terça-feira, 31 de julho de 2012

Onde estás?

Ó Senhor Deus, até quando se esquecerás de mim? Será para sempre? Por quanto tempo esconderás de mim o teu rosto? (Salmos 13:1) 

Onde estás Deus? Estou sofrendo. Por favor, apareças! 

Certo dia, o jovem Adrian chegou para mim e contou a sua história. Dizia ele: - Eu me lembro da primeira vez que eu gritei assim para Deus. Realmente, eu gritei em um momento de dor, agonia e muita confusão. 

- Na adolescência eu descobri o que realmente estava acontecendo com a minha família. Desde criança eu já andara perturbado com algumas cenas de agressões entre o meu pai e minha mãe, mas não era ainda capaz de discernir os fatos. 

- Em uma tarde, no entanto, tive o encontro com a realidade. A imagem de uma unidade familiar forte na qual eu almejava confiar desabou como um castelo de areia diante das ondas. 

- Anos depois, meus pais iriam se divorciar. E este tempo de provação e sofrimento na minha vida iria continuar por muitos anos, quando resolvi sair de casa, em busca de algo ou alguém para oferecer conforto e cura para a minha dor. 

- Senti-me um pouco como Davi: “Até quando terei de suportar este sofrimento? Até quando o meu coração se encherá dia e noite de tristeza? Até quando os meus inimigos me vencerão?" 

“Ó Senhor, meu Deus, olha para mim e responde-me! Dá-me forças novamente para que eu não morra. Assim os meus inimigos não poderão se alegrar com a minha desgraça, nem poderão dizer: Nós o derrotamos!” (Salmos 13:2-4) 

Davi estava em um momento de grande provação quando escreveu isso. Ele estava enfrentando uma doença, e seu estado era terrível. Seus inimigos estavam gostando muito da ideia de vê-lo derrotado até a morte. 

Da mesma forma eu pude sentir o que se passava no coração de Adrian. Em uma forma diferente, mas na mesma realidade, Adrian também estava entregando as pontas aos sentir a terrível dor da dissolução da sua família. Muitos se sentem assim. 

Entretanto, mesmo que não tenhamos presenciado ou passado por uma experiência de divórcio, de uma forma ou de outra, todos nós já passamos por algum tipo de turbulência que nos abalasse ao âmago. Algo que tenha virado nossas vidas de cabeça para baixo. Quer se trate de um relacionamento quebrado, da morte de um ente querido, de um sonho frustrado, de filhos ingratos, de uma derrota na carreira... Todos nós sabemos o que significa passar por uma provação ou sofrimento. 

Temos que ter em mente que é durante as provações que a nossa fé está sendo fortalecida e que estamos sendo moldados à imagem de Cristo. Temos a promessa dele. Não podemos esquecer que ele está do nosso lado e no controle de tudo. 

Por isso, apesar dos acontecimentos, vamos tentar orar como Davi orou: “Eu confio no teu amor. O meu coração ficará alegre, pois tu me salvarás. E, porque tens sido bom para mim, cantarei hinos a ti, ó Senhor” (Salmos 13:5-6).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Beba sem moderação!

Estavam admirados, sem saberem o que pensar, e perguntavam uns aos outros: — O que será que isso quer dizer? Mas outros zombavam, dizendo: — Esse pessoal está bêbado! (Atos 2:12-13) 

Estas pessoas não estão bêbadas, como vocês estão pensando, disse Pedro à multidão perplexa. O que de fato está acontecendo é o que o profeta Joel disse: O Espírito Santo está sendo derramado. 

Eu sempre achei fascinantes os efeitos do derramamento do Espírito Santo. Esse derramamento não vem tirar o homem da sobriedade, senão seria uma incoerência, pois a Bíblia instrui as pessoas a serem sóbrias. A cena fantástica após o derramamento é mostrada na alegria contagiante dos envolvidos ao saírem daquele ambiente rumo ao mundo pregando e anunciando o Evangelho. 

Na semana passada um colega me compartilhou uma palestra proferida em um acampamento de adolescentes e jovens. O tema tivera como objetivo mostrar que ser cheio do Espírito Santo é divertido, ao mesmo tempo em que é um ato cônscio do dever de demonstrar ao mundo algo real, que traz mudança de vida. 

