sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Réveillon

Aquele que está sentado no trono disse: — Agora faço novas todas as coisas! (Apocalipse 21:5) 

As culturas que têm calendários anuais celebram o Ano-Novo. A celebração do evento é também chamada Réveillon, termo oriundo do verbo francês “réveiller”, que significa “despertar”. 

A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte), uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). 

A passagem do Ano-Novo é, hoje, celebrada por quase todo o mundo e, normalmente, envolve queima de fogos de artifício em festas públicas, reuniões familiares ou com amigos, bailes, jantares ou ceias festivas e diferentes tipos de promessas e simpatias. 

Definitivamente, esta não é nossa festa favorita, apesar de a mídia mostrar imagens de multidões jubilosas esquecendo suas preocupações para fazerem a contagem regressiva até à virada. 

Parece ser consenso na vida real que o Ano-Novo não seja tão divertido quanto a TV procura mostrar. O Ano-Novo traz emoções misturadas porque nos lembra de que somos criaturas limitadas ao tempo e com sua passagem sentimos nossa mortalidade. Ao lado de memórias preciosas, a maioria de nós tem também acumulado perdas pessoais ou remorsos e a natureza do tempo, indiferente e metódica, não nos permite voltar para mudar os fatos. 

A verdade é que lutamos contra o tempo porque as nossas almas não foram feitas para serem temporárias. Elas foram criadas para a eternidade, para uma relação íntima com um Deus Eterno. 

Nós temos esperança de vida eterna, embora não entendamos a lógica da eternidade (como podemos não ter começo e nem fim?). Nossa existência não se limita à parte terrestre. Isto, naturalmente, significa que não podemos passar o tempo de uma forma descuidada. Certamente Deus, o Criador do tempo, se preocupa em nos ensinar a “gastá-lo”. O nosso eventual desconforto com a passagem de outro ano aponta para um Deus que é maior do que as limitações do tempo, que nos ama o suficiente para nos preparar para a eternidade. 

Os erros cometidos, os arrependimentos e as perdas se tornam muitas vezes pesos em nossas tentativas de começar tudo de novo e de maneira diferente. Mas o nosso Deus, que pode transformar em bem um passado ruim no qual não temos mais acesso, nos promete que “agora faço novas todas as coisas”. Pela sua bondade, Ele transforma nossas falhas em uma nova vida de alegria e felicidade. 

Então, por que nós, criaturas impotentes diante do tempo, não deixemos com Deus a tarefa de transformar os acontecimentos ruins em algo bom? Para que o Réveillon possa realmente fazer sentido, precisamos entregar o nosso passado para o Eterno, não nos esquecendo de que o presente e o futuro continuam em Suas mãos. Se fizermos assim, certamente no ano que vem teremos um passado melhor para entregá-Lo. 

É assim que comemoramos o Réveillon. Tenha uma passagem de ano tranquila e desperte-se para um futuro novo que Deus tem para você!

Tenha um Feliz Ano-Novo!

São os nossos votos.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Desanimado não!

Estamos sempre muito animados, pois sabemos que, enquanto vivemos neste corpo, estamos caminhando para o lar do Senhor. (2 Coríntios 5:6) 

“A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo.” (Robert Ingersoll) 

Ânimo é um estado emocional de duração relativamente longa. O estado de ânimo difere-se de simples emoções por serem menos específicos, menos intensos e menos prováveis de serem provocados por um estímulo ou evento em particular, como uma festa por exemplo. 

O ânimo geralmente tem valência positiva ou negativa. Em outras palavras, pessoas tipicamente citam estarem animadas ou desanimadas. Ao contrário de sentimentos profundos e emotivos como medo ou surpresa, o estado de ânimo pode durar por horas ou dias. 

“Está provado pela ciência médica que pessoas animadas vivem mais. Mesmo com doenças incuráveis, aqueles que estão em paz com Deus e com os homens têm mais possibilidades de cura. Não se trata de pensamento positivo. Com autodisciplina e um pouco de esforço, você pode repetir um milhão de vezes: ‘Estou bem, estou bem’, porém, quando a noite chega, os fantasmas de sua própria consciência perturbam seu coração. Tudo continua igual.” (Alejandro Bullon)

Estar animado significa ter sempre um coração satisfeito e agradecido. Satisfação, não conformismo. É reconhecimento da soberania de Deus. Nada acontece debaixo do Sol sem que Ele o permita. O que você está vivendo neste momento, por difícil que seja, é o plano maravilhoso de Deus para você. Eu sei que você não compreende hoje. A dor impede de ver muitas coisas, o tempo encarregará de mostrar-lhe que Deus sempre tem razão. 

