sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Feliz desapego

Pois onde estiverem as suas riquezas, aí estará o coração de vocês. (Lucas 12:34)

Meus caros, reproduzo a seguir um texto muito edificante recebido de um amigo.

 “Neste final de ano, compartilhamos o maior exemplo de desapego que vem das abelhas. Após construírem a colmeia, abandonam-na. E não a deixam morta, em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado sem preocupação com o destino que terá. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. 

Na vida das abelhas temos uma grande lição. Em geral o homem constrói para si, pensa no valor da propriedade, tem ambição de conseguir mais bens, sofre e briga quando na iminência de perder o que ‘lutou’ para adquirir. Assim, não pode haver paz uma vez que pensamentos e sentimentos formem uma tela prendendo o ser ao que ele julga sua propriedade.

Essa teia não o deixa alçar voo para novas moradas. E tal impedimento ocorre em vida ou mesmo após a morte, quando um simples pensamento como ‘para quem vai ficar a minha casa?’ é capaz de retê-lo em uma etapa que já podia estar superada. Ele fica aprisionado a um plano denso, perde oportunidades de experiências superiores.

Para o homem, tirar a vida de animais e usá-los como alimento é normal. Derrubar árvores para fazer conservas de seu miolo, também. Costuma comprar o que está pronto e adquirir mais do que necessita. Mas as abelhas fabricam o próprio alimento sem nada destruir e, ainda, doam a maior parte dele.

A lição das abelhas vem do seu espírito de doação. Num ato incomum de desapego, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente o soltam, sem preocupação se vai para um ou para outro. Deixam o melhor que têm, seja para quem for – o que é muito diferente de doar o que não tem valor ou de dirigir a doação para alguém da nossa preferência.

Se quisermos ser livres e pararmos de sofrer pelo que temos e pelo que não temos, devemos cultivar em nós a virtude do desapego. O exercício é ter sempre em mente que nada nem ninguém nos pertence, que não viemos ao mundo para possuir coisas ou pessoas, e que devemos soltá-las. Assim, quando alguém ou algo tem de sair de nossa vida, não alimentamos a ilusão da perda, mas adquirimos a visão mais ampla.

O sofrimento vem quando nos fixamos a algo ou a alguém. O apego embaça o que deveria estar claro: por trás de uma pretensa perda está o ensinamento de que algo melhor para nosso crescimento precisa entrar. E se não abrimos mão do velho, como pode haver espaço para o novo?”

Que neste Novo Ano a mensagem das abelhas possa nos incentivar a desapegarmos das coisas passageiras, abrindo espaço para investirmos naquelas que são eternas. Feliz Ano Novo!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Natal de graças

E sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é o que Deus quer de vocês por estarem unidos com Cristo Jesus. (I Tessalonissences 5:18).

Espera Deus que lhe agradeçamos tudo - mesmo que nos sobrevenham infortúnios? Algumas pessoas parecem achar que sim.

Lembro-me de ter lido, anos atrás, um relato publicado numa revista popular de notícias acerca de uma organização religiosa que ensinava seus adeptos a literalmente darem graças a Deus por tudo o que lhes acontecia, bom ou mau. Como exemplo, a revista citava o caso de um frentista de posto de gasolina que fora agredido por uma gangue de arruaceiros. O rapaz tinha ficado inconsciente e fora roubado, mas, por sorte, não morrera. Quando recuperou a consciência, em vez de lamentar seu infortúnio, exclamou: "Graças a Deus!"

Posso estar enganado, mas acho que o rapaz estava agradecendo a Deus por lhe haver poupado a vida, e não por ter sido assaltado. Mas suponhamos que ele estava dando graças a Deus por sua desdita; espera Deus realmente que lhe agradeçamos as más coisas que nos acontecem?

Aparentemente, Jó pensava assim. Quando sua esposa recomendou que ele amaldiçoasse a Deus e morresse, Jó respondeu: "Temos recebido o bem de Deus, e não receberíamos também o mal?" Jó 2:10. Jó cria que tanto o mal como o bem vêm de Deus e, sendo que era apropriado agradecer-Lhe o bem que Ele concede, devia ser igualmente apropriado agradecer o mal que Ele envia.
Acontece que, embora Jó aparentemente não tenha ficado sabendo, ele estava errado, pois não foi lhe mostrado os bastidores para ver que Satanás, e não Deus, era a causa de suas aflições. É Satanás, o originador do pecado, o responsável último por todo sofrimento, e com certeza nenhum sofredor lhe deve agradecimentos por suas desventuras.

Mas observe que Paulo não diz: "Por tudo dai graças", mas: "Em tudo dai graças" - e isso faz toda a diferença no mundo. Significa que devemos manter uma atitude constante de gratidão, tanto na prosperidade como na adversidade. Na prosperidade, porque sabemos que todas as bênçãos vêm de Deus; na adversidade, porque sabemos que Deus pode tirar algo bom de algo mau - uma bênção a partir de algo que parece maldição. (Neemias 13:2).

Aproveite agora as festas para dar graças a Deus! Feliz Natal!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Nunca beijei

Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação... (1 Tessalonicenses 4:3a)

Uma vez li a reportagem sobre a jovem Pâmela Machado, 25 anos. Segundo ela, seus lábios nunca sentiram outros e que só pretendia experimentar essa sensação no altar. Ela estava à espera do amor verdadeiro.

Quando tinha 14 anos, Pâmela leu um livro em que um casal se conhecia e se apaixonava sem manter contato físico. “Vi o cuidado para não passar do limite. É uma forma de se resguardar. Não que seja pecado beijar, mas é a forma que encontrei de honrar o outro. A religião não me cobra isso, é pela minha relação com Deus”, explica. Mas ela confessou que é preciso muita força de vontade para resistir à tentação.

“Não sinto que faça falta e não sou triste por isso. Eu me sinto completa por me guardar para alguém que vai me amar. Mas sei que muitos me acham doida.” 

A procura pelo futuro cônjuge, no entanto, não pode ocorrer só na imaginação. Por isso, quem não beija também namora, mas de uma forma bem peculiar. É o relacionamento de corte, baseado na amizade entre o casal. Nele, não há espaço para carícias ou toques mais prolongados. O namoro é conversar e dar muita risada. Isso não é antigo, pode ser vivido no nosso contexto”, explica Pâmela, que já teve dois namorados e não nega a vontade de provar um beijo. 

Os adeptos da linha que preserva a castidade de forma radical, que não aceita beijos ou toques, dizem que é preciso muita ajuda dos amigos e familiares, além de orações constantes. O estudante de administração Glauco Santos, de 23 anos, usa as táticas como válvula de escape para a tentação. Desde os 15, ele está convicto do objetivo de aguardar por uma esposa enviada por Deus. 

O namoro casto não precisa de devotos totalmente puros. Não importa o passado, mas a escolha que se faz no presente, como explica a estudante Sara Augusta dos Santos, de 19. Ela não beija há quatro anos, quando optou por cortejar quem quiser estar ao seu lado. “Isso me valoriza como mulher. Meu marido vai saber que serei só dele.” Ela disse que não tem pressa, mas espera no Senhor.

Embora muitos estudiosos do comportamento humano possam considerar essa atitude um exagero, a Palavra de Deus nos encoraja a viver uma vida de santidade. Isso inclui considerar a entrega mútua entre o casal como uma união com propósito eterno, não como um simples prazer de momento. Este é o plano divino e, sendo dele, é certa a garantia de felicidade para o casal.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

No Portão Leste do Céu

Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. (Romanos 12:10)

Você conhece algum irmão ou amigo que te faz sentir plenamente realizado e feliz com a vida? Que te deixa “pra cima” quando conversa contigo? Pois é, ele existe. Ou melhor, existiu. Esse gigante na fé, amado Pr. David Sanders foi encontrar a sua amada Ruth Sanders. 

“Pr David foi um exemplo vivo para todos nós do tipo de pessoa que Deus usa. Nunca quis brilhar diante dos homens e sempre cuidou para que apenas o Senhor fosse reconhecido e exaltado por meio do seu ministério e da sua própria vida. Sua serenidade, força interior, apego à Palavra de Deus, desejo permanente de servir e de realizar, além do seu profundo amor pelo ser humano revelavam sua intimidade com Deus. Deus o tomou para Si, mas o testemunho do Pr. David permanecerá entre nós, como a voz amorosa de Deus nos lembrando, sempre, que o amor é a essência da vida vida cristã.” (Pr. Edson Lôbo) 

O casal Ruth e David Sanders foi um amor em pessoa. Toda vez que conversava com eles eu me sentia esperançoso e restaurado. Eles sempre me inspiraram a ser alguém. Eu admirava a maneira como o casal tratava as pessoas, não importando a classe social. A forma como transmitiam o amor de Deus era fascinante. Mas a forma como eles amavam o ser humano chegava a ser ridícula para o mundo de hoje.

