sexta-feira, 29 de junho de 2012

Churrasco em casa

Se o Senhor Deus não edificar a casa, não adianta nada trabalhar para construí-la. (Salmo 127:1). 

Afinal de contas, o casamento não é nosso? A casa não é nossa? Não seria melhor deixar o Senhor ocupado com os grandes problemas do universo, ao invés de apresentar a Ele os pequenos problemas da minha família? “Nosso raciocínio, porém, por melhor que seja, não muda em nada a revelação bíblica. O Senhor faz questão de ser o construtor de nossa casa.” (Olavo Feijó) 

Nunca me esqueço de uma frase dita pelo meu primo, Pr. Celsino Marques, em uma palestra para casais: “Lar é assim: quando a família tem um churrasco em casa, ninguém sai pelas ruas e quarteirões atrás de sanduíche podre.” O lar dever um doce lar. 

O problema é que muitas famílias não querem ouvir os ordenamentos divinos essenciais para um bom relacionamento no lar. Não deveria ser assim, porque afinal, a família é uma instituição criada por Deus e ninguém é melhor do que ele para dirigi-la. 

Muitos são envolvidos pela cultura moderna, na qual prevalece o individualismo – o maior inimigo da família. A ideologia do bem-estar leva à busca da satisfação imediata, do desejo de consumo, da criação de necessidades desnecessárias. A avidez do mercado descontrola o desejo das crianças, jovens e adultos. Legitima-se que os desejos se tornem felicidade. Por causa do individualismo no lar, muitos saem pelas ruas, bares e quarteirões, comendo sanduíches podres, à procura da tão sonhada felicidade. 

Como bem escreveu Dom Orlando Brandes, “eu quero, eu sei, eu decido, são expressões do individualismo, da autonomia quando não da arbitrariedade subjetivista. Para satisfazer os desejos dos indivíduos temos a cultura do ter, a civilização do consumo, a ética do agradável, o aumento do narcisismo que resumimos na palavra 'hiperindividualismo'. O individualismo rompe com a ética, com a família, a religião, as instituições, as responsabilidades. Acontece então a privatização da fé, a fragmentação da vida, a relativização dos valores. O bem, a verdade, a liberdade e o amor nos convocam à comunhão e à fraternidade superando a elevação do ego e seu endeusamento.” Mas a nossa vocação é a de lutarmos pelo bem comum para não morrermos como loucos. 

Outro mal do modernismo é fato de que o centro da família hoje são os filhos. Eles crescem endeusados, sem limites e com poucos valores. Tornam-se onipotentes e depois delinquentes. Os pais passam a ser reféns de suas crianças egocêntricas. Elas determinam o que comer, o que vestir, onde passear, o que comprar. São duplamente vitimas, do consumismo e filiarcalismo. Mas o centro da família deve ser o casal, não as crianças. Elas precisam do referencial paterno e materno. Criança folgada, crescerá descentrada, e dificilmente aceitará a disciplina, os limites e os valores objetivos. 

Sabemos que não existe família e nem casamento perfeitos, mas podemos melhorá-los. Portanto, atentemos para o que Jesus disse: Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. (Mateus 7:24) Praticar o ensino de Jesus é deixar que ele edifique no melhor alicerce. Obedecer às palavras de Jesus, na resolução dos problemas familiares, é ter a certeza da intervenção técnica do Senhor. Por isso, é essencial a presença de Cristo na construção e direção de nossa família. Só assim conseguiremos fazer um bom churrasco em casa.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Guarde essa Palavra

Guardo a tua palavra no meu coração para não pecar contra ti. (Salmo 119:11) 

Quando criança, minha mãe citava versos bíblicos diariamente ao me deitar. Frequentemente ela me incentivava a decorá-los. A Bíblia Sagrada foi o meu primeiro livro de leitura. Lembro-me de como ficara feliz por ter aprendido a ler e poder exercitar a leitura na Palavra de Deus. 

