sexta-feira, 30 de março de 2012

Uma oportunidade perdida

O Domingo de Ramos é uma festa cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, pararam no povoado de Betfagé, que fica perto do monte das Oliveiras. Dali Jesus enviou dois discípulos na frente, com a seguinte ordem: Vão até o povoado ali adiante. Logo que vocês entrarem lá, encontrarão preso um jumentinho que ainda não foi montado. Desamarrem o animal e o tragam aqui. Se alguém perguntar por que vocês estão fazendo isso, digam que o Mestre precisa dele. Então eles levaram o jumentinho para Jesus, puseram as suas capas sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. Conforme Ele ia passando, o povo estendia as suas capas no caminho.

Na descida do monte das Oliveiras, uma grande multidão de seguidores ia com Ele. E eles, cheios de alegria, começaram a louvar a Deus em voz alta por tudo o que tinham visto. Eles diziam: Que Deus abençoe o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória a Deus!

Ao ver a cidade de Jerusalém, Jesus chorou com pena dela. Quando Ele entrou na cidade, toda ela ficou agitada, e o povo perguntava: — Quem é Ele? A multidão respondia: — Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia.

Qualquer outro desfile é esquecido, mas este é lembrado ano após ano, século após século. Durante Seu ministério, Jesus sempre evitava chamar atenção. Dizia às pessoas a quem curava que não contassem o milagre para ninguém. E sempre andava a pé com Seus discípulos. Mas naquele momento todos se surpreenderam, quando Jesus pediu um burrinho para montar. Generais e reis usavam cavalo somente quando iam para a guerra. Mas, quando um rei ou general vinha trazendo paz, montava um burrinho.

O livro "O Desejado de Todas as Nações" diz que esse cortejo era diferente daqueles feitos pelos conquistadores. Os troféus que Jesus exibia eram os endemoniados a quem Ele tinha libertado e os cegos, coxos, surdos e mudos a quem Ele havia curado. As crianças a quem Ele havia dado atenção estavam ali, agitando palmas. Estavam ali também naquela multidão as viúvas e os órfãos a quem Jesus ajudara; os leprosos a quem o Mestre tinha curado e aqueles a quem Ele havia ressuscitado – e Lázaro era quem conduzia o animal. Todos cantavam sua libertação, a pessoa diferente que eram agora e a oportunidade de novo começo.

Mas, por um momento, Jesus deteve a procissão; Ele estava chorando. Devia haver um motivo muito forte para mudança tão brusca no clima emocional.

Jesus chorava sobre Jerusalém como uma cidade de oportunidade perdida e por não ter aceitado quem Ele era. Viu no futuro a cidade em chamas, e ouviu os gritos e o clamor de mulheres e crianças que morreriam ali. Chorava por aqueles que O rejeitaram. Quantas vezes Ele tinha explicado Sua missão, mas eles não entenderam. Até mesmo os discípulos tinham cada um sua agenda.

Jerusalém, você teve tantas oportunidades! Bênçãos, convites, ensinamentos, milagres. Mas tudo foi recebido com indiferença. Ele disse para Jerusalém: “Quantas vezes Eu quis [...], mas vocês não quiseram” (Mateus 23:37).

Que pena quando alguém perde uma oportunidade dada Deus! Não trate o convite de Jesus com indiferença! Aceite-O.

terça-feira, 27 de março de 2012

Maranata – parte II

Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá. (Filipenses 3:20) 

Na devocional Maranata – parte I escrevemos que não devemos ficar preocupados com o fim do mundo, mas preparados para a volta de Jesus Cristo! Na verdade, devemos ansiar pela volta de Cristo. A resposta de João no final de Apocalipse deve caracterizar o coração dos homens em todas as épocas: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20). A graça de Deus nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (Tito 2:12-13) 

Mas será que as pessoas de fato aguardam ansiosamente a volta de Cristo? Quanto mais as pessoas se virem enredados nas coisas desta vida e mais negligenciarem a comunhão genuína com Cristo, tanto menos ansiarão por sua volta. Por outro lado, muitas pessoas que enfrentam sofrimentos e lutas, ou as mais idosas e enfermas, e aquelas que andam diariamente com Cristo de maneira viva e profunda, terão um anseio mais intenso por sua volta. 