A confiança em Deus coloca paz e otimismo em seu coração. Não são atitudes fabricadas. São caudais de água limpa que brotam de um manancial puro. Conectado ao poder infinito, o ser mais frágil torna-se forte e olha a vida sob um prisma diferente. 

Nas horas mais escuras da vida, aprenda a confiar em Deus. Por mais que a adversidade pareça arrasar seus sonhos, Deus não perdeu o controle da situação. Ele continua ao leme de sua pequena embarcação e o levará ao porto seguro. O segredo é não desistir. 

Se você tirar os olhos de Jesus e os colocar nas dificuldades, o barquinho começará a afundar. Só Jesus é capaz de ajudá-lo a atravessar o vale de trevas pelo qual você está passando. 

Abra seu coração a Deus, clame! Diga-lhe que já não tem forças para resistir à provação. Ele o ouvirá. Não é insensível ao sofrimento humano. Não precisa ser informado da dor que envolve sua vida, mas quando você diz para ele o que está sentindo, a sua fé aumenta, a confiança brilha, e isso lhe faz um bem extraordinário. A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.” (Provérbios 17:22). 

Portanto, “nada de desgosto, nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça.” (Marco Aurélio). Deus está com você nessa!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz 25 de dezembro!

Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês — o Messias, o Senhor! (Lucas 2:11) 

Em primeiro lugar quero desejar a você boas festas em comunhão com seus familiares e amigos. Que possamos nos lembrar de que o Natal aconteceu porque Deus nos ama e quer nos salvar. Nesse dia Ele enviou seu filho para nascer e viver como homem, libertar as pessoas de seus pecados e dar-lhes a vida eterna.

O Natal não é dia de Papai Noel. O Natal foi o milagre mais maravilhoso de toda a história – muito mais maravilhoso que a ressurreição e até a criação do universo. “O fato de o Filho de Deus, infinito, onipresente e eterno tornar-se homem e unir-se para sempre a uma natureza humana, de modo que o Deus infinito se tornasse uma só pessoa com o homem finito, permanecerá pela eternidade como o mais profundo milagre e o mais profundo mistério em todo o universo”. (Wayne Grudem) 

“O Natal só passou a ser atrelado à data de 25 de dezembro quando, por uma questão política, o imperador romano Constantino procurou resgatar a unidade religiosa do povo que governava e aproveitou a difusão do cristianismo para criar o Natal cristão. Além disso, a igreja institucionalizada por Constantino assimilou muitos costumes de outros povos que o império dominava, como conta Henry Bettenson em seu livro Documentos da Igreja Cristã. 

O que ocorre é que em outras culturas, anteriores a Cristo, 25 de dezembro era marcado como o dia do nascimento de deuses, geralmente ligados ao Sol. Na definição da Enciclopédia Barsa, o Natal é uma data ‘fixada no ano de 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia’. 

Estas festas estão relacionadas às estações do ano. O culto pagão Natalis Invistis Solis (nascimento do deus sol invencível), ao deus Mithra, da Pérsia, do qual Constantino era sumo sacerdote, é celebrado nesta data, porque do dia 24 para o 25 acontece a passagem do Solstício de Inverno para o Equinócio de Primavera nos países do Hemisfério Norte. Durante o período do Solstício de Inverno, os dias são curtos e frios. Ao nascer no dia 25, o Sol se move um grau para o norte, trazendo dias mais longos e quentes e, claro, a primavera com suas flores, a colheita, o acasalamento dos animais e todo o culto em torno da fertilidade.” (Emanuelle Bezerra) 

Jesus não poderia ter nascido nesta data, pois em Israel é inverno e dificilmente pessoas peregrinam nesta época. Os pais de Jesus estavam a caminho de Belém, próximo a Jerusalém, o que só ocorria em duas ocasiões — no aniversário da segunda cidade e na Festa dos Tabernáculos – a festa das colheitas do povo judaico. Os indícios apontam que o nascimento teria acontecido na segunda ocasião. 

