sexta-feira, 10 de maio de 2013

Sexo, uma disputa

O homem deve amar a sua esposa assim como ama o seu próprio corpo. O homem que ama a sua esposa ama a si mesmo. Porque ninguém odeia o seu próprio corpo. Pelo contrário, cada um alimenta e cuida do seu corpo. [...] Cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido. (Efésios 5:28-33) 

“Hoje, homens e mulheres estão mais preocupados em ter uma ótima performance na cama do que viver uma relação amorosa de qualidade.” (Flavio Gikovate) 

A humanidade construiu uma crença de que o sexo tem mais a ver com um palco para exibição de “virtudes” que uma expressão espontânea e prazerosa da libido. Nesse cenário contemporâneo, a vivência da sexualidade estaria para lá de acuada. 

As cobranças de ótimo desempenho e de corpo perfeito – na maioria das vezes incentivadas pela mídia – têm prejudicado bastante o relacionamento entre homem e mulher, fato que tem transformado o sexo em uma disputa, em vez de momentos de alegre intimidade. 

Essa disputa tem sido o principal motivo de insatisfação conjugal. A obrigação de vencer essas cobranças – às vezes consigo próprios – homens e mulheres têm partido em busca ilusória de parceiros “potencialmente perfeitos”, imergindo-se num lamaçal de adultérios e prostituições. 

Segundo escreve o psiquiatra Flávio Gikovate em seu livro “Sexualidade sem fronteiras” (MG Editores, 2013), talvez seja esse também o motivo de estarmos vivendo um período em que são muito frágeis as fronteiras entre homossexualidade e heterossexualidade, uma vez que homens e mulheres, decepcionados pela incessante e frustrante busca de prazeres, partem para aventuras com pessoas do mesmo sexo. 

Mas não foi isso que o Criador planejou desde o princípio. As Escrituras Sagradas compara o casamento como a união entre Cristo e a Igreja, na qual não há cobrança de desempenho ou de perfeição, mas um cuidado especial de um para com o outro. A perfeição que Cristo exige de sua noiva é a perfeição do amor e da pureza. Da mesma forma, marido e esposa devem amar um ao outro como cada um ama a si mesmo. 

Se preocupássemos mais com a perfeição do amor, e menos com a perfeição do nosso corpo, estaríamos vivendo no meio de uma sociedade mais pacificada, com a instituição familiar mais forte e filhos mais saudáveis. Que Deus continue a abrir os nossos olhos para o amor.