Os seus versos eram apenas palavras para mim. Talvez estivesse mais empolgado com a leitura do que propriamente com o conteúdo. Para ser sincero, eu não entendia bem o significado dos textos, mas memorizava-os tão somente para alegria de minha mãe. Entretanto, aqueles versos foram plantados e, como toda semente, ficaram adormecidos por um período em meu coração. Na adolescência e juventude, eu não os coloquei em prática muito bem. 

Os anos passaram até que as sementes começassem a brotar. Após viver a vida do meu jeito e cometer erros com escolhas infelizes, eu finalmente desisti de minhas ideias e voltei-me para Deus. A minha oração na época foi assim: “Senhor, eu sei que podes resgatar os anos que perdi. Agora, por favor, entre em meu coração e faça-me colocar em prática o pouco que guardei da Tua Palavra”. 

E assim ele fez. Lentamente, mas com segurança, comecei a reexaminar as Escrituras – agora com mais fervor – para encontrar um novo rumo para minha vida. Aqueles versos que eu memorizara voltavam como luz à minha memória à medida que estudava minuciosamente cada passagem. Foi então que descobri que havia um tesouro dentro de mim. Os versos da infância estavam lá, guardados em um cantinho do meu coração. Às vezes não conseguia lembrar-me das referências, mas recordava-me das palavras. Ainda hoje, recordo-me de outros, agora entendendo o que significam. 

Amigos, a Bíblia é poderosa. Ela já mostrou seu poder e significado a muitas pessoas, em muitos lugares e em todas as épocas. Ela é o maior best-seller de todos os tempos. Muitos movimentos tentaram destruí-la, mas ela continua forte como nunca. De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialetos. 

Ela é a nossa salvação aqui na terra. Se você quer ver uma mudança real e radical em sua vida; se você ainda acha que pode existir solução para esse mundo sem Deus; se você deseja saber quem é Deus; ou se você deseja compartilhar a Boa Nova com alguém, você precisa ler a Palavra e começar a guardá-la em seu coração. Se você se aproximar da Bíblia Sagrada, com sede de amor e de justiça, Deus certamente se aproximará de você. Garanto que nunca mais será a mesma pessoa. 

A chuva e a neve caem do céu e não voltam até que tenham regado a terra, fazendo as plantas brotarem, crescerem e produzirem sementes para serem plantadas e darem alimento para as pessoas. Assim também é a minha palavra: ela não volta para mim sem nada, mas faz o que me agrada fazer e realiza tudo o que eu prometo. (Isaías 55:10-11) 

Nunca é tarde demais para começar a ler, a aprender e a guardar a Palavra de Deus em seu coração. Leia-a, medite no seu significado e peça ao Senhor ajuda para aplicá-la na sua vida diária.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Kudzu

Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades. (Mateus 6:34)

Você já ouviu falar da planta Kudzu? Kudzu é uma trepadeira batizada com esse nome pelos japoneses. Essa planta não é bem vista porque é um tipo de trepadeira invasora muito difícil de ser combatida e exterminada. A Kudzu pode resistir aos pesticidas, sobreviver sem solo por longos períodos de tempo. Ela possui pequenos nós que são usados para escalar superfícies, tanto planas, quanto íngremes. Uma pequena parte da Kudzu pode abraçar uma árvore e continuar a crescer até que literalmente venha a estrangular a planta hospedeira, roubando-lhe todos os nutrientes.

Como espécies de plantas invasoras, a Kudzu não tem inimigos naturais, o que lhe permite crescer relativamente sem impedimentos. Isto é ruim, pois a trepadeira Kudzu é uma das plantas que mais cresce em todo o mundo. Em média, nasce um pé de Kudzu por dia. A Kudzu já devorou muitas florestas no sul dos Estados Unidos, onde foi apelidada de “The Vine That Ate the South” (A videira que comeu o Sul). Em suma, essa planta é uma gigantesca super erva daninha.

Você deve estar perguntando: “por que essa aula de biologia?” Jesus expôs aos seus discípulos a parábola do semeador, na qual ele usou a imagem de ervas daninhas para explicar como os afazeres diários são capazes de interromper o nosso crescimento na fé.

