sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ficar solteiro(a)!

Realmente, eu gostaria que todos fossem como eu. Porém cada um tem o dom que Deus lhe deu: um tem este dom, e outro, aquele. (1 Coríntios 7:7)

“Quando não são os poetas cantando 'fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho...', tem sempre uma mãe, uma tia ou um amigo condenando quem está solteiro, como se a situação fosse um problema. Mesmo assim há quem prefira passar a maior parte do tempo no time dos solteiros, assim como há quem passe dias, meses, anos cabisbaixo por não ter um “esquenta pés” para chamar de seu. [...]

O fato é que saber lidar bem tanto com a fase da maior propensão à solteirice, recusando a ideia de relacionamentos fixos, quanto naquela em que não se consegue passar sem um romancezinho que seja, não costuma ser algo fácil, pois as pessoas vivem trocando de desejos e expectativas que são só delas, ou seja, nunca serão totalmente correspondidas. [...]

Ficar sozinho, no entanto, pode ser uma opção prazerosa, na qual se descobre o valor da própria companhia, aproveitam-se melhor os amigos e a família. 'E quem é incapaz de construir uma vida bacana sozinho, jamais será uma pessoa interessante para se relacionar amorosamente', explica o psicólogo Thiago de Almeida.” (Ana Maria Madeira)

Permanecer solteiro é uma arte, mas tem suas limitações. São poucas as pessoas que possuem esse dom. O próprio Criador disse que não é bom que o homem fique só. Entretanto, o apóstolo Paulo – que disse ter recebido de Deus o “presente” de ficar solteiro – fez algumas considerações sobre o assunto:

– Eu quero livrá-los de preocupações. O solteiro se interessa pelas coisas do Senhor porque quer agradá-lo. Mas o homem casado se interessa pelas coisas deste mundo porque quer agradar a sua esposa e por isso é puxado para duas direções diferentes. Quanto às mulheres, tanto as viúvas quanto as solteiras, elas estão interessadas nas coisas do Senhor porque querem se dedicar de corpo e alma a ele. Mas a mulher casada se interessa pelas coisas deste mundo porque quer agradar o marido.

– Eu estou dizendo isso porque quero ajudá-los. Não estou querendo obrigar ninguém a nada. Pelo contrário, quero que façam o que é direito e certo e que se entreguem ao serviço do Senhor com toda a dedicação. Aos que ficaram noivos, mas resolveram não casar mais, eu digo o seguinte: se o rapaz sente que assim não está agindo certo com a sua noiva e acha que a sua paixão por ela ainda é muito forte e que devem casar, então que casem. Não existe pecado nisso. (1 Coríntios 7:32-36)

Quando o homem e a mulher decidem constituir uma família, eles simplesmente não podem mais ignorá-la. Hoje, os pais fazem de tudo para prover o bem-estar do lar. Evidentemente, servir a Deus torna-se mais complicado. Cristo nos chamou para ir ao mundo pregar o evangelho, fazer discípulos de todas as nações, levantar-se contra a injustiça, alimentar os famintos, curar os doentes, falar por aqueles que não têm voz. Não é impossível, mas difícil fazer tudo isso sem comprometer o cônjuge e filhos.

Então, enquanto estiver solteiro, por opção ou não, você tem várias atividades para serem realizadas. Com Cristo você não está limitado. Deus te deu o potencial para impactar muitas pessoas – quem sabe quão significativa sua vida poderá um dia se tornar! Por isso, usufrua da solteirice, que é também um presente de Deus!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ajuda-me!

Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho. Uma corda de três cordões é difícil de arrebentar. (Eclesiastes 4:12) 

Calma, está tudo bem! É só mais uma devocional.

Esse verso é muito utilizado em cerimônias de casamento. O homem, a mulher e Deus são representados pelos três cordões. A corda é o lar. Mas é possível tirar outras lições desse versículo. 

Há alguns anos Helton teve um acidente de carro. Felizmente, ninguém ficou ferido, mas o seu carro foi totalmente destruído. Ele não dispunha de condições financeiras para alugar um veículo, enquanto o dinheiro do seguro não estivesse disponível para compra de outro. Helton morava em uma cidade que carecia de transporte público e, sem opções, tomou uma decisão que poucos adultos conseguem tomar: Ligar para os pais e pedir ajuda. 