No final do encontro, quando muitos deles tiveram a experiência do derramamento do Espírito Santo e estavam irradiantes de alegria, o palestrante foi entrevistado e respondeu assim: 

— Ao voltarmos para casa, após um retiro espiritual, onde paradoxalmente não há um incentivo ao enchimento do Espírito Santo, muitas vezes ficamos cansados ​​de ouvir as mesmas reclamações: não bebemos; não usamos drogas; não tivemos relações sexuais; como podemos dizer que nos divertimos? 

— O que um bom conselheiro espiritual pode oferecer em resposta a essas questões é que há uma alternativa para se divertir sem se contaminar com as “delícias” que o mundo oferece. Basta olhar para a face de cada um dos que acabaram de participar desse encontro e ver a comprovação do que estou dizendo.  

— É complicado explicar como uma pessoa cheia do Espírito Santo consegue se divertir sem necessariamente utilizar o álcool, outras drogas ou o sexo. Mas isso é possível e não há nada de errado nessa diversão espiritual, muito pelo contrário.

Alguns adolescentes se enveredam pelo caminho da diversão “mundana” e assim, acabam pecando contra Deus, por não encontrarem alternativas. Eles se envolvem nos pecados (e crime de ingestão de bebidas alcoólicas) apenas para preencher um vazio da alma, talvez por desobediência aos pais, talvez por rebeldia ao sistema ou por busca de uma boa autoimagem entre os companheiros.

É preciso ter a coragem para mostrar-lhes que Jesus lhes deu tudo o que precisamos para sermos felizes de forma segura e completa. É preciso mais coragem ainda quando se observa a realidade do comportamento humano de hoje. Por outro lado, é muito gratificante – com a ajuda do próprio Espírito Santo – poder levar alguém a aceitar o caminho da Vida Eterna; a reconciliar-se com os pais, com outrem ou consigo mesmo. 

A alegria que o Espírito Santo nos oferece é contagiante, completa e traz mudanças para melhor. É uma experiência fantástica! Se você ainda não experimentou, dê o primeiro passo: Comece agora a pedir a Deus o derramamento do Espírito Santo. Você pode beber dele sem moderação.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Amizade profanada

Disse Jesus: Ninguém tem mais amor pelos seus amigos do que aquele que dá a sua vida por eles. (João 15:13) 

É muito comum hoje em dia chamarmos as pessoas de amigos. Ao acessarmos as redes virtuais constatamos essa verdade. É preciso ter muito cuidado para não fazermos da palavra “amigo” algo tão banal. As coisas devem ser chamadas pelo seu nome. 

Precisamos saber que há formas de egoísmo que são chamadas de amizade. A esperança de que vários "amigos" curtam a nossa frase ou figura postada é uma delas. Há também relacionamentos humanos, muito dignos e nobres, que, porém, não chegam à nobreza da amizade. Não chegam a ser amizade. Contudo, chamam-nos de amizade. Isso são formas de desvalorizar o riquíssimo vocábulo “amigo”. 

"Chegamos a identificar o amigo com uma simples pessoa conhecida: com quem nos relacionamos com frequência, mas apenas superficialmente. Poderia desaparecer, sem deixar saudade. 

Não raro, confundimos o amigo com o colega de classe, de trabalho, de clube esportivo. Igualmente, confundimos a amizade com o bom relacionamento. Compartilhamos estudos, gostos, esportes. Todavia, não compartilhamos o que é a própria intimidade. 

Confundimos amigo com o colaborador, com o camarada. Compartilhamos um projeto, uma tarefa em organizações juvenis, de caridade ou de comunidade cristã. Não nos damos uns aos outros, mas, juntos, entregamos à mesma causa. A corresponsabilidade pode ser um caminho para a amizade, porém, não é a amizade. 

Confundimos o amigo com o enturmado: aquele que se junta à turma, aquele com o qual frequentamos os mesmos lugares, com quem cantamos, rimos, tomamos uma cerveja, contamos anedotas e piadas, dançamos, enfim, com quem curtimos a vida. Se for necessário dar uma mão, todos estamos dispostos. Não existe, no entanto, um encontro em profundidade. Ninguém nos ofereceu nem um lar, nem um lugar no coração. Cada um guarda para si e resolve sozinho os próprios problemas. Existe aí companheirismo, coleguismo, não amizade. 