Jesus usou parábolas para ensinar muitas coisas. “Ele disse: — Escutem! Certo homem saiu para semear. Quando estava espalhando as sementes, algumas caíram em terra boa e outras [...] no meio das [ervas daninhas], que cresceram e sufocaram as plantas. [...] Jesus explicou a parábola, dizendo: — Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam. [...]

Algumas pessoas são parecidas com as sementes que foram semeadas no meio das [ervas daninhas]. Elas ouvem a mensagem, mas as preocupações deste mundo e a ilusão das riquezas sufocam a mensagem, e essas pessoas não produzem frutos.

Mas as sementes que foram semeadas em terra boa são aquelas pessoas que ouvem, e entendem a mensagem, e produzem uma grande colheita: umas, cem; outras, sessenta; e ainda outras, trinta vezes mais do que foi semeado”. (Mateus 13:3-23)

Quando criança, eu ajudara meus pais na jardinagem e aprendera duas coisas sobre as ervas daninhas. Primeiro, as ervas daninhas sempre começam pequenas como todo vegetal, mas se forem ignoradas, crescem mais rapidamente que o normal e sugam o alimento das plantas. Em segundo lugar, mesmo após serem arrancadas, as ervas daninhas sempre voltam a crescer. O mesmo poderia ser dito com relação à vida humana.

Se deixarmos os problemas diários nos atropelar, nossa fé vai murchar e morrer. Por outro lado, se ficarmos demasiadamente confortáveis com a nossa fé, nós vamos acabar nanicos no crescimento espiritual.

Portanto, deixe Cristo ser o seu jardineiro espiritual. Dê a ele a oportunidade de afastá-lo um pouco das distrações da vida secular e adore-o. As sementes estão semeadas. Qual será a sua colheita?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Conta de lembranças

A gente gasta a vida trabalhando, se esforçando e afinal que vantagem leva em tudo isso? (Eclesiastes 1:3)

O livro de Eclesiastes – palavra que em português significa preletor – faz parte dos livros poéticos atribuídos ao Rei Salomão por narrar fatos que coincidiriam com aqueles de sua vida. O principal tema do livro é a vaidade das coisas humanas, dando a lição de desapego dos bens terrestres.

Para ensinar os caminhos para realizar a vida e a felicidade, o autor desmonta as ilusões que um determinado sistema de sociedade apresenta como ideal – riqueza, poder, ciência, prazeres, status social, trabalho para enriquecer etc. – e mostra outra perspectiva de vida, levando o homem a descobrir que a própria realização é viver intensamente o momento presente, percebendo-o como lugar de relação com o Deus que dá a vida. Intensamente vivido, o momento presente se torna experiência da eternidade, saciando a sede que o homem tem da vida.

Para exemplificar, reproduzo a história de Maria Jiló, uma senhora de 92 anos, miúda, e tão elegante, que todo dia às 8 da manhã já estava toda vestida, bem penteada e discretamente maquiada, apesar de sua pouca visão. O marido, com quem viveu 70 anos, havia morrido e, sem opção, ela mudou-se para um asilo.

Após esperar pacientemente na recepção, ela ainda deu um lindo sorriso quando a atendente veio dizer que seu quarto estava pronto. Enquanto ela manobrava o andador em direção ao elevador, a atendente deu uma descrição do seu quartinho, inclusive das cortinas floridas que enfeitavam a janela. Ela interrompeu a atendente com grande entusiasmo. – Ah, eu adoro essas cortinas...

– Dona Maria Jiló, a senhora ainda nem viu seu quarto... Espera um pouco... – Isso não tem nada a ver, respondeu. Felicidade é algo que você decide por princípio. Se eu vou gostar ou não do meu quarto, não depende de como a mobília vai estar arrumada... Vai depender de como eu preparo minha expectativa. E eu já decidi que vou adorar. É uma decisão que tomo toda manhã. Eu posso passar o dia inteiro na cama, contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem. Ou posso levantar agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Não é simples. Isso é o autocontrole que se aprende com os anos.

