terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vale a pena ser honesto?

Aquilo que se consegue com desonestidade não serve de nada, mas a honestidade livra da morte. (Provérbios 10:2)

O julgamento do Mensalão, e seu desfecho, demonstrou o crescimento da capacidade de os brasileiros perceberem, descobrirem, julgarem e condenarem a desonestidade que há muito impera no seio da pátria amada. Nos últimos anos, este país tem melhorado a sua posição no ranking de percepção de corrupção compilado pelo Instituto Transparência Internacional, com sede em Berlim. O Brasil figura como 69º colocado numa lista de 174 países. Na América do Sul, apenas o Chile e o Uruguai são menos corruptos. Mas ainda há muito a percorrer.

Enquanto a maioria da população está menos tolerante com a corrupção, esse sentimento não parece ser o de alguns responsáveis pelos recursos do povo, e que, por causa disso, deveriam estar acima de qualquer suspeita. Os tribunais de justiça espalhados pelo pais estão abarrotados de processos contra servidores suspeitos de improbidade administrativa, caracterizada por desvio de recursos públicos. Quando são publicados casos de corrupção, muitos jovens comentam a notícia com indignação e outros com grande desalento. Mas a pergunta que não se cala é: Vale a pena ser honesto? 

O dinheiro fascina muitos. Do ponto de vista bíblico, não existe nada de errado com o dinheiro. Toda a prata e todo o ouro do mundo são meus, diz o Senhor dos Exércitos (Ageu 2:8). Ele está pronto a entregar tudo isso nas mãos dos seus filhos.

Mas, ganhar dinheiro honestamente exige trabalho e tempo. O problema é que o homem não gosta de esperar e ignora o fato de que a riqueza não se constrói da noite para o dia. Então aparece a insensatez com suas promessas imediatistas oferecendo o assalto à mão armada, o furto, a propina, o calote, o engano, o peculato, etc. Muitos caem na armadilha satânica da desonestidade e do dinheiro fácil.

Conforme palavras de algumas pessoas condenadas, a insônia provocada por uma consciência culpada, a vergonha e o escândalo que destroem a reputação por enriquecimento ilícito e o cinismo ridículo de endurecer a consciência e negar tudo não compensam os prazeres proporcionados pelo vil metal.

Por outro lado, segundo as Escrituras, andar nos caminhos da prosperidade autêntica livra a alma da morte, do desespero, da angústia, da ansiedade e do pânico que se apodera da pessoa quando está prestes a ser exposta. Então, vale a pena ser honesto e exemplo para a geração vindoura.

Que Deus abençoe o fruto de seu trabalho e lhe dê a prosperidade!