sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A vida é bela... e breve!

Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio. (Salmo 90:12) 

Fé é acreditar com antecedência naquilo que só terá sentido quando acontecer. Ou seja, não se dá antes sentido a um acontecimento para só depois crer nele. Não há sentido racional acreditar que exista vida após a morte, mas quando se acredita nisso usa-se a fé. Não faz nenhum sentido acreditar que haverá um novo céu e uma nova terra e que nela vamos morar, a não ser pela fé na Palavra de Deus. 

Nós perdemos muito tempo tentando saber o que achamos que precisamos saber, quando achamos que precisamos saber. Certamente perdemos a oportunidade de servir a Deus. Aquilo que precisamos saber na hora certa saberemos. A vida é simples assim! Mas muitas vezes a complicamos. 

Nós precisamos saber que Deus é soberano e está no controle de tudo, não importa a circunstância. Tudo que estamos precisando saber hoje, importa somente para hoje, porque o amanhã a Deus pertence. Então, por que não paramos e buscamos a Deus em primeiro lugar? Isso é o que mais importa. 

A vida é curta e precisamos de sabedoria para bem vivê-la nos poucos dias que nos são dados. E o que é viver bem? Aquele que está buscando sabedoria já descobriu ou está descobrindo o que seja viver bem. Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos. (Tiago 1:5) 

Deus é quem diz aos seres humanos para voltarem a qualquer momento ser o que eram antes; ele faz com que novamente virem pó, porque diante dele, mil anos são como um dia, como o dia de ontem, que já passou; são como uma hora noturna que passa depressa. Ele põe término à vida das pessoas; elas não duram mais do que um sonho. São como a erva que brota de manhã, que cresce e abre em flor e de tarde seca e morre. (Salmo 90) 

Ao conhecermos a mente do Criador e reconhecermos a nossa fragilidade, entendemos que ele é o único que pode confirmar as obras de nossas mãos. Muitos passaram por este mundo, mas poucos deixaram suas marcas, e somente a deixaram porque Deus assim permitiu. Ele é quem derrama bênçãos sobre todos e dá sucesso em tudo o que se fazem na terra. 

O salmista deixou escrito que é Deus quem determina o nosso tempo de vida. Ele tem o seu próprio tempo e planos para cada um. Sabendo disso, vamos servi-lo, temê-lo e obedecer-lhe antes que viremos pó. Ou será que vamos continuar tentando viver a vida sem descobrirmos para qual finalidade existimos? 

Por causa da graça de Deus, a vida é bela. Embora às vezes estejamos confusos com o futuro, tenhamos a certeza de uma vida eterna. Ela será ainda mais bela para aqueles que creem no sacrifício redentor de Jesus Cristo o filho de Deus. 

Antes, vivíamos fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queriam. Mas em nossa união com Cristo Jesus, Deus nos transformou para que seguíssemos o seu plano, a fim de reinarmos com ele no mundo celestial.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O céu existe sim.

Então o Rei [Jesus] dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo”. (Mateus 25:34) 

Ao contrário do pastor norte americano Rob Bell, quando expressou sua opinião a respeito do céu na entrevista concedia à revista Veja de 28 de novembro de 2012, Jesus Cristo disse que viveremos eternamente com Deus no novo céu e na nova terra. 

Eu prefiro acreditar em Jesus Cristo. Isso que ele disse está escrito em sua Palavra, a Bíblia Sagrada. À medida que lemos as Escrituras ouvimos a voz do Criador nos falando por intermédio delas; percebemos então que o livro que estamos lendo é diferente de qualquer outro, que é de fato um livro com as palavras do próprio Deus falando-nos ao coração. 

Após o Juízo Final, nós entraremos para sempre no pleno gozo da vida na presença de Deus. Entraremos em um reino onde não haverá nada que esteja debaixo da maldição de Deus. O trono de Deus e do Cordeiro lá estará, e os seus servos o adorarão. (Apocalipse 22:3) 

Quando se referem a esse lugar, os que creem geralmente falam em viver para sempre com Deus “no céu”. Mas na verdade o ensino bíblico é muito mais rico: ele nos diz que haverá novo céu e nova terra — uma criação inteiramente renovada e viveremos ali com Deus. 

