a verdade é que o inimigo não tem uma caverna, nem se esconde entre grutas inexploradas. O agente do mal prefere tentar o coração e a mente de cada um de nós. Lúcifer era um anjo lindo de luz. Ele não quer ser visto como um monstro assustador exatamente para não ser reconhecido. Veio como serpente voadora no Éden, apareceu no deserto para Jesus como um ajudador, e virá disfarçado de amigo ao tentar conduzi-lo para o pecado.] (Inspiração Juvenil 2013, Casa Publicadora Brasileira)

Em época de Carnaval, muitos ficam alegres demais e baixam a guarda. O alerta vermelho está ligado! A atenção deve ser redobrada! Não perca a descontração, mas fique esperto, assim como em lugares perigosos. Ao lado de Cristo, o inimigo é derrotado e o mal não lhe toca.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vale a pena ser honesto?

Aquilo que se consegue com desonestidade não serve de nada, mas a honestidade livra da morte. (Provérbios 10:2)

O julgamento do Mensalão, e seu desfecho, demonstrou o crescimento da capacidade de os brasileiros perceberem, descobrirem, julgarem e condenarem a desonestidade que há muito impera no seio da pátria amada. Nos últimos anos, este país tem melhorado a sua posição no ranking de percepção de corrupção compilado pelo Instituto Transparência Internacional, com sede em Berlim. O Brasil figura como 69º colocado numa lista de 174 países. Na América do Sul, apenas o Chile e o Uruguai são menos corruptos. Mas ainda há muito a percorrer.

Enquanto a maioria da população está menos tolerante com a corrupção, esse sentimento não parece ser o de alguns responsáveis pelos recursos do povo, e que, por causa disso, deveriam estar acima de qualquer suspeita. Os tribunais de justiça espalhados pelo pais estão abarrotados de processos contra servidores suspeitos de improbidade administrativa, caracterizada por desvio de recursos públicos. Quando são publicados casos de corrupção, muitos jovens comentam a notícia com indignação e outros com grande desalento. Mas a pergunta que não se cala é: Vale a pena ser honesto? 

O dinheiro fascina muitos. Do ponto de vista bíblico, não existe nada de errado com o dinheiro. Toda a prata e todo o ouro do mundo são meus, diz o Senhor dos Exércitos (Ageu 2:8). Ele está pronto a entregar tudo isso nas mãos dos seus filhos.

Mas, ganhar dinheiro honestamente exige trabalho e tempo. O problema é que o homem não gosta de esperar e ignora o fato de que a riqueza não se constrói da noite para o dia. Então aparece a insensatez com suas promessas imediatistas oferecendo o assalto à mão armada, o furto, a propina, o calote, o engano, o peculato, etc. Muitos caem na armadilha satânica da desonestidade e do dinheiro fácil.

Conforme palavras de algumas pessoas condenadas, a insônia provocada por uma consciência culpada, a vergonha e o escândalo que destroem a reputação por enriquecimento ilícito e o cinismo ridículo de endurecer a consciência e negar tudo não compensam os prazeres proporcionados pelo vil metal.

Por outro lado, segundo as Escrituras, andar nos caminhos da prosperidade autêntica livra a alma da morte, do desespero, da angústia, da ansiedade e do pânico que se apodera da pessoa quando está prestes a ser exposta. Então, vale a pena ser honesto e exemplo para a geração vindoura.

Que Deus abençoe o fruto de seu trabalho e lhe dê a prosperidade!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Família abençoada

Em casa, a sua mulher será como uma parreira que dá muita uva; e, em volta da mesa, os seus filhos serão como oliveiras novas. (Salmos 128:3)

“Nunca gostei daquele lugar. Para mim, aquilo era um inferninho”, disse o vendedor Tarso Santos, ao sair da delegacia em que pegou os pertences recuperados de sua filha Taise, uma das 235 vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS). “Eu mesmo a levei para a Kiss. Também dei carona para três amigas dela. Duas morreram e uma está hospitalizada”.

O Salmo 128 destaca a promessa da bênção familiar. Deus criou a família e, obviamente, deseja que sua instituição seja próspera. Para isso, ele dá uma orientação importante.

Bênção, para muitos, pode significar prosperidade financeira. Deus é o dono do mundo, o Rei do Universo, e seus filhos são príncipes. É possível ser humilde sem necessariamente ser pobre ou miserável. Mas a prosperidade a que se refere a Bíblia é completa. Ela abrange aspectos espiritual, físico e emocional.

Há um segredo para se alcançá-la: A verdadeira bênção tem que vir de Sião, lugar da habitação de Deus. “Que, lá do monte Sião, o Senhor o abençoe!” (v. 5). Ser abençoado não é apenas sentir-se feliz, mas principalmente aceitar que as bênçãos vêm do Senhor. Viver sem depender de Deus é estar sujeito à dor, à angústia e à insatisfação. Só Deus conhece o verdadeiro caminho para a prosperidade.

Podemos ser prósperos aqui e agora, em todos os dias da nossa vida, não apenas quando estivermos no Paraíso. É bem verdade que a maravilha da Salvação será integralmente desfrutada na eternidade. Quando Cristo voltar, receberemos os benefícios eternos, pois todo mal será aniquilado e não mais haverá pranto e dor. (Apocalipse 21:4)

Mas enquanto isso, podemos usufruir já as maravilhas das bênçãos celestiais: Saúde, cônjuge fiel, família feliz, bens adquiridos e administrados com sabedoria, descendentes obedientes que crescem como oliveiras novas, etc. Para que isso aconteça, precisamos buscar o Senhor. Encontrá-lo significa encontrar a sua bênção. Quem o busca, acha. (Jeremias 29:13)

Todos que têm como alvo viver ao lado de Cristo permitem que os seus ensinamentos se tornem princípios de vida. A prosperidade é resultado natural disso. Quem teme ao Senhor certamente é abençoado (v. 4); e verá a prosperidade de seus filhos (v. 6). Você quer ter uma família abençoada? Siga as instruções na Palavra de Deus.