segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Debaixo das asas

Ele o cobrirá com as suas asas, e debaixo delas estará seguro. (Salmos 91:4)

Leis são preceitos que regulam a sociedade. São elas que definem nossos direitos e deveres e definem como deve ser a conduta do cidadão, prezando pela moral e os bons costumes, garantindo assim a convivência harmoniosa entre os semelhantes. Em última análise, as leis existem para garantir a nossa segurança. Ao obedecer às leis, contribuímos para um mundo mais justo e seguro.

Antes que a primeira lei humana fosse editada, Deus havia providenciado a segurança do homem por meio dos seus mandamentos, que são perfeitos, merecem confiança e dão sabedoria às pessoas. Aqueles que os tomam como princípios de vida são abrigados em suas asas.

Infelizmente, muitos os rejeitam, assim como ignoram leis terrenas. Jesus disse: — Jerusalém, Jerusalém, que mata os profetas e apedreja os mensageiros que Deus lhe manda! Quantas vezes eu quis abraçar todo o seu povo, assim como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! (Mateus 23:37). Estar debaixo da segurança de Cristo implica aceitar os seus mandamentos. Desprezar as leis é aceitar a desordem, a insegurança.

Quando acontece uma tragédia como essa da boate em Santa Maria (RS), rapidamente somos impulsionados para a posição de julgadores daqueles que, por ação ou omissão, contribuíram para que centenas de pessoas morressem, ou se ferissem gravemente. Entretanto, com profundo respeito às famílias atingidas, o grave problema de nossa cultura é que ela é avessa ao cumprimento das leis. Por essa razão, é fácil encontrar pessoas dispostas a fazer qualquer coisa, mesmo ilegais, imorais, antiéticas e inseguras em busca da tão sonhada felicidade. 

“Desse modo, aquele que viaja na velocidade limite da estrada é considerado cafona. O jovem que se nega a beber, porque vai dirigir, é chamado de bobo. Se ele perguntar, ou pior, afirmar que um amigo está bêbado, e pedir a ele para não dirigir, será ridicularizado. Isso quando não for agredido. Agora, imagine se ele perguntar, ao ser convidado para uma festa, se o local é seguro? Se isso ocorre entre amigos, quem ousaria cobrar responsabilidade de um estranho, de um servidor ou de uma autoridade pública?” (Silvio Celestino)

Devemos cumprir as leis pensando na segurança da coletividade, não porque somos eventualmente punidos ao descumpri-las. O temor a Deus torna a pessoa obediente, mesmo quando não está sendo observada. Quanta dor poderia ser evitada se agíssemos assim!

Felizes são os que respeitam a Deus! Felizes os que guardam os seus mandamentos e lhe obedecem de todo o coração! Esses jamais serão envergonhados. (Salmos 119:1-9).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A linguagem da fé

Não se preocupem com nada, mas em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido. (Filipenses 4:6)

“Deus colocou sobre nós o dever de orar. As riquezas do Universo lhe pertencem. Todos os tesouros temporais e espirituais estão sob seu comando e de sua abundante plenitude ele pode suprir cada necessidade. Dele recebemos o fôlego; toda bênção temporal que desfrutamos é dom de Deus. Dependemos dele não apenas para receber as bênçãos temporais, mas para receber graça e força a fim de nos guardar de cair sob o poder da tentação. Diariamente precisamos do Pão da Vida para receber força e vigor espirituais, assim como precisamos do alimento para nos suprir de força física e dar-nos músculos rígidos. Estamos cercados de fraquezas e enfermidades, dúvidas e tentações, mas podemos buscar a Jesus em nossa necessidade e ele não nos deixará sair vazios. Devemos nos habituar a buscar a orientação divina por meio da oração; devemos aprender a confiar naquele de onde provém nossa ajuda.

Devemos ter uma percepção profunda e sincera de nossas necessidades. Devemos sentir nossa fraqueza e nossa dependência de Deus e buscá-lo com a alma contrita e o coração quebrantado. Nossas petições devem ser oferecidas em perfeita submissão; cada desejo deve ser colocado em harmonia com a vontade de Deus, e a vontade dele deve ser realizada em nós.

Se andarmos na luz como Cristo está na luz, podemos nos achegar ao trono da graça com santa ousadia. Podemos clamar as promessas de Deus com fé viva e apresentar com insistência nossos pedidos. Apesar de sermos fracos, falhos e indignos, 'o Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza'. Ao apresentarmos nossa petição pela primeira vez, não devemos abandoná-­la, mas dizer, assim como Jacó depois de lutar a noite inteira com o anjo: 'Não te deixarei ir se me não abençoares', e, como ele, prevaleceremos.