Nunca me esquecerei da trágica sensação daquele domingo. O grupo de amigos, como se chamavam, tinha saído da igreja e passado uma tarde divertida, num bate-papo muito eufórico. Um deles, porém, apareceu, inesperadamente, com uma conversa macabra, dizendo várias vezes: “Quando eu me suicidar, vocês verão...”. Às primeiras horas da noite, correu a notícia de que ele tinha se suicidado de verdade. No seu próprio quarto, estourou os miolos com uma escopeta. Era um jovem de seus 16 anos, simpático, companheiro excelente e melhor aluno do colégio. Não se sabe a causa. Diziam-se amigos. Se fosse verdade, teriam feito confidências mútuas, e, com certeza, ter-se-ia evitado a tragédia. 

Todo amigo é querido. Mas nem todo que é querido é amigo. Todos os amigos se ajudam. Contudo, nem todos os que se ajudam são amigos. O amor de ajuda pode não ser correspondido. Pode tratar-se de uma ajuda meramente externa ou material, sem chegar à intima comunhão espiritual. O relacionamento entre quem ajuda e quem é ajudado é louvável e evangélico. Entretanto, não chega a ser sublime como o dos amigos." (El amigo, ese tesoro, ALAIZ, Atilano, Madrid, España, 1982, Ediciones Paulinas)

Enfim, temos ainda muito a aprender com Jesus Cristo. Este, sim, é amigo de verdade. Ele nos ama a ponto de ter se esvaziado da sua glória e se entregado para morrer em uma cruz pela nossa salvação.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Tesouro raro

O amigo ama em todos os momentos. (Provérbios 17:17) 

Ao olhar as fotografias das férias, meu coração se aquece ao ver os rostos de amigos e irmãos que têm desempenhado papéis diferentes na minha vida: intercessor, aconselhador, alegrador, ouvinte, incentivador, crítico construtivo, e assim por diante. Eu vejo nesses adjetivos muitas maneiras de servir e doar de si mesmo aos outros. Eu sou abençoado a cada vez que lembro o que meus amigos têm sido para mim. 

Diante disso, eu também sinto uma obrigação: O que estou fazendo para meus amigos? Eu estou sendo para eles o que eles têm sido para mim? Eu tenho me colocado à disposição de Deus para ser bênçãos na vida deles? 

Ralph W. Emerson disse a famosa frase: “A única maneira de ter um amigo é ser um.” E ele estava certo sobre isso. Amizades não acontecem por acaso. Elas levam tempo. Elas exigem esforço. Elas precisam ser cultivadas. Isso significa que todos nós temos que fazer alguma coisa se quisermos cultivar e fazer amadurecer as relações com os outros. 

Quando faço meu login nas redes sociais ou programo um churrasco na minha casa, eu sempre reflito se estou realmente disposto a ser um amigo “que ama em todos os momentos”. Isso significa que tenho que estar pronto para eventualmente alterar os meus planos de vida, a fim de encontrar tempo para ajudar a satisfazer as necessidades dos amigos, inclusive daqueles virtuais. 

Isso é algo que Deus está trabalhando em mim. Estou disposto a ajustar os meus planos e sacrificar o meu tempo e meus desejos em favor dos meus amigos? Ou aquilo que estabeleci como alvo na minha vida é mais importante? Eu estou buscando a direção do Senhor? Eu estou prestando atenção ao que Deus me direciona? 

A amizade faz da vida uma verdadeira festa. As melhores comemorações não têm sentido se não houver um amigo que as celebre conosco, que brinde conosco, que nos abrace e compartilhe de nossa alegria. 

Entretanto, o amigo é um tesouro raro. Sendo assim, é mister escolhê-lo bem. A amizade é um bem imprescindível. Sem ela, a vida seria monótona, amarga, difícil. É por isso que a amizade é um tesouro raro que não se pode desprezar. 

Também é importante saber que é mais modesto e mais verdadeiro dizer que “vamos ficando amigos” do que proclamar que “somos amigos”, porque a amizade não é algo realizado de uma vez por todas. É, antes, uma vivência dinâmica, que se deve redescobrir cada dia. 