O Senhor promete por meio de Isaías que está criando um novo céu e uma nova terra; que o passado será esquecido, e que ninguém se lembrará dele. (Isaías 65:17) E manda escrever que “assim como o novo céu e a nova terra que eu vou criar durarão para sempre pelo meu poder, assim também durarão os nomes de vocês, e vocês sempre terão descendentes”. (Isaías 66:22). Nós estamos esperando um novo céu e uma nova terra, onde tudo será feito de acordo com a vontade dele. (2 Pedro 3:13) 

Na visão que João teve dos eventos posteriores ao Juízo Final, ele viu um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra desapareceram, e o mar sumiu. Ele viu a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. (Apocalipse 21:1-2) Não sei explicar mas haverá uma unificação do céu e da terra.

João também ouviu uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: — Agora a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos dele. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram. Segundo João, aquele que estava sentado no trono disse: — Agora faço novas todas as coisas! E também disse: — Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e merecem confiança. (Apocalipse 21:3-5) 

Quem falou em céu? Ora, além de Jesus Cristo, filho de Deus, temos vários outros testemunhos escritos na Bíblia. Um dos mais claros testemunhos a respeito do céu é o de Estevão, quando no momento da sua morte, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus. E viu também Jesus em pé, ao lado direito de Deus. Então disse: — Olhem! Eu estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem em pé, ao lado direito de Deus. (Atos 7:55-56) 

Eu acredito nisso, até porque se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. (1 Coríntios 15:19) Mas é preciso fé. Quem não a tem deve pedir a Deus.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dois em um

Como dizem as Escrituras Sagradas: “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua esposa, e os dois se tornam uma só pessoa.” (Efésios 5:31)

Há uma verdade imensa revelada nessa passagem das Escrituras, e eu entendo que ela está falando a respeito de Cristo e da Igreja. Mas também está falando a respeito de nós: cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido.

Conforme alguns fragmentos de um texto escrito por Spencer W. Kimball (1895–1985) sobre a união estável entre o marido e a esposa – o casamento –, quando duas pessoas chegam ao altar para se casarem, têm de estar conscientes de que para terem o casamento feliz, precisam saber que o casamento não é só uma questão legal. Significa fazer sacrifícios, compartilhar e até restringir em parte a liberdade individual.

Significa fazer economias em longo prazo e a duras penas. Significa ter filhos, que darão despesas, trabalho, preocupação e que precisarão de cuidados; mas também significa sentir as emoções mais profundas e agradáveis que existem.

Os dois têm de eliminar o "eu" e o "meu" e substituí-los pelo "nós" e pelo "nosso". Os dois passam a estar pendurados em um só ramo – a família. Todas as decisões têm de levar em consideração o fato de que afetarão duas pessoas ou mais. Ao encarar as decisões importantes, os cônjuges terão de pensar em como elas afetarão também os filhos, os agregados, os netos e a vida espiritual de todos os que brotarem dessa união.

É quase certo que os casamentos fundamentados no egoísmo fracassarão. Quem se casa por dinheiro, prestígio ou posição social com certeza se decepcionará. Quem se casa por vaidade e orgulho ou para tripudiar sobre alguém ou atingi-lo só está enganando a si mesmo.

Por outro lado, quem se casa para fazer o outro feliz e ser feliz, para servir e ser servido e que cuida dos interesses dos dois e da família que estiverem formando terá boas chances de ser feliz no casamento.

Caso tenhamos sempre em mente a felicidade, o bem-estar e o que for melhor para o outro, o amor iniciado no namoro e consolidado no casamento aumentará e alcançará proporções imensas.

Muitos casais deixam que o casamento fique estagnado e que o amor esfrie ficando tão sem-graça como pão amanhecido, piadas batidas, ou sopa fria.

Certamente os alimentos mais vitais para o amor são a consideração, bondade, atenção, solicitude, as demonstrações de afeto, os abraços de agradecimento, a admiração, orgulho, companheirismo, confiança, fé, igualdade e interdependência e total dependência de Deus em suas vidas.

O casamento é, talvez, a mais importante das decisões e a de conseqüências mais abrangentes, pois afeta não apenas a felicidade imediata, como também a ventura eterna. Não afeta apenas as duas pessoas envolvidas, como sua família, particularmente os filhos, e os filhos dos filhos por muitas gerações.