Ridícula porque hoje em dia é muito raro encontrarmos alguém que é capaz de tirar o alimento da sua própria boca para dar aos mais necessitados. Simplesmente eu não consigo descrever a atitude desse casal. Eu tenho muito ainda a aprender sobre esse amor fraternal, porque praticá-lo não é algo natural para mim. Eu costumo arranjar um monte de desculpas quando se trata de ser mais espontâneo e amoroso. Afinal, é muito mais seguro e cômodo ser superficial com as pessoas.

A essência de Jesus Cristo está no amor. O conteúdo de sua Palavra também. Mas é um amor profundo. Cristo veio ao mundo para salvar o pecador. Essa foi e é a sua missão. Muitas vezes achamos que Jesus gastou tempo com os “religiosos”, quando na verdade ele gastou seu tempo com os viciados, os roubadores, as prostitutas, os doentes – pessoas que não tinham nada em comum com ele. As pessoas zombavam da maneira de Jesus amar, porque o amor de Jesus era ridículo.

Na cultura de hoje é digno de risadas esse amor sacrifical. Mas você, que faz parte da noiva de Cristo, não pode ter medo de ser excessivamente cheio de amor, de esperança e de paciência. Deus mudou radicalmente a sua vida. Ele deu-lhe algo que é mais valioso do que qualquer coisa. É hora de compartilhá-lo.

Durante os 65 anos de ministério missionário no Brasil, Pr. David Sanders “foi para nós a manifestação vívida e tangível do evangelho da graça e do amor de Deus para conosco. Nós não apenas ouvimos o evangelho de Jesus. Nós o vimos; o vivenciamos; tivemos com ele comunhão e fomos por ele tocados, confrontados e encorajados em amor”. (Pr. Geraldo Borges)

Assim como costumava dizer, nós nos encontraremos em breve no Portão Leste, na cidade maravilhosa chamada Céu! Descansem em paz casal Sanders!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Fuja para a vida

Fuja das paixões da mocidade e procure viver uma vida correta, com fé, amor e paz, junto com os que com um coração puro pedem a ajuda do Senhor. (2 Timóteo 2:22)

Aqueles que gostam de chegar cedo para curtir uma praia e montam sua barraca perto das ondas sabem muito bem o que vai acontecer mais tarde: A maré irá subir e logo terão que se afastar para não serem arrastado pelas águas. O problema é que só encontrarão lugar atrás dos que chegaram depois. 

Existe um ditado que diz: se você não vai para frente, significa que você está indo para traz. Isso vale para a vida espiritual. Quando não progredimos, perdemos terreno.

Assim como devemos nos afastar para não sermos engolidos pelas águas da praia, devemos também fugir das paixões carnais para continuarmos vivos na fé. Não somente fugir, mas perseguir a justiça, a fé, o amor e a paz.

A palavra “fugir” implica correr o mais rápido que puder para longe de algo que possa ser prejudicial. É exatamente isso que Paulo está aconselhando fazer quando confrontados com “paixões da mocidade”, ou com atitudes que não glorificam a Deus. Da mesma forma, a palavra “perseguir” implica seguir de perto algo com o objetivo de captura-lo. Esta é a maneira que Deus quer que nós aproximemos dele – sempre nos esforçando para chegar a conhecê-lo melhor por meio de sua Palavra, seus mandamentos, e assim crescer na fé.

Quanto mais buscarmos os desejos divinos e a nossa aproximação com Cristo, mais rapidamente nos afastaremos das ações que não glorificam e honram a Deus. 

É uma escolha excludente, ou seja, fujamos para a vida – logicamente significa fugir da morte eterna – ou permaneçamos estacionados espiritualmente, sujeitos ao envolvimento contínuo com o pecado. Não podemos viver um estilo de vida que glorifique a Deus e continuar sendo arrastado por práticas prejudiciais ao crescimento espiritual. 

Em última análise, fugir para a vida – ou crescer espiritualmente – resume se a cada pequena escolha que fazemos. Com a força de Deus podemos negar desejos carnais, e optar por fazer a coisa espiritualmente correta.

Que o nosso relacionamento com Deus nos capacite a encontrar a rota de fuga das práticas contaminadas desse mundo e o caminho da vida eterna.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Precisamos de segurança

Eu penso que o que sofremos durante a nossa vida não pode ser comparado, de modo nenhum, com a glória que nos será revelada no futuro. (Romanos 8:18)

Estamos vivendo um momento de muita insegurança. Percebe-se cada vez mais a insuficiência das autoridades policiais no combate à criminalidade. O que observamos em nossa volta nos leva a concluir que precisamos estar abrigados por uma força sobrenatural. Mas esse medo não acontece só nos dias de hoje.

Na carta aos Romanos, Paulo já procurava tranquilizar as pessoas dizendo que o Espírito Santo nos torna livres do medo e, pelo seu poder, podemos contar com a proteção do Pai Celestial. O Espírito Santo em nós nos convence de que somos filhos do Deus Soberano, o mesmo que controla todos os acontecimentos do Universo, impedindo que o mal tome conta de tudo.

Sendo seus filhos, recebemos as bênçãos e as promessas que ele tem para o seu povo. Não somente agora, mas também na eternidade. O Universo, que se tornou assim porque Deus quis que fosse assim, geme, mas espera com muita impaciência o momento em que Deus irá restaurá-lo.

Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo do medo e tomará parte na gloriosa segurança preparada para os filhos de Deus.

Pois, não somente o Universo, mas nós, que temos o Espírito Santo como o primeiro presente que recebemos de Deus, também esperamos que Deus nos liberte completamente do medo.

Porém, se estamos esperando alguma coisa que ainda não podemos ver, então esperamos com paciência. Neste período de preparo podemos contar com a ajuda do Espírito Santo, pois com gemidos que não podem ser explicados por palavras, pede a Deus em nosso favor de acordo com a vontade divina.

De fato, Deus tem preparado um lugar maravilhoso, onde poderemos viver com segurança, paz e tranquilidade. Será um lugar lindo, cheio da glória de Deus. Nada neste Universo pode ser comparado ao que Deus tem preparado para aqueles que o amam. 

Então, apesar de tudo que vemos e sentimos, tenhamos a certeza de que “todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano”. (Romanos 8:28).

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Velha e Nova República

E é assim que o julgamento é feito: Deus mandou a luz ao mundo, mas as pessoas preferiram a escuridão porque fazem o que é mau. (João 3:19).

O Supremo Tribunal Federal decidiu na quarta-feira (13/11) pela execução imediata das penas da maioria dos condenados do mensalão. Para o filósofo Roberto Romano, professor de ética e política da Universidade Estadual de Campinas, isso “não revolucionará a vida pública do país”. “No mesmo momento em que essas pessoas estão sendo punidas, crimes iguais são perpetrados no Brasil inteiro”, afirmou.

De acordo com ele, a decisão da corte “é um pequeno passo no sentido de decretar o fim da impunidade, mas temos uma série de escândalos similares ocorrendo no país, abrangendo muitas legendas, seja de situação ou de oposição. A corrupção no país é sistêmica. Isto é, todas as partes (governo e maioria do povo) dependem disso”.

Segundo esse filósofo, a política brasileira funciona assim: “Se você for oposição, não leva recursos para suas bases eleitorais, e consequentemente não é eleito”. Por sua vez, “o eleitor vota na pessoa que usa de meios antiéticos para trazer recursos para sua cidade”, pois só assim consegue melhorá-la. Sem perceber, a população endossa o “rouba, mas faz”' porque entre um candidato ético que não traz recursos para a cidade e um que usa estes expedientes, ganha o que traz recurso. O Brasil continua na Velha República.

Eu, porém, digo que o homem natural se envereda na escuridão por causa da natureza corrompida na qual nasce. É por isso que Jesus Cristo disse que precisamos nascer de novo. Para ele nos dar uma natureza livre da corrupção.

Mas como nascer de novo? É preciso nascer da água e do Espírito Santo, disse Jesus: “Quem nasce de pais humanos é um ser de natureza humana; quem nasce do Espírito é um ser de natureza espiritual.” (João 3:6).

Assim como Moisés, no deserto, levantou a cobra de bronze numa estaca, assim também o Filho do Homem teve de ser levantado numa cruz, para que todos os que crerem nele tenham vida eterna, que começa com o novo nascimento. 

Então, aquele que crê no Filho tem uma nova vida e não é julgado; mas quem não crê já está julgado porque não crê no Filho único de Deus. Pois todos os que fazem o mal odeiam a luz e fogem dela, para que ninguém veja as coisas más que eles fazem. Mas os que vivem de acordo com a verdade procuram a luz, a fim de que possa ser visto claramente que as suas ações são feitas de acordo com a vontade de Deus. (João 3: 18-21).