De certa forma, portanto, o quanto realmente aguardamos a volta de Cristo mede a condição espiritual de nossa vida no momento. Isso também mede, de certa forma, até que ponto vemos o mundo como realmente é, conforme Deus o vê: escravizado ao pecado e em rebeldia contra Deus, subordinado ao poder do maligno. (1 João 5:19) 

Mas isso significaria que não devemos empreender projetos em longo prazo? Se um cientista aguarda ansiosamente a volta de Cristo, deve entrar num projeto de pesquisas que leve dez anos? Ou alguém deve começar um curso de três anos num seminário teológico ou numa faculdade? E se Cristo voltar na véspera da formatura, antes que tenha alguma oportunidade de empenhar tempo significativo no ministério ou na profissão propriamente dita? 

Com certeza devemos envolver-nos em atividades de longo prazo. É exatamente por isso que Jesus não nos permite saber a verdadeira hora de sua volta: ele quer que estejamos ligados a ele, em obediência, não importa o ritmo de nossa vida até o momento de sua volta. Estar “apercebido” para a volta de Cristo (Mateus 23:44) é obedecer-lhe fielmente no presente, empenhando-se ativamente em qualquer trabalho para o qual ele nos tenha convocado. 

Pela natureza da situação, uma vez que não sabemos quando será sua volta, sem dúvida, naquele dia partirão para o campo missionário pessoas que jamais chegarão ao seu destino. Haverá pessoas no último ano de faculdade que jamais empregarão seus conhecimentos. Haverá pesquisadores às voltas com tese de doutorado, frutos de anos de estudo, que jamais serão publicadas e jamais influenciarão o mundo. Mas a todas essas pessoas, Jesus dirá: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21) 

Algumas podem discordar a respeito de pormenores específicos sobre o que acontecerá logo antes e logo depois da volta de Cristo. Mas não importam as discórdias quanto aos detalhes dos sinais dos tempos, todos os que têm a Bíblia por autoridade final concordam que a consequência definitiva e última da volta de Cristo será o julgamento dos incrédulos e a recompensa final dos que crêem e que os que crêem viverão com Cristo, por toda a eternidade, num novo céu e numa nova terra. Deus Pai, Filho e Espírito Santo reinará e será cultuado num reino eterno em que já não haverá pecado, dor ou sofrimento. 

Você já faz parte desse reino representado por um novo céu e uma nova terra? Se você crê nisso, divulgue, se ainda não tem certeza, ore para que Deus tire toda dúvida do seu coração. 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Quem é o seu Jesus?

Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo. (João 16:33).

A pregação alcança homens; a oração alcança Deus. O pastor que não é um homem de oração é um pastor de brincadeira. A congregação que não é uma congregação de oração é uma congregação desviada. Para sermos muito para Deus precisamos ser muito com Deus. (Dr. Ravenhill)

E nós, o que somos? Somos muito com Deus, por buscarmos constantemente Sua presença? Ou, por não viver uma vida junto ao Senhor, mesmo pensando que somos muito para Deus, na realidade, não passamos de pouco ou nada para Ele?

Cuidado! Criaram um Jesus diferente que anda sendo pregado por ai? Muitos, hoje, nas congregações, por buscarem outros interesses, estão deixando a causa do verdadeiro Jesus e vivendo em função das próprias vidas. Não vemos mais o Jesus Salvador, não vemos mais o Jesus Libertador, não vemos mais o Jesus que enche os corações com o Espírito Santo. Não vemos mais o Jesus que sai ao encontro das ovelhas desgarradas e feridas. Não vemos mais o Jesus que voltará para buscar o seu povo.