“O nascimento de Jesus pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lucas 1:5:8) por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (I Crônicas 24:10). Foi o mês da concepção de João Batista, (Lucas 1:23-24), que nasceu, pois, em abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses mais tarde, (Lucas 1:26), portanto em plena Festa dos Tabernáculos.” (Russel Shedd) 

Portanto, o Natal é um evento que deve ser espiritualmente comemorado, pois significa o nascimento do Rei dos reis. A data deve ser lembrada todos os dias, pois nela aconteceu o milagre mais maravilhoso da história da humanidade. 

Que possamos aproveitar as festas e dar homenagem Àquele que realmente merece toda honra e glória – Jesus Cristo.

Enfim, não acabou!

Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá. (Filipenses 3:20) 

Não devemos ficar preocupados com o fim do mundo, mas preparados para a volta de Jesus Cristo! Na verdade, devemos ansiar pela sua volta. A resposta de João no final de Apocalipse deve caracterizar o coração dos homens em todas as épocas: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20). A graça de Deus nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (Tito 2:12-13) 

Mas será que as pessoas de fato aguardam ansiosamente a volta de Cristo? Quanto mais as pessoas se virem enredadas nas coisas desta vida e mais negligenciarem a comunhão genuína com Cristo, tanto menos ansiarão por sua volta. Por outro lado, muitas pessoas que enfrentam sofrimentos e lutas, ou as mais idosas e enfermas, e aquelas que andam diariamente com Cristo de maneira viva e profunda, terão um anseio mais intenso por sua volta. 

De certa forma, portanto, o quanto realmente aguardamos a volta de Cristo mede a condição espiritual de nossa vida no momento. Isso também mede, de certa forma, até que ponto vemos o mundo como realmente é, conforme Deus o vê: escravizado ao pecado e em rebeldia contra Deus, subordinado ao poder do maligno. (1 João 5:19) 

Mas isso significaria que não devemos empreender projetos em longo prazo? Se um cientista aguarda ansiosamente a volta de Cristo, deve entrar num projeto de pesquisas que leve dez anos? Ou alguém deve começar um curso de três anos num seminário teológico ou numa faculdade? E se Cristo voltar na véspera da formatura, antes que tenha alguma oportunidade de empenhar tempo significativo no ministério ou na profissão propriamente dita? 

Com certeza devemos envolver-nos em atividades de longo prazo. É exatamente por isso que Jesus não nos permite saber a verdadeira hora de sua volta: ele quer que estejamos ligados a ele, em obediência, não importa o ritmo de nossa vida até o momento de sua volta. Estar “apercebido” para a volta de Cristo (Mateus 23:44) é obedecer-lhe fielmente no presente, empenhando-se ativamente em qualquer trabalho para o qual ele nos tenha convocado. 

Pela natureza da situação, uma vez que não sabemos quando será sua volta, sem dúvida, naquele dia partirão para o campo missionário pessoas que jamais chegarão ao seu destino. Haverá pessoas no último ano de faculdade que jamais empregarão seus conhecimentos. Haverá pesquisadores às voltas com tese de doutorado, frutos de anos de estudo, que jamais serão publicadas e jamais influenciarão o mundo. Mas a todas essas pessoas, Jesus dirá: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21) 

Quanto aos detalhes dos sinais dos tempos, todos os que têm a Bíblia por autoridade final concordam que a consequência definitiva e última da volta de Cristo será o julgamento dos incrédulos e a recompensa final dos que creem, pois viverão com Cristo, por toda a eternidade, num novo céu e numa nova terra. Deus Pai, Filho e Espírito Santo reinará e será cultuado num reino eterno em que já não haverá pecado, dor ou sofrimento. 

Você já faz parte desse reino representado por um novo céu e uma nova terra? Se você crê nisso, divulgue, se ainda não tem certeza, ore para que Deus tire toda dúvida do seu coração.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

É mentira!

Eis que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira. (Salmos 7:14) 

“É mais fácil fazer as pessoas acreditarem numa grande mentira dita muitas vezes, do que numa pequena verdade dita apenas uma vez”. Esta frase foi proferida pelo Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels no Terceiro Reich de Hitler. 

Mentira é o nome dado às afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe (ou suspeita) de tal falsidade, e na maioria das vezes espera que seus ouvintes acreditem nos dizeres. Mentir é contra os padrões morais de muitas pessoas e é tido como um "pecado" diante de Deus. 

