terça-feira, 29 de maio de 2012

Novo nome

Aos que conseguirem a vitória eu darei do maná escondido. E a cada um deles darei uma pedra branca, na qual está escrito um nome novo que ninguém conhece, a não ser quem o recebe. (Apocalipse 2:17) 

Eu sempre gostei no meu nome. Acho-o amável e gentil. Pena que foi registrado errado. Ele deveria ser “Elben” e não “Elbem”. Elben é um município da Alemanha localizado no distrito de Altenkirchen, no estado da Renânia-Palatinado que faz divisa com os países Luxemburgo e França. Essa é uma região muito desenvolvida e próspera que tive a oportunidade de conhecer. Durante a minha vida convivo com amigos me chamando de “El bem”, “El bão”, “El bom”, “El bem da Mariza” etc. Sou grato aos meus pais pelo nome que tenho. 

Mas existem pessoas que não gostam do nome. Alguns gostariam de mudá-lo, se fosse fácil. Mudar o nome não é tarefa simples, porque envolve várias questões, inclusive jurídicas. Em muitos países é comum a mulher acrescentar o sobrenome do marido ao casar-se, mas são poucos os casos de mudança de nome. 

Entretanto, na Bíblia lemos vários exemplos de mudança de nome. Quando Deus mudava o nome de uma pessoa significava que essa pessoa havia mudado de vida. O exemplo clássico é a mudança do nome de Jacó para Israel (ancestral do país com o mesmo nome). 

Após Jacó (o enganador) haver recebido a notícia de que seu irmão Esaú (o enganado) estava vindo ao seu encontro, ele teve medo. Naquela mesma noite Jacó se levantou e atravessou o rio Jaboque, levando consigo os seus familiares. Depois que as pessoas passaram, Jacó fez com que também passasse tudo o que era seu; mas ele ficou para trás, sozinho. Aí veio um homem que lutou com ele até o dia amanhecer. Quando o homem viu que não podia vencer, deu um golpe na junta da coxa de Jacó, de modo que ela ficou fora do lugar. Então o homem disse: — Solte-me, pois já está amanhecendo. — Não solto enquanto o senhor não me abençoar — respondeu Jacó. 

Aí o homem perguntou: — Como você se chama? — Jacó — respondeu ele. Então o homem disse: — O seu nome não será mais Jacó. Você lutou com Deus e com os homens e venceu; por isso o seu nome será Israel. E ali o homem (Deus) abençoou Jacó. 

Então Jacó disse: — Eu vi Deus face a face, mas ainda estou vivo. Por isso ele pôs naquele lugar o nome de Peniel. (Gênesis 32:22-30) 

Passado e Futuro
A mudança do nome de Jacó para Israel significou uma virada radical na sua vida. Foi uma mudança espiritual. Após lutar com Deus, ele ganhou uma nova identidade e um novo futuro. Seu novo nome Israel significa “aquele que reina com Deus”. 

Eu também tive uma mudança de nome. Aconteceu aos 12 anos de idade, quanto fiz minha declaração pública de fé em Jesus Cristo e fui batizado nas águas, ao mesmo tempo em que recebi o enchimento do Espírito Santo. Passei a ser chamado de “Cristão” e tive uma mudança de vida, um novo futuro, que agora é eterno. (II Coríntios 5:17)

E você? Você pode agora pedir a Cristo mudança de vida e um novo nome. E se você já se tornou um Cristão, reflita o que esse nome significa para você. Não tente você mesmo mudar seu nome, nem sua vida, pois não vai conseguir. Peça a Jesus Cristo que o faça!

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Uma fé heróica

Então quem pode nos separar do amor de Cristo? Serão os sofrimentos, as dificuldades, a perseguição, a fome, a pobreza, o perigo ou a morte? [...] Em todas essas situações temos a vitória completa por meio daquele que nos amou. (Romanos 8: 35, 37)

Sempre que a vida se torna difícil, eu releio sobre os heróis cristãos com intuito de encontrar inspiração para viver. Lendo sobre a filósofa alemã Edith Stein – conhecida como Teresa Benedita da Cruz – percebi que ela não era uma “santa” qualquer.