É somente vigiando em oração e pelo exercício de viva fé que podemos preservar nossa integridade em meio às tentações que Satanás lança sobre nós.

Fale ao seu coração constantemente na linguagem da fé: 'Jesus disse que me receberia, e creio em sua palavra. Eu o louvarei; glorificarei o nome dele.' Satanás estará perto, ao seu lado, insinuando que você não sente qualquer alegria. Responda-lhe: 'Eu tenho tudo para estar alegre, pois sou filho de Deus. Confio em Jesus'.” (Signs of the Times, 15 de maio de 1884)

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Antídoto à tristeza

Fiquem alegres e felizes, pois uma grande recompensa está guardada no céu para vocês. (Mateus 5:12)

Era um domingo à tarde, o dia do jogo que definiria o campeão do torneio de futebol. O pai, que tentava influenciar seu filho de sete anos o torcer pelo seu time, programou assistir com ele à partida decisiva no estádio. A emoção até então contida explodiu em alegria quando o seu time marcou o primeiro gol. A alegria do pai torcedor contagiava, mas o time adversário virou o placar da partida e sagrou-se campeão. No fim do jogo, a tristeza tomou conta daquela criança que naquele momento já virara mais um torcedor do time do pai.

Percebendo a mudança de humor do seu filho, o Pai procurou consolá-lo, mas silenciosamente lembrou-se de que precisava ensinar a grande diferença entre alegria e felicidade.

Há uma razão para a mistura de felicidade com circunstâncias que não soam completamente alegres, como as colocadas por Jesus Cristo no Sermão da Montanha. Ser manso, pobre de espírito e procurar a paz com todos não parecem atitudes que fazem parte da vida de uma pessoa que enfrenta circunstâncias aborrecedoras. Mas ser alegre apenas quando os fatos acontecem conforme são planejados é correr risco de não ser feliz sempre.

Afinal, o que tem a ver felicidade com alegria? A felicidade é consistente, a alegria fugaz. A felicidade vem de dentro. É como a esperança; uma vontade de viver, de lutar, uma paz interior. A alegria é momentânea. A felicidade não depende das circunstâncias, pelo contrário, existe apesar delas. É o que sustenta o homem em seus momentos difíceis. A felicidade é perene e transbordante, é o gozo da alma, da bondade, da generosidade, da honestidade. Alegria é o sentimento externado de gozo, euforia, êxtase, geralmente de pouca duração, às vezes um momento. Felicidade é a multiplicação desses momentos em níveis bem altos, gerando por isso uma boa sensação por tempo duradouro. Felicidade é transformar a alegria em algo perene, é o antídoto à tristeza.

Eu sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir alegre em todo lugar, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso ser feliz em qualquer situação, seja de alegria ou de tristeza. (Filipenses 4:12-13) 

Assim, aquele pai pode dizer: – Filho, o nosso time não nos deu alegria hoje, mas ainda é o nosso time. Somos felizes por torcer por ele. Aqueles que conseguem ser felizes em momentos de tristeza terão uma grande recompensa, disse Jesus.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Momento missionário

Jesus Cristo disse: E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. (Mateus 24:14)

Os cristãos são o grupo religioso mais numeroso do mundo, segundo um estudo publicado pelo Fórum Pew de Religião e Vida Pública (http://www.pewforum.org). Pew acumulou dados do tamanho e da distribuição geográfica dos oito maiores grupos religiosos. Descobriu que os cristãos, 2,2 bilhões, são em torno de 32% da população mundial, seguidos pelos muçulmanos, com 1,6 bilhão de crentes. Os hinduístas são o terceiro maior grupo, com quase um bilhão de pessoas (15%), seguidos dos budistas, com 500 milhões de crentes (7%) e dos judeus, que aglutinam 14 milhões de seguidores (0,2%).

Existe um cristão para cada três pessoas no mundo. Cerca de metade dos cristãos são católicos (50%). 37% pertencem à tradição protestante, em sentido lato para incluir anglicanos, bem como igrejas independentes e sem denominação. A Comunhão Ortodoxa, incluindo a ortodoxa grega e russa, constituem 12% de cristãos.