Ultimamente temos ouvido falar bastante a palavra “mentira”. Parece que se tornou uma prática comum em nossos dias. Como se mentem e desmentem descaradamente em público! Muitos o fazem diante de evidências incontestáveis da verdade. 

Os criminosos mentem para as autoridades, sob o manto dos direitos individuais de não produzirem provas contra si mesmos. Praticamente todos eles insistem na mentira ou na omissão da verdade para esconderem os crimes outrora cometidos. E assim, a mentira vai concebendo mais mentiras que se propagam cada vez mais rápido como folhas ao vento. E muitas delas, de tão propagadas, acabam se tornando “verdades”. 

A mentira é um pecado antigo. Ela foi criada por Satanás e utilizada por ele para enganar Eva no Jardim do Éden. Aqueles que mentem são filhos do Diabo e fazem o que o pai deles quer. Desde a criação do mundo ele nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. 

Mas a pessoa que tem o coração sábio não precisa mentir. Ela é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios. (Prov. 16:23). Aquele que quer conquistar a confiança das pessoas não mente, porque a “mentira tem perna curta”, e logo se desmorona com o menor sinal da verdade. 

O princípio bíblico para conquistar (e manter) a confiança das pessoas não consiste no que se fala nem como se fala, mas no que se é. A comunicação poderosa parte do coração, não da falação. 

O que o homem é dá força ao que diz. As pessoas geralmente ouvem as palavras, mas seguem as pegadas. Podem, por algum motivo, duvidar do que o homem diz, mas acreditarão na coerência de sua vida. 

Todo homem é um comunicador. Está vivo, está comunicando, e precisa ser persuasivo no que faz. Só que persuasão não é assunto de técnica oral nem de “chavões” aprendidos. Não tem nada a ver com gestos ou sorrisos pré-fabricados. Tudo isso é artificial e, mais cedo ou mais tarde, as pessoas percebem. Persuasão tem a ver com o coração e com a vida, não com mentiras deslavadas. 

Quando o homem quer ser liberto do poder da mentira ele corre para os pés de Jesus Cristo que o transforma e, a partir desse momento, passa a viver com sabedoria. Seu coração é um manancial de sentimentos nobres, altruístas e genuínos e o espírito do engano é afastado. Com sabedoria, ele se torna mestre de sua boca e persuade as pessoas sem precisar usar a mentira.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Se olhar duas vezes...

Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. (Mateus 5:29) 

Roupas sensuais são aquelas que de uma maneira ou de outra provocam a libido do sexo oposto. As pessoas são atraídas pelo que veem, por isso quando alguém se veste de maneira sensual faz com que o sexo oposto “olhe duas vezes” e peque com os olhos. 

Os homens, principalmente, são muitos frágeis diante da beleza feminina e mais propensos a prática de atos inconsequentes quando provocados visualmente na área sexual. Nesse sentido, Jesus Cristo disse: “Quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração.” (Mateus 5:28) 

É bom destacar que Jesus não estava advogando a mutilação física; o corpo não é responsável pelo pecado. A cobiça começa no coração (mente), assim como o orgulho. As pessoas devem retirar de sua vida aquilo que causa seu pecado ou o de outros. 

A maioria das mulheres reclama da maneira que alguns homens se dirigem a elas quando estão andando na rua, por exemplo. Elas reclamam da forma vulgar que são chamadas, mas se esquecem de que a imagem delas é que faz com que isso aconteça. A mulher que quer ser respeitada faz escolhas certas na hora de se vestir. 

Não há necessidade de andar na contramão da moda, mas é preciso excluir do leque de opções o que é inadequado para uma vestimenta respeitada. O conveniente é usar roupas que sejam decentes e comportadas. Mesmo as roupas “tampadas” podem ser bonitas, modernas e atuais. 

É possível ser fashion sem ultrapassar os limites. Basta que não se caia na armadilha ditada pelo mundo da moda, que incentiva as pessoas a serem suas escravas. Para isso, na hora de comprar roupas, procure escolher peças que combinem entre si, assim você conseguirá economizar tendo vários looks com poucas peças. 

Também é possível seguir a moda sem cair na vaidade em excesso. A mídia e os programas de TV incentivam o tempo todo a vaidade excessiva. É preciso domínio próprio. Esse fruto do Espírito Santo faz uma pessoa controlada, decidida, firme no seu caráter e combatente diário da vontade da carne. 