Nascida em 1891, Edith pertencia a uma família judaica ortodoxa. Quando adolescente, ela abandonou o judaísmo e abraçou o ateísmo intelectual. Sem fé, mas dotada de uma mente brilhante, ela foi uma das primeiras mulheres a ingressar em uma universidade alemã, onde estudou filosofia com o acadêmico Edmund Husserl.

Sua busca pela verdade através da filosofia não permitiu que ela continuasse no ateísmo. Então, ela começou a se interessar pela religião novamente. Em 1921, após fazer amizade com vários devotos cristãos protestantes e ler a autobiografia de uma freira católica, Stein percebeu que as respostas que ela procurava poderiam ser encontradas em Cristo. Ela foi batizada aos 29 anos.

Após a conversão, ela continuou seus estudos acadêmicos. Stein usou sua mente afiada para defender a dignidade da mulher, promovendo uma forma de feminismo bem diferente do que vemos hoje. Seus escritos revelam uma mulher que respeitava as diferenças entre os sexos. Apesar de seu amor pela maternidade, ela não se casou e nem teve filhos, mas se tornou uma “mãe” espiritual.

Em 1933, Edith foi proibida de lecionar nas universidades alemãs por causa de sua origem judaica. Destituída de vida pública, Stein se tornou uma freira carmelita dedicada à oração e estudo, apaixonada por Cristo no temor da Sua Cruz.

Na Segunda Guerra Mundial, Stein e suas irmãs fugiram para um convento na Holanda. Com a invasão da Holanda, os nazistas deportaram todos os judeus para Auschwitz. Os relatórios dizem que Edith, de boa vontade, ajudava as mães judias e seus filhos na viagem terrível para Auschwitz. Em 09 de agosto de 1942, Edith e sua irmã biológica, Rosa, morreram em uma câmara de gás.

A dramática história de Edith Stein é um lembrete da graça de Deus, das coisas maravilhosas que Ele pode realizar por aqueles que o amam – mesmo que a pessoa tenha passado seus melhores anos longe da fé. Embora a história de Stein tenha terminado tragicamente, sua vida foi um exemplo. Os relatos descrevem que ela nunca se deixou ser abatida pelos seus sofrimentos, mas se importava com o sofrimento alheio. Stein tinha uma fé heróica.

Edith Stein escreveu: “Sofrer é ser feliz apesar do sofrimento; é andar com os pés descalços por caminhos sujos e ásperos e mesmo assim acreditar que será entronizado com Cristo à direita do Pai; é sorrir e chorar com as crianças necessitadas e incessantemente cantar louvores a Deus, como fazem os anjos – esta é a vida do cristão, até que se rompa a aurora da eternidade”.

Você está enfrentando um desafio em sua vida agora? Anime-se em saber que nada pode separá-lo do amor de Deus, e que muitas pessoas têm trilhado caminhos difíceis crendo na vitória em Cristo.

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terça-feira, 22 de maio de 2012

A adoração da mente

Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. (João 15:5)

Quando eu estava envolvido com o grupo jovem, eu amava inovar as peças de teatro, as cantatas, as preleções, os encontros sociais, etc. Hoje em dia eu não penso assim, mas observo que muitos eventos e atrações continuam por aí sendo realizados sem a percepção de que a tarefa de evangelismo é bastante simples, assim como simples é o Senhor Jesus.

Sem dúvida, a mente humana é criativa e as idéias podem ser lindas e maravilhosas, mas são espiritualmente ineficazes se forem colocadas em prática sem a orientação divina. É preciso ter a consciência da importância da unção do Espírito Santo quando se quer agradar a Deus. Sem essa unção, qualquer técnica humana não passa de mera peça teatral sem significado algum para ele.

Eu nunca me esqueci de um debate que ocorreu em uma aula de literatura. Um estudante estava indignado porque a Bíblia sempre foi um “Best Seller”. Ele argumentava que a humanidade seria melhor se, em vez de lê-la, vivesse uma vida racional. Meu professor respondeu com naturalidade: – Ah, então você adora a mente.