Assim como o homem, eu creio que, com Jesus Cristo, o Brasil pode nascer de novo para viver de fato a Nova Republica, conquistada com muito custo após a queda do Regime Militar.

Viva a Proclamação da (Nova) República!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cabide de toalhas

Que o Senhor os faça compreender melhor o amor de Deus por vocês e a firmeza que ele, Cristo, dá! (2 Tessalonicenses 3:5)

Quem já não fez alguma promessa consigo mesmo de cuidar melhor da saúde e começar a praticar exercícios físicos? Geralmente no início de ano muitas pessoas resolvem se tornar mais saudáveis e começam a cuidar do corpo. Isso é muito bom! Quantos chegam a comprar uma bicicleta ergométrica e colocá-la em frente a uma TV com a firme convicção de que “agora vou entrar em forma”? Entretanto, é comum ver bicicletas se tornarem cabides de toalhas.

Um personal treiner disse que está acostumado a ver as pessoas começarem animadamente a prática de exercícios. Apesar de dar grandes incentivos, ele percebe que em poucos meses muitos desistem. Sabendo disso, as academias pedem que o novo aluno assuma o compromisso de frequentá-las por um ano, exigindo que deixem cheques pré-datados em garantia. 

Fazer exercício físico é questão de perseverança. A mesma filosofia se ​​aplica à fé. Deus inúmeras vezes se revela ao homem pela sua graça e seu poder. A sua Palavra é a prova disso. Mas apesar de sua insistência, muitos, em momentos de dúvida ou fraqueza, questionam o plano divino para a sua vida e, diante das aflições, afastam-se do Senhor. 

A Palavra de Deus é o nosso equipamento de treino. É a nossa esteira da fé. Suas palavras oferecem incentivos para enfrentarmos as dúvidas e descrenças.

“Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos. Porém peçam com fé e não duvidem de modo nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. Quem é assim não pense que vai receber alguma coisa do Senhor, pois não tem firmeza e nunca sabe o que deve fazer”. (Tiago 1:2-8)

A verdade é que nossos exercícios espirituais não são diferentes dos físicos. Se você quer correr uma maratona, você primeiro tem que correr um quilômetro. Se você quer se tornar um vaso de bênçãos, você tem que começar a praticar a Palavra.

Portanto, não tenha medo de provações e desafios, mas abrace-os como oportunidades para amadurecimento da fé. No início não será fácil, pois é possível que você passe por experiências difíceis e dolorosas. Mas no final você vai olhar para trás e saber que se tornou mais forte. Não deixe seu equipamento da fé se tornar um “cabide de toalhas”.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Ele não se esqueceu de você

Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o teu rosto? (Salmos 13:1)

A pergunta de Davi é uma que nós fazemos com freqüência, em tempos de dificuldade. O salmista se fez esta pergunta seis vezes. Até os mártires do evangelho perguntaram: “Até quando, ó soberano Senhor?” (Apocalipse 6:10)

Sei que há momentos tão escuros na vida que, humanamente, sentimos que Deus se esqueceu de nós. Davi passou por muitos momentos assim. Quando ele escreveu este salmo, estava fugindo de Saul. Eram tempos difíceis. Um dia, até chegou a dizer: “Há um passo entre mim e a morte”. (I Samuel 20:3)

De quem você está fugindo hoje? Que problema tenta esquecer? Que tipo de pressões enfrenta? Porventura já veio à sua mente que a única saída poderia ser abandonar tudo e desaparecer? Você olha para todo lado e não vê luz? Clama e dá a impressão de que Deus não responde?

Todos os dias precisamos aprender a lidar com os sentimentos. Eles, com freqüência, são traiçoeiros. Quando estamos bem, nos fazem sentir que estamos mal e vice-versa. Distorcem a realidade. Colocam uma venda em nossos olhos e nos impedem de enxergar a mão poderosa de Deus.

Outro dia, minha esposa e eu voamos de Charlotte para Saint Louis. O céu estava escuro e chovia bastante. Quando a aeronave começou a ganhar altura, vimos algo que nos ensinou uma grande lição. O avião tremeu ao atravessar as nuvens, mas em poucos minutos voava num céu azul e calmo, onde o sol brilhava em todo o seu esplendor.

Ah!, meu amigo, pode ser que neste momento a sua vida pareça rodeada de nuvens escuras, mas não se esqueça de que, por cima delas, o sol brilha. Não há nuvem, nem tempestade capaz de apagar o sol.

Portanto, não se desespere. Se Deus, na sua infinita sabedoria permite que você viva o momento que está vivendo, é porque tem algo maior e melhor para você. Espere um pouco e o sol brilhará de novo. Deus não se esqueceu de você. Não dorme nem dormita. Continua vigilante. Portanto, não se pergunte como Davi: “Até quando, Senhor? Esquecer-te-ás de mim para sempre? Até quando ocultarás de mim o Teu rosto?”

Texto de Alejandro Bullon

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Volta ao sossego

Eu amo a Deus, o Senhor, porque ele me ouve; ele escuta as minhas orações. (Salmos 116:1)

O salmista afirmou categoricamente que Deus sempre lhe ouviu quando clamava por socorro. Uma vez ele estava passando pelo medo da morte, pelo horror da sepultura, e disse: “Os laços da morte me apertam, os horrores da sepultura tomam conta de mim, e eu fico aflito e apavorado”. Mas sabia que podia contar com alguém muito poderoso. Foi quando clamou: “Ó Senhor Deus, eu te peço: Salva-me da morte”!

Diante de tal exemplo de fé, podemos também afirmar que o Senhor é bondoso e fiel; que o nosso Deus tem compaixão de nós. O Senhor protege os que não podem se defender. Assim como salvou o salmista, ele pode nos salvar de todo perigo.

Precisamos apenas continuar confiando em Deus, o Senhor, pois ele tem sido bom para todos que nele esperam. Deus nos livra da morte, faz parar as lágrimas e não deixa que caiamos na desgraça.

Por isso, no meio dos viventes, viveremos uma vida de obediência a ele. O salmista continuou crendo, apesar de ter dito: “estou completamente esmagado.” Ele não parou de crer, mesmo quando de maneira afobada exclamou: “não se pode confiar em ninguém". 

Você já parou para pensar o que podemos oferecer a Deus, o Senhor, por tudo de bom que ele nos tem dado? O Senhor quer ser louvado. Ele quer de nós um coração grato, em adoração e submissão a ele.

O Senhor Deus sente pesar quando vê morrerem os que são fiéis a ele. Aliás, ele não tem prazer na morte de ninguém, antes, quer que todos se convertam e vivam para glória do seu nome.

Sendo nós os teus servos, devemos servi-lo com alegria e gratidão. Se alguma coisa não vai bem conosco, se algo não sai como planejamos, lembramos que poderia ser pior. Mas o Senhor nos mantém vivos pela sua graça.

Ofereça agora o seu coração como uma oferta de gratidão e dirija as suas orações a ele como uma demonstração de confiança.

Procure estar reunido com os que compartilham essa fé em Cristo, porque no ajuntamento dos que creem há uma fonte de energia que emana do trono de Deus para nos proporcionar segurança e trazer de volta nossa alma ao sossego. Aleluia!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Saibamos viver a modernidade

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2)

A Palavra citada por Paulo aos Romanos está mais atualizada como nunca. Temos muito a aprender para vivermos conforme a vontade de Deus. 

Segundo Dom Orlando Brandes, “a filosofia do relativismo inverte valores, torna bem o que é mal, cultua o ego, os gostos, os desejos, as satisfações e o bem-estar individual. Nega os valores absolutos, a ética, as certezas, os rumos, as seguranças”. Há uma “soberba filosófica” que leva cada um julgar-se absolutamente dono de suas decisões, aceitando cada vez menos as orientações éticas. Impõe-se o clima de permissividade e sensualidade na lógica do individualismo. Não podemos sacrificar a verdade objetiva, nem as normas éticas universais, para sermos escravos do relativismo.

As pessoas morrem por obediência ao esteticismo, ao culto do corpo esbelto, magro, bem ao gosto do figurino da moda consumista. Morre-se em cirurgias plásticas, lipoaspiração e jejum das pessoas escravizadas pelas regras e leis do “tipo modelo”. Como sofrem e até são excluídas as pessoas que não correspondem às medidas de um corpo atraente. Todos querem ser magros e malham o corpo sob o comando da escravização da moda. Cuidar do corpo é um dever e a beleza é reflexo de Deus, mas o esteticismo é um engano.