É importante nunca se esquecer de que a resistência ao pecado também é refletida através das vestimentas, além da maneira de olhar. Por isso, não se deixe levar pelas fontes enganosas e passageiras que o mundo propõe o tempo todo. A pessoa que se valoriza se cuida e se veste com decência. Deus quer que todos sejam comprometidos com Ele em todas as áreas da vida. 

A nossa imagem é a primeira coisa que as pessoas vêm. Então, que possamos transmitir Jesus também através das nossas roupas, obedecer ao seu mandamento e evitar que outros pequem por nossa causa! Isso vale para homens e mulheres. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Palavra de Deus

Pois vocês, pela viva e eterna Palavra de Deus, nasceram de novo como filhos de um Pai que é imortal e não de pais mortais. Todos os seres humanos são como a erva do campo, e a grandeza deles é como a flor da erva. A erva seca, e a flor cai, mas a palavra do Senhor dura para sempre. Esta é a palavra que o Evangelho trouxe para vocês. (1 Pedro 1:23-25) 

No segundo domingo de dezembro comemora-se o Dia da Bíblia. Nós aproveitamos esse dia para agradecer a Deus pela oportunidade de ler a sua Palavra. 

Infelizmente, há pessoas que a desprezam. No meio do iluminismo (tendência filosófica e política do Século XVIII), quando a descrença em um Deus soberano se espalhava rapidamente, Voltaire proclamou que em um prazo de 25 anos, a Bíblia seria esquecida e o Cristianismo seria uma coisa do passado. 

Quarenta anos depois de sua morte, em 1778, a Bíblia e outras literaturas cristãs estavam sendo produzidas em uma impressora que Voltaire possuía em sua própria casa! 

A Palavra de Deus é manancial para a edificação de nossas vidas, é vitamina para nosso fortalecimento espiritual, é fonte de motivação e esperança nos dias de inquietude, é um manual de sabedoria e direção para alcançarmos a felicidade e a vida eterna. 

Muitas pessoas, no passado, previram seu desaparecimento, seu esquecimento, sua inexistência em um futuro próximo. Todos erraram. Todos perderam a oportunidade de usufruir de suas inesgotáveis bênçãos. 

A Bíblia continua levando paz aos corações e conduzindo vidas perdidas à salvação. Ela é a Palavra do Senhor. Ela permanece para sempre! 

É bem verdade que a Palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas. (Hebreus 4:12). Os adjetivos “viva e poderosa” expressam a qualidade dinâmica da revelação de Deus. Quando o autor de Hebreus comparou-a com uma “espada afiada dos dois lados”, ele quis enfatizar que ela realmente penetra e expõe comportamento pecaminoso e motivação impura. Ela é capaz de levar o homem à reflexão, trazendo logo em seguida o refrigério para alma e a libertação da culpa. 

Mas é por isso que “eu amo a Palavra de Deus. Ela transformou a minha vida e a vida de muitos de meus amigos. Quando ela passa a fazer parte de nossos dias, de nossas decisões, da elaboração de nossos sonhos, do organograma de nossa felicidade, nossos caminhos se aplainam, nossos dias parecem mais iluminados, nossas lutas são vencidas com mais facilidade. 

Se a Bíblia está em nossos corações, o Senhor também está, a fé também está, as bênçãos também estão, a vitória sempre nos acompanhará.” (Paulo Roberto Barbosa) 

E então, a Palavra de Deus, que permanece para sempre, tem encontrado espaço em sua vida?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A fonte da vida

Os meus dias passam mais depressa do que a lançadeira do tecelão e vão embora sem deixar esperança. (Jó 7:6) 

Jó havia perdido todos os bens, família e a própria saúde. Enquanto estava nas profundezas do desespero e se contendia com Deus a respeito da sua situação, Jó proferiu o verso acima, no qual encontramos um interessante jogo de palavras que expressam o caráter passageiro da vida. A palavra hebraica para “esperança” tem dois níveis de significado. Seu significado secundário é “fio”. Assim, tanto a lançadeira do tecelão como os dias de Jó terminariam sem fio ou sem esperança. 

Nada nos envelhece mais rápido que a falta de esperança. Nós somos tão cheios de vida quanto nossa fé, tão próximos da morte quanto nossas dúvidas; tão vivos quanto nossa esperança, e tão mortos quanto nosso desespero. 