O estudante respondeu: – O quê? Eu não adoro nada! Eu sou um ateu. Será que você não me entendeu? Eu disse que o homem só será capaz de criar uma sociedade pacífica e feliz quando usar o cérebro e passar a pensar logicamente.

– Sim, eu entendi, respondeu o professor. – Você está dizendo que vê a mente como a maior fonte da verdade. Que não existe nada acima dela. E que mediante o uso do cérebro, o homem obterá todas as respostas que busca. Sim, isso é um caso claro de adoração da mente. Adoração é submeter-se a alguém. Adorar a mente significa submeter-se às ideías humanas.

Eu não gosto de admitir isso, mas escrevo que várias vezes caí na tentação de “adorar a mente”, ou seja, adorar as minhas idéias, em detrimento das idéias de Deus. No entanto, o plano divino para uma verdadeira adoração é simples. Ele disse que basta depender dele, assim como um ramo depende da videira. De fato, é impossível para o homem alcançar a verdadeira adoração sem Deus no domínio das suas idéias, do seu “eu”.

Cristo é a videira verdadeira, e nós somos os ramos. Nenhum pensamento humano, por mais brilhante que seja, nenhuma boa obra, por mais magnífica que seja, nos darão as respostas que buscamos para nossa alma. Com Cristo no controle a vida passageira se torna eterna, cheia de significado.

Estar unido com Cristo é adorá-lo, em vez de adorar a mente humana. É submeter-se à simplicidade do seu mandado. Ele nunca nos pediu que devêssemos fazer algo sofisticado, idealizado por nossas mentes férteis, para servi-lo. Ele é a árvore que nos sustenta e nós somos apenas os ramos, dos quais muitos frutos deverão brotar, se permanecermos dependentes dele.

O mandado de Cristo é estarmos unidos com ele. Isso significa comunicarmos com ele todo dia em oração e leitura bíblica; cultuarmos a ele em todo momento e em tudo que fizermos; refletirmos a sua bondade em todo lugar; fugirmos do pecado em todo instante e servirmos ao próximo nas suas necessidades.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

As virtudes aperfeiçoadas

Não estou dizendo isso por me sentir abandonado, pois aprendi a estar satisfeito com o que tenho. Sei o que é estar necessitado e sei também o que é ter mais do que é preciso. Aprendi o segredo de me sentir contente em todo lugar e em qualquer situação, quer esteja alimentado ou com fome, quer tenha muito ou tenha pouco. Com a força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação. (Filipenses 4:11-13).

Eu não me impressiono com o excesso de virtude de uma pessoa a menos que me seja mostrado o lado oposto da virtude dessa mesma pessoa. Um homem não prova sua grandeza apenas pelo que existe em uma extremidade, mas, pelas duas extremidades ao mesmo tempo, incluindo também o que existe entre ambas. (Pascal de Blaise)

Os pecados são diretamente opostos às virtudes. A vaidade; a inveja; a ira; a preguiça; a avareza; a gula e a luxúria são opostas à humildade; à caridade; à paciência; à diligência; à generosidade; à temperança e à castidade.

Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente. A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Segundo Aristóteles, a virtude é uma disposição adquirida de fazer o bem, e ela se aperfeiçoa com o hábito. Existem duas categorias de virtudes: as teologais: fé, esperança e amor; e as humanas: prudência, justiça, fortaleza e temperança.

Vamos focar nas virtudes teologais e no que podemos fazer para aperfeiçoá-las com os nossos hábitos. Os opostos da fé, da esperança e do amor são a incredulidade, a insegurança e o medo.

Nós somos verdadeiramente cristãos quando demonstramos nossa fé em qualquer circunstância. Eu devo confiar no Senhor quando tudo vai bem e quando tudo vai mal também. Eu glorifico ao Senhor quando estou empregado e ganhando um bom salário e também quando me faltam o emprego e o dinheiro que dele vem.