A ideologia do bem-estar leva à busca da satisfação imediata, do desejo de consumo, da criação de necessidades desnecessárias. A avidez do mercado descontrola o desejo das crianças, jovens e adultos. Legitima-se que os desejos se tornem felicidade. Os pobres são perdedores, explorados, excluídos, supérfluos e descartáveis. A desigualdade social é uma iniquidade que precisa ser superada. O consumismo nos trouxe a depredação da natureza, a desigualdade cada vez maior entre ricos e pobres, a ruína dos valores, as doenças típicas da modernidade.

Para satisfazer os desejos dos indivíduos temos a cultura do ter, a civilização do consumo, a ética do agradável e o aumento do narcisismo. O individualismo rompe com a ética, com a família, a religião, as instituições, as responsabilidades. Acontece então a privatização da fé, a fragmentação da vida, a relativização dos valores. 

Mas o bem, a verdade, a liberdade e o amor nos convocam à comunhão e à fraternidade superando a elevação do ego e seu endeusamento. Que saibamos viver a modernidade.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Enquanto puder...

Assim, como a criança desmamada fica quieta nos braços da mãe, assim eu estou satisfeito e tranquilo, e o meu coração está calmo dentro de mim. (Salmo 131:2)

O salmista passou por uma grande transformação espiritual. Em sua oração ele disse: Ó Deus, eu já não sou orgulhoso; deixei de olhar os outros com arrogância. Não vou atrás das coisas grandes e extraordinárias, que estão fora do meu alcance. Em seguida, ele escreveu o verso acima.

No campo espiritual, a Bíblia nos incentiva a tornamos como criança. Mateus 18:2-3 relata que Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente dos seus discípulos e disse: Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu, porque a criança, na falta de malícia, reconhece a dependência do pai. Esse é um aspecto.

Por outro lado, a criança precisa crescer. Leia o que o escritor da carta aos Hebreus escreveu quando explicava a forma de servir a Deus: “Temos muito o que dizer a respeito desse assunto; mas, porque vocês custam a entender as coisas, é difícil explicá-las. Depois de tanto tempo, vocês já deviam ser mestres, mas ainda precisam de alguém que lhes ensine as primeiras lições dos ensinamentos de Deus. Em vez de alimento sólido, vocês ainda precisam de leite. E quem precisa de leite ainda é criança e não tem nenhuma experiência para saber o que está certo ou errado. Porém a comida dos adultos é sólida, pois eles pela prática sabem a diferença entre o que é bom e o que é mau”. (Hebreus 5:11-14)

Então, até quando devemos ser criança? A adolescência é a fase que marca a transição entre a infância e a idade adulta. Em um estudo publicado recentemente, Psicólogos britânicos especializados no tratamento de jovens estão sendo orientados a considerar que hoje a adolescência vai até os 25 anos. Eles chamam esses adolescentes de jovens infantilizados.

Há algum indício de que poderíamos estar criando uma nação de jovens que relutam em deixar a adolescência para trás? Acredito que não. O que está havendo é apenas uma extensão do período da adolescência. E isso não tão ruim, desde que os pais desempenhem um papel no ensino de responsabilidades-chaves, e que os jovens, em troca, deem o retorno. Isso funciona para todas as áreas da vida, inclusive a espiritual.

Enfim, para mim, a vida adulta é perceber que não há adultos completos e que todos nós estamos crescendo a cada dia, sempre ao lado de Cristo. Mas “é bom ser criança enquanto puder”. Feliz Dia das Crianças!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mansidão e fraqueza

Felizes as pessoas humildes, pois receberão o que Deus tem prometido. (Mateus 5:5)

Eu costumava ter uma forte antipatia com a palavra “mansidão”. Ela me trazia à memória o tempo que eu cursara o ensino médio. Eu era um adolescente tímido, mas almejava ser representante de classe. Ao escolher o colega, e não eu, o professor discursara dizendo “eu escolhi Joaquim porque é uma pessoa com personalidade forte – e não alguém manso...”. 

Claro que não fiquei satisfeito com aquele pronunciamento. Passei anos associando mansidão com fraqueza e havia mentalmente assimilado que precisava erradicar, tanto uma quanto outra, do rol de minhas características, se quisesse crescer na vida. 

Pelo menos é isso o que eu pensava até que encontrei a antipática palavra saltar aos meus olhos das páginas das Escrituras Sagradas. Lá estava ela, uma das primeiras boas características que Jesus citara em seu famoso Sermão da Montanha.

No Sermão da Montanha Jesus começara a mostrar o seu verdadeiro propósito, que, para a decepção de muitos, não era ser um rei terreno, poderoso e repleto de prestígio. Em vez disso, ele começara mostrar o plano de Deus de transformação interior das almas como preparo para um reino espiritual. Como exemplo a ser seguido, Jesus rejeitou os métodos terrestres de aquisição de poder em favor da cura interior proporcionada pelo seu amor e misericórdia.

É a misericórdia de Deus que transforma o coração de pedra em um coração de carne. É a humildade de Cristo que nos chama a um relacionamento com ele. E, finalmente, foi a sua vontade em rejeitar a glória terrena que abriu a porta para usufruirmos a glória celestial.

Agora, Cristo nos pede para aprendermos com ele, que é manso e humilde de coração. Assim, nossas almas podem encontrar o descanso em Deus, enquanto somos por ele fortalecidos para vivermos como “fracos” diante do mundo.

Isso não quer dizer que Deus não tem poder, ou que devemos rejeitar virtudes como a coragem. Mansidão não é fraqueza, pelo contrário, é uma virtude que todos nós precisamos para conquistar este mundo para Cristo.

Faça uma reflexão. Existe alguma área na sua vida que seria beneficiada com um pouco mais de mansidão e humildade? Peça a Deus um coração igual ao dele.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Você será lembrado

Pois o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente. (Salmos 9:18).

Há quanto tempo você está suplicando por uma determinada bênção e o Senhor parece não Se importar com seu pedido? O salmista apresenta hoje uma promessa alentadora. Você não será para sempre “esquecido”, e não será perpetuamente frustrado. Não é uma grande notícia?

Mas existe uma condição para que a promessa divina se cumpra. Você precisa ser um aflito necessitado. Aqui não se fala de dois tipos de pessoas. Você sabe que esta é uma poesia hebraica e a beleza da poesia hebraica não está na rima, e sim no paralelismo.

O paralelismo é a repetição do mesmo pensamento em duas frases aparentemente diferentes. Assim, o necessitado da primeira frase é o aflito da segunda. Você pode estar aflito hoje, se estiver enfrentando algum problema. Mas não se sentir necessitado.

A palavra hebraica para necessitado é ebyôn, e é usada pelo menos em três aspectos diferentes. Para referir-se a um estado de pobreza material, a uma pessoa que não tem posição social ou a uma atitude de humildade diante de Deus. Inclusive, o verbo hebraico necessitar, Abah, significa aceitar, consentir. Ninguém aceita a intervenção de outro se não for necessitado.

Quando o ser humano acha que Deus está demorando a responder, é geralmente porque não chegou ao estado de necessidade espiritual que o leva a aceitar a intervenção divina em sua vida.

Naquela noite, no mar da Galileia, os discípulos lutaram com as ondas e o vento contrário enquanto tiveram forças. Eram pescadores acostumados às tempestades e tormentas. Para que pedir ajuda? Eles podiam resolver sozinhos o problema.

Mas, na quarta vigília, lá pelas quatro ou cinco da manhã, quando não tinham mais forças, quando o orgulho e a suficiência humana haviam desaparecido e sentiam-se “necessitados”, Jesus apareceu andando sobre as águas para socorrê-los.

Sentir-se necessitado não é um assunto de palavras nem de lágrimas. É uma atitude do coração. É o que você e eu precisamos aprender diariamente, porque a promessa do Senhor é que “o necessitado não será para sempre esquecido, e a esperança dos aflitos não se há de frustrar perpetuamente”. (Alejandro Bullon)

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Os bem sucedidos

Aqueles que temem o Senhor aprenderão com ele o caminho que devem seguir. Eles sempre terão sucesso, e a Terra Prometida será dos seus filhos. (Salmos 25:12-13)

A palavra sucesso ou prosperidade na linguagem hebraica, é Tsaleaj. A primeira vez que aparece na Bíblia é quando o servo de Abraão cumpre a missão de buscar uma esposa para Isaque e alcança o seu objetivo. Ele obteve sucesso, afirma o relato.

Na Bíblia, a palavra Tsaleaj expressa a ideia de um empreendimento bem-sucedido porque Deus está presente. Ao narrar a história do reinado vitorioso e próspero do rei Uzias, o relato bíblico afirma: “Nos dias em que buscou ao Senhor, Deus o fez prosperar.”