Após contar a verdade, sua mãe – que morava distante – decidiu se locomover até onde ele estava para lhe emprestar o carro. Enquanto isso, Helton teria que recorrer a amigos, mas ele não fez isso porque odiava pedir ajuda. Para Helton fora triste incomodar sua mãe. A ideia de solicitar o trabalho de motorista de um amigo lhe soava ainda pior. Assim, enquanto sua mãe não chegava, ele preferiu caminhar todos os dias dois quilômetros para ir ao trabalho. 

Ao ficar sem comida em casa, enfim ele resolveu abrir mão do orgulho. O colega que o levou ao supermercado percebeu a sua resistência e lhe contou uma história registrada na Bíblia: 

“Moisés deu a Josué a seguinte ordem: — Escolha alguns homens e amanhã cedo vá com eles lutar por nós contra os amalequitas. Eu ficarei no alto do monte, segurando o bastão de Deus. Josué fez o que Moisés havia ordenado e foi combater os amalequitas. Enquanto isso, Moisés, Arão e Hur subiram até o alto do monte. Quando Moisés ficava com os braços levantados, os israelitas venciam. Porém, quando ele abaixava os braços, eram os amalequitas que venciam. Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Desse modo os seus braços ficaram levantados até o pôr do sol. E assim Josué derrotou completamente os amalequitas.” (Êxodo 17: 9-13) 

O que teria acontecido se Moisés tivesse sido orgulhoso a ponto de não solicitar a ajuda de seus subalternos? Ele era o líder dos israelitas e certamente sofrera uma pressão mental para que se mostrasse forte. Mas ao invés disso, e antevendo que não conseguiria interceder sozinho pelo povo, levou consigo dois homens. Foi decisiva essa atitude de Moisés, porque por meio dela Israel foi salvo dos inimigos. Não foi o fato de se manter as mãos levantadas, mas o reconhecimento da necessidade de ajuda que agradou o coração de Deus. 

Portanto, não sejamos tão orgulhosos ou teimosos ao cúmulo de não pedir ou aceitar ajuda. A verdade é que nenhum de nós pode caminhar sozinho pela estrada da vida. Cristo nos chamou para ajudarmos uns aos outros quando em necessidade. Ao pedir ajuda e também ao ajudar tornamos os nossos fardos leves. E Deus se agrada disso. 

O seu orgulho o impede de pedir ou aceitar ajuda?

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Primeiro de cordada

Ele, o seu protetor, está sempre alerta e não deixará que você caia. (Salmo 121:3-4) 

Eu assisti a um documentário sobre Alpinismo – prática de escalar montanhas por meio de itinerários previamente estudados e preparados. É uma técnica desportiva que requer equipamentos apropriados, cujo fim é atingir o cume de uma montanha, de uma parede rochosa, de um bloco ou de um muro de escalada. 

O grupo de alpinismo deve conter no mínimo duas pessoas. É muito complicado – ou quase impossível – alguém praticar esse esporte sozinho. Por questão de segurança, o Alpinismo deve ser praticado com o auxílio de um “Primeiro de cordada”.

O Primeiro de cordada – em francês, “Prémier de cordée” – é o nome dado ao chefe da expedição, aquele que vai à frente. Assim, é ele que abre a via e ao mesmo tempo assegura a progressão do grupo colocando na parede, e a cada ponto estratégico, um ponto de segurança para fazer passar a sua própria corda, operação a que se chama “mosquetágem”. 

Quando o Alpinismo é praticado com a ajuda e a proteção do Primeiro de cordada, o esporte fica mais prazeroso e relaxante. O alpinista pode descansar e aproveitar a escalada, pois sabe que tem à sua frente um especialista segurando a corda, observando cada movimento seu, pronto para liberar ou segurar a alavanca em qualquer momento e gritando palavras de incentivo ou orientação. 

Entretanto, o Primeiro de cordada deve ter muita concentração e atenção redobrada. Qualquer deslize seu compromete toda a diversão do grupo. Infelizmente, ele não pode curtir o esporte nesse momento; precisa estar em todo tempo concentrado na tarefa de guiar e encontrar a técnica e o caminho apropriados para se atingir o cume da montanha com segurança. 