Muitas pessoas passam os dias em busca da “fonte da vida”. Frequentam academias para ter um corpo bonito e saudável, os melhores salões de beleza para terem sempre um rosto bonito e sem rugas, e até, quando têm boas condições financeiras, fazem cirurgias plásticas para esconderem qualquer sintoma de velhice. Mas tudo isso de nada adianta se a mente estiver envelhecida pelas angústias, mágoas, ressentimentos e, principalmente, pela falta de esperança. 

Falta de realização em geral e, mais especificamente, sonhos não concretizados criam dor emocional. Com frequência, a dor emocional é interpretada incorretamente pelas outras pessoas. A tristeza de Jó ficou mais difícil de suportar porque seus amigos não o compreenderam. Essa dor deve ser “derramada perante o Senhor”, pois Cristo “tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Isaías 53:4). Quando entendemos esse mistério, a nossa dor é aliviada e a tristeza extirpada. 

Por outro lado, quando nosso coração está alegre, quando nossa fé está viva, quando o amor nos enche a alma de júbilo, então as lutas, as dúvidas e a desesperança não encontram lugar em nós. A esperança é renovada, passamos a viver sorrindo e a felicidade nos rejuvenesce, seja qual for a nossa idade. 

Quando há esperança, não existe desespero. Quando há esperança, não existe frustração. Quando há esperança, não existe tristeza. Quando há esperança, jamais haverá angústia ou derrota. 

A esperança traz confiança e a confiança aproxima-nos do Senhor. Se tivermos Jesus Cristo no coração, teremos confiança, teremos fé, teremos esperança, e a alegria que experimentaremos será uma fonte de vida que nos fará felizes por toda a eternidade. A nossa vida brilhará mais do que o sol do meio-dia, e as horas mais escuras serão claras como o amanhecer. Nós viveremos seguros e cheios de esperança; Deus nos protegerá, e assim dormiremos tranquilos. (Jó 11:17-18) 

Para encontrarmos a fonte da vida, é preciso nunca perder a esperança na vitória e deixar sempre Jesus Cristo ser o nosso Senhor, porque Ele é a fonte da vida. 

Que Deus, que nos dá essa esperança, encha-nos de alegria e de paz, por meio da fé nele, a fim de que a nossa esperança aumente pelo poder do Espírito Santo! (Romanos 15:13)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A emoção da esperança

Que Deus, que nos dá essa esperança, encha vocês de alegria e de paz, por meio da fé que vocês têm nele, a fim de que a esperança de vocês aumente pelo poder do Espírito Santo! (Romanos 15:13). 

A emoção da esperança; com ela se alegrará o mundo cansado, porque já se rompe uma nova e gloriosa manhã.

Natal! As crianças começam a se animar com a sua chegada. Os adultos sentem um pouco de carga com o planejamento das festas, a árvore, os enfeites da casa, a viagem para encontrar os parentes... Todo ano a emoção renova a esperança de boas festas e de um início de ano ainda mais feliz. 

A vinda de Cristo a este mundo trouxe a esperança, e a esperança traz a emoção; a emoção de saber que ainda há esperança. Mas como experimentar esse círculo virtuoso em meio à distração das festas de fim de ano? 

É muito gostoso sentir a emoção da esperança. A tristeza dá lugar à alegria. As trevas dos desprazeres se dissipam diante de uma gota de esperança, assim como a escuridão sucumbe diante da luz de uma pequena chama. 

A esperança está intimamente ligada à fé. A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver. (Hebreus 11:1). Note o paralelo entre “coisas que esperamos” e “coisas que não podemos ver”. É falar com convicção debaixo da garantia de que existe algo não perceptível pelos cinco sentidos. Cristo disponibilizou essa esperança para todos, não importando o que se vê, ouve e sente. É algo acima de qualquer circunstância, mesmo de sofrimento. 

Também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu. (Romanos 5:3-5) 

A esperança disponibilizada por Cristo não nos decepciona, pois ela não é baseada no que se espera. A esperança não está num desejo ou num favor que será realizado. Ela é muito mais do que isso. Ela é um presente imprevisível fornecido por um Deus que ama surpreender, e que sempre está por perto para ver a nossa emoção ao recebê-lo. 

Na verdade, Jesus Cristo é a própria esperança. É dessa esperança que o mundo precisa. Aliás, para um mundo perfeito não haveria necessidade de esperança. Por isso Deus, sabedor de todas as coisas, doou o seu filho unigênito para que nele fosse revelado o resgate da perfeição. 