Deus promete sucesso para as pessoas que o temem, mesmo que estejam cansadas, estressadas, aflitas, correndo de um lado para outro. Pessoas que trabalham de sol a sol, ganham até bem, mas o que conseguem não lhes serve para nada, pois desaparece das mãos como areia entre os dedos.

Sucesso, no sentido bíblico, não é basicamente acúmulo de dinheiro, de propriedades e de bens materiais. Ele é mais focado na satisfação, na realização e na paz interior. Sucesso é ter a alegria do dever cumprido em cada etapa, embora o trabalho pareça não ter fim.

A segunda parte do texto diz: “A Terra Prometida será dos seus filhos.” Que terra? Aquela que mana leite e mel. Uma terra melhor, um futuro pelo qual lutamos, nos esforçamos e nos sacrificamos, mas que na sua plenitude desfrutaremos somente na eternidade.

Não importa. O caminho pode ser longo e cheio de perigos. A jornada pode ser cansativa e perigosa. Mas se cumprirmos o dever diário, depositando a confiança em Deus, a fonte do sucesso, a nossa alma achará repouso em meio às agitações da vida. Saberemos o que estamos fazendo aqui. Conheceremos a nossa missão, encontraremos o caminho e nossa vida terá sentido.

Portanto, não limitemos nossas expectativas a valores materiais. Observemos as pessoas. Pesemos os sentimentos. Importemos-nos com as pequenas alegrias da vida e não nos esqueçamos de que, se buscarmos a Deus, nós seremos pessoas bem-sucedidas.

Texto original de Alejandro Bullon, tradução e versão de Elbem César

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Fale apenas o necessário

O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia. (Provérbios 12:23).

Existe um ditado indiano que afirma: “Não fale tudo o que sabe, porque quem fala tudo o que sabe, geralmente fala o que não convém.” Pessoas que sabem muito não fazem questão de mostrar que sabem. São prudentes. Calam-se quando é preciso e falam no tempo oportuno. O sábio sabe o que fala, porque sabe o que pensa.

Pessoas que falam mais que o necessário carregam com frequência complexos que controlam suas palavras e atitudes. Precisam ser o centro da atenção e, na maioria das vezes, mostram ter domínio de temas que desconhecem.

No silêncio do coração, essas pessoas sofrem porque percebem a insensatez de “proclamar estultícias”, mas o desejo de “aparecer” é quase instintivo.

Um dia essa pessoa conhece valores éticos e a dor aumenta. Luta para aplicar os conceitos aprendidos. Luta consigo mesma, contra seus complexos, temores e traumas que não consegue identificar. É uma luta injusta. Ninguém vence um inimigo oculto. É uma batalha cruel. A pessoa sofre a angústia de não viver a teoria que conhece. Sabe por que as coisas não dão certo na vida, por que seu casamento anda mal, e o relacionamento com os filhos é péssimo. Tenta, mas seus esforços são inúteis.

A incoerência de muitos livros de autoajuda é que apresentam o sorvete maravilhoso, mas não dizem como consegui-lo. “Tire a energia que existe dentro de você”, afirmam. “Descubra seu potencial”, proclamam. E cada vez que você olha para dentro de si, em busca do badalado “potencial”, só encontra um mundo difuso e sem forma, de sombras que o assustam.

O melhor livro de autoajuda que existe é a Bíblia. Não existem princípios de “inteligência emocional” que não estejam registrados no texto bíblico. A diferença é que a Bíblia o conduz a Jesus, a única pessoa capaz de colocar ordem no seu mundo interior.

Vá a Jesus hoje. A verdadeira energia vem do alto, não de dentro. E lembre-se: “O homem prudente oculta o conhecimento, mas o coração dos insensatos proclama a estultícia.” (Alejandro Bullon)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

A Bíblia da Psiquiatria

Quando te chamei, tu me respondeste e, com o teu poder, aumentaste as minhas forças. (Salmos 138:3)

A quinta edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), conhecido como a "Bíblia da Psiquiatria", foi lançada em maio passado, nos EUA, cercada de muita polêmica.

O novo manual amplia ainda mais o número de doenças mentais, além de aumentar as chances de alguém ser diagnosticado com os transtornos já existentes. Com isso, cresceria o número de pessoas tratadas com medicamentos para transtornos mentais - e, consequentemente, o mercado para a indústria farmacêutica.

Uma das principais críticas é a de que o DSM-5 estaria transformando em doenças comportamentos até agora considerados comuns, como o sofrimento após a perda de alguém próximo (agora, o luto que durar mais de duas semanas é considerado sintoma de depressão), colocando em discussão a fronteira entre o que é considerado “normal” e o que pode ser definido como doença mental.

“Existe uma inflação de diagnósticos. Decisões que pareciam fazer sentido foram exploradas por empresas farmacêuticas em campanhas de marketing agressivas e enganosas. Elas venderam a ideia de que problemas da vida cotidiana são na verdade doenças mentais, causadas por desequilíbrios químicos e curadas com uma pílula”, diz Frances, professor emérito da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e um dos maiores críticos do DSM-5.

Há muitos séculos a Bíblia Sagrada tem gratuitamente mostrado soluções muito eficazes para esses problemas que a Psiquiatria considera doenças mentais.

Certo dia um segurança de uma escola contou-me que quando era policial caçava bandidos de maneira implacável e impiedosa. Sentia ódio pelas pessoas que falavam da Bíblia Sagrada, porque entre os marginais encontrava muitos que diziam ser crentes.

Uma vez, entrou em depressão. Disse que não havia motivo nenhum de ter pesadelos terríveis, a ponto de não dormir com medos que antes não sentira. Passou um bom tempo na vida chorando por motivos fúteis, sem apetite, sem alegria, agressivo, solitário e sem vontade de viver.

Naquelas circunstâncias ele se deparou com a Bíblia Sagrada e encontrou em suas palavras inspiradas promessas maravilhosas. Após buscar ao Senhor ele sentiu-se como um pássaro que saiu da gaiola e começou a ver a beleza da vida nos seus mínimos detalhes. Hoje, lê a Bíblia Sagrada e ora todos os dias.

Assim é a Palavra de Deus. Os Salmos foram escritos por pessoas que atravessavam momentos difíceis na vida, com problemas aparentemente insolúveis. Mas Deus misericordioso jamais os desamparou, e sempre lhes providenciou o refrigério e a força para a alma. Você crê que a Palavra é muito útil para nós? Eu creio.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Pode estar na imaginação

Estou derrotado e caído no chão; de acordo com a tua promessa, dá-me novas forças. (Salmos 119:25)

Existe uma história muito conhecida no mundo dos terapeutas sobre um elefante de várias toneladas amarrado a uma estaca tão pequena que até uma criança poderia arrancar. Por estranho que pareça, esse quadro tem uma explicação. Os elefantes têm uma memória prodigiosa, mas não são muito inteligentes. Quando pequenos e ainda sem muita força, são amarrados a estacas. Os filhotes se esforçam por libertar-se. Tentam inutilmente uma e outra vez, até que chegam à conclusão de que é impossível fugir. Nesse ponto, entra em ação a prodigiosa memória, e eles se lembrarão pelo resto da vida de que não podem arrancar a estaca.

É muito comum observar isso no comportamento humano. Quando crianças, algumas pessoas ouviram: “Você não presta”, ou “você nasceu pra sofrer”. Nesses momentos infelizes de suas vidas, uma pequena estaca imaginária foi colocada no inconsciente. Por causa da sua imaginação, as pessoas se acomodam achando que “a vida é assim mesmo” e não correm atrás dos seus ideais.

O salmista passou por experiência semelhante. Em algum momento da vida ele se sentiu derrotado e caído no chão, imaginou-se preso a uma estaca que não o deixava ser feliz. Ele se esforçava, lutava, mas seus complexos impediam-no de sair do marasmo em que se encontrava. Mas ele não se esmoreceu, confiou na promessa divina e clamou ao Senhor por força. A partir desse momento sua vida começou a mudar para melhor. Ele percebera que os males estavam na imaginação.

Você já passou ou tem passado por uma situação semelhante? Pode ser que você esteja passando por um momento em que se sente derrotado e caído no chão. Nada dá certo em sua vida. Sua profissão não deslancha. A família está em pedaços. Deus parece estar distante... 

Eu sugiro a você parar um pouco e refletir se existe alguma estaca imaginária aprisionando a sua alma. Pode ser um complexo inferior, um trauma, ou até mesmo um questionamento sobre a sua existência. Você pode se achar o mais fraco entre os homens, mas é nessa hora que Deus aparece para mudar a sua imaginação.