O Cristianismo se espalhou a partir de suas origens históricas e foi geograficamente difundido. Na verdade, a grande maioria dos cristãos (99%) vive fora da região do Médio-Norte da África Oriental onde o Cristianismo começou. A população mundial cristã está distribuída na Europa (26%), seguida de perto pela América Latina e Caribe (24%) e África Subsaariana (24%). Um número significativo de cristãos também vive na Ásia-Pacífico (13%) e na América do Norte (12%). Menos de 1% é encontrado no Oriente Médio e Norte da África.

Entre as seis regiões analisadas neste estudo, quatro têm maiorias cristãs: América Latina e Caribe (90%), América do Norte (77%), Europa (75%) e África Subsaariana (63%). Os cristãos vivem como minorias na região da Ásia-Pacífico (7%), Oriente Médio e região norte da África (4%).

Os 10 países com o maior número de cristãos representam cerca da metade (48%) da população mundial cristã. A maior parte dos cristãos vive nos Estados Unidos (11%), seguido pelo Brasil (8%), México (5%), Rússia (5%), Filipinas (4%), Nigéria (4%), China (3%), a República Democrática do Congo (3%), Alemanha (3%) e Etiópia (2%). Dos 232 países e territórios incluídos no estudo, 157 têm maiorias cristãs. Todos os países pesquisados possuem cristãos. O menor percentual de cristãos encontra-se na Somália e no Afeganistão (0,1%).

Em suma, Cristo não disse que todas as pessoas ouviriam falar a seu respeito, mas que em todas as nações haveria pelo menos uma para testemunhar em seu favor. Assim, ele estaria pronto para voltar.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Antes de partir

De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. (Eclesiastes 12:13) 

O livro "Antes de Partir", Editora Jardim dos Livros, reúne relatos de 17 pacientes terminais em suas últimas semanas de vida. Entre os arrependimentos mais comuns, "desejaria não ter trabalhado tanto" só fica atrás de "ter vivido a vida que eu desejava". 

O livro nasceu de um artigo escrito pela enfermeira australiana Bronnie Ware, "Os Cinco Principais Lamentos dos que Vão Morrer", texto que em poucos meses ultrapassou 1 milhão de acessos. O número triplicou em um ano. 

Ware alterou quase todos os nomes presentes no livro para preservar a privacidade de amigos e parentes. A escritora e compositora australiana trabalhou prestando cuidados paliativos a pacientes terminais, a maioria deles com câncer. 

Ao falar da morte, a autora mostra que, no fim da vida, não há números - saldos bancários ou preço do carro novo -, mas emoções. "Um perdão não pedido, de um 'eu te amo' não dito", como escreve o jornalista Jaime Pereira da Silva na edição brasileira. 

Na introdução, a autora agradece as lições de vida que aprendeu nesse trabalho: "A todas as pessoas maravilhosas agora falecidas, cujas histórias não apenas construíram o livro, mas também influíram em minha vida significativamente", escreve. 

O volume é dividido em cinco lamentos: "Desejaria Ter Tido Coragem de Viver uma Vida Verdadeira para Mim Mesma, Não a que os Outros Esperavam de Mim"; "Desejaria Não Ter Trabalhado Tanto"; "Desejaria Ter Tido Coragem de Expressar Meus Sentimentos"; "Desejaria Ter Ficado Mais em Contato com Meus Amigos"; "Desejaria Ter-me Permitido Ser Mais Feliz". 

Vale a pena ler, porque a autora teve uma experiência que mudou seu modo de pensar a vida. Certamente, a leitura pode tornar a pessoa mais sábia. “As palavras dos sábios são como pregos bem pregados; são como as varas pontudas que os pastores usam para guiar as ovelhas. Essas palavras foram dadas por Deus, o único Pastor de todos nós.” (Eclesiastes 12:11) 

O sábio escritor de Eclesiastes também deixou registrada, de forma bem clara e objetiva, a sua experiência de vida, que, pelo que se extrai dos textos, não foi de lamentos, mas de alegria e desejo de ensinar o único sentido da vida. 

Os professores de sabedoria funcionam como aguilhões e pregos. Eles estimulam ou motivam seus discípulos a buscar o sentido da vida e mostram verdades fundamentais para viver. O Pastor é Deus. Os estudantes podem identificar-se bastante com o versículo 12. “Filho meu” é a maneira típica de um sábio dirigir-se a seus discípulos. 