A amizade é como o vinho. Que longa permanência na sombria adega, desde o mosto de sabor desagradável e enjoativo até o gostoso vinho velho! 

Sem dúvida, se você realmente quer ser um amigo, prepare-se, porque em algum momento de sua vida Deus vai lhe dar a oportunidade de sê-lo. 

Não perca tempo! Faça um inventário dos amigos que você tem hoje e relacione quais as mudanças precisam ser feitas na sua vida para que eles, de coração, lhe chamem de amigo.

terça-feira, 17 de julho de 2012

A quem seguir

Porque Deus já pôs Jesus Cristo como o único alicerce, e nenhum outro alicerce pode ser colocado. (1 Coríntios 3:11)

“O problema de escrever sobre religião é que você corre o risco de ofender as pessoas religiosas, e então elas vêm atrás de você com facões.” (Dave Barry) Religião e política não se discutem, seguem-se.

Brincadeiras à parte, mas sou obrigado a concordar com essa frase quando percebo que muitas pessoas têm o hábito de colocar a fé em diversas divindades.

Lembro-me de quando adolescente a minha cabeça ficara confusa com palavras como “batista”, “católica”, “calvinista”, “budista”, “espírita”, “islâmico” e por fim “cristão”. Isso me incomodava muito, pois não sabia ao certo a quem seguir no intuito de satisfazer às necessidades da alma.

Embora tenha sido criado em um lar cristão, na adolescência optei livre e espontaneamente por continuar sendo um cristão, pois compreendi o que Jesus Cristo disse: “— Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém pode chegar até o Pai [Deus] a não ser por mim.” (João 14:6)

Mas como o ser humano não é perfeito, eu encontrei também dentro do cristianismo várias segmentações. Então, corri para o exame das Escrituras Sagradas. Quão grande foi a minha surpresa ao ler que os primeiros cristãos tiveram o seu quinhão de divisão e que Paulo precisou dedicar grande parte de sua carta aos Coríntios para chamá-los à unidade. Disse Paulo: “Irmãos, peço, pela autoridade do nosso Senhor Jesus Cristo, que vocês estejam de acordo no que dizem e que não haja divisões entre vocês. Sejam completamente unidos num só pensamento e numa só intenção. Pois, meus irmãos, algumas pessoas [...] me contaram que há brigas entre vocês.”

“O que eu quero dizer é isto: cada um de vocês diz uma coisa diferente. Um diz: “Eu sou de Paulo”; outro, “Eu sou de Apolo”; outro, “Eu sou de Pedro”; e ainda outro, “Eu sou de Cristo”. Por acaso Cristo foi dividido em várias partes? Será que Paulo morreu crucificado em favor de vocês? Ou será que vocês foram batizados em nome de Paulo?”

“Graças a Deus que eu não batizei nenhum de vocês, a não ser Crispo e Gaio. Assim ninguém pode dizer que vocês foram batizados em meu nome. [...] Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar o evangelho e anunciá-lo sem usar a linguagem da sabedoria humana, para não tirar o poder da morte de Cristo na cruz.” (1 Coríntios 1:10-17)

Como cristãos, é importante que estejamos alertas contra os falsos ensinamentos, mas é igualmente importante que não nos deixemos ficar divididos. Deus nunca quis que seus filhos se separassem, e quando nós permitimos que questões como denominações ou inclinações políticas causem discórdias entre nós, a mensagem da Cruz torna-se obscurecida. Nós fomos feitos para ser um corpo, uma família; unidos, como irmãos e irmãs.

Em sua infinita graça, o Filho de Deus que se manifestou em carne, que morreu pelos pecados de todos e que foi o único ressuscitado dentre os mortos nos chamou para sermos seus seguidores, e não seguidores de religião. Agora você sabe a quem seguir.

sábado, 14 de julho de 2012

Acumuladores

Quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana. (Gálatas 5:16) 

Atender aos desejos da natureza humana é o mesmo que alimentar as compulsões do egoísmo. 