Quando Deus abre os nossos olhos, passamos a enxergar que a Palavra de Deus, que criou vida quando nada existia, tem poder para recriar tudo que o inimigo destruiu, restaurando a vida de maneira completa. Então, faça como o salmista: confesse ao Senhor que se sente derrotado e caído no chão, e ore pedindo forças.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Ainda há lugar

Mas eles, um por um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse ao empregado: “Comprei um sítio e tenho de dar uma olhada nele. Peço que me desculpe.” (Lucas 14:18)

Há pessoas que são especialistas na arte de apresentar desculpas. Diante de um convite, dizem: “Olha, eu gostaria muito de ir, mas...”; “Não leve a mal dessa vez, mas não vai dar”; “Vai ter que ficar para a próxima”; “Surgiu um imprevisto”; “Você me mandou um e-mail?”; “Ué, você não recebeu?”; “Tentei te ligar, mas o celular estava fora da área.”

Seja na escola, no trabalho, no namoro, na hora da multa no trânsito, as desculpas são as mais criativas possíveis. Existem até sites que ensinam as pessoas a apresentarem uma boa desculpa para tudo.

Na história que envolve o verso acima, um homem rico havia enviado um convite com antecipação a muitas pessoas para uma grande festa. Ele esperava que todos fizessem do convite uma prioridade. Mas, dentre os convidados, surgiram três desculpas. A primeira foi a do homem preocupado com seu trabalho: “Comprei um terreno. Preciso ver se é produtivo, quem são meus vizinhos e as perspectivas de valorização.” O trabalho era mais importante do que o convite para a festa. O segundo tinha comprado dez bois. Estava preocupado com seu investimento. “Preciso ver se estão bem cuidados e se fiz um bom negócio.” E a terceira desculpa foi a mais fria: “Não posso ir.” “O relacionamento com minha família e com os amigos é muito forte. Minha esposa não quer ir.”

Note as três desculpas: trabalho, investimento e relacionamentos. Até hoje continuam sendo fatores importantes na hora da decisão.

Nós também, quando fazemos uma festa, queremos ter a casa cheia e ficamos aborrecidos quando a pessoa não dá satisfação. Da mesma forma, Deus espera que seu convite tenha prioridade.

O dono da festa não insistiu com os que trataram com descaso seu convite. Ele disse aos seus servos: “Já que alguns convidados não vieram, eu estendo o convite a todos. Saiam depressa e convidem a todos quanto encontrarem pela frente. É com eles que vou fazer a festa.” Como o compromisso da graça de Deus é alcançar tantos quantos seja possível, da mesma forma o convite para a Salvação foi estendido a todos. 

Em seu amor e graça, Deus quer ver em seu Reino a presença de muitos salvos. E Ele diz: “Venham, pois ainda há lugar.”

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Espantando a depressão

Na primeira vez em que fiz a minha defesa diante das autoridades, ninguém ficou comigo; todos me abandonaram. Espero que Deus não ponha isso na conta deles! (II Timóteo 4:16).

No momento em que escreveu a segunda carta a Timóteo, Paulo, um gigante na fé, estava na prisão e sua alma no fundo do poço. No versículo acima ele narrou que fora abandonado e desprezado pelos amigos e colegas de trabalho. Pela sua expressão, é possível sentir a situação desesperadora em que se encontrava. 

O seu estado emocional era muito delicado, pois além do desprezo, um dos seus amigos íntimos havia lhe causado muitos males, fazendo-o sentir-se traído.

Paulo não se esmoreceu diante do quadro depressivo que lhe sufocava. Num exemplo incontestável de fé e de confiança em Deus, ele tomou algumas atitudes fundamentais que lhe proporcionaram forças para espantar a crise de depressão.

A primeira delas foi pedir a companhia de alguém. (v.9). “Venha me ver logo que puder”, escreveu. Quando nos sentimos abandonados, devemos tomar a iniciativa de convidar alguém para estar conosco. Todos precisam de companhia e, por mais difícil que seja a situação, há sempre alguém em que podemos confiar e expressar nossos sentimentos e frustrações.

Paulo também compreendeu os erros das pessoas. (v.11). Marcos, um de seus colegas de trabalho, havia retrocedido durante uma missão obrigando-o a seguir sozinho a viagem. Quantas vezes somos largados no meio das lutas da vida! Mas Paulo não foi arrogante, perdoou e deu a Marcos outra chance de ajudar.

Paulo procurou aliviar o sofrimento. (v.13). Paulo não gostava de sofrer. Ele estava passando muito frio na prisão e pediu que lhe trouxessem a capa para lhe aquecer e dar conforto. Quantas pessoas sofrem, procuram o sofrimento, e acham que devem continuar assim! Mas Deus não gosta que maltratemos o corpo.

Paulo ocupou o seu tempo com algo útil. “Traga os livros também, principalmente os pergaminhos”. (v. 13). Como um grande filósofo, ele gostava de ler os pensadores da época. Como um fiel cristão, também jamais deixou de meditar na Palavra de Deus. 

Enfim, a principal atitude foi alimentar a certeza de que o Senhor estava presente dando força no momento crítico. Ele termina sua carta com a esperança de que “o Senhor me livrará de todo mal e me levará em segurança para o seu Reino celestial. A ele seja dada a glória para todo o sempre! Amém!” (v.18).

Certamente, as atitudes desse grande homem servem como referência para espantarmos esse mal do século chamado depressão.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sede fortalecidos!

Tornem-se cada vez mais fortes, vivendo unidos com o Senhor e recebendo a força do seu grande poder. (Efésios 6:10)

O homem tem fraqueza moral, física, emocional e espiritual. A sua tendência é pecar, não de se santificar. O diabo está sempre à procura de fraquezas e brechas para jogar uma tentação. A solução é revestir-se de Deus e ser fortalecido na força do seu poder todos os dias. 

Quando somos fortalecidos pelo Senhor nos tornamos capazes de vencer as fraquezas. Não ficaremos perfeitos, mas caminharemos para a santificação, num processo contínuo que envolve também a nossa participação. 

Existem seis passos para o fortalecimento espiritual:

1. Orar – Não podemos negligenciar a oração. É preciso orar e pedir orações, pois nós não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. (v. 11)

2. Ler Palavra – Não podemos deixar de fazer o nosso devocional com Deus. Devemos nos vestir com toda a armadura que Deus nós dá, para ficarmos firmes contra as armadilhas do Diabo. Assim, quando chegar o dia de enfrentarmos as forças do mal, nós poderemos resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarmos até o fim, continuarmos firmes, sem recuar.

3. Não caminhar sozinho – Não podemos desprezar as boas companhias, nem deixarmos de congregar, pois quando estamos juntos encontramos força para prosseguir na caminhada. (Hebreus 10:25)

4. Buscar os frutos do Espírito Santo e fugir das obras da carne – É impossível buscar o fortalecimento no Senhor sem antes buscar a direção do Espírito Santo, que nos livra de cairmos em tentações. (Gálatas 5:16-26)

5. Simplificar a vida – Às vezes estamos enfraquecidos porque queremos ter coisas das quais não precisamos! O trabalho em demasia por supérfluos nos toma tempo precioso que poderia ser gasto na busca do Espírito Santo.

6. Desprezar o descontentamento – Não há nada que enfraqueça mais a vida do crente do que o descontentamento. Em vez de reclamarmos, é preciso louvar a Deus em todo tempo.

Entretanto, se por acaso fraquejarmos espiritualmente, não fiquemos desesperados, mas confiemos, porque Deus nos fortalece e nos encoraja mediante a atuação do seu Espírito Santo em nós.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Fé com prática

Portanto, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem ações está morta. (Tiago 2:26)

Sabemos que “sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor.” (Hebreus 11:6).

Desde os anos 80, muitos cientistas estudam a influência da fé no bem-estar físico e mental. Os resultados são surpreendentes. “Diversas pesquisas já mostraram que pessoas mais espiritualizadas sofrem menos de ansiedade, depressão e estresse, estão menos vulneráveis a doenças cardíacas, vasculares, endócrinas e autoimunes; como consequência, vivem mais e melhor”, garante Ricardo Monezi, pesquisador do Centro de Estudos em Medicina Comportamental da UNIFESP. 

De fato, sem fé é impossível ter Deus ao nosso lado. E sem a ajuda dele, os desafios do dia a dia parecem mais complicados. “A experiência religiosa, na maioria das vezes, pressupõe a concentração e a busca do equilíbrio a partir da conexão com alguma força maior em que se acredita, que pode ser feita, por exemplo, a partir da oração”, esclarece Jorge Claudio Ribeiro, filósofo e professor da PUC-SP. “Assim, a pessoa que crê conta com recursos para se refazer mais rapidamente, enquanto a que não acredita em nada tem mais chances de se desesperar diante de uma dificuldade”, justifica. 