Parece que o único Jesus que vemos é o que enriquece, o que paga as dívidas, o que faz do homem uma pessoa de fama e prosperidade. Parece um Jesus investimento, onde todos aplicam seu dinheiro, na expectativa de um lucro grande e rápido! Parece um Jesus que só quer ao seu lado as pessoas felizes, realizadas, abastadas, que trazem alegrias. Aquelas problemáticas, cheias de tristezas e dores, esse falso Jesus não quer nem ver por perto.

O que vemos hoje em muitas congregações são aglomerados de pessoas que foram ensinadas a procurarem Jesus por causa da multiplicação dos pães. Jesus mesmo disse: vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam os meus milagres. Não trabalhem a fim de conseguir a comida que se estraga, mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna. O Filho do Homem dará essa comida a vocês porque Deus, o Pai, deu provas de que ele tem autoridade. (João 6:26-28)

Mas pelo contrário, o que vemos nas Escrituras é um Jesus de amor, que perdoa pecados, que salva o pecador, que nos advertiu sobre aflições e angústias, sobre problemas e tentações, sobre a dificuldade do caminho. Um Jesus que sai das quatro paredes e vai ao encontro das almas que caminham para a perdição. O Jesus das Escrituras nos mostra momentos de crise, de tempestades, de solidão, e até de desespero. Mas mostra também que está conosco, nos mostra que podemos contar com Sua ajuda, que com Ele somos mais que vencedores nas dificuldades, principalmente as espirituais.

O Jesus que vemos por aí, o da vida num paraíso constante, o do dinheiro fácil e sem labuta, não é o Jesus da Bíblia, não é o meu Jesus. O que o meu Jesus prometeu e disso eu tenho plena convicção, é que supriria todas as minhas necessidades e que, se eu o buscasse de coração, em primeiro lugar, me daria tudo de que precisasse, até a riqueza, caso seja essa a Sua vontade.

Qual é o seu Jesus? Qual é o Jesus da sua congregação? Qual é o Jesus que você segue? É o Jesus da Bíblia? Receba hoje o verdadeiro Jesus em seu coração. O meu é o "Jesus is coming soon". Aquele que está voltando.

terça-feira, 20 de março de 2012

A oração

A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. (Tiago 5:16).

Os homens podem rejeitar a nossa aparência, podem rejeitar nossa mensagem, podem contradizer nossos argumentos, podem tratar-nos com menosprezo, até os melhores amigos podem nos abandonar  nos momentos das nossas dificuldades, mas, são impotentes contra nossas orações. (Sidlow Baxter)

Sim, ninguém poderá se opor às nossas orações. Elas não são dirigidas a homens. Elas são dirigidas ao Deus Todo Poderoso. Elas são encaminhadas ao trono da graça do Senhor. São o ponto de contato entre nós e o nosso Salvador. Entre nós e o Rei dos reis. Entre nós e o Senhor dos senhores.

Se alguém critica a nossa aparência, a nossa maneira de ser, oramos e o brilho de Cristo nos transforma nas mais belas criaturas. Se a nossa pregação é simples e se alguns não gostam dela, oramos e ela se transforma na mais forte e poderosa das mensagens. Se não temos muitos argumentos para fundamentar nossa palavra, oramos e o Espírito convencerá a todos das verdades celestiais. Se não cantamos bem e não gostam da nossa voz, oramos e ela se torna ungida a ponto de tocar os mais exigentes corações. Se somos humilhados, tratados com indiferença e desprezo, oramos e os anjos do céu nos fazem companhia, conduzindo-nos por campos verdes e por águas de descanso.

Aqui neste mundo nós estamos a serviço do Mestre. É a Ele que devemos e queremos agradar. É a Ele que entregamos os nossos dias. É para Ele que abrimos nossos corações. Podemos até não agradar aos homens, mas, com grande amor e determinação, queremos ser motivos de alegria para o Senhor que nos salvou.

