terça-feira, 30 de julho de 2013

Fé com prática

Portanto, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem ações está morta. (Tiago 2:26)

Sabemos que “sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.” (Hebreus 11:6).

Desde os anos 80, muitos cientistas estudam a influência da fé no bem-estar físico e mental. Os resultados são surpreendentes. “Diversas pesquisas já mostraram que pessoas mais espiritualizadas sofrem menos de ansiedade, depressão e estresse, estão menos vulneráveis a doenças cardíacas, vasculares, endócrinas e autoimunes; como consequência, vivem mais e melhor”, garante Ricardo Monezi, pesquisador do Centro de Estudos em Medicina Comportamental da UNIFESP. 

De fato, sem fé é impossível ter Deus ao nosso lado. E sem a ajuda dele, os desafios do dia a dia parecem mais complicados. “A experiência religiosa, na maioria das vezes, pressupõe a concentração e a busca do equilíbrio a partir da conexão com alguma força maior em que se acredita, que pode ser feita, por exemplo, a partir da oração”, esclarece Jorge Claudio Ribeiro, filósofo e professor da PUC-SP. “Assim, a pessoa que crê conta com recursos para se refazer mais rapidamente, enquanto a que não acredita em nada tem mais chances de se desesperar diante de uma dificuldade”, justifica. 

Quem acredita em Deus sabe que pode comunicar-se com ele na oração e na leitura da sua Palavra. Sabe que ele zela por nós. Isso por si só já produz um sentimento de segurança e conforto nos impulsionando a lidar com os grandes mistérios da vida.

Entretanto, segundo Tiago, é preciso colocar a fé em prática para que tenha valor. O contexto do verso acima encampa as obras sociais e o cuidado para com o próximo. Nesse sentido, podemos inferir que o foco de nossas ações também deve estar voltado para nós, pois é impossível amar o próximo sem amarmos a nós mesmos. 

Então, se cremos que Deus está ao nosso lado e zela por nós, precisamos externalizar essa crença com atitudes que comprovem a fé. “Quando há coerência entre o que se fala e o que se vive, a fé realmente passa a funcionar como um instrumento para o desenvolvimento pessoal, pautando a mudança real de atitudes”, afirma David Charles, teólogo e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Se quisermos boa qualidade de vida, a solução começa com o exercício prático da fé.