Eu devo brilhar em Cristo quando o Sol da justiça derrama seus raios abençoados sobre minha vida e também quando as nuvens negras e tempestuosas se instalam sobre meus dias. Minha fé precisa ser a mesma nos dois lados. Meu amor tem de ser demonstrado nas duas situações. Minha esperança deve estar firme independente dos fatores que a cercam.

É muito fácil sorrir quando a nossa saúde está perfeita, quando nossa conta bancária apresenta um valor bem alto, quando nossos sonhos são realizados rapidamente, quando nossas conquistas são constantes e grandiosas. Difícil é viver feliz na adversidade, é testificar bênçãos quando o dinheiro está longe de nós, quando nossos sonhos são trocados por pesadelos, quando todas as nossas tentativas são frustradas, quando o choro parece dormir diariamente ao nosso lado.

Mas, não importando as nossas virtudes nem o lado oposto a elas, não importando se sentimos fortes ou fracos, não importando se as lutas parecem aumentar a cada dia, nós somos felizes em qualquer situação porque Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, morreu em uma cruz por nós, ressuscitou para dar vida abundante e eterna, e hoje está vivo! Ele está conosco para nos ajudar a aperfeiçoar essas virtudes com os nossos próprios hábitos!

terça-feira, 15 de maio de 2012

A restauração da casa

Jesus disse: — Moço, eu ordeno a você: levante-se! (Lucas 7:14)

“Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto... Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente” (Carlos Drummond de Andrade).

No contexto do versículo bíblico citado no início, havia dois grupos de pessoas caminhando em direções opostas. De um lado, uma multidão alegre, com vida, que havia presenciado alguns milagres de Jesus e o acompanhava. Do outro, o cortejo fúnebre do jovem filho único de uma viúva que morava na cidade de Naim. Não sabemos o nome dele, sua idade, nem o motivo da morte.

Mas certamente a casa da viúva estava morta. Seria uma casa que passaria a abrigar um senhora solitária que estava a caminho de sepultar seu único filho.

O natural seria que a multidão vibrante se acalmasse em respeito ao cortejo fúnebre. Mas não foi o que aconteceu. A multidão triste não sabia que estava se aproximando o doador da vida, da alegria. Jesus, vendo aquela tristeza toda, tomou a iniciativa de ir ao encontro da viúva e disse: “Não chore pelo seu filho. [Vou trazê-lo de volta à vida, e haverá uma mudança na sua casa, a alegria será restaurada, a vida voltará ao seu lar]”.

Jesus se sente atraído por aqueles que estão tristes e com o coração quebrantado. Por aqueles que não têm vida no seus lares. Ele conhece a dor de uma dona de casa ofegante, de um pai de família batalhador, de um(a) filho(a) aplicado(a); e ninguém está mais disposto a restaurar a alegria de uma casa, de uma família, e de trazer vida para o lar do que Jesus.

Depois de Jesus haver ressuscitado aquele moço, a feição do jovem estava cheia de vida. Mãe e filho se uniram num abraço. Naquele momento não importava mais a cerimônia, o caixão, as coroas de flores... O que importava era a volta da alegria e do triunfo ao lar.

A palavra de Jesus, que dá vida às pessoas e aos lugares mortos, não é de maneira nenhuma hoje menos eficaz. Esse poder não diminui pelo espaço dos anos, nem se esgota pela incessante atividade de sua excessiva graça. A todos os lares quantos creem, Jesus continua a ser um salvador e um restaurador de vida e de alegria. Você crê?

domingo, 13 de maio de 2012

Mãe cuidadosa

A mulher de Manoá deu à luz um filho e pôs nele o nome de Sansão. O menino cresceu, e o Senhor o abençoou. (Juízes 13:24) 

Certa vez, uma mulher humilde e sem filhos foi abordada num campo pelo Anjo do Senhor que profetizou que ela daria à luz um filho que livraria Israel do pesado jugo dos filisteus. Essa mulher, cujo nome não é revelado, era esposa de Manoá, da tribo de Dã. Eles viviam em Zorá, a oeste de Jerusalém. A profecia deve ter soado como um presente inacreditável, pois era ela estéril. 