Se você sente algum tipo de rejeição, se sente que lhe tratam com desprezo, se percebe que as pessoas ignoram o que você diz, não se entristeça, não perca a motivação. O Senhor olha para você com muito carinho e aplaude tudo o que você faz com amor no coração.

Se você sente que não é reconhecido no seu trabalho, seja ele secular ou eclesiástico, não se importe com isso. Lembre-se que você não precisa ser reconhecido por ninguém, porque a sua glória é fazer com que as pessoas conheçam a Deus mediante o seu trabalho bem feito e com amor.

Tudo o que você tiver de fazer faça o melhor que puder, pois no mundo dos mortos não se faz nada, e ali não existe pensamento, nem conhecimento, nem sabedoria. E é para lá que você vai. (Eclesiastes 9:10)

Se alguma coisa não vai bem a sua vida, ore. Se você sente que seu trabalho não está dando resultado, ore. Orando você estará perto de Deus. Perto de Deus você sempre alcançará vitórias. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Meu anjo

O que são os anjos? Todos eles são espíritos que servem a Deus, os quais ele envia para ajudar os que vão receber a salvação. (Hebreus 1:14) 

Existem muitos ditados populares sobre anjo. A canção “Meu anjo” transmite um pouco a ideia popular sobre anjo: “Não adianta tentar se esconder/Por que sempre vou te encontrar/Vou andar colado em você/Onde você for eu vou estar/Até em seus sonhos vou aparecer/Nem dormindo vai me esquecer/Mais cedo ou mais tarde/Você vai notar/Que é inútil tentar me deixar/Meu anjo, meu sonho/Meu sol de verão/Me deixa, ser dono/Do seu coração” (João Neto e Frederico). 

Mas não é bem isso que está escrito na Bíblia a respeito dessa criatura. Anjos são seres espirituais que Deus criou acima da humanidade, alguns dos quais permanecem obedientes a Ele e realizam a sua vontade, enquanto outros desobedeceram, perderam sua condição santa e agora se opõem à sua obra e a dificultam. 

Os anjos bons louvam continuamente a Deus, comunicam às pessoas a Sua mensagem, ministram para elas, executam julgamento sobre seus inimigos e participarão da segunda vinda de Cristo. 

Muitos dizem que têm um anjo da guarda especialmente destacado para cuidar deles e acompanhá-los ao longo da vida. Essa ideia fazia parte da crença popular judaica nos tempos de Cristo e foi transferida para o pensamento cristão. O verso de Mateus 18:10 parece indicar que os anjos são especialmente designados para os indivíduos. 

Em Atos 12:15 está escrito que Pedro, após sair da cadeia e ir para casa, chegou sem avisar junto ao portão e todos assustados disseram: “É um anjo”. Embora não temos provas suficientes para confirmar o conceito de anjos da guarda, essa passagem dá a entender que eles são semelhantes à pessoa a quem são atribuídos. Entretanto, outras partes da Bíblia, lemos não apenas de um, mas de muitos anjos acompanhando, protegendo e suprindo as pessoas. 

A Bíblia também cita a existência de seres espirituais que são claramente identificados com anjos que pecaram e caíram em julgamento. São os anjos maus (2 Pedro 2:4) e (Judas 6). Os demônios são anjos também criados por Deus e, por conseguinte, eram originalmente bons; mas eles pecaram e assim se tornaram maus. Como súditos de Satanás, os demônios realizam seu trabalho no mundo. Pode-se entender, portanto, que se engajam em todas as formas de tentação e engano por ele empregadas, inclusive, infligindo doenças. Mais especificamente, eles se opõem ao progresso espiritual das pessoas (Efésios 6:12). 