Mas o restante do grupo deve se preocupar em seguir corretamente as instruções do guia. Ninguém, de maneira nenhuma, pode assumir uma postura autônoma ou tentar seguir as suas próprias técnicas, mesmo que seja experiente no assunto. O individualismo compromete também o grupo, pois todos estão ligados por uma corda. 

Assim deve ser o nosso relacionamento com Deus. Ele prometeu tomar conta de nós em todo momento e estar à nossa frente. A sua Palavra é a luz que nos orienta e incentiva. 

Quando deixamos o controle nas mãos de Deus, somos livres das preocupações, dos medos, e principalmente da responsabilidade de guiar a nós mesmos. Dessa forma, somos livres para curtir a escalada da vida com tranquilidade e segurança. A única preocupação que devemos ter é seguir corretamente a sua orientação. A palavra dele é lâmpada para guiar os nossos passos, é luz que ilumina o nosso caminho. (Salmo 119:105) 

Quem está à frente de sua vida? Ou melhor, a quem você está amarrado? A você mesmo? Ou a algo? Em quem você está colocando a sua segurança? Você precisa saber, pois a sua vida – a eterna também – está em jogo. Peça a Deus para ajudá-lo a seguir a escalada da vida com tranquilidade. Se você se amarrar nele, então sua vida estará em boas mãos.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Você quer você pode

Jesus estava andando pela beira do lago da Galiléia quando viu dois pescadores. Eram Simão e o seu irmão André, que estavam no lago, pescando com redes. Jesus lhes disse: — Venham comigo, que eu ensinarei vocês a pescar gente. Então eles largaram logo as redes e foram com Jesus. (Marcos 1:16-18)

A cada dois dias, após o expediente, Jonny vai à academia de ginástica para se exercitar um pouco. Ele ama fazer isso. Acha que é uma ótima maneira de permanecer saudável e acabar com o stress ao mesmo tempo. A sua rotina é muito simples. Começa correr em uma esteira, depois faz levantamento de peso e finalmente dá umas voltas a nado na piscina confortavelmente aquecida. Quando acabam os exercícios, ele sempre se sente cansado e dolorido, mas feliz por ter completado o treino.

Certo dia ele estava exercitando o levantamento de peso. Seu colega chegou de repente e colocou mais cinco quilos para cada braço. Imediatamente Jonny parou e ficou inseguro se conseguiria prosseguir com a musculação, pois nunca levantara mais do que três quilos. Em vez de dizer algo, ele se preparou, encheu os pulmões e, com toda sua força, conseguiu mover os oito quilos. Para sua surpresa, ele não sentiu tanto peso assim, apesar de ter realizado um esforço fora do habitual, mas percebeu que os exercícios contínuos o fizeram mais forte. A partir desse dia ele não subestimou mais a sua força.

Nós podemos dizer o mesmo com relação à fé. Assim como o nosso organismo responde positivamente com força quando exercitamos, nosso espírito responde positivamente ao alimentá-lo com a leitura da Palavra de Deus. Ao exercitarmos nossa fé por meio da oração, o Espírito Santo encontra liberdade para atuar, tornando o nosso espírito mais forte e saudável.

Mas muitas vezes subestimamos nossa capacidade de seguir os mandamentos de Jesus ou atender ao seu chamado. Simão e André, pescadores, simples e provavelmente iletrados, não ficaram em dúvida quando Cristo lhes disse que os fariam pescadores de gente. Após três anos sendo preparados pelo Mestre, Simão Pedro pregou em praça pública e naquele dia mais cinco mil almas arrependeram-se dos seus pecados e aceitaram o chamado de Cristo.

Há! Mais eles foram discipulados pelo Mestre dos mestres, diriam os céticos! Mas vejamos o exemplo do casal Áquila e Priscila em Atos 18: Eles eram apenas fazedores de tendas, a mesma profissão de seu mestre Paulo. Se alguém teria uma desculpa para pensar que não estava pronto para o ministério seriam eles. Em vez disso, deram o que tinham, serviram como podiam, abriram as portas de sua casa e Deus fez coisas incríveis por meio deles.

Portanto, não pergunte a si mesmo se está pronto para servir a Deus. Em vez disso, pergunte o que você poderia fazer já para trabalhar para o Reino Celestial. O problema de muitas pessoas é que passam a vida toda aprendendo a pescar e nunca saem para pegar um peixe.