Calmamente ela continuou: – Cada dia é um presente, e enquanto meus olhos se abrirem, vou focalizar o novo dia, mas também as lembranças alegres que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: você só retira aquilo que guardou. Então, meu conselho para você é depositar um monte de alegrias e felicidade na sua “Conta de lembranças”. Como você vê, eu ainda continuo depositando e acredito que, por mais complexa que seja a vida, sábio é quem a simplifica.

O livro de Eclesiastes é um convite para destruir a falsa concepção a respeito de Deus e da vida, e construir uma nova concepção de que a vida é um dom gratuito de Deus para que todos a partilhem com justiça e fraternidade. Só então todos poderão ter acesso à felicidade. Como conclui o autor: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos, seja o bem ou o mal. (Eclesiastes 12:13-14).

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Explore seu potencial

Peço que Deus abra a mente de vocês para que vejam a luz dele e conheçam a esperança para a qual ele os chamou. E também para que saibam como são maravilhosas as bênçãos que ele prometeu ao seu povo e como é grande o seu poder que age em nós, os que cremos nele. (Efésios 1:18-19)

Deus tem uma maneira de elevar o nosso potencial, até ao ponto de ficarmos surpresos com as nossas próprias realizações.

Você já ficou surpreso com algo que você tenha feito que imaginava ser impossível? Eu já fiquei. Na verdade, algo impossível aos nossos olhos é realizado pela capacitação que Deus nos dá. Quando nós confiamos nele e na sua maneira e hora de agir, ele nos usa para realizar de forma surpreendente o seu propósito. Às vezes ficamos estupefatos.

Não deveríamos ficar surpresos porque sabemos que em Cristo somos capazes de ser vitoriosos em toda e qualquer situação. No entanto, como estamos em processo de crescimento espiritual, ainda duvidamos do que Deus pode fazer através de nós.

Todos nós temos um grande potencial, ilimitado na verdade. Mas, em vez de acreditarmos no que Deus é capaz de fazer conosco, escolhemos acreditar nas mentiras do nosso adversário. Espiritualmente, precisamos perceber que o nosso potencial em Cristo transcende qualquer obstáculo e deve ser explorado. Por quê?

Porque Cristo nos livrou da condenação eterna – Não existe nenhuma condenação para nós que estamos unidos com ele. (Romanos 8:1)

Porque ele nos transformou em uma nova pessoa – Se estamos unidos com Cristo, somos uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo. (2 Coríntios. 5:17).

Porque ele nos adotou e por meio da fé todos nós somos filhos de Deus. (Gálatas 3:26).

Porque ele nos deu uma herança – Quando nós ouvimos a verdadeira mensagem, a boa notícia que trouxe para nós a salvação, nós cremos em Cristo. E Deus pôs em nós a sua marca de proprietário quando nos deu o Espírito Santo, que ele havia prometido. O Espírito Santo é a garantia de que receberemos o que Deus prometeu ao seu povo. (Ef 1:13-14).

Porque ele nos auxilia – Ele pediu e o Pai nos deu outro Auxiliador, o Espírito da verdade, para ficar conosco para sempre. (João 14:16-17).

Portanto, somos pessoas completas. Temos um grande potencial. Vamos lembrar sempre de quem somos em Cristo. O Criador do universo vive dentro de nós representado pelo Espírito Santo. O nosso corpo é habitação santa. Por isso, estejamos preparados para sermos surpreendidos com nossas próprias realizações, porque com a força que Cristo nos dá podemos enfrentar qualquer situação. (Filipenses 4:13)

Você acredita que Deus o criou com um grande potencial para ser instrumento usado por ele nas grandes realizações? Não se apóie no seu próprio entendimento, mas confie no Senhor.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Preparados para a festa

Então o anjo me disse: — Escreva isto: “Felizes os que foram convidados para a festa de casamento do Cordeiro!” E o anjo disse ainda: — São essas as verdadeiras palavras de Deus. (Apocalipse 19:9)

Um amigo me compartilhou que pela segunda vez neste ano ele teve o privilégio de ser convidado para ser padrinho de casamento. Um convite desses é difícil negar, dizia ele. Como padrinho, ele teve uma função muito importante em uma das cerimônias. O seu trabalho foi assegurar a tranquilidade da festa, não permitindo que o noivo ficasse muito nervoso a ponto de desmaiar-se. Isso foi crucial, porque se alguma coisa acontecesse com o noivo, a noiva provavelmente iria estrangular todos os padrinhos com o próprio véu, dizia ele, com risadas. Felizmente, todos conseguiram cumprir suas funções e a cerimônia correu bem.

