terça-feira, 26 de março de 2013

Sinais dos tempos: Invalidação da Graça

Quando Abrão ficou sabendo que o seu sobrinho tinha sido levado como prisioneiro, reuniu os seus homens treinados para a guerra, todos eles nascidos na sua casa. Eram trezentos e dezoito ao todo. Abrão foi com eles, perseguindo os quatro reis até a cidade de Dã. Ali Abrão dividiu os seus homens em dois grupos, atacou os inimigos de noite e os derrotou. (Gênesis 14:14-15)

Os inimigos de Sodoma se apoderaram de todos os objetos de valor existentes na cidade e levaram cativo o sobrinho de Abrão, dentre outras pessoas. Abrão organizou uma operação de resgate sensacional! Foi uma iniciativa militar difícil. Com seu pequeno grupo, Abrão foi capaz de vencer o exército que tinha derrotado Sodoma, trazer de volta os bens capturados e as pessoas que haviam sido feitas cativas. (v. 16)

É preciso ter em mente que Abrão, naquela operação de resgate, salvou pessoas que não mereciam ser salvas, pois os “homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gênesis 13:13). Aquela operação nos lembra de que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. 

Não podemos ser arrogantes e ingratos, a ponto de pensar que merecemos a salvação; a ponto de achar que algum resíduo de bondade própria nos torna dignos do sacrifício que pagou o preço da nossa salvação.

Como um dos sinais dos tempos, os “mestres deste mundo” instigam o orgulho e um arrogante senso de valor próprio. A mensagem deles se resume na seguinte expressão: “Você merece ser salvo! Na verdade, seu valor é tão elevado, que Deus teve de pagar o preço mais alto por sua redenção”. Porém, isso está muito distante do que se lê na Palavra de Deus. Nossa salvação se baseia inteiramente na graça de Deus. Pois pela graça de Deus somos salvos por meio da fé. Isso não vem de nós, mas é um presente dado por Deus.

Essa diferença de raciocínio abriga enormes implicações. Quando tentamos acrescentar qualquer atributo de justiça própria à nossa salvação, depreciamos por completo a obra perfeita de Jesus Cristo na cruz do Calvário. E estes são os maiores pecados: a ingratidão, a arrogância e o orgulho, pois invalidam a Graça.

Sabendo o rei de Sodoma que os bens e o povo da cidade haviam sido resgatados, foi com atitude de ingratidão perante Abrão e mostrou todo seu egocentrismo quando tentou “comprar” de volta aquelas pessoas. Abrão rechaçou esse espírito maligno e devolveu tudo sem reter nada em troca. (v. 21-23). Mais adiante Sodoma foi destruída por Deus.