Reserve agora um momento para rever seus pontos fortes e analise como eles podem ser úteis para servir a Deus. Os dois mandamentos que todos devem cumprir são estes: amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo. Isso inclui mostrar ao próximo o caminho da salvação. Se você quer você pode ser um pescador de gente para fazer parte do Reino Celestial. Grande será a sua recompensa. Ore agora e peça a Deus uma orientação.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

O casulo da bênção

Porque é melhor sofrer por fazer o bem, se for esta a vontade de Deus, do que por fazer o mal. (1 Pedro 3:17)

O casulo (ou crisálida) é um invólucro constituído por um material parecido com a seda construído por lagartas e algumas larvas de insetos para ser usado para sua própria metamorfose. Em biologia, metamorfose é uma mudança na forma e na estrutura do corpo (tecidos, órgãos), bem como um crescimento e uma diferenciação, dos estados juvenis ou larvares de muitos animais, como os insetos e anfíbios (batráquios), até chegarem ao estado adulto. Provavelmente a metamorfose ocorre com um “sofrimento” da larva.

Sofrimento. Não deveria ser assunto de um texto devocional, não é mesmo? Afinal, todos nós temos os nossos sofrimentos e somos obrigados a enfrentá-los. O que gostaríamos de ler são palavras que nos impulsionam a começar e a terminar bem o nosso dia; se possível, que cada dia pudéssemos aprender a focar melhor nas coisas boas, em vez de nas dores e nos problemas. 

Mas sofrimento é algo real, apesar de aparentemente não haver nenhuma razão de existir na vida de muitas pessoas. Se não fizeram nada de errado, então porque sofrem? Não é essa a pergunta? Outras acreditam – e eu também – no que está escrito em Isaías 53: “Ele [Jesus Cristo] foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim [pelos pecados de toda a humanidade]. [...] No entanto, era o nosso sofrimento [de culpa] que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. [...] Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu.” É claro nesse texto que não precisamos mais sofrer por culpa de pecados.

Não obstante, existem outros sofrimentos. Pedro sugere no verso acima que podemos sofrer por fazer o bem, ou por fazer o mal. Por extensão, alguns dos nossos problemas podem ser resultado de nossa própria rebelião, enquanto outros podem ser frutos de uma revolta com a injustiça ao nosso redor, e que ao tentarmos corrigi-la acabamos sendo desprezados e perseguidos. Seja qual for a origem dos nossos sofrimentos, temos que ter em mente que eles nos educam e nos ajudam a amadurecer na fé; são para nos tornar uma bênção. Nós podemos desprezá-los, mas eles estão aí para nos fazer crescer em experiência, estejamos nós fazendo o que é errado ou que é certo. Melhor sofrer pelo que é certo.

A vida é dura mesmo. Qualquer que diga algo contrário está vendendo uma mentira. Mas existe uma terceira via. É a que fornece uma resposta morna para a vida, a abordagem de não se fazer nada, de deixar a vida rolar, de não ser autor da história, de ficar só na plateia. Não é isso que queremos. Pelo contrário, queremos ser autores da nossa história.

Uma linda borboleta em transformação provavelmente deve sentir muita dor e sofrimento dentro de um casulo, mas não permanecerá trancada ali para sempre. O casulo é o local para descansar, ser curada, maturada, transformada, aperfeiçoada para ficar mais bonita e útil. Mas se a borboleta não passar um tempo nele, não seria suficientemente apta e forte para voar. Esse é o casulo da bênção.

Portanto, se você levantou hoje em seu sofrimento, tenha em mente o seguinte: Ele é um companheiro; ele existe para transformá-lo em alguém melhor; ele lhe faz uma pessoa que participa da irmandade e da herança de Cristo; ele lhe dá força e aptidão para seguir em frente e com mais confiança. Cristo foi vitorioso em seu sofrimento e em sua Palavra está escrito que nele somos mais que vitoriosos. Você crê nisso?

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Sorte ou pequeno milagre?

Tudo de bom que recebemos e tudo o que é perfeito vêm do céu, vêm de Deus, o Criador das luzes do céu. Ele não muda, nem varia de posição, o que causaria a escuridão. (Tiago 1:17)

Sorte é um termo originado da necessidade de o ser humano nomear um sentimento ao se observar um evento significante e não comum, mas que encontra suporte em objetos investidos de algum poder sobrenatural. Por outro lado, milagres são definidos como atos poderosos de Deus, eventos incríveis e maravilhosos; são "marcas de uma atuação divina" (Easton Bible Dictionary). Então, eu poderia dizer que sorte é um pequeno milagre?