Uma vez eu estava assistindo ao programa “Acumuladores” no Canal Discover Home@Health. Eu pude perceber nos protagonistas o cúmulo do egoísmo. O programa mostra como algumas pessoas não conseguem se livrar de objetos que caíram em desuso e passam a vida toda acumulando tranqueiras em algum cômodo da casa. Muitos desses objetos, inclusive, só servem para ser reciclados.

Eu também tinha a tendência de ser um acumulador. Mas de uns anos pra cá, tenho procurado me livrar de coisas que não mais uso – geralmente roupas, sapatos e aparelhos domésticos. De tempos em tempos, eu faço uma limpeza e coloco-as em frente à casa para que outras pessoas possam apanhá-las para uso próprio ou doá-las aos mais necessitados, a exemplo do que fazem os voluntários do “Exército da Salvação” nas ruas de várias cidades nos Estados Unidos. 

Mas isso não foi muito simples, pelo menos para mim. Eu me lembro de como me sentia preso a essas bugigangas quando da primeira vez que fiz uma limpeza em meus armários. Naquela ocasião, egoisticamente, eu não queria abrir mão de algumas peças de roupas e tênis que há muito estavam guardados como lembrança ou aguardando uma eventual necessidade. Os eletrodomésticos usados eram simplesmente estocados como relíquias. 

Antes de resolver abrir mão pela primeira vez desses objetos, eu comecei a perguntar a mim mesmo: Para quê estou guardando isso? Isso não seria mais útil na mão de outros? Em respostas a essas perguntas eu fiz o primeiro pacote de coisas usadas e coloquei em frente ao portão de casa. Agradável foi a minha surpresa em saber no dia seguinte, logo cedo, que não mais ali estava o pacote. Hoje, percebo claramente que o alívio de ficar livre de alguns objetos é bem maior quando se pensa que eles eventualmente possam estar sendo úteis em mãos alheias. 

É sempre bom fazer uma limpeza de vez em quando. O mesmo acontece com nossos corações e mentes. O Novo Testamento está repleto de lembranças de como devemos lidar com o que está ocupando nossos interiores. 

Não vivam como vivem as pessoas que pensam que a vida se resume a este mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2) 

Renovação da mente significa fazer um inventário do que está consumindo seus pensamentos e dirigindo suas decisões. Significa renunciar a si mesmo na consciência de que o Espírito Santo está tentando convencê-lo, orientá-lo ou mudá-lo. 

Você tem dificuldade de livrar-se de coisas usadas? Talvez aquele vestido usado em uma ocasião especial, ou aquele lindo sapato, talvez seja um eletrodoméstico. Seja o que for, comece a praticar o exercício da  renovação exterior, mas não se esqueça de permitir o Espírito Santo complementar com uma renovação interior também. Cristo está à sua disposição para colocar em ordem sua vida, livrando-o principalmente do egoísmo e da infelicidade de ser chamado de “Acumulador”.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Churrasculto

Não abandonemos, como alguns estão fazendo, o costume de reunirmos. Pelo contrário, animemos uns aos outros. (Hebreus 10:25) 

O momento mais sublime na vida de uma família é o momento que seus membros se reúnem à mesa para uma refeição. Se for para um churrasco, melhor! Aliás, esse é o momento importante para muitas pessoas. São momentos em que os colegas de trabalho ou de escola se confraternizam. São momentos em que os empresários fecham um bom negócio. São momentos em que os governantes acertam o apoio político. Enfim, são momentos de intimidade e comunhão. Agora, imaginem esses momentos recheados com a presença de Deus e com alguns minutos dedicados para gratidão a ele. É isso que eu chamo de churrasculto. 

Por causa da tradição e do sistema religioso reinante principalmente nos países do Ocidente, são poucas as famílias e grupos de amigos que se arriscam a realizar um churrasculto. Na tradição religiosa, templo virou sinônimo de igreja. E chegamos ao ponto de alguns acreditarem que igreja é a congregação dos crentes que se reúne nos templos. Neste contexto, usamos expressões como “ir à igreja” e “a igreja me fez bem”. 

Em Romanos 16:5, Paulo saúda Priscila e a Áquila e acrescenta: Saudações também à igreja que se reúne na casa deles... No ensino bíblico, igreja não é prédio, nem é instituição. Igreja é o corpo de Cristo e cada crente é parte integrada do corpo. Nas cartas paulinas sempre há referências às igrejas “na casa de...”. 

