sexta-feira, 26 de julho de 2013

A vontade de Deus

Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. (Romanos 8:29)

No meio da festa de comemoração de seu 86º aniversário, o mundialmente conhecido teólogo, escritor e evangelista John Stott pegou o microfone e compartilhou uma resposta à pergunta que mais incomoda a humanidade em todos os tempos: Qual é a vontade de Deus para o homem? E como ele nos faz cumprir a sua vontade?

Disse John Stott a uma imensa plateia: “Deus quer que o homem se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade de Deus para a humanidade.” 

Na verdade, todo homem foi predestinado a ser semelhante a Cristo. Esse é o propósito eterno de Deus. Mas ainda não somos como Cristo. Estamos sendo mudados, transformados pelo Espírito Santo a cada dia. Não alcançamos ainda a perfeição, mas seremos como Cristo quando ele se manifestar na sua volta. Naquele dia haveremos de vê-lo como ele é e a perfeição será plena.

Enquanto isso, procuramos ser como Cristo na sua maneira de viver como viveu aqui, com humildade; na sua forma de servir como serviu, não se considerando superior a ninguém; no seu jeito de amar como amou, ao ponto de se entregar na cruz para salvação da humanidade; na sua longanimidade, pagando o mal com o bem; no cumprimento da sua missão, fazendo discípulos em toda terra.

A consequência prática dessas atitudes é que a semelhança com Cristo nos faz entender claramente o problema do sofrimento aceitando-o como parte do processo de Deus para nos fazer como Cristo. Deus está sempre trabalhando para o nosso bem.

Também nos faz aceitar o desafio do evangelismo, reconhecendo que o sucesso dessa missão está no fato de que devemos parecer com o Cristo que proclamamos. A pregação mais eficaz provém daqueles que vivem conforme aquilo que dizem. 

“É importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela - um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode 'colocar mais água no feijão'”! (Papa Francisco) 

Ao tentarmos parecer com Cristo passamos a compreender o mistério da habitação do Espírito Santo no nosso corpo mortal. Se o Espírito está em nós, claramente somos capacitados a viver uma vida como Cristo viveu. Isso acontece não pela nossa força, mas pela atuação do Espírito que nos regenera e nos transforma.

Que Deus nos capacite cumprir a sua vontade nos enchendo com o Espírito Santo.