terça-feira, 20 de agosto de 2013

Espantando a depressão

Na primeira vez em que fiz a minha defesa diante das autoridades, ninguém ficou comigo; todos me abandonaram. Espero que Deus não ponha isso na conta deles! (II Timóteo 4:16).

No momento em que escreveu a segunda carta a Timóteo, Paulo, um gigante na fé, estava na prisão e sua alma no fundo do poço. No versículo acima ele narrou que fora abandonado e desprezado pelos amigos e colegas de trabalho. Pela sua expressão, é possível sentir a situação desesperadora em que se encontrava. 

O seu estado emocional era muito delicado, pois além do desprezo, um dos seus amigos íntimos havia lhe causado muitos males, fazendo-o sentir-se traído.

Paulo não se esmoreceu diante do quadro depressivo que lhe sufocava. Num exemplo incontestável de fé e de confiança em Deus, ele tomou algumas atitudes fundamentais que lhe proporcionaram forças para espantar a crise de depressão.

A primeira delas foi pedir a companhia de alguém. (v.9). “Venha me ver logo que puder”, escreveu. Quando nos sentimos abandonados, devemos tomar a iniciativa de convidar alguém para estar conosco. Todos precisam de companhia e, por mais difícil que seja a situação, há sempre alguém em que podemos confiar e expressar nossos sentimentos e frustrações.

Paulo também compreendeu os erros das pessoas. (v.11). Marcos, um de seus colegas de trabalho, havia retrocedido durante uma missão obrigando-o a seguir sozinho a viagem. Quantas vezes somos largados no meio das lutas da vida! Mas Paulo não foi arrogante, perdoou e deu a Marcos outra chance de ajudar.

Paulo procurou aliviar o sofrimento. (v.13). Paulo não gostava de sofrer. Ele estava passando muito frio na prisão e pediu que lhe trouxessem a capa para lhe aquecer e dar conforto. Quantas pessoas sofrem, procuram o sofrimento, e acham que devem continuar assim! Mas Deus não gosta que maltratemos o corpo.

Paulo ocupou o seu tempo com algo útil. “Traga os livros também, principalmente os pergaminhos”. (v. 13). Como um grande filósofo, ele gostava de ler os pensadores da época. Como um fiel cristão, também jamais deixou de meditar na Palavra de Deus. 

Enfim, a principal atitude foi alimentar a certeza de que o Senhor estava presente dando força no momento crítico. Ele termina sua carta com a esperança de que “o Senhor me livrará de todo mal e me levará em segurança para o seu Reino celestial. A ele seja dada a glória para todo o sempre! Amém!” (v.18).

Certamente, as atitudes desse grande homem servem como referência para espantarmos esse mal do século chamado depressão.