Ao que parece, Manoá e sua esposa eram crentes devotos, mas a profecia do Anjo pareceu boa demais para ser verdade. A esposa contou ao marido tudo o que havia acontecido, e Manoá orou para que o Homem de Deus voltasse, a fim de ‘nos ensinar o que devemos fazer ao menino que há de nascer’ (v. 8). Eles não hesitaram em crer. O Anjo voltou, pela terceira vez, para repetir as regras de que a mãe não deve beber vinho, nem cerveja e não deve comer nenhuma comida proibida ou tocar em coisa que faz mal à saúde, pois o menino em seu ventre será dedicado a Deus como nazireu por toda a vida. 

Apesar de essa mulher possivelmente ser analfabeta e dependente do marido, como crente e futura mãe ela não teve problemas em seguir as instruções do mensageiro celeste e cuidadosamente passou a cuidar da sua saúde e da saúde do seu filho. Manoá imediatamente fez uma oferta a Deus e, ao subir a chama do sacrifício aos céus, o Anjo se foi com ela. Assustados, os dois prostraram-se com o rosto em terra. 

Para uma sociedade pervertida como a deles, a revelação sobrenatural era necessária e a demonstração dramática confirmou a intervenção sobrenatural de Deus, sem dúvida uma resposta às orações do casal. Quando Manoá expressou seu medo de que eles morressem por terem visto o Senhor, sua esposa demonstrou confiança que toda mãe deve ter em Deus: ‘— Se o Senhor nos quisesse matar, não teria aceitado nossas ofertas. Ele não nos teria mostrado tudo isso, nem falado todas essas coisas’ (v. 23). 

Sansão, seu filho, foi criado com muito cuidado. Ele foi nazireu de nascença e foi educado para continuar servindo ao Senhor por toda a sua vida. Como sua mãe lhe havia ensinado, Sansão deveria abster-se de vinho e bebidas fortes, não poderia raspar a cabeça e não poderia ter contato com a impureza. Enquanto esteve atento às instruções de sua mãe, Sansão, que significa ‘esplêndido’, foi muito usado por Deus para conter o jugo dos filisteus sobre os israelitas e, em decorrência disso, seu nome encontra-se na galeria dos heróis da fé (Hebreus 11:32). 

A mãe de Sansão foi uma mulher feliz e realizada. Ela pode educar cuidadosamente seu filho sob a orientação da Palavra de Deus e seu filho, além de muito abençoado, pode também abençoar uma nação inteira. Por certo, as orações e o cuidado de sua mãe desempenharam importante papel na contribuição de Sansão como libertador de seu povo. Essa mulher, cujo nome não sabemos, será lembrada como aquela que creu e que deixou o testemunho de que toda mulher, mãe ou futura mãe, deve não apenas ouvir a orientação de Deus, mas também obedecê-la nos mínimos detalhes: mãe não deve beber vinho, nem cerveja e não deve comer nenhuma comida proibida ou tocar em coisa que faz mal à saúde (v. 14). Qual mãe cuidadosa é essa? 

Apesar de grata por ter um filho de força tão incomum, essa mãe humilde deve ter se entristecido demasiadamente com o egoísmo e a desobediência de Sansão que, na vida adulta, arrogantemente escolheu desviar-se do caminho do Senhor e ter um estilo de vida que refletia o caráter decadente do mundo na época. Por causa disso, morreu derrotado, cego e acorrentado a um moedor de grãos.

Mãe, você é a pessoa mais importante do mundo para o sucesso do seu filho. Filho, você é e deve continuar sendo a alegria eterna de sua mãe. Ela cuidadosamente lhe criou e educou com todo carinho e amor. Hoje ela espera de você a valorização que lhe é devida. 

Se seu filho tomou outro rumo mãe, não se desespere! A mãe de Sansão, quando ainda não tinha um filho ao seu lado, suportou por muitos anos a tristeza de uma mulher que, pelo costume da época, logo seria esquecida por não ter filhos para manter viva sua memória. Entretanto, ela nunca desistiu de orar, pois cria no milagre e sabia que os santos anjos de Deus estão sempre prontos a realizar a vontade do Senhor. E essa vontade pode se manifestar na sua vida do modo quando você menos espera. Creia tão somente!