Enfim, o casamento é um mandamento de Deus; não é meramente um costume social. Está escrito na palavra do Senhor que o casamento é uma coisa certa e boa. Por tais motivos, o casamento é uma instituição digna de ser preservada. Se permanecermos nesse propósito, certamente Deus estará conosco nos dando graça para vencer.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

É meu. Posso vender?

A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa. (I Coríntios 7:4) 

Segundo a Revista Veja desta semana, hoje, dia 20, “em algum ponto entre a Austrália e os Estados Unidos, a catarinense Ingrid Migliorini, de 20 anos, perderá sua virgindade a bordo de um avião, sobre águas internacionais, para escapar do alcance das leis dos países”. Ingrid leiloou sua virgindade. 

O que há de errado nisso é que Ingrid leiloou um bem que não lhe pertencia. Além de romper os limites éticos, ela depreciou a sua intimidade. Conforme Michael Sandel, professor de filosofia da Universidade Harvard, quem faz isso “revela uma concepção utilitarista e rasa da vida.” Por outro lado, “quem acha que tudo se pode comprar, na verdade não valoriza nada.” Ao contrário do que possam pensar alguns, Ingrid não se valorizou, mas chegou ao limite de sua degradação. 

Trocar sexo por dinheiro é degradante para ambos os parceiros, pois fere a dignidade humana. “O Homem não pode dispor de si próprio como se fosse uma coisa; ele não é sua propriedade”, disse o filósofo alemão e pensador moral Immanuel Kant. 

Existem bens preciosos que o dinheiro não compra. O nosso corpo é um deles. Será que não sabemos ainda que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que vive em nós e nos foi dado por Deus? Nós não pertencemos a nós mesmos, mas a Deus, pois ele nos comprou e pagou o preço. (I Coríntios 6:19) 

No leilão de virgindade ou em qualquer outra forma de comercialização do corpo (ou parte dele) há envolvidas a degradação e a corrupção de certos valores. Isso tira, por exemplo, o valor da sexualidade e torna a pessoa humana em um objeto, um instrumento de uso e lucro. O Senhor Deus abomina essas práticas. 

Uma união sexual não afeta só o corpo. O que fazemos com o nosso corpo na intimidade afeta o estado espiritual de nossa alma. Esse é particularmente o caso da “transação” do corpo para práticas sexuais. A união sexual de “uma só carne” do sexo marital reflete realidades sobre Deus. A atividade sexual fora desse contexto viola a imagem que Deus tem estampada em nossa consciência e mesmo em nosso corpo, seja masculino ou feminino. 

Além do mais, quando o homem ou a mulher “comercializa” o seu corpo, seja por prazer, seja por dinheiro, infringe outro princípio divino no qual o ato sexual deve ser reservado tão somente para a esposa e o marido, que entre si fazem o voto do matrimônio e nele embutem o compromisso permanente de fidelidade, de amor e de carinho mútuos. É por isso que um pertence ao outro, e não a si mesmo. 

Portanto, não estamos autorizados por Deus a vender algo que não nos pertence. O nosso corpo, a nossa alma, a nossa vida pertencem ao nosso Criador. E o que fazemos com eles (e neles) prestaremos contas no dia do Juízo Final. Pensemos nisto!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Deus tem o melhor...

Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. (Romanos 8:28) 

“Deus tem o melhor para você!” Este tem sido um dos jargões mais utilizados em pregações na atualidade. Sem dúvida, é uma frase muito consoladora. Ela traz conforto e esperança. Mas às vezes é mal interpretada e causa frustrações.

É evidente que Deus tem o melhor, porque ele é bom! Como são maravilhosas as coisas boas que Deus guarda para aqueles que o temem! Todos nós podemos ver como ele é bom e como protege os que confiam nele. (Salmos 31:19) 

A questão é saber o que é melhor para nós sob o ponto de vista de Deus, e não sob o nosso. Sabemos que os seus pensamentos não são como os nossos pensamentos, e ele não age como nós agimos. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os seus pensamentos e as suas ações estão muito acima dos nossos. (Isaías 55:8-9) 

Um determinado acontecimento pode não ser bom sob o nosso ponto de vista, mas pode ser bom do ponto de vista de Deus, e vice-versa. É como receber ou doar um presente.

