terça-feira, 30 de abril de 2013

Santa expectativa

Quando Moisés caminhava para o local da adoração, todo o povo se erguia, olhavam-no pelas costas, até ele entrar no recinto. Então, descia a glória do Senhor e todo o povo adorava a Deus. (Êxodo 33:8-10) 

“Adorar é avivar a consciência pela santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purgar a imaginação pela beleza de Deus, abrir o coração ao amor de Deus, consagrar a vontade ao propósito de Deus.” (William Temple). 

Deus busca verdadeiros adoradores. Jesus disse: “Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem.” (João 4:23). 

É importante notar que é Deus quem atrai os adoradores. Quando o adoramos, nós apenas respondemos a essa iniciativa divina “em espírito e em verdade”. A adoração somente tem início quando o Espírito Santo toca o nosso espírito. Isso quer dizer que fórmulas e rituais não produzem adoração. Só o Espírito produz. Podemos usar todas as técnicas e métodos, podemos ter a melhor liturgia, mas não adentramos na verdadeira adoração sem que o Espírito toque o espírito. 

Não há uma prescrição para adoração, mas o nosso espírito deve estar inflamado pelo fogo divino. Significa que é preciso um preparo inicial antes de entrarmos no ambiente de adoração. É esse preparo que chamamos de “santa expectativa”. 

Quando as pessoas viam Moisés entrar no recinto da adoração ficavam preparadas, pois sabiam que algo extraordinário iria acontecer. Elas iriam ver a glória de Deus. Assim, tinham uma santa expectativa. 

Nos nossos dias, a santa expectativa significa vivermos diariamente como herdeiros do reino, ouvindo a voz de Deus e obedecendo à sua Palavra em todos os aspectos, sabendo que assim a glória de Deus se manifestará. Longe dessa maneira de viver é impossível esperar que sejamos verdadeiros adoradores. 

Quando duas ou mais pessoas em santa expectativa se reúnem, essa atitude pode transformar o ambiente em local de cura e libertação. E é num recinto assim que o Espírito encontra liberdade, que a glória de Deus se manifesta e o louvor liberta. 

Finalmente, é num recinto tomado pela glória de Deus que a unidade transcende o individualismo e o foco de cada adorador se vira unicamente ao Senhor, pois só Deus deve ser adorado, e ninguém mais. (Mateus 4:10).