Mãe te amo muito! Você é muito importante pra mim! Te quero demais! 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Relâmpagos

Confie no Senhor de todo o coração e não se apóie na sua própria inteligência. Lembre-se de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho reto [certo]. (Provérbios 3:5-6)

Na minha mente de doze anos de idade, eu associava esse provérbio com uma imagem mental de uma estrada que se estendia por quilômetros até se fundir com o horizonte. Esse era o “caminho reto” que eu poderia tão facilmente compreender – claramente definido, inabalável, e imutável. Tudo o que eu tinha que fazer era confiar em Deus e continuar seguindo esse caminho.

Existe uma história de um homem que caminhava à noite sob uma tempestade. Por meio das folhas na enxurrada, o pobre sentia que perderia se guiar tranquilamente. Os trovões sacudiam seus sentidos a cada momento, enquanto os relâmpagos o ajudavam a não perder a estrada. Mas depois de ter caido em um buraco, o homem se ajoelhou e gritou: “Ó Deus, por favor, eu gostaria de um pouco mais de luz e menos barulho!”

As incertezas maiores e menores que eu encontrei, encontro e encontrarei muitas vezes deixam-me com sentimento desse tipo. Certamente, um caminho reto e sinalizado com luzes em neon é bem mais fácil de seguir. Mas na realidade, todo mundo faz estas e outras perguntas: Será este o caminho que o Senhor quer que eu siga? Será esta a pessoa que o Senhor quer que eu seja? E se eu comprar esta casa? Em qual escola devo matricular os filhos? Deus, o Senhor poderia me dar uma luz, ou até mesmo usar um relâmpago para esclarecer as coisas? Seria bem mais fácil para mim!

É fácil esquecer que a promessa divina está na última frase do versículo, e não no início dele. Leia novamente o provérbio e comprove você mesmo. Existe uma condição ali.

Por ser uma pessoa ativa e focada no resultado, ao ler esse versículo há um tempo, eu não conseguia me enxergar parado, esperando a voz de Deus me dar a direção. Eu chegava a exigir relâmpagos de Deus em vez de simplesmente assumir a responsabilidade expressa na primeira parte do provérbio. Minha parte está na confiança em Deus, na renúncia de mim mesmo e na gratidão em tudo que ele faz conforme o seu propósito. Então, quando os olhos estão focados nele, a sua promessa é cumprida ao guiar os meus pés.

Acredito plenamente que o Senhor me orienta de maneira específica – mediante a Palavra, mediante conselhos de pessoas piedosas, por meio de toques do Espírito Santo – e ainda assim às vezes me pego pedindo uma luz a Deus. Acontece que às vezes estou tão distraído olhando para o caminho que me esqueço de viver uma vida de oração. Até certo ponto, importa menos o que estou fazendo do que como estou fazendo. Paulo escreveu, “Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31)

O milagre de Deus se expressa no fato de que se perdermos a direção ou os nossos pés saírem do caminho, e mesmo assim continuarmos focados no Senhor, ele reencontra a estrada e nela nos firma os passos.

Portanto, confiemos no Senhor de todo o coração, não confiemos no nosso próprio entendimento. Em todos os caminhos, reconheçamos os feitos do Criador. Seja em qual for a trilha que você se encontra agora, confie nele, pois ele vai direcionar os seus passos para o caminho certo.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Mente ocupada

Mas o Senhor estava com [José na prisão] e o abençoou, de modo que ele conquistou a simpatia do carcereiro. Este pôs José como encarregado de todos os outros presos, e era ele quem mandava em tudo o que se fazia na cadeia. (Gênesis 39: 21-22)

A melhor parte da história de José, que foi vendido pelos seus irmãos como escravo e se tornou em pouco tempo governador do Egito, é o período de dois anos que ele passou na prisão. Ele foi parar lá depois de ser injustamente acusado de tentar dormir com a esposa de seu patrão Potifar. À primeira vista pode parecer que esses anos foram uma perda de tempo. Mas, para Deus, eles certamente não foram.