Mas durante o jantar ele cometeu uma gafe quando pediu licença para ir ao toalete. Ele ficou fora por apenas alguns minutos, mas quando voltou, encontrou o pai do noivo fazendo o brinde do jantar com a chegada dos noivos. Ele não queria ser mal educado, por isso ficou fora do salão por cerca de cinco minutos à espera do final dos aplausos. Conclusão, ele perdeu a melhor parte da festa.

Enquanto ele contava isso, eu me lembrava de uma parábola que Jesus havia dito a seus discípulos. Jesus disse: — Naquele dia o Reino do Céu será como dez moças que pegaram as suas lamparinas e saíram para se encontrar com o noivo. Cinco eram sem juízo, e cinco eram ajuizadas. As moças sem juízo pegaram as suas lamparinas, mas não levaram óleo de reserva. As ajuizadas levaram vasilhas com óleo para as suas lamparinas. Como o noivo estava demorando, as dez moças começaram a cochilar e pegaram no sono. À meia-noite se ouviu este grito: “O noivo está chegando! Venham se encontrar com ele!” Então as dez moças acordaram e acenderam as suas lamparinas. Aí as moças sem juízo disseram às outras: “Dêem um pouco de óleo para nós, pois as nossas lamparinas estão se apagando.” — “De jeito nenhum”, responderam as moças ajuizadas. “O óleo que nós temos não dá para nós e para vocês. Se vocês querem óleo, vão comprar!” Então as moças sem juízo saíram para comprar óleo, e, enquanto estavam fora, o noivo chegou. As cinco moças que estavam com as lamparinas prontas entraram com ele para a festa do casamento, e a porta foi trancada. Mais tarde as outras chegaram e começaram a gritar: “Senhor, senhor, nos deixe entrar!” — O noivo respondeu: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eu não sei quem são vocês!” E Jesus terminou, dizendo: — Portanto, fiquem vigiando porque vocês não sabem qual será o dia e a hora" (Mateus 25:1-13)

Às vezes acho que subestimamos a parábola das virgens. Essa parábola representa o retorno de Jesus. É nosso dever estarmos prontos para a sua volta. Mas há algo mais do que isso: Além de sermos a própria noiva Cristo, somos também as madrinhas, os padrinhos, e os convidados. É nossa responsabilidade ajudarmos a preparar a celebração, seguindo a Cristo e trabalhando para Ele. Isso também significa que teremos de suportar um longo período de incertezas. Mas a nossa fé, como o óleo da lamparina, deve ser constantemente reabastecida. O trabalho pode ser duro, mas quando o noivo chegar e a festa começar, não teremos dúvidas de que tudo que fizermos vai ter valido a pena.

Como está sua preparação para a festa? Não deixe faltar o óleo. O óleo representa o Espírito Santo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A mordomia

Será pedido muito de quem recebe muito; e, daquele a quem muito é dado, muito mais será pedido. (Lucas 12:48)

No estádio de futebol é comum perceber as cobranças das torcidas por resultados positivos de seus times preferidos. Quando algum “medalhão” – jogador conhecido por suas habilidades e fama – não produz um bom desempenho durante uma partida de futebol, alguns torcedores chegam a agredi-lo com palavras. Essa cobrança é natural, pois quem pode produzir mais e melhor, não deveria apresentar resultado abaixo da sua capacidade.

A mesma cobrança se aplica aos mordomos do Reino Celestial. Mordomo é um empregado doméstico, mas também pode ser o administrador dos bens de uma irmandade ou confraria ou o organizador (e contribuinte) de uma festa popular, normalmente de cariz religioso.