Por mais que essa crença em anjos bons e maus possa parecer obscura e estranha para alguns, ela desempenha um papel importante na vida das pessoas. Para as que crêem, é um consolo e um incentivo saber que há numerosos e poderosos agentes invisíveis à disposição para ajudar nas necessidades. 

O louvor e o serviço dos anjos a Deus nos dão um exemplo de como devemos nos conduzir agora e de como será nossa atividade na vida do além, na presença de Deus. 

Ficamos alertas quando percebemos que até os anjos, que estavam perto de Deus, sucumbiram à tentação e caíram. Isso é um aviso para nós: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1Coríntios 10:12). 

Mas pela graça de Deus, podemos resistir a toda tentação imposta por Satanás e seus demônios, pois sabemos que os anjos bons que estão ao nosso redor são bem mais numerosos e poderosos. Os olhos da fé farão pelos que crêem o que a visão dos anjos fez por Eliseu (2 Reis 6:17). Você crê? Qual é o seu anjo?

terça-feira, 13 de março de 2012

Onde está a resposta?

A pessoa faz os seus planos, mas quem dirige a sua vida é Deus, o Senhor. (Provérbios 16:9)

No mundo em que vivemos hoje, com toda a tecnologia, estamos acostumados a conseguir facilmente e rapidamente o que queremos. Não queremos esperar muito para possuir. A satisfação tem que ser instantânea, senão, ficamos bravos.

Estamos acostumados a chegar a casa e preparar a nossa refeição em poucos minutos. Basta tirá-la do congelador e colocá-la no micro-ondas. Quando queremos comunicar com nossos amigos, rapidamente enviamos uma mensagem de texto pelo celular. Queremos ter sinal aonde quer que estejamos, pois não podemos perder o contato telefônico. Queremos wireless para nossos notebooks em qualquer praça da alimentação, afinal, ficar sem Internet é um absurdo. O nosso computador não pode ficar muito lento, porque senão, vamos querer trocá-lo por um novo. Nem conhecemos as pessoas e já as adicionamos como amigos em nossas redes sociais. Nas baladas, saímos com o(a) primeiro(a) parceiro(a) que se aproxima. 

A pressa é tão grande que muitas pessoas reclamam quando não conseguem as coisas de imediato. Muitas vezes lamentam com Deus porque ele não responde rapidamente as suas orações. A maioria não entende porque tanta demora. Outras desistem de orar. Perdem a fé.

Eu já passei por situações semelhantes. Cheguei a ter crises de ansiedade. Certo dia, após uma explosão mental, eu passei a perceber que não é esse o caminho para se obter uma resposta de Deus. Eu imagino Deus observando e balançando a cabeça por causa da nossa impaciência... 

Para se obter a resposta de Deus, é preciso reconhecer que ele é soberano e que ele está no controle de todas as coisas. Não importa a nossa percepção dos acontecimentos. O que importa é reconhecermos a grandeza de Deus e que as coisas acontecem como e quando ele quer. É preciso acreditar que ele é bom e, por isso, louvá-lo, em quaisquer circunstâncias.

O Senhor Deus é grande e merece receber altos louvores. Quem pode compreender a sua grandeza? Ó Deus, cada geração anunciará à seguinte as coisas que tens feito, e todos louvarão os teus atos poderosos. Eles falarão da tua glória e da tua majestade, e eu meditarei nas coisas maravilhosas que fazes. Falarão dos teus atos poderosos, e eu anunciarei a tua grandeza. Falarão da tua imensa bondade e cantarão com alegria a respeito da tua fidelidade. (Salmos 145:3-7)

Então, sabendo disso, por que gastar energia tentando entender os caminhos de um Deus soberano? O homem só conhecerá Deus perfeitamente quando chegar diante dele. Sua majestade é imensurável. Só ele é digno de nosso louvor e adoração. Por que simplesmente não aceitá-lo como ele é? Por que simplesmente não se render e descansar nele? Por que não aceitar de bom grado o curso dos acontecimentos? É preciso ter em mente que as respostas para as orações, mesmo positivas, nunca chegarão atrasadas, mas na hora certa. 