Antes desse acontecimento, José havia tido dois sonhos que deixaram seus irmãos irritados. Contou José: “Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele. Depois sonhei que o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim”.

Não sabemos se José compreendeu plenamente o significado desses sonhos no momento, mas com certeza, enquanto estava na prisão, ele permaneceu confiante na promessa que Deus havia mostrado a ele em sonhos. Durante esse tempo, José também aprendeu a paciência, a confiança e a humildade. Ele aprendeu a esperar no Senhor e a servi-lo aonde Deus o colocasse, mesmo na prisão.

Em vez de enrolar a si mesmo com algum brinquedo ou joguinho ou ter ficado emburrado no canto da cela, ele manteve sua mente ocupada com algo produtivo. Com seu comportamento, ele conquistou a simpatia do carcereiro que o colocou como encarregado dos demais. Lá estavam o copeiro-chefe e o padeiro real.

José não foi colocado junto com os presos do rei por acaso. Foi providência divina. José interpretou dois sonhos: o do copeiro-chefe e o do padeiro real. Um previu o fim do padeiro real, mas o outro mostrou que o copeiro seria restaurado à sua posição.

Devido à sua proximidade com o rei, o copeiro recomendou José para interpretar os sonhos de Faraó. Faraó ficou tão satisfeito com a interpretação de José que o promoveu a governador responsável por racionalizar o consumo de alimento e programar o armazenamento para os próximos anos de fome. Durante os anos de fome, os irmãos de José vieram à sua presença em busca de alimentos e se curvaram a ele, cumprindo-se os primeiros sonhos.

Mas a moral dessa história não é que devemos esperar de Deus fama e fortuna. A moral é: quando esperamos no Senhor e lhe permitimos trabalhar o Seu plano em nossas vidas, certamente vamos ser abençoados.

Sabemos que estamos todos à espera de alguma coisa. Cada um de nós tem uma área em nossas vidas onde nos sentimos presos, algemados e, talvez, muito sozinhos. Mas assim como José, Deus está conosco enquanto esperamos. Então, vamos começar a ocupar nossas mentes com algo produtivo. Procure descobrir o que Deus quer fazer com sua vida no local em que Ele te colocou. Ele não se esqueceu de você. Peça ao Senhor para mostrar hoje como tirar o máximo proveito de sua situação atual.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Amputação

Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente. (Romanos 8:13)

Em uma bela manhã de primavera em 2003, um experiente alpinista de 27 anos chamado Aron Ralston pegou sua caminhonete com alimentos e água suficientes apenas para o dia e se dirigiu sozinho para o seu lugar favorito, a cento e cinqüenta quilômetros ao sul de Salt Lake City. É uma área remota de cânion onde costumava ser o esconderijo dos bandidos do velho oeste nos EUA.

Em sua aventura, após ficar suspenso setenta e cinco metros de altura em uma fenda do cânion, uma enorme rocha se soltou e ele foi arremessado para baixo onde teve seu braço direito esmagado entre a rocha e o solo. Naquele instante, salvar o seu braço se tornou a maior preocupação de Aron.

Cinco dias se passaram em vão na tentativa de livrar seu braço. Seus esforços para desgastar a pedra com um canivete apenas fez um pequeno buraco. Todos os seus equipamentos foram inúteis para mover a pedra.

Enfim, os pensamentos que vieram à sua cabeça foram: quebrar o braço, cortar o músculo com o canivete e usar um pedaço de corda como torniquete. Foi isso que Aron fez. Após amputar seu próprio braço ele começou a caminhar de volta para a sua caminhonete. No caminho, se deparou com dois caminhantes que usaram um telefone celular para chamar um helicóptero de resgate. Amputar seu braço direito foi um ato radical, mas foi o que salvou a sua vida, disse ele para a sua família.