Pequeno milagre é uma intervenção divina que impacta “pequena” área da existência humana. É acontecimento que leva o homem a dizer: “Deus se preocupa com as pequenas coisas”. Um pequeno milagre pode se tornar um grande milagre, depende da fé de quem o recebe.

O Criador ouve as orações de bilhões de pessoas simultaneamente e ama a cada uma delas da mesma maneira. Ele ouve e atende orações aparentemente insignificantes como o pedido de uma criança para o pai ganhar dinheiro para comprar um carrinho de brinquedo. Se a oração for atendida, para a criança isso será um grande milagre, para o pai poderá não ser.

Em uma reunião onde se estudava o livro de Marcos, quando uma pessoa compartilhava sobre a multiplicação de cinco pães e dois peixes que alimentaram cinco mil pessoas, eu admiti que nunca visualizara a cena e compreendera exatamente o seu significado.

Não era questão de vida ou morte de alguém da plateia, porque o ser humano pode ficar até quarenta dias sem comer. O próprio Jesus jejuou no deserto durante 40 dias. Poderia ser que Jesus não quisesse que as pessoas fossem embora e o deixassem falando sozinho – Jesus estava um pouco desacreditado, pois seu precursor de ministério e primo João Batista acabara de ser degolado. Ele também estava sofrendo com a descrença das pessoas, principalmente daqueles da sua cidade natal Nazaré. Poderia ser que Jesus tomasse as dores de uma multidão disposta a renunciar às suas necessidades fisiológicas para ouvir a sua Palavra. O certo é que o Senhor resolveu fazer algo muito significante do ponto de vista daquelas pessoas.

Quando contamos algo que Deus fez por nós, as pessoas ficam maravilhadas, mas não sentem como sentimos porque o evento não tem o mesmo significado para elas. E por isso, muitos tendem a minimizar o milagre chamando-o de “sorte”.

Um colega me contou que perdera as chaves de casa nas últimas férias. Disse que ficara preocupado com a possibilidade de alguém de má-fé invadir a sua residência. Pela estrada rumo à praia ele orara a Deus a respeito. Após haver descarregado seus pertences, notara com alegria as chaves presas no engate do reboque do seu carro. Seu amigo comentara com frieza: – você é um cara de sorte, pois ela poderia ter caído na estrada! – Amigo, isso não é sorte, é um pequeno milagre, respondera!

Na verdade, os eventos de “pequenos milagres” só existem para quem assim os enxergam. Sorte é para quem não crê. Nós precisamos acreditar na Palavra de Deus, conforme escrito em Tiago 1:17. 

Como você vê os eventos de “pequenos milagres”? Você chama-os de “sorte”?

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

ComPAIxão

O Senhor me disse: Você é meu filho; hoje eu me tornei seu pai. (Salmos 2:7) 

“Papai, meus coleguinhas dizem que os pais deles são heróis”, mas eu digo que eu tenho dois pais heróis e que os homenageio todos os dias. Parabéns papai! 

Todos nós passamos por algum tipo de perda em algum momento de nossas vidas. Quando isso acontece, procuramos um braço amigo para nele encontrarmos abrigo. Na maioria das vezes, é o nosso pai que nos oferece alegremente os seus braços. Quase sempre nos recorremos a ele porque ele tem comPAIxão. 

Quando uma criança perde um brinquedinho, ela corre para os braços do papai, na esperança de que o probleminha seja resolvido. Quando um adolescente perde a medalha nos jogos olímpicos da escola, ele corre para os braços do pai, na certeza de neles encontrar o alento. Quando um jovem está apaixonado, ele corre para os braços do pai, à procura de uma estratégia de conquista. Enfim, para muitos, o pai é o refúgio em todo tempo. Assim, ele sempre merece o nosso carinho e atenção. 

Felizes são aqueles que ainda podem contar com os serenos braços de seu papai para neles descansar, na certeza de ali estarem seguros, de ali estar o seu refúgio, a sua torre, a sua fortaleza. Mais felizes ainda são os que confiam no Pai celestial, pois assim podem ter a certeza de que jamais estarão sós. 

