sexta-feira, 14 de junho de 2013

O relativismo ético

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. (Romanos 12:2) 

Segundo John Stott, em sua obra “O discípulo radical”, existe uma tendência contemporânea que nos ameaça e à qual não devemos nos render: O relativismo ético. 

Todos os padrões morais que nos cercam estão se desfazendo. Isso é verdade especialmente no Ocidente. As pessoas já não sabem mais o que é certo ou errado. 

Em nenhuma esfera esse relativismo é mais óbvio do que na da ética sexual e na da revolução sexual. Pelo menos onde a ética bíblica era levada a sério, “o casamento era universalmente aceito como uma união monogâmica, heterossexual, amorosa e vitalícia, e como o único contexto dado por Deus para a intimidade sexual. Atualmente, porém, a relação sexual fora do casamento é largamente praticada, dispensando o compromisso essencial com um casamento autêntico. Além disso, relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo são vistos como alternativas legitimas ao casamento heterossexual”, escreve John Stott. 

Para combater tais tendências, Jesus Cristo chama seus discípulos à obediência e a se conformarem aos seus padrões. Alguns dizem que Jesus não falou a respeito disso. Mas ele o fez. Citou Gênesis 1.27 “homem e mulher os criou” e Gênesis 2.24 “deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”, dando a definição bíblica de casamento. E depois de citar esses versículos, Jesus deu-lhes seu próprio endosso pessoal, dizendo: “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19.4-6). 

O espírito de relativismo ético atua fortemente para derrubar esses e outros preceitos bíblicos. Para esse espírito, a moralidade é basicamente arbitrária, ou seja, tudo depende de onde você está, de quem você é, de como você foi educado, e de como você se sente. O que é correto hoje pode não ser amanhã e vice-versa. Não existe uma “clausula pétrea” imutável no tempo. Por causa desse espírito, a Palavra de Deus é considerada antiquada e ultrapassada. 

Mas Deus não muda com o tempo. Por isso, devemos discordar do espírito do relativismo ético. Não precisamos ser inflexíveis em nossas decisões éticas, mas devemos procurar, com sensibilidade, aplicar princípios bíblicos em cada situação. O senhorio de Jesus Cristo é fundamental para o nosso comportamento e o lema “Jesus é o Senhor” deve continuar sendo a base da nossa vida. Só assim ajudaremos o “mundo a se encontrar”, ao invés de sermos confundidos diante da inexistência de quaisquer absolutos.