E o Natal é o símbolo da esperança. No primeiro Natal nasceu uma criança, o Deus zeloso nos mandou o seu Filho que hoje é o nosso Rei. Ele é chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da Paz”. Haverá paz em todo o seu reino. As bases do seu governo serão a justiça e o direito, desde o começo e para sempre. No seu grande amor, o Todo-Poderoso fará com que tudo isso aconteça. 

Então, por que é que existe a emoção da esperança? Porque Jesus Cristo nasceu. E isso nos dá emoção.

Que Deus, que nos dá essa esperança, nos encha de alegria e de paz, por meio da fé que temos nele, a fim de que a nossa esperança aumente sempre pelo poder do Espírito Santo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Família-mosaico

Que a mulher não se separe do seu marido. [...] E que o homem não se divorcie da sua esposa. (1 Coríntios 7:10-11) 

Família-mosaico é o termo usado para denominar as famílias formadas por homens e mulheres com filhos de casamentos anteriores e do atual. Segundo o IBGE, a quantidade de famílias-mosaico tornou-se expressiva com o aumento do número de divorciados que se arriscam numa nova relação. O Censo 2010 indica que 16,3% das famílias brasileiras têm filhos de um dos cônjuges, de relacionamento anteriores. O número de casamentos com ao menos um divorciado aumentou de 5%, em 1990, para 19%, em 2010. Três milhões de crianças e jovens convivem com padrastos ou madrastas. 

Embora sem comprovação científica, a revista Veja desta semana afirma que “caiu por terra a concepção de que tal formação familiar prejudicava a autoestima da criança oriunda de outra relação” uma vez que hoje os pais postiços nutrem verdadeiro afeto pelo filho do ex, fato que não acontecia no passado. Estudiosos dizem que para o desenvolvimento da criança é melhor que ela viva em uma família-mosaico do que viver só com o pai ou a mãe. 

A família-mosaico não estava no plano de Deus, e tem a ver com o divórcio. A bíblia defende a união monogâmica e permanente como plano do Criador. Ele disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu, disse Jesus. (Mateus 19:5-6) 

Essa linguagem é forte, mas é assim que Deus vê o casamento. Os laços matrimoniais entre marido e mulher são do mesmo tipo daquele existente entre pais e filhos e entre Deus e sua criação. Existem diferenças de interpretação bíblica sobre a permissão ou não do divórcio e do novo casamento, mas alguns pontos importantes podem ser delineados com base nas Escrituras: 
  • Uma vez que ocorra o novo casamento, o divorciado não poderá mais retornar com o ex. (Deuteronômio 24:1-4); 
  • Deus vê o relacionamento de uma só carne como permanente e ligado por um compromisso sério, porque é a figura que escolheu para ilustrar seu relacionamento com seus filhos. Assim, ele cuida do lar com grande zelo, dizendo assim: “— Eu odeio o divórcio.” (Malaquias 2:16); 
  • Jesus não dá nenhuma orientação nem justificativas aceitáveis para a quebra dessa aliança sagrada; ao contrário, observa que é a dureza do coração humano que faz dessa tragédia uma realidade neste mundo pecador. (Mateus 19:8); 
  • O caminho correto deve ser a busca da reconciliação, evitando assim um novo casamento (1 Coríntios 7:11). Para Deus, com perdão tudo é apagado, como se nunca houvesse acontecido. Nenhum pecado ou tragédia estão além do perdão de Deus. 
Entretanto, depois de buscar e de receber o perdão de Deus, a pessoa que casa outra vez tem uma nova chance de compreender a graça de Deus. Ela deve, então, procurar entender sob uma diferente perspectiva o plano de Deus para o casamento (Gênesis 2:24), comprometer-se totalmente a cumprir esse plano e considerar seus votos de casamento diante do Senhor (Mateus 19:5-6). 

O divórcio nunca será a opção de Deus. No entanto, se o divórcio ocorrer por qualquer razão, Deus deseja trabalhar na restauração da pessoa que experimentou essa tragédia, se houver arrependimento e desejo de reconciliação. E os filhos agradecem, porque “a segurança de uma criança não está baseada em quanto seus pais a amam, mas, sim, em quanto seus pais amam um ao outro.” (Susan Alexander Yates)