Parafraseando o salmista, os que são filhos de Deus podem dizer: 

O Pai é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição. Por isso, não teremos medo, ainda que a economia seja abalada, e as riquezas caiam nas profundezas do oceano. Não teremos medo, ainda que os corruptos se agitem e rujam, e os medrosos tremam violentamente. 

Há uma atitude que alegra a casa do Pai. O Pai vive na sua casa, e ela nunca será destruída; todos os dias, Ele a protegerá. As pessoas ficam apavoradas, e os líderes políticos ficam indecisos. O Pai age, e todos o procuram. 

O Pai Todo-Poderoso está do nosso lado; Ele é o nosso refúgio. Venham, vejam o que o Pai tem feito! Vejam que coisas maravilhosas ele pode fazer por vocês! 

Ele pode acabar com as revoltas no mundo inteiro; pode quebrar os aviões de guerra, despedaçar os mísseis e destruir as armas. Ele diz: “Parem de lutar e fiquem sabendo que eu sou o Pai. Eu sou o Pai de todos, o Pai do mundo inteiro.” Esse é o Pai Celestial que com sua grande comPAIxão diz agora assim para você: 

“Vem filho amado / Vem em meus braços descansar / E bem seguro te conduzirei / Ao meu altar / Ali falarei contigo / Com meu amor te envolverei / Quero olhar em teus olhos / Tuas feridas sararei / Vem filho amado / Vem como estás” (Diante do Trono) 

Você pode estar passando por um momento difícil. Digo a você, com toda sinceridade, que o melhor lugar como refúgio são os braços do Pai Celestial. Neles você pode se deleitar no conforto da sua Palavra. Corra agora para os braços do Pai Celestial!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Amor ridículo

Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito. (Romanos 12:10)

Você conhece algum irmão ou amigo que te faz sentir plenamente realizado e feliz com a vida? Que te deixa “pra cima” quando conversa contigo? Pois é, ele existe. Ele está cumprindo as ordenanças bíblicas. É muito bom encontrar alguém assim. 

Eu conheço um. Aliás, um casal. Com seus 90 e poucos anos, 67 casados, Ruth e David Sanders são um amor em pessoa. Toda vez que converso com eles eu me sinto esperançoso e restaurado. Eles sempre me inspiram a ser alguém. Eu admiro a maneira como o casal trata as pessoas, não importando a classe social. A forma como transmitem o amor de Deus é fascinante. Mas a forma como eles amam o ser humano chega a ser ridícula.

Ridícula porque hoje em dia é muito raro encontrarmos alguém que é capaz de tirar o alimento da sua própria boca para dar aos mais necessitados. Simplesmente eu não consigo descrever a atitude de pessoas assim. Eu tenho muito ainda a aprender sobre esse amor fraternal, porque praticá-lo não é algo natural para mim. Eu costumo arranjar um monte de desculpas quando se trata de ser mais espontâneo e amoroso. Afinal, é muito mais seguro e cômodo ser superficial com as pessoas.

A essência de Jesus Cristo está no amor. O conteúdo de sua Palavra também. Mas é um amor profundo. Cristo veio ao mundo para salvar o pecador. Essa foi e é a sua missão. Muitas vezes achamos que Jesus gastou tempo com os “religiosos”, quando na verdade ele gastou seu tempo com os viciados, os roubadores, as prostitutas, os doentes – pessoas que não tinham nada em comum com ele. As pessoas zombavam da maneira de Jesus amar, porque o amor de Jesus era ridículo.

O livro de romanos mostra claramente o contraste que existia entre os “religiosos” e os verdadeiros membros da noiva de Cristo. Conforme o autor do livro, aqueles se achavam espiritualmente sadios e fiéis aos regulamentos. Em vista disso, eram orgulhosos ao ponto de se esquecerem de praticar o amor para com os que não conseguiam cumprir os rituais eclesiásticos. Mas foi para os perdidos que Jesus veio. Ele mesmo disse: — Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes (Mateus 9:12). Todos, doentes e sãos, que aceitam o sacrifício de Cristo tornam-se membros de sua noiva.