Quem acredita em Deus sabe que pode comunicar-se com ele na oração e na leitura da sua Palavra. Sabe que ele zela por nós. Isso por si só já produz um sentimento de segurança e conforto nos impulsionando a lidar com os grandes mistérios da vida.

Entretanto, segundo Tiago, é preciso colocar a fé em prática para que tenha valor. O contexto do verso acima encampa as obras sociais e o cuidado para com o próximo. Nesse sentido, podemos inferir que o foco de nossas ações também deve estar voltado para nós, pois é impossível amar o próximo sem amarmos a nós mesmos. 

Então, se cremos que Deus está ao nosso lado e zela por nós, precisamos externalizar essa crença com atitudes que comprovem a fé. “Quando há coerência entre o que se fala e o que se vive, a fé realmente passa a funcionar como um instrumento para o desenvolvimento pessoal, pautando a mudança real de atitudes”, afirma David Charles, teólogo e chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

Se quisermos boa qualidade de vida, a solução começa com o exercício prático da fé.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A vontade de Deus

Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. (Romanos 8:29)

No meio da festa de comemoração de seu 86º aniversário, o mundialmente conhecido teólogo, escritor e evangelista John Stott pegou o microfone e compartilhou uma resposta à pergunta que mais incomoda a humanidade em todos os tempos: Qual é a vontade de Deus para o homem? E como ele nos faz cumprir a sua vontade?

Disse John Stott a uma imensa plateia: “Deus quer que o homem se torne como Cristo, pois semelhança com Cristo é a vontade de Deus para a humanidade.” 

Na verdade, todo homem foi predestinado a ser semelhante a Cristo. Esse é o propósito eterno de Deus. Mas ainda não somos como Cristo. Estamos sendo mudados, transformados pelo Espírito Santo a cada dia. Não alcançamos ainda a perfeição, mas seremos como Cristo quando ele se manifestar na sua volta. Naquele dia haveremos de vê-lo como ele é e a perfeição será plena.

Enquanto isso, procuramos ser como Cristo na sua maneira de viver como viveu aqui, com humildade; na sua forma de servir como serviu, não se considerando superior a ninguém; no seu jeito de amar como amou, ao ponto de se entregar na cruz para salvação da humanidade; na sua longanimidade, pagando o mal com o bem; no cumprimento da sua missão, fazendo discípulos em toda terra.

A consequência prática dessas atitudes é que a semelhança com Cristo nos faz entender claramente o problema do sofrimento aceitando-o como parte do processo de Deus para nos fazer como Cristo. Deus está sempre trabalhando para o nosso bem.

Também nos faz aceitar o desafio do evangelismo, reconhecendo que o sucesso dessa missão está no fato de que devemos parecer com o Cristo que proclamamos. A pregação mais eficaz provém daqueles que vivem conforme aquilo que dizem. 

“É importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela - um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode 'colocar mais água no feijão'”! (Papa Francisco) 

Ao tentarmos parecer com Cristo passamos a compreender o mistério da habitação do Espírito Santo no nosso corpo mortal. Se o Espírito está em nós, claramente somos capacitados a viver uma vida como Cristo viveu. Isso acontece não pela nossa força, mas pela atuação do Espírito que nos regenera e nos transforma.

Que Deus nos capacite cumprir a sua vontade nos enchendo com o Espírito Santo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Uma água especial

O anjo também me mostrou o rio da água da vida, brilhante como cristal, que sai do trono de Deus e do Cordeiro. (Apocalipse 22:1)

Porque é que não consigo ser feliz? Esta é a pergunta que muitos fazem. O desejo de ser feliz é o sentimento que está presente em todos os seres humanos. Existem coisas que contribuem para a nossa felicidade, mas nem todas nós conseguimos obter. Quando isso acontece, na nossa intimidade começa a florescer a angústia e a tristeza. Se não as desfazemos com rapidez, logo a desesperança e a infelicidade encontram terreno fértil. 

Mas o que vem a ser mesmo felicidade? Felicidade é o estado de ser em que a alegria é permanente. Muitas pessoas confundem felicidade com momentos de alegria ou divertimento. A alegria vem de fora, enquanto a felicidade tem sua origem no íntimo. “As pessoas desejam e se empenham pelo que acreditam que vá torná-las felizes – boa saúde, aparência atraente, casamento ideal, filhos, casa confortável, sucesso, fama, independência financeira. Entretanto, nem todos os que alcançam esses objetivos encontra a felicidade.” (Armand M. Nicholi, Jr) 

Há uma “sede” por felicidade que não é saciada com conquistas materiais. É algo parecido com que tomar água no deserto. Sacia-se por um instante, mas logo é preciso mais água para matar uma sede que não quer cessar. Essa “sede” só pode ser saciada com uma água especial. 

Era mais ou menos meio-dia quando Jesus, cansado da viagem, sentou-se perto do poço. Uma mulher samaritana veio tirar água, e Jesus lhe disse: — Por favor, me dê um pouco de água. A mulher respondeu: — O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? Então Jesus disse: — Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida. Quem beber da água deste poço terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna. (João 4:10-14)

Deus, na expressão de Jesus Cristo, é a fonte da água especial capaz de matar de vez a nossa “sede”, simplesmente porque em seu plano da criação estava embutida a felicidade do homem. Mas, infelizmente, o livre-arbítrio possibilitou o homem encolher o caminho da felicidade sem depender da fonte da água da vida. 

Enquanto essa dependência de Deus não for restabelecida, todas as tentativas do homem de matar a “sede” da felicidade jamais serão suficientes, porque somente do trono de Deus e do Cordeiro sai o rio da água da vida capaz de saciar a nossa “sede” para sempre.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ó dívidas!

Quem ficar como fiador de qualquer um acabará chorando. Será melhor não se comprometer. (Provérbios 11:15).

A expressão “qualquer um” significa alguém que conhecemos pouco. Não é prudente ser fiador de alguém que não conhecemos bem. Ou seja, para que possamos nos comprometer, é preciso saber como a pessoa administra os seus recursos financeiros.

Porque o dinheiro é algo fascinante, misterioso e ofuscante. Ele cega, confunde e corrompe muita gente. Muitas amizades foram desfeitas, algumas famílias destruídas e outros relacionamentos rompidos por causa do dinheiro, ou da sua má administração.

Eu gostaria de escrever um pouco sobre o mau uso do dinheiro. Embora não haja base bíblica para afirmar que pegar dinheiro emprestado seja errado, eu quero aproveitar o contexto do verso acima para afirmar que existem abundantes conselhos sobre o uso correto do dinheiro. Quando pedimos dinheiro emprestado, nós nos colocamos numa situação de dependência, fato que não é saudável.

A nossa sociedade é consumista e nós estamos no meio dela influenciados pelos costumes. A propaganda tem como propósito vender o que não estamos pensando em comprar. Se não estamos pensando em comprar é porque não estamos precisando. Existe algo de cruel na publicidade, que cria em nós necessidades que não existem. Sentimos-nos infelizes por não podermos comprar o que vemos na mídia, ou acabamos gastando o dinheiro que não temos.

Embora as propagandas dos agentes financeiros – e até mesmo do governo – não deixem transparecer, o acesso desenfreado ao crédito se torna facilmente o passaporte para uma vida com preocupações e estresses. As dívidas mal administradas sempre se transformam numa bola de neve difícil de ser desfeita.

Não pensemos que a melhor ajuda à pessoa endividada seja emprestar-lhe dinheiro ou dá lhe fiança. A melhor ajuda nessas circunstâncias é sentar-se com ela e ajudá-la a reavaliar a maneira de administrar o dinheiro que ganha e viver dentro do limite do seu orçamento. 

Após isso, pode-se orar com ela pedindo que Deus lhe dê força para cumprir o compromisso consigo mesma de viver dentro do padrão de vida condizente com a sua renda. Essa é uma saída para o problema da dívida.

Que Deus abençoe o nosso bolso, e o nosso crédito também.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Não tenho medo de nada

O Senhor Deus é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor me livra de todo perigo; não ficarei com medo de ninguém. (Salmo 27:1)

Sabemos que o medo é uma reação protetora e saudável do ser humano. O medo “normal” vem de estímulos reais de ameaça à vida. A cada situação nova, inesperada, que representa um perigo, surge o medo. Mas, e quando tudo tem causado medo, como ultimamente no dia-a-dia?

Todo mundo teme algo - assaltos, aviões, doenças, dentistas, solidão, entre outras coisas. Claro que a intensidade do medo é intensificada pelo histórico de vida de cada um. Diante dos pavores, muitas pessoas lutam, outras fogem. Mas a Palavra nos afirma que temos uma terceira opção, porque Deus está agindo por nós.