Quando o grande rei Davi escreveu que o “Senhor é o meu pastor, nada me faltará.” (Salmos 23:1), ele quis enfatizar que devemos confiar em Deus para prover as nossas necessidades. Como o Bom Pastor, Deus provê para o nosso bem-estar físico, mental e espiritual. Ele provê refrigério nas situações difíceis da vida. Sua “vara” e seu “cajado” guiam, protegem e disciplinam amorosamente as ovelhas. 

Sob o nosso ponto de vista, quando o Bom Pastor utiliza a sua “vara” e nos corrige, pode nos parecer que ele não está provendo o melhor. E aqui é bom lembrar-nos do ensinamento do apóstolo Paulo a respeito da providência e provisão de Deus. Nós devemos estar contentes, não com as circunstancias, mas nas circunstâncias, que podem ser boas ou ruins. Porém, esse regozijo não elimina ambições ou atos errôneos na vida. (Filipenses 4:10-19) 

A fé que devemos ter na providência divina não é nossa por nascimento, mas foi adquirida com esforço e sofrimento. Foi desenvolvida gradualmente no andar com Deus, de maneira que aprendemos a estar alegre com qualquer coisa, vivendo apesar das coisas e sem ser afligido pelas circunstâncias. (Filipenses 4:13) 

Então, Deus tem o melhor para você em todas as áreas da vida. Entretanto, sob o seu ponto de vista, em certas áreas pode lhe parecer que a providência de Deus seja boa, em outras não. Por exemplo, você pode não ser uma pessoa abastada financeiramente, mas tem uma boa saúde ou uma boa família. 

Talvez você possa não possuir nada de bom na vida material, mas tem a graça de enxergar pelos olhos da fé uma eternidade repleta de gozo e felicidade, um lugar para morar onde não haverá choro e dor. 

Deus tem o melhor para você sim, porque nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (I Coríntios 2:9)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Fujam!

Obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vocês. (Tiago 4:7) 

Certa vez um homem de negócios com excesso de peso decidiu que estava na hora de perder uns bons quilos. Levava a sério sua dieta, chegando mesmo a mudar de rota para evitar a doceria favorita. 

Numa manhã, entretanto, ele apareceu no trabalho com um bolo gigante de chocolate. Os colegas de escritório começaram a zombar dele, mas ele permanecia impassível com seu sorriso. “Este é um bolo especial”, disse: “Acidentalmente, tive que passar em frente à doceria nesta manhã e ali, na vitrine, havia grande quantidade de bolos. Senti que não era tão acidental assim, e orei: ‘Senhor, se é de Tua vontade que eu compre um destes bolos de chocolate, que haja um lugar para estacionar em frente da porta da doceria’. Depois de oito voltas na quadra, apareceu o lugar.” 

A tentação vem, até porque está escrito: “Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.” (I Pedro 5:8). 

Mas não é só o inimigo das nossas almas que nos tenta. A maioria das vezes, somos tentados pelas nossas próprias fraquezas. Não importa se é um pedaço de bolo, ou alguma coisa que não devemos ter, algo que não devemos fazer, ou um lugar aonde não devemos ir. 

É verdade que não seremos salvos pelas nossas forças e não conseguiremos vencer o pecado se não for pela graça de Deus, mas é bom fugirmos da tentação, ou seja, ficarmos longe do lugar onde ela está. 

Fujamos das paixões da mocidade e procuremos viver uma vida correta, com fé, amor e paz, junto com os que com um coração puro pedem a ajuda do Senhor. (II Timóteo 2:22). Quer dizer, corramos na direção contrária. Se temos problemas com bebida alcoólica, não passemos em frente ao bar. Em outras palavras, não fiquemos nadando nem brincando ao redor da isca, muito menos olhando para ela. 

Quão perto podemos nos aproximar do fogo e não nos queimar? E se sairmos quando sentirmos cheiro de fumaça? A preocupação deve ser: Como podemos ficar o mais longe possível do pecado? 