Muitos desqualificavam a forma como Cristo demonstrava o seu amor. Por outro lado, os que se chegavam a ele recebiam o dom gratuito exibido abertamente a todos. Hoje, a noiva de Cristo não faz suposições sobre quem pode ou não ser salvo. Pelo contrário, ela deixa a boa notícia da cruz falar por si só e está disposta a proclamar a verdade a todos e em todos os lugares, mesmo que isso signifique gracejo, perseguição ou morte. É por isso que o amor da noiva de Cristo, assim como o amor do seu Noivo, é considerado ridículo.

Na cultura de hoje é digno de risadas esse amor sacrifical. Algumas pessoas conseguem arranjar desculpas por não amar como Cristo amou. Elas criam regulamentos e normas para se protegerem dos pecadores e expurgá-los do seu convívio. E assim seguem praticando um amor superficial. Mas esse amor não é o que está no coração de Cristo. É preciso saber discernir qual é a perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:1-2).

Portanto, você que faz parte da noiva de Cristo, não tenha medo de ser excessivamente cheio de amor, de esperança e de paciência. Deus mudou radicalmente a sua vida. Ele deu-lhe algo que é mais valioso do que qualquer coisa. É hora de compartilhá-lo, não somente entre as quatro paredes de um templo, mas fora dele, onde estão os realmente necessitados de um amor ridículo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Estou sem tempo agora

Existe um tempo certo e um modo certo de fazer cada coisa. (Eclesiastes 8:6) 

A frase que mais se houve é esta: “Estou sem tempo agora”. Estou sem tempo para visitar um enfermo. Estou sem tempo para visitar um irmão. Estou sem tempo para falar com e sobre Deus; para ler a Bíblia, etc. 

As redes virtuais são a maior prova de que não teremos desculpas diante de Deus por não ter usado melhor nosso tempo. Por mais que tenham facilitado nossas vidas, as redes não substituem o contato físico, o abraço, o aperto de mão, o momento de oração e meditação. As amizades se tornaram virtuais; as traições e as fofocas também.

Nós ocupamos nosso tempo com tantas coisas que chegamos a desejar que o dia tivesse 30 horas, em vez de 24. Essas horas extras seriam para aliviar a imensa pressão que pesa sobre os nossos ombros. É comum deixarmos atrás um rastro de tarefas inacabadas. 

Precisamos desesperadamente atenuar a pressão que paira sobre nós. Mas será que 30 horas resolveriam nosso problema? Será que ficaríamos frustrados da mesma forma preenchendo essas seis horas a mais e caindo na armadilha de que tempo é dinheiro? 

A tarefa de uma mãe nunca termina. Acontece o mesmo com o professor, empresário, estudante... A verdade é que mais horas no dia não seriam suficientes para cumprirmos todas as nossas obrigações e planos. Isso tudo porque passamos a viver nos submetendo ao urgente, abraçando um estilo de vida mais intenso, nos esforçando mais em busca da tão distante felicidade. 

Já ouvi vários casais dizerem que trabalham tanto e chegam ao final do dia não têm tempo para o relacionamento íntimo. Eis a causa de tantos divórcios e insatisfações conjugais. 

Meditando sobre a vida de Cristo podemos ver como as multidões o incomodavam, estranhos disputavam para tocar em suas vestes, pessoas com grandes necessidades perturbavam seu sono e interrompiam seu ensino. Apesar disso, ele não se apressava. 

Em apenas um dia, Cristo encorajou os discípulos, curou doentes, ensinou a multidão, alimentou cinco mil pessoas e ajudou um amigo que enfrentou uma tempestade no mar. Depois de tudo isso, ele ainda reservou tempo para estar a sós com Deus (João 6:1-24). 

Ao final de três anos de ministério, Cristo pôde dizer ao seu Pai que o trabalho para o qual fora enviado estava terminado. 

Em meio à nossa correria, devemos, enquanto é tempo: parar e avaliar a qualidade do tempo de nossas vidas; pedir a Deus que nos mostre suas prioridades; estar abertos a mudanças drásticas na maneira de administrar o tempo. 

Se amarmos o Senhor de todo coração e seguirmos suas orientações, teremos as perspectivas corretas para decidir sobre como passar o tempo. Seremos bons mordomos do tempo precioso que passa tão depressa por nossas mãos. Quando nos detivermos para avaliar friamente a maneira de viver, compreenderemos que o nosso problema não é escassez de tempo, e sim prioridades erradas. 

Que possamos fazer o que é certo no tempo certo. Peça a Deus orientação específica para o seu caso.