O Salmista confiante em Deus não temia porque percebia que quando os maus o atacavam, eles tropeçavam e caiam. Ele pedia a Deus para deixá-lo viver na sua presença todos os dias da vida, para sentir, maravilhado, a sua bondade e pedir a sua orientação.

Em tempos difíceis, Deus o acolhia e o colocava em segurança. Assim, ele vencia os inimigos representados pelo medo e pela sensação de abandono. O Senhor sempre o ouvia nas orações. 

Quando estava em apuros, ele corria para a Palavra de Deus e claramente ouvia a sua voz dizendo: “Venha me adorar.” Não importava a sua condição espiritual, o Salmista orava assim: “– Senhor, não te escondas de mim. Não fiques irado comigo; não rejeites este teu servo. Ó Deus, meu libertador, tu tens sido a minha ajuda; não me deixes, não me abandones.” (Salmo 27:9)

Ele tinha certeza de que ainda que o seu pai e a sua mãe lhe abandonassem, o Senhor cuidaria dele.

A única condição que ele mesmo se impôs diante de Deus foi aprender a fazer a vontade do Altíssimo. Dessa forma, ele teria plena certeza de que Deus o guiaria por caminhos seguros e que não se socumbiria diante dos homens maus, mentirosos e violentos.

Ele sabia que Deus iria lhe mostrar, ainda em vida, a sua bondade e o seu livramento. Com essa convicção, ele instruiu a humanidade a confiar no Senhor, ter fé e coragem. (Salmo 27:14).

Confiante em Deus, e convencido pelas suas palavras no Salmo 17, posso dizer que não tenho medo de nada. Você também pode dizer o mesmo?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Boa carreira profissional

De fato, o Senhor fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres. (Salmos 126:3)

Em uma guerra, o território de Israel foi invadido e o povo havia perdido todos os seus bens. Israel permaneceu um bom tempo morando em terra distante, cativo e sob o domínio de outros povos. Mas algo importante o inimigo não lhe pode roubar: Os sonhos. 

Podem nos roubar tudo, mas não nos podem tirar o direito de sonhar. Os sonhos mantêm a vida. Com os sonhos em mente, é possível renascer-se das cinzas. E foi isso que aconteceu com Israel. Após voltar-se para o Senhor, aquele povo começou novamente a prosperar, pois teve a oportunidade de retornar para a sua terra. 

Então, começaram a cantar: “Quando o Senhor Deus nos trouxe de volta para Jerusalém, parecia que estávamos sonhando. Como rimos e cantamos de alegria! Então as outras nações disseram: ‘O Senhor fez grandes coisas por eles!’ De fato, o Senhor fez grandes coisas por nós, e por isso estamos alegres.”

A oração daquele povo era assim: “Ó Senhor, faze com que prosperemos de novo, assim como a chuva enche de novo o leito seco dos rios. Que aqueles que semeiam chorando façam a colheita com alegria! Aqueles que saem chorando, levando a semente para semear, voltam cantando, cheios de alegria, trazendo nos braços os feixes da colheita.”

O Senhor Deus ouve a nossa oração e nos atende. Mas há algo que depende de nós, para que tenhamos nossos sonhos realizados na carreira, por exemplo. O profissional moderno só se torna mais forte à medida que enfrenta novos desafios a cada dia nas mais diversas situações. 

Para ser bem sucedido em qualquer profissão é necessário que a pessoa comunique-se com eficiência; saiba lidar com conflitos internos e externos; tenha metas bem definidas; relacione-se com inteligência; aprenda algo novo todos os dias; pratique o marketing pessoal com eficiência. 

Pessoas munidas de informação – aquelas que lêem com freqüência, participam de cursos, seminários e de eventos sociais – estão muito à frente daquelas que estão paradas no tempo e no espaço sem se darem conta que tudo neste mundo globalizado está acontecendo rápido demais e o profissional que tiver curiosidade e disposição para estar sempre aprendendo coisas novas terá muito mais chance de progredir na sua carreira profissional.

Enfim, Deus nos ajuda a prosperar e a realizar nossos sonhos, assim como fez com o povo de Israel. Mas precisamos fazer a nossa parte.

Desejo a você sucesso em sua carreira profissional!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Drogas pra quê?

E, como não querem saber do verdadeiro conhecimento a respeito de Deus, ele entregou os seres humanos aos seus maus pensamentos, de modo que eles fazem o que não devem. (Romanos 1:28) 

Hoje eu assisti a uma reportagem da TV na qual fiquei sabendo que não há mais nenhuma cidade no Brasil onde o crack não tenha dominado algumas pessoas. O uso de drogas tem crescido muito rapidamente na nossa sociedade. Mas por que será que as pessoas usam drogas? 

Não existe uma causa ou motivo suficientemente forte que justifique o uso de drogas. Muitas vezes, mesmo sabendo do mal que fazem e dos perigos da dependência que criam, a pessoa assume os riscos ao usá-las em troca de um prazer fugaz. 

Algumas pessoas relatam que usam drogas devido ao desconforto consigo mesmas e à falta de apoio e carinho da família. Outras relatam que é pela curiosidade de saber quais são as sensações que a droga pode trazer. Há, ainda, as que acreditam que as pessoas se drogam por problemas da vida como solidão, amizades ruins, rebeldia, depressão, raiva e desprezo. 

De um modo geral os especialistas acreditam que as pessoas usam drogas com o objetivo de reduzir sensações desagradáveis; aumentar sensações de prazer; aumentar os rendimentos psicofísicos e estéticos; transcender as limitações do corpo ou como substituto para experiências religiosas. 

Na verdade, a maioria das pessoas que usam drogas o fazem com o intuito de preencherem “um vazio dentre de si”. Muitas vezes, ouvimos pessoas bem sucedidas falarem sobre esse tal “vazio”. Infelizmente, nem as drogas não o preenchem.

Que vazio é esse afinal que não pode ser preenchido com nada desse mundo? Nossos primeiros pais, Adão e Eva, foram criados perfeitos em todos os aspectos. Mas quando desobedeceram a Deus, infringindo a única proibição que lhes foi dada, eles caíram do estado de graça e, no processo, ganharam uma natureza depravada. O aspecto espiritual de suas naturezas morreu imediatamente e o processo físico da morte teve início. O resultado é que nós, seus descendentes, herdamos uma natureza com um “vazio” espiritual gigantesco que Deus antes ocupava. 

E esse vazio vai continuar lá, enquanto o Senhor estiver ausente. Ele só pode ser preenchido por Jesus Cristo. Hoje você precisa convidá-lo para morar em seu coração, caso contrário ele não virá. A escolha é sua! Quando ele entrar na sua vida e for Senhor dela, o vazio não mais existirá. E as drogas perderão o sentido.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A preguiça mata

Como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
(Provérbios 10:26).

A preguiça mata. Lenta, imperceptível e dissimuladamente. Mata porque o preguiçoso nada realiza, e uma vida sem realizações é uma agonia que não acaba. E, quando acaba, termina em pobreza e miséria.

O preguiçoso vive jogando a culpa de sua triste situação nos outros ou na falta de oportunidades. Ignora que as oportunidades não caem do céu; é preciso criá-las.

Salomão compara o preguiçoso com o vinagre e a fumaça. Ninguém os suporta. Você os tolera. Que empregador é feliz com um empregado que se limita a fazer o que se lhe ordena?

O trabalho é uma das maiores bênçãos porque lhe dá sentido e propósito à vida. A vida não é só existir, é também fazer e acontecer. O trabalho faz as coisas acontecerem.

O trabalho é um dos temas mais tratados do livro de Provérbios. O objetivo de Salomão é ensinar as pessoas a serem felizes. Não há felicidade sem realização, e esta é resultado do trabalho.

Não invente desculpas. A vida é curta. Desperdiçar tempo buscando pretextos para adiar as oportunidades é tolice. Não espere o trabalho ideal. Vá atrás dele e, enquanto não o achar, faça o que vier às suas mãos. Não existe trabalho indigno ou humilhante. Qualquer trabalho, por insignificante que pareça, é o primeiro passo para chegar ao trabalho dos sonhos.

As instituições e empresas estão procurando pessoas com vontade de fazer as coisas acontecerem. Grandes salários são a conseqüência natural de diligência e entrega. Jesus disse um dia: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito.” (Lucas 16:10).

Sacuda hoje a poeira dos pés. E, mesmo desempregado, faça o que vier à mão para fazer. Mas faça-o com dedicação e entusiasmo, como se fosse o grande trabalho com o qual você sonhou.

Quando uma pessoa está bem com Deus, está bem consigo mesma e tem vontade de sair da atual situação das coisas. Faça de hoje um dia de realizações. Fuja da preguiça porque “como vinagre para os dentes e fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam”.

Pastor Alejandro Bullón