Deus nos chama para lidar com o pecado em nossa vida de uma maneira similar. A Bíblia não oferece um atalho. A Bíblia é tão radical, que não gosto muito de ouvir ou falar sobre esse assunto. Jesus disse: – Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno (Mateus 5:30). Na verdade, Jesus não estava se referindo literalmente à amputação física, mas estava dizendo que os efeitos mortais do pecado pedem medidas extremas. Mesmo que doa, temos de nos livrar do pecado, sem subterfúgios.

Isso é sério, porque Jesus fala sobre o inferno no mesmo momento em que fala sobre a forma de lidar com o pecado. Ele queria ensinar que nosso destino eterno está em jogo. Claramente, isso é uma questão de escolha: inferno ou céu. O comportamento exterior de uma pessoa indica o que está no coração. Se Aron Ralston continuasse no desfiladeiro com o braço preso por uma pedra, ele teria morrido. Como ele esteve disposto a livrar-se do seu braço, sua vida foi salva.

O mesmo acontece conosco quando lidamos com o pecado. Às vezes temos que lançar fora aquilo que mais valorizamos. Portanto, extirpemos os desejos deste mundo que agem em nós, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça. O mundo pode até idolatrar o pecado e deixar a vida rolar..., mas a Palavra de Jesus para nós é outra, pois ele quer nos dar o melhor: as bênçãos celestiais.

Oremos para que tenhamos a graça para atender ao chamado radical de Jesus de amputarmos o pecado.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A graça que salva

O ensinamento verdadeiro e que deve ser crido e aceito de todo o coração é este: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. (1 Timóteo 1:15)

“Oh, graça excelsa de Jesus!

Perdido, me encontrou!

Estando cego, me fez ver;

Da morte me livrou!” (John Newton)

Entoado por congregações e corais, tocado na gaita de foles ou executado por um solista a cappella, “Graça Excelsa” (HASD, nº 208) é um dos hinos mais queridos de todos os tempos. Tanto a letra quanto a melodia atingem o íntimo de nosso ser com poder sem medida.

John Newton compôs “Graça Excelsa” provavelmente entre 1760 e 1770 em Olney, Inglaterra. A origem do hino na vida de Newton, no entanto, é bem mais antiga.

Nascido em Londres em 24 de julho de 1725, Newton era filho do capitão de um navio mercantil que viajava pelas águas do Mediterrâneo. Aos 11 anos, John se uniu ao pai e fez cinco viagens ao seu lado.

Aos 19 anos, John se alistou no H.M.S. Harwich, um navio de guerra. Desertou, mas logo foi recapturado, açoitado publicamente e rebaixado de posto, passando a servir como marinheiro comum. A seu próprio pedido, começou a trabalhar num navio negreiro que realizava viagens para Serra Leoa. Finalmente, Newton se tornou o capitão de seu próprio navio, também um navio negreiro. Irreligioso e libertino, logo abandonou as convicções religiosas incutidas por sua mãe.

Foi então que, em 10 de maio de 1748, experimentou a salvação de Deus – duas vezes. Seu navio foi apanhado por uma tempestade violenta. Temendo que a vida da tripulação e o navio se perdessem, clamou: “Senhor, tenha misericórdia de nós!” Deus livrou da destruição John e o navio. Mais tarde em sua cabine, refletiu no que havia dito e passou a crer que Deus usou a tempestade para revelar-lhe Sua graça.

Pelo resto da vida, John Newton celebrou a data de 10 de maio como o dia de sua conversão. A graça o libertou, o salvou e o seu temor levou. Escreveu ele: “A graça libertou-me assim, e meu temor levou.”

Para quem gostar e quiser ouvir a música com tradução para o Português, segue o link. Bastante edificante, este vídeo foi gravado no Coliseu Romano, com o quarteto Il Divo.

http://www.youtube.com/watch?v=4k613v5OZNk

Você e eu precisamos grandemente dessa graça maravilhosa em nossas vidas. É necessário que creiamos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, se despiu de toda a sua glória para vir a este mundo como um homem, com o único objetivo de salvar a nós pecadores. Todos aqueles que acreditam na Sua missão são salvos da morte eterna. Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna.