sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Nunca beijei

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação... (1 Tessalonicenses 4:3a)

Uma vez li a reportagem sobre a jovem Pâmela Machado, 25 anos. Segundo ela, seus lábios nunca sentiram outros e que só pretendia experimentar essa sensação no altar. Ela estava à espera do amor verdadeiro.

Quando tinha 14 anos, Pâmela leu um livro em que um casal se conhecia e se apaixonava sem manter contato físico. “Vi o cuidado para não passar do limite. É uma forma de se resguardar. Não que seja pecado beijar, mas é a forma que encontrei de honrar o outro. A religião não me cobra isso, é pela minha relação com Deus”, explica. Mas ela confessou que é preciso muita força de vontade para resistir à tentação.

“Não sinto que faça falta e não sou triste por isso. Eu me sinto completa por me guardar para alguém que vai me amar. Mas sei que muitos me acham doida.” 

A procura pelo futuro cônjuge, no entanto, não pode ocorrer só na imaginação. Por isso, quem não beija também namora, mas de uma forma bem peculiar. É o relacionamento de corte, baseado na amizade entre o casal. Nele, não há espaço para carícias ou toques mais prolongados. O namoro é conversar e dar muita risada. Isso não é antigo, pode ser vivido no nosso contexto”, explica Pâmela, que já teve dois namorados e não nega a vontade de provar um beijo. 

Os adeptos da linha que preserva a castidade de forma radical, que não aceita beijos ou toques, dizem que é preciso muita ajuda dos amigos e familiares, além de orações constantes. O estudante de administração Glauco Santos, de 23 anos, usa as táticas como válvula de escape para a tentação. Desde os 15, ele está convicto do objetivo de aguardar por uma esposa enviada por Deus. 

O namoro casto não precisa de devotos totalmente puros. Não importa o passado, mas a escolha que se faz no presente, como explica a estudante Sara Augusta dos Santos, de 19. Ela não beija há quatro anos, quando optou por cortejar quem quiser estar ao seu lado. “Isso me valoriza como mulher. Meu marido vai saber que serei só dele.” Ela disse que não tem pressa, mas espera no Senhor.

Embora muitos estudiosos do comportamento humano possam considerar essa atitude um exagero, a Palavra de Deus nos encoraja a viver uma vida de santidade. Isso inclui considerar a entrega mútua entre o casal como uma união com propósito eterno, não como um simples prazer de momento. Este é o plano divino e, sendo dele, é certa a garantia de felicidade para o casal.