O escritor de Eclesiastes chegou a uma conclusão final quanto à abordagem adequada para a vida. “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos e até daquilo que fizermos em segredo, seja o bem ou o mal.” (Eclesiastes 12:13-14) 

Portanto, a essência da sabedoria que uma pessoa, antes de partir, pode deixar para as gerações futuras é temer e reverenciar a Deus mediante a obediência porque para ser sábio, antes de tudo, é preciso temer o Senhor. (Jó 28:28)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aceitação pela graça

Todos aqueles que o Pai me dá virão a mim; e de modo nenhum os jogarei fora. (João 6:37)

Aceitação é ser recebido incondicionalmente. Não precisamos cumprir requisitos, receber uma senha, nem chegar no horário. Queremos ser aceitos como somos, ter a certeza de que não existe relutância da parte de Deus para nos aceitar do jeito que somos e como estamos – soltos, livres, com nossas peculiaridades.

Aceitação é uma palavra importante dentro do domínio da graça. Jesus nunca fez um teste com seus discípulos para decidir se os aceitaria. Não foram aceitos primeiro como aspirantes e depois comprovados como discípulos. Não houve um período de prova no qual estariam sob observação para definir sua admissão no grupo. Jesus também não os deixou em quarentena. Não houve nenhum processo de triagem com Pedro ou Tomé, nem mesmo com Judas, só para ter segurança de que os melhores seriam escolhidos.

Desde o início do seu ministério, quando chamou os dois primeiros discípulos, até o Calvário, crucificado entre ladrões, Jesus gastou sua vida revelando a graça de Deus para aqueles que o rodeavam. Demonstrou que a graça é inclusiva. Aceitou ir à casa de Mateus, que tinha convidado um bando de cobradores de impostos e outros “pecadores”. Aceitou a mulher samaritana, a quem escolheu para ser a primeira pessoa a revelar sua missão. Visitou Zaqueu na casa dele. Tocou leprosos e atraiu crianças a si.

Multidões corriam a ele porque as aceitava independentemente de sexo, raça ou profissão. Com Jesus, as pessoas podiam se dar ao luxo de ser elas mesmas.

Em nosso dia a dia, a aceitação no trabalho depende de desempenho, na escola, de nossas notas; para jogar no time, dos gols ou pontos que marcamos. Às vezes, queremos transferir para o domínio da graça os mesmos critérios. Queremos ter parte no processo de aceitação. Mas a graça nos aceita, a despeito de nossa inaptidão e incapacidade.

Ellen G. White escreveu: “Devemos ir com todas as nossas fraquezas, leviandades e pecaminosidade, e, arrependidos, lançar-nos a seus pés. Ele se alegra ao envolver-nos em seus braços de amor, curar nossas feridas e purificar-nos de toda impureza”.

Pela plenitude e riqueza da graça de Deus todos são aceitos. Ninguém vai ficar de fora. Seu abraço inclui todos nós. (Casa Publicadora Brasileira)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O caminho mais excelente

Por isso se esforcem para ter os melhores dons. Porém eu vou mostrar a vocês o caminho que é o melhor de todos. Eu poderia falar todas as línguas que são faladas na terra e até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino. (1 Coríntios 12:31; 13:1)

Semanas atrás escrevi sobre o dom de ser solteiro. É um ótimo dom, sem dúvida. Mas hoje, eu quero mostrar um caminho mais excelente, uma trilha que está acima de todos os dons, até mesmo dos melhores. Quero escrever sobre o casamento. 

Há muitas palavras negativas a respeito do casamento. Elas são suficientes para deixar qualquer pretendente à beira de um ataque de nervos. Mas será que essas observações merecem crédito? Se merecem, porque merecem?

Na nossa cultura existem tantas histórias de relacionamentos quebrados que se listássemos algumas ficaríamos estarrecidos. Muitos desses relacionamentos foram totalmente destroçados e deixaram marcas horríveis e profundas impingidas nas almas. Mas se lembrarmos que esses relacionamentos foram iniciados numa trilha recheada de romantismo, sonhos e promessas de um grande amor, perceberemos que o erro não é conceitual. Algo que não estava nos planos das almas gêmeas impediu que o sentimento amoroso prosperasse e se tornasse uma realidade.

Quando dois pombinhos chegam ao altar, eles invocam para o seu matrimônio algo muito sublime – o amor – atributo que pertence somente a Deus. Muitos talvez não percebam a grandeza do momento no qual estão prestes a começar a exercer a mais alta representação da verdade espiritual – o ato de amar.