O diabo pode dizer: “Tire uma folga espiritual neste fim de semana. Só hoje à noite. Só uma hora. Afinal, é só uma visita à zona proibida. Você é maduro e sabe que não vai ficar lá.” 

Uma vez perguntaram para Mel Gibson por que ele tinha colocado uma linda mulher com véu para representar o mal no filme A Paixão de Cristo. Ele respondeu: “O mal toma a forma de beleza, é quase bonito... ele se disfarça e se mascara, mas se as antenas de vocês estiverem ligadas, vão identificá-lo.” 

As tentações que temos de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que soframos tentações que não temos forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a nós para suportá-la, e assim poderemos sair dela. (I Coríntios 10:13).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

De escravo para filho

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (João 8:36) 

Dogmatismo é a tendência de um indivíduo afirmar ou crer em algo como verdadeiro e indiscutível, e é um termo muito utilizado pela religião e pela filosofia. O dogmatismo ocorre quando uma pessoa considera uma verdade absoluta e indiscutível. É quando são ditas verdades que não foram revisadas ou criticadas, que a sociedade simplesmente tornou-as absolutas. É uma atitude dos indivíduos de crerem no que o povo fala sem ter dúvidas, o que ocorre desde a antiguidade, onde muitos filósofos, como Platão e Aristóteles, se recusavam a crer em alguns fatos estabelecidos e ditos como verdade. 

Na época em que Jesus Cristo exercia o seu ministério terreno, os judeus – seus compatriotas – confiavam nas tradições e nas cerimônias religiosas. A esperança deles estava depositada na ascendência e na obediência à Lei de Moisés e à tradição oral dos antigos. Ao longo dos anos, eles tinham enfrentado a dominação do Egito, da Babilônia, da Pérsia, da Síria e, finalmente, de Roma. Mas, apesar da dominação política, sentiam-se espiritualmente livres, porque se consideravam uma nação santa, uma raça eleita por Deus. 

Jesus discordou deles ao afirmar que eles eram escravos do pecado e não filhos de Deus e que só por meio dele, Jesus Cristo, poderiam encontrar a verdadeira liberdade espiritual. Isso os deixou furiosos. 

Mas a mensagem de libertação da Bíblia veio quebrar esse dogma. Essa mensagem refere-se à nossa liberdade do poder e da penalidade do pecado. 

Enquanto é menor de idade, por exemplo, o filho que vai herdar a propriedade do pai é tratado como escravo, mesmo sendo, de fato, o dono de tudo. Enquanto é menor, há pessoas que tomam conta dele e cuidam dos seus negócios até o tempo marcado pelo pai. Assim também nós, antes de ficarmos adultos espiritualmente, fomos escravos dos poderes espirituais que dominam o mundo. Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus. 

E, para mostrar que somos seus filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o Espírito que exclama: “Pai, meu Pai.” Assim não somos mais escravos; somos filhos. E, já que somos filhos, Deus nos dará tudo o que ele tem para dar aos seus filhos, inclusive a libertação de qualquer dogma, tradição de religiões ou costumes de antepassados. 

Portanto, não é pela religiosidade, e nem pelo cumprindo fiel dos costumes estabelecidos pelas tradições que seremos salvos, mas tão somente por meio da fé na obra realizada por Jesus Cristo, filho do Deus único e verdadeiro. 

Então, não perca a oportunidade de mudar agora sua condição de escravo para filho. Em Cristo, você é liberto também da escravidão dos vícios.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O dom da família

Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo. 

Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. (Romanos 12: 4-6) 

Como é gostoso passar o feriado em família! Sou muito grato a Deus pela oportunidade que tenho de poder reunir os familiares para um almoço e um bate-papo bem descontraído. 

Mas existe um desafio para minha família que precisa ser vencido: As comparações. Se você tem irmãos, você sabe o que estou dizendo. 

Não é muito raro existir comparações em uma rodinha de bate-papo, exatamente no momento de comunhão. Há muitas maneiras de comparar uma pessoa à outra e, no meio da diversão, muitas vezes há um membro da família que sente a necessidade de vocalizar as discrepâncias percebidas entre os indivíduos. 

Às vezes, o fato é tão crítico que chegamos a pensar assim: Deus, o que Senhor estava pensando quando nos jogou no mesmo pote e chamou de família, pois nos parecemos tão diferentes!? 