“Segundo o ensino bíblico, a igreja se reúne mais vezes em nossa casa, do que no templo. Quando uma família aprende esta verdade, sua casa se transforma em um dos vários templos da ‘igreja local’. Lares que cultivam a ‘igreja em sua casa’ alimentam-se do corpo de Cristo todos os dias, ao invés de apenas aos domingos.” (Pr. Olavo Feijó) 

Reunir é uma das experiências mais gratificantes que alguém pode ter, pois o homem é um ser gregário. Entretanto, o propósito dessas reuniões não deve ser somente entreter as pessoas, mas permitir que uma ou outra possa ser animada, exortada e fortalecida. Todos têm um papel importante nesse modelo criado por Deus. 

Quando fazemos uma refeição acompanhados – mesmo que de uma só pessoa – é maravilhoso reservar um tempo para agradecer a Deus pelo alimento, pela companhia e pela comunhão. É muito gratificante compartilhar o alimento, e também as dificuldades encontradas e as bênçãos recebidas durante o dia ou durante a semana. Quando compartilhamos nossos anseios e paramos para ouvir o próximo, somos bênçãos ao mesmo tempo em que somos abençoados. A mesa de refeição é um lugar ideal para isso. 

Portanto, se você quer ter comunhão, busque primeiramente servir às pessoas, ajudar quem está sofrendo, animar quem está abatido e orar por quem está ao seu lado. Fortalecer um ao outro é tarefa de cada um de nós que fazemos parte da noiva de Cristo. Todo aquele que decidiu viver como servo de Deus precisa ser suporte para o seu amigo e irmão. 

Que possamos cada um de nós ter o desejo imenso de visitar a casa do outro (Romanos 1:10-12). Você quer ser uma benção? Experimente fazer um churrasculto! Comece pela sua casa.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Desejo natural

Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação. (Filipenses 4: 12-13) 

Desde quando me entreguei a Cristo, deixei de pertencer a mim mesmo. Cristo é, portanto, livre para fazer de mim o que lhe agrada. Mas como qualquer ser humano, tenho vontade de realizar alguns sonhos ou mesmo desejos naturais. Aliás, quem não tem? Talvez você deseja se casar, ou ter filhos, ou quem sabe escrever um livro... 

A confusão e o desespero vêm à cabeça quando julgamos algum desejo não realizado como sendo natural e criado por Deus. Se um desejo é natural e eu não consigo realizá-lo, por que Deus não abre as portas, se foi ele mesmo que o colocou em mim? 

A maioria dos heróis bíblicos tinha desejos naturais que foram colocados em espera ou mesmo insatisfeitos. E alguns desses desejos pareciam especialmente santos, mas Deus não permitiu que fossem realizados. 

Por que Deus não permite que alguns desejos sejam realizados? Não há uma resposta simples. Mas é bíblico dizer que, quando um desejo bom não se realiza, Deus trabalha por meio de nós de uma maneira que não seria possível, caso tivéssemos todos os nossos desejos realizados. Paulo expressou isso quando ele estava dividido entre dois desejos: o desejo de ir para o céu e o desejo de continuar na terra para edificar a Igreja. Mediante os olhos da fé, ele anteviu como Deus pode finalmente realizar os dois. (Filipenses 1:23-25) 

A mesma paz que lemos ao estudar a vida de Paulo pode ser encontrada nas histórias de incontáveis ​​outros cristãos que deixaram de lado suas preferências pessoais. 

Em sua autobiografia (História de uma alma), Santa Teresa refletiu: “Deus não pode inspirar em nós desejos irrealizáveis. Mas eu posso, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade.” Teresa reconheceu que seus desejos naturais se limitavam ao desejo de Deus, enquanto que suas limitações pessoais não impediam a obra de Deus ser realizada em sua vida. 

São Martinho de Tours também aceitou o chamado de Deus com paz em seu coração. Ele se tornou um excelente divulgador da Palavra de Deus, apesar de sua personalidade introvertida. A chave para a felicidade foi a sua entrega a Deus demonstrada na maneira de amar as almas carentes. 

