sexta-feira, 22 de março de 2013

A dor da traição

Enquanto estavam à mesa, no meio do jantar, ele disse: — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês, que está comendo comigo, vai me trair. (Marcos 14:18) 

Quem já passou por uma traição sabe muito bem: ser traído(a) gera uma dor quase insuportável. Depois, vem raiva, culpa, mágoa. No pacote de sentimentos de muitas pessoas também estão a baixa autoestima e o desespero. É natural viver esse turbilhão e cada um tem um tempo para reagir e sair desse processo. 

Passado o baque inicial, o que diferencia uma pessoa da outra é a forma como cada uma lida com a traição. Há quem pense em se vingar, traindo o parceiro e assumindo os riscos por isso. Outras terminam a relação. Existem, ainda, as que perdoam. Se a decisão de separar ou de perdoar for tomada com segurança, encare-a de cabeça erguida e não se incomode com o que os outros vão achar ou falar. Importe-se apenas com seus sentimentos, com o que será melhor para sua vida, com a sua felicidade. 

Avalie o que aconteceu, mas não se martirize! Ninguém leva o outro a trair. Isso seria culpar a vítima. Quando entramos em um relacionamento fazemos um compromisso de fidelidade. A traição está diretamente ligada à falta de caráter de uma pessoa, razão pela qual ela tem o perdão bíblico, mas a possibilidade de reconciliação é opcional. Em caso de adultério, Deus permite o divórcio. 

A Bíblia registra vários casos de traição. Todos tiveram drásticas consequências. Jesus sentiu a dor de ser traído. Ele jantava com um amigo que lhe trairia. Judas traiu Jesus no momento mais difícil de sua vida. Jesus suportou e perdoou aquela infidelidade, mostrando como lidar com a traição, seja qual for o grau de sofrimento que ela nos cause. Felizmente, a morte de Jesus trouxe vida àqueles que assim creem.

José, homem integro, foi traído friamente por seus irmãos, posto no poço e vendido como escravo, para depois ser empregado de Potifar, e, outra vez, ser maliciosamente traído pela esposa deste. Foi posto na prisão, fez amizade com o copeiro do rei e mais uma vez conheceu o beijo da traição, pois aquele homem quebrou a promessa feita na prisão e se esqueceu de José. Imagina a agonia, a dor, e a aflição de José por ser traído várias vezes. Mas tudo isso tinha um propósito divino.

Portanto, anima-te! Se a dor da traição fez ou faz parte da sua vida por causa da infidelidade humana, há esperança para você por causa da fidelidade divina. Deus pode muito bem te engrandecer, de uma forma ou de outra, pois nada acontece sem a sua permissão. Você crê?