Você está lutando com Deus para ter uma resposta rápida? É Deus, não você, quem tem o destino em suas mãos. Peça a ele para ensiná-lo a confiar seus planos nas mãos dele. Só ele sabe o que é melhor para você. Ele é bom! Ele reservou um futuro feliz para todos que nele creem. Então, experimente confiar nele!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Queremos mais

O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. (Filipenses 4:19) 

Durante a Guerra Revolucionária na América, alguns oficiais britânicos, os portadores de uma bandeira da paz, foram convidados pelo General dos Insurgentes, para jantar com ele. Eles aceitaram o gentil convite e foram conduzidos a uma barraca onde um oficial estava assando algumas batatas em um fogão de acampamento. 

Esperando uma mesa arrumada com esmero, os oficiais britânicos ficaram surpresos quando o oficial que preparava a comida sacudiu as cinzas das batatas e colocou-as na mesa para o jantar do general e seus convidados. 

Quando os oficiais britânicos retornaram a seu próprio acampamento, eles contrastaram a alimentação dos soldados americanos com sua própria alimentação, bem mais refinada e cara. Eles refletiram sobre suas grandes necessidades de satisfação e comodidade sem levar em conta as circunstâncias. 

Talvez seja esse o maior problema em relação à nossa satisfação e felicidade. Estamos sempre reclamando porque não temos isso e aquilo, porque o nosso vizinho conseguiu mais do que nós, porque muitos de nossos sonhos nunca são realizados. 

Queremos sempre o máximo, não nos contentando com o que já temos e que já nos é suficiente. Ansiamos por mais... muito mais, e não seremos felizes até que o alcancemos. E, se o alcançamos, é provável que de nada sirvam para nós. 

Tão bom seria se aprendêssemos a nos contentar com o que Deus nos dá. Ele nos prometeu suprir todas as necessidades e, certamente, o que nos dá é a medida certa para nosso prazer e regozijo. 

Poderíamos, sim, ser muito mais felizes se o egoísmo de desejar mais não servisse de obstáculo em nosso caminho de felicidade. 

Agradeçamos a Deus e sejamos felizes com o que temos. Se Ele nos der mais...continuemos felizes e agradecidos.

terça-feira, 6 de março de 2012

O perfeccionista

Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu. (Mateus 5: 48)

A busca da perfeição pode parecer apenas um comportamento natural de quem almeja o sucesso. Mas essa conduta se torna um problema quando começa a interferir negativamente na vida das pessoas. Esse é o caso de Nina, personagem interpretada por Natalie Portman no filme Cisne Negro. Sem medir esforços para conseguir o papel principal, a bailarina passa a ser atormentada com sentimentos conturbados de ansiedade e frustração devido ao seu perfeccionismo extremo.

Assim como na ficção, o perfeccionista pode viver um constante pesadelo, já que os resultados do seu desempenho quase nunca são os esperados. “Quando o perfeccionismo interfere a ponto de criar desconforto e uma sensação de eterna insatisfação, ele tira da pessoa a espontaneidade e a alegria de viver”, afirma a psicoterapeuta Patrícia Gebrim.

No entanto, Jesus nos disse para sermos perfeitos. E agora? Será que Cristo nos pediria algo que pudesse nos trazer desconforto? Após uma série de recomendações de como viver a vida, o nosso Mestre encerra seu discurso com essa ordenança: Sejam perfeitos.

O perfeccionista sabe o quanto é difícil alcançar a perfeição, mas nunca desiste de buscá-la. Ele mesmo sabe que a probabilidade de frustração é bem maior que a de sucesso. A busca pela perfeição pode até ser positiva quando alguém se empenha cuidadosamente na realização de uma tarefa de modo natural, sem que isso gere angústia ou ansiedade. Mas por outro lado, o perfeccionismo tem uma face extremamente nociva, pois como o objetivo é sempre atingir a perfeição, ou seja, algo que não existe, surge um ciclo vicioso de frustração. A pessoa cria padrões inatingíveis para suas realizações e, depois, não se sente de fato valorizada.