Além de prejudicar nossa capacidade de amar um ao outro, as comparações são um desperdício de energia porque são baseadas em percepções de superfície que podem ser imprecisas. 

Ultimamente, tenho procurado conduzir as conversas que giram em torno do jogo de comparações para a maneira de pensar de Paulo quando escreveu aos Romanos. A Palavra revela o projeto de Deus para a família espiritual, mas pode ser muito bem aplicada em nossas famílias biológicas. 

Embora cada pessoa seja valiosa aos olhos de Deus, a Palavra ensina que uma pessoa não pode conseguir tudo sozinha, não importando o quão perfeito ele ou ela possa parecer. Além disso, cada um de nós tem dons especiais, e dependemos uns dos outros para preencher as lacunas nas áreas que faltam. 

Portanto, seja para melhor ou para pior, cada membro de uma família pertence a todos os outros. Quando ponderamos os dons de Deus revelados individualmente aos membros da família, focamos na ação de gratidão a Deus por essa diversidade, e esquecemos as comparações. 

Pense agora no(s) seu(s) dom(ns) e com o coração grato a Deus veja se você consegue identificar aqueles que existem em cada membro de sua família. Fazer parte de uma família é dom de Deus.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Precioso legado

Então Marta disse a Jesus: — Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele. — O seu irmão vai ressuscitar! Disse Jesus. Marta respondeu: — Eu sei que ele vai ressuscitar no último dia! Então Jesus afirmou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso? — Sim, senhor! Disse ela. — Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo. (João 11: 21-27)

Muitos de nós já tivemos a experiência de sofrer com a morte de um ente querido. Alguns com mortes prematuras. Um dos aspectos mais tristes da morte prematura é a não realização de sonhos. Isso mexe com as pessoas que ficam. Outra coisa que mexe é o trabalho realizado pelo morto, que agora passa a ser apenas um memorial, um legado. Mas o que realmente mexe com o ser humano é a devoção do finado por uma causa nobre ou altruísta.

As histórias são semelhantes. A vida vai fluindo às mil maravilhas, e de repente o telefone toca... Fulano faleceu! Cada um tem a sua experiência com Deus nesse momento.

Algumas das reflexões mais encorajadoras sobre a morte e a eternidade podem ser encontradas em um livro publicado pela enfermeira Trudy Harris, Glimpses of Heaven (Revell, 2008). Harris colecionou histórias de seus pacientes falecidos com o intuito de oferecer conforto para aqueles que sofriam as perdas, e também para compartilhar as reflexões espirituais recolhidas daqueles que se preparavam para passar para a eternidade. Tendo observado o cuidado de Deus para com os seus pacientes, Harris escreveu: “Aqueles que se dão o luxo de estarem presentes com os pacientes na hora da morte percebem que existe apenas um Médico Divino, e é somente ele quem define o horário que cada um partirá”.

Enquanto a morte é sempre uma tragédia, Harris confirmou o que a Bíblia ensina: Até mesmo a morte tem mérito quando envolvida com a graça de Deus. Harris escreveu que muitos de seus pacientes poderiam sentir – e até ver – a presença de Deus de maneira muito clara na hora da morte. Ela observou que seus pacientes com doença dolorosa estavam ansiosos para transmitir esperança, conforto e sabedoria antes de partirem. Alguns morreram com tanta graça que demonstravam um sorriso gentil.

Podemos olhar para o nosso Salvador que não evitou a morte, mesmo quando poderia ter evitado, para enxergar duas verdades: Deus trabalha por meio do processo da morte para fazer o homem se aproximar dele, e a morte – por mais horrível que seja – não tem a palavra final.

Embora seja difícil suportar o peso da perda de um ente querido, como Marta podemos encontrar paz em saber que Deus não nos abandona nos momentos mais sombrios da morte. E enquanto ainda não temos o privilégio de vê-lo em toda a sua glória, podemos confiar o nosso futuro e o futuro dos que partiram ao amor misericordioso de Cristo.

Mesmo que muitos dos nossos não tenham sido famosos como Agostinho ou Tomás de Aquino, eles foram preciosos e o são para Deus. Que possamos nos lembrar sempre dos seus preciosos legados!