Antes de proferir as palavras do versículo acima, Jesus contou aos seus discípulos a parábola dos empregados fiéis e infiéis. Fiéis são aqueles que desempenham bem as habilidades que Deus lhes confiou. Infiéis são os que pensam que o Senhor Jesus não voltará tão cedo, e por causa disso, conscientemente ou não, relaxam no trabalho, escondendo o talento e deixando a vida rolar...

A Palavra de Deus é de uma sabedoria singular. A primeira parte do versículo citado “será pedido muito de quem recebe muito” é muito bem utilizada no mundo secular e, às vezes, até por pessoas que não conhecem a Bíblia. É por isso que torcedores, ou espectadores de filmes de super-heróis, p. ex., agem sob esse pensamento. Quando lemos e meditamos na profundidade da ideia que fundamenta esse versículo, notamos que ele tem um significado especial.

Independentemente de posses materiais – coisas que podemos acumular, quebrar, esquecer, guardar, vender ou perder –, Deus nos tem confiado habilidades e talentos que incluem a salvação eterna, o testemunho pessoal, os dons espirituais, a herança genética, a família, a capacidade de amar e de perdoar e outras coisas mais. (Gálatas 5:22)

Agora, o uso correto desses talentos ou presentes de Deus depende da perspectiva sob a qual os encaramos. Se acharmos que são presentes “dados”, e que por isso são nossos e deles fazemos o que quisermos, somos considerados infiéis. A perspectiva correta é considerarmos esses presentes como “confiados” a nós. Ou seja, somos apenas mordomos – e não proprietários – dos bens materiais e espirituais. O mordomo, por definição, deve ser fiel. É como um fiel depositário que zela e utiliza de forma correta o que lhe é confiado. O mordomo não é aquele que tem “mordomia” no sentido vulgar da palavra, mas aquele que presta conta do que lhe é confiado.

Portanto, as nossas posses materiais e espirituais, os bens tangíveis e intangíveis, devem se tornar ferramentas para uso primordial na construção e promoção do Reino Eterno comandado pelo Senhor Jesus Cristo.

Que presente Deus confiou a você? Você tem sido um mordomo fiel? Ou você está relaxado, desperdiçando a oportunidade de ajudar a construir e promover o Reino Eterno? Você pode não ser a pessoa mais talentosa do mundo, mas certamente tem todos os requisitos necessários para fazer o trabalho que lhe foi atribuído por Deus.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Um veneno

Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso. (1 Coríntios 13:4)

“Algumas vezes, sem que possamos perceber, cresce no nosso interior o sentimento de ciúme. Isto oprime a harmonia e a saúde de nossos relacionamentos.

O ciúme é um sentimento que nos faz sentir incomodados com certas situações aparentemente insignificantes, como, por exemplo, o cuidado de um pai para com um filho, o sucesso profissional de um colega ou o reconhecimento de suas habilidades.

Uma insatisfação, aparentemente sem motivos, toma conta da pessoa que acredita, ainda que não seja verdade, estar perdendo a atenção e o carinho. Supõe não ter as mesmas chances que seu irmão, parente ou colega.

Quando o ciúme toca os relacionamentos, qualquer coisa poderá ser motivo para alimentar um espírito de competição e de disputa. Com isso, a pessoa que era dócil, compreensiva e companheira, torna-se áspera, agressiva nas respostas e pouco solícita. Isto, certamente poderá destruir uma convivência que anteriormente era saudável. Entretanto, se questionada, essa pessoa prontamente justificará seu comportamento com outras respostas. Dificilmente admitirá sentimento de ciúme.

Ao alcance dos tentáculos do sentimento de ciúme poderá estar nossas famílias. Este ‘micróbio’ tentará se instalar, contaminar e matar a amizade que deveria ser eterna entre os parentes. Não é difícil se notar a disputa discreta ou as provocações sem sentido entre os irmãos por coisas sem importância.

Penso que tal sentimento poderá surgir quando a pessoa envolvida por um medo equivocado acredita ser menos amada, não ter a mesma preferência de antes ou suspeita da possibilidade de ser privada daquilo que valoriza profundamente.

Algumas situações poderão se tornar mais crônicas quando, em meio a todas as supostas verdades, se encontra a desconfiança da honestidade de quem amamos. Trabalhando em nossa imaginação, o ciúme nos faz criar situações que não existem; deduzimos coisas que vemos apenas nos filmes da nossa mente.

