sexta-feira, 12 de abril de 2013

Afinal, quem é bom?

Certo jovem perguntou a Jesus: — Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna? Jesus respondeu: — Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. (Lucas 18:19) 

No tema central da parábola “O jovem rico” Jesus viu o perigo inerente da riqueza e ensinou que apenas uns poucos, com a ajuda de Deus, poderiam lidar de maneira correta com a riqueza. 

Eu quero destacar o fato de Jesus ter corrigido a maneira de pensar e falar do jovem. “O título ‘Bom Mestre’ tinha tom de lisonja. Sem falar da vida eterna, Jesus explica que a maneira de entrar na vida é submeter-se aos mandamentos de Deus.” (Mac Nair S. E.) 

Existe uma frase do romancista americano Jamel Farrel muito conhecida que diz o seguinte: “Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço. Esta é a verdadeira sabedoria.” Em sua obra “O mundo que eu não fiz”, Farrel denunciou a hipócrita virtude de um mundo onde os negócios de Deus estão sempre, por cupidez ou miséria dos homens, subordinados aos negócios da terra; mundo onde se invoca a divindade, mas para salvaguardar antes ou depois os interesses da posse; mundo onde se aconselha a moral cristã, mas logo a seguir se contradizem os preceitos dessa moral pela maldade das ações e das palavras; mundo que se tenta redimir e perdoar, mas que primeiro se denuncia e se acusa. 

Jesus Cristo é o único Filho do homem que estaria imune às críticas acusatórias de Farrel. Ninguém mais está imune. Nunca existiu e jamais existirá outro ser humano com autoridade impecável para exigir atitudes moralistas, pois todos são falhos. 

A resposta “dura” de Jesus não significa que ele não seja bom, pois também é Deus. Mas denota a sua repulsa a bajulações. O jovem rico era, provavelmente, membro do Sinédrio ou alto funcionário da sinagoga. Ele tentou massagear o ego de Jesus, já que o título pelo qual ele o chamou não era comumente usado entre os rabinos. Por isso, Jesus o reprovou. 

Jesus revelou os pontos cegos que havia na vida espiritual daquele jovem. E fez isso com amor, mostrando que é correto tentar ajudar as pessoas que se mostram interessadas em uma mudança de vida genuína, desde que essa ajuda não seja manifestada por uma atitude moralista regada de superioridade espiritual.

Entretanto, ninguém pode ser visto, lido e ouvido incondicionalmente, a não ser Jesus. Afinal, ele é Deus. Ele é bom, perfeito, verdadeiro, e nele não há injustiça. (João 7:18)