Embora seja difícil aceitar que nossos desejos pessoais, por vezes, tenham que ser colocados em espera, essa atitude, quando motivada por amor, traz paz e felicidade ao coração. Se tivéssemos uma chance de falar com Paulo, Teresa, ou Martinho, nós concordaríamos que a vida é muito mais gratificante quando o Criador do Universo está no controle. 

Quais desejos naturais você está disposto a não realizar em prol dos desejos de Deus? Quais sonhos foram colocados em espera em sua vida? Pense na maneira como Deus tem trabalhado para o seu bem, deixando esses sonhos e desejos em espera. Escreva uma ou mais bênçãos que você tenha recebido, mas que não estavam relacionadas antes na sua lista de sonhos e desejos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Medalhas que matam!

O orgulhoso será logo humilhado; mas com os humildes está a sabedoria. (Provérbios 11:2) 

Você já ouviu falar do Havaí? É um lugar maravilhoso para passar as tão sonhadas férias. O Havaí (em inglês: Hawaii) é o 50o estado dos Estados Unidos. O Havaí localiza-se em um arquipélago no meio do Oceano Pacífico. Sua capital e maior cidade, Honolulu, localiza-se a mais de 3.100 km de qualquer outro estado americano. Sua economia está baseada primariamente no turismo. Barack Obama é o único presidente dos Estados Unidos nascido no estado do Havaí. 

O que vem à mente de muitas pessoas quando ouvem falar do Havaí são as praias, as palmeiras, os tubarões, os navios de cruzeiro, o Pearl Harbor, as grandes ondas com seus surfistas renomados, etc. Mas pesquisando sobre esse lugar magnífico descobri que, antes de se tornar uma parte dos EUA, o Havaí foi assolado por uma guerra civil comandada por dois chefes de tribos rivais. 

Kaiana, um dos comandantes nessa guerra, foi um guerreiro experiente que ganhou várias batalhas posicionando suas forças nas áreas estratégicas do arquipélogo. Kaiana era um homem orgulhoso conhecido por estar sempre vestido, mesmo em batalha, com roupas brilhantes, coloridas e com as medalhas penduradas ao peito. Infelizmente, Kaiana não percebera que essa forma de se vestir o havia tornado mais visível ao inimigo no campo de batalha e acabou sendo alvejado por uma bala de canhão, vindo a falecer. Foram suas medalhas – ou seu orgulho – que o levaram à morte. 

A Bíblia tem algumas advertências muito sérias para o orgulhoso. O orgulho leva a pessoa à destruição, e a vaidade faz cair na desgraça. É melhor ter um espírito humilde e estar junto com os pobres do que participar das riquezas dos orgulhosos. Quem presta atenção no que lhe ensinam terá sucesso; quem confia no Senhor será feliz. (Provérbios 16:18-20) 

Orgulho sempre será um dos pecados mais difíceis de serem reconhecidos porque ele tem um jeitinho especial de se esconder atrás da autoestima. Por exemplo, muitas pessoas se orgulham do corpo atlético e o exibe diante das pessoas, causando nelas o sentimento de inveja. Muitas se orgulham em ter um bom emprego, com um alto salário, mas não são nem um pouco generosas. Outras exibem orgulhosamente sua aparência dizendo “espelho, espelho meu, diga se no mundo existe alguém mais linda do que eu” e desdenham aquelas que não tiverem esse dote natural atribuído tão somente por Deus, não sendo nada gratas a ele. É importante destacar que a autoestima só deve crescer até um minuto antes de o orgulho nascer. 

Olhe para Cristo. Ele é o filho de Deus, mas a si mesmo se esvaziou da majestade celestial para se tornar um ser humano. Seus seguidores poderiam ter sido sacerdotes e príncipes, mas ele preferiu a amizade de pessoas simples e comuns. Ele é o Rei dos reis, mas a coroa que ele usou aqui no mundo fora feita de espinhos. 

Enfim, não permita que o orgulho molde o seu caráter. Deus fez você uma pessoa incrível, com um potencial enorme para ser um grande homem ou uma grande mulher. Mas você pode por tudo a perder se deixar que o pecado do orgulho domine o seu jeito de ser. Se você está deixando o orgulho influenciar suas ações em relação às outras pessoas, tire agora um momento para refletir e reconsiderar essa atitude.