Infelizmente, por essas atitudes, estará instalada em nossos relacionamentos a grande sombra da inquietação, potencializada pela insegurança que insistirá em assombrar a nossa paz de espírito.

O amor verdadeiro traz a cumplicidade e o compromisso pela felicidade mútua. Ainda que possamos sentir, em alguns momentos, uma pequena dose de ciúmes, é necessário aprender a lidar com as nossas inseguranças. À medida que vamos conquistando a autoconfiança, o respeito pelo espaço do outro, estaremos também cultivando a saúde dos nossos relacionamentos.

Todo aquele que se dispõe a amar e a viver um bom relacionamento, zela pelos cuidados necessários para a sadia convivência com a pessoa amada, sem fazê-la objeto de sua posse.” (Dado Moura)

Deixemos Deus atuar em nossas vidas para que possamos amar sem esse veneno sutil que é o ciúme.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Nova vida de bênção

Na segunda carta de Pedro 1: 3-8 lemos que o poder de Deus nos tem dado tudo o que precisamos para viver uma vida que agrada a ele, por meio do conhecimento que temos daquele que nos chamou para tomar parte na sua própria glória e bondade. 

Deus nos tem dado os maravilhosos e preciosos dons que prometeu. Ele fez isso para que, por meio desses dons, nós escapássemos da imoralidade que os maus desejos trouxeram a este mundo e pudéssemos tomar parte na sua natureza divina. Por isso mesmo – cita a carta – "façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm. À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus. 

A essa devoção juntem a amizade cristã e à amizade cristã juntem o amor. Pois são essas as qualidades que vocês precisam ter. Se vocês as tiverem e fizerem com que elas aumentem, serão cada vez mais ativos e produzirão muita coisa boa como resultado do conhecimento que vocês têm de Cristo". 

Uma vez eu estava ouvindo um testemunho de uma pessoa de quando ela se tornara cristã. Ela se sentira como a mulher pecadora com o vaso de alabastro (Mateus 26:7) e começara a amar muito ao Senhor porque houvera perdoado os seus inúmeros pecados. 

Com o passar dos anos, algo que acontece na vida de muitos cristãos aconteceu com ela também: A gratidão para com a misericórdia de Deus havia sido transformada em frustração por não conseguir se livrar da sua persistente natureza pecaminosa. 

Ela havia entendido porque pecara muito antes de conhecer a Cristo, mas ainda não havia entendido porque continuava falhando após conhecer os ensinamentos bíblicos. Pensava ela por ser cristã saberia muito bem se livrar dos pecados. 

É comum qualquer pessoa fugir de Deus quando comete ou vai cometer um pecado. É normal o sentimento de vergonha e de frustração, principalmente quando a pessoa acha que por si só pode vencer – mas não vence – as tendências pecaminosas da carne.

É claro que uma pessoa não tem a natureza carnal transformada em espiritual da noite para o dia. No momento em que ela recebe o evangelho de Cristo, Deus fala mediante a mensagem para a chamar a si mesmo. A pessoa chamada atende espontaneamente a esse chamado, arrependendo dos seus pecados e confiando em Cristo para receber a salvação eterna. 

Esse é o processo de conversão, no qual a pessoa desempenha uma parte ativa, que significa voltar-se do pecado para Cristo. O voltar-se do pecado é chamado arrependimento, e o voltar-se para Cristo é chamado . O arrependimento é uma iniciativa humana, já a fé é um dom de Deus. Ao voltar-se do pecado, a pessoa recebe a regeneração, o dom de Deus que a capacita escapar “da imoralidade [e de outros delitos] que os maus desejos trouxeram a este mundo”. 

A parte passiva regeneração é um ato contínuo e secreto de Deus pelo qual ele concede à pessoa convertida nova vida espiritual, capacitando-a para vencer o pecado. Portanto, se você quiser você pode receber essa nova vida espiritual de bênção e de vitória. Basta que se arrependa dos seus pecados e volte-se para Cristo.