"Dia 27 de abril de 2013 será um dia muito especial para nós. Com a presença de Deus e das pessoas mais queridas, celebraremos o nosso casamento. Será um dia de muita alegria e de muita festa."
Visite nosso site.
(Ana Carolina e André)

Amar é a principal atitude de Deus. Aliás, Deus é amor. O amor é o seu caráter; é a sua essência. Obviamente, Deus precisa estar presente na estrutura conjugal, naquela que por ele foi criada no Jardim do Éden. Desconectá-lo da sua própria criação é condenar essa criação ao fracasso, é jogá-la no buraco negro da existência. É como arrancar a flor do caule da roseira, aniquilando-lhe a sustentação, a vida. Sem Deus, não existe o amor.

O ser humano só é capaz de amar, porque Deus o amou primeiro, e colocou dentro dele, pela graça, a sua seiva, a sua essência. Não é possível continuamente exercer o amor afastado da sua fonte, do seu manancial. Mas alguns tentam amar desconectados da fonte. Eis aí a razão de tantas frustrações com relacionamentos que começaram tão bem, dentro das melhores intenções, mas se perderam pelo caminho!

Enfim, os desafios para o casamento feliz não são novidades para ninguém. Não é um caminho fácil, mas pode se tornar o caminho mais excelente para aqueles que se dispõem a trilhar os planos originais traçados na fundação do mundo. Não é um conto de fadas! Nunca existiu e jamais existirá a perfeição num corpo corrompido como o nosso. Entretanto, viver o casamento e poder levá-lo até que a morte o interrompa é uma missão sublime. 

Existe esperança para todo relacionamento: Cristo. Com ele, certamente o casamento é uma testemunha de amor. Com Cristo, o caminho é mais alegre e prazeroso. Experimente! 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ano novo, plano novo

As pessoas podem fazer seus planos, porém é o Senhor Deus quem dá a última palavra. (Provérbios 16:1) 

Ano novo, plano novo. Ó nós aqui outra vez! Muitos podem estar pensando assim: o projeto para o ano passado parecia uma boa ideia na época, mas infelizmente não saiu do papel. 


Eu me lembro de que em quase todo início de ano dizia a mim mesmo: “este finalmente vai ser o ano em que realizarei aquele projeto...”. Será por que tinha que dizer isso todos os anos? 

Para realizar meu projeto, eu costumava planejar de acordo com o que se passava na minha cabeça. Planejava, estabelecia metas, traçava os planos para alcançá-las, e... Pronto! Agora vai, dizia! Então, partia para a batalha. Acontecia que chegava ao final do ano e pouco havia sido realizado. Aí vinha nova frustração, novo plano, novo início... 

Mesmo assim, continuava convencido de que bastava ser uma pessoa organizada, metódica, persistente... Após alguns fracassos, passei a notar que havia algo sobrenatural, uma variável exógena que não dependia de mim, mas que influenciava enormemente o resultado dos meus planos. 

É bem verdade que nossos atos geram resultados reais e mudam, sim, o curso dos acontecimentos, mas nada neste mundo acontece sem que Deus permita. Quando entendemos que Deus é o Criador todo-poderoso, parece sensato concluir que ele preserva e controla todo o universo. Ora, se os sonhos são viáveis, a busca de sua realização segue um plano previamente traçado e, mesmo assim, eles não se concretizam, então há algo fora do nosso controle. A Palavra de Deus garante que esse algo não é aleatório, não é sorte ou falta dela. 

Além de planejar é preciso confiar em Deus e esperar nele. O negócio do qual ele participa tem sucesso garantido, nada é impossível e nenhum dos seus planos pode ser impedido. (Jó 42:2) 

A melhor forma de demonstrar a confiança em Deus é praticar a oração – ação que traz resultados definidos e que efetivamente muda o curso dos acontecimentos. Deus determinou que a oração fosse um meio bastante importante de gerar resultados no mundo. É por meio dela que as pessoas recebem as dádivas divinas. Quem não ora fica a mercê dos acontecimentos. A oração é o único meio de aumentar a chance de sucesso e de fazer com que o algo sobrenatural aconteça em nosso favor. 

“Nada tendes, porque não pedis” (Tiago 4:2). Jesus diz: Até agora vocês não pediram nada em meu nome; peçam e receberão para que a alegria de vocês seja completa.