O problema espiritual é que o perfeccionista tem a necessidade de se sentir valorizado entre as pessoas. E isso é egoísmo, que é pecado, que é imperfeição. É por isso que temos um ciclo vicioso. Um velho amigo meu, em sua missão de eliminar a sua atitude egoísta, exclamava muitas vezes com muita exasperação: “Eu continuo tentando me livrar do meu egoísmo, mas no processo de tentar melhorar a mim mesmo, acabo focando minha perfeição o tempo todo!” É impossível a pessoa por si só alcançar a perfeição.

Então, precisamos entender a ordenança de Jesus com o auxílio de outro versículo: “... sejam santos em tudo o que fizerem, assim como Deus, que os chamou, é santo.” (1 Pedro 1:15) Aqui, a palavra “perfeito” foi trocada por “santo”. Santidade transcende o que fazemos (ou deixamos de fazer). A santidade vem diretamente de Deus. Ele é santo. É Ele quem nos santifica. Nós não somos necessariamente chamados para sermos “perfeitos” segundo os padrões do mundo, mas para refletirmos a natureza de Deus.

Para refletirmos com precisão a característica de Deus é preciso conhecê-Lo mediante a Sua Palavra. A santidade não se alcança com exercícios de autoajuda. É pelo sacrifício de Cristo que todos os que creem são santificados, ao tempo em que são aperfeiçoados. Portanto, para sermos aperfeiçoados a cada dia, a parte que nos cabe é “esquecer” a nós mesmos e procurar andar nos caminhos que Jesus andou, ajudando as pessoas nas suas fraquezas, por exemplo. Isso nós podemos fazer.

sábado, 3 de março de 2012

O perdedor

Senhor, eu não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim. (João 5:7)

“A palavra ‘vencedor’ não é um privilégio atribuído a um grupo restrito de ‘iluminados’. Visão, determinação, humildade, vontade de aprender e capacidade de se apaixonar são as melhores estratégias para driblar a concorrência, seja ela profissional ou afetiva, e assim conquistar vitórias.”

Quem nunca leu uma mensagem como essa? E desse tipo: “A diferença entre o vencedor e o perdedor não é a força nem o conhecimento, mas, sim, a vontade de vencer.” (Vincent T. Lombard)

Essas mensagens de otimismo são muito comuns. Eu recebo várias delas durante a semana. É um tipo de mensagem que todos gostam de ler e, por causa disso, se multiplicam aos montes na internet. Mas hoje você vai ler uma diferente.

Nós somos especialistas em esquecer que para cada vencedor existe um perdedor, ou vários. Evidentemente, os perdedores são desprezados por vários motivos. Mas a Bíblia não despreza o perdedor, muito pelo contrário.

Em meio à multidão de deficientes físicos havia um homem a quem Jesus deu atenção especial. Era um paralítico há mais de trinta e oito anos. Afligido física e espiritualmente, esse doente era digno de dó. Ficava deitado, dia após dia, à espera de um milagre.

A história relatada em João 5 é uma das mais estranhas da Bíblia. Especialmente o verso 4, que diz: “[Esperavam o movimento da água, porque de vez em quando um anjo do Senhor descia e agitava a água. O primeiro doente que entrava no tanque depois disso sarava de qualquer doença.]”

Algo não soa bem aqui. Será que essa é a maneira que Deus opera, garantindo a cura para uma pessoa que, abrindo caminho às cotoveladas, entra no tanque primeiro? Esse conceito é totalmente contrário à graça.

Na verdade, os manuscritos mais antigos não contêm esse verso. Essa é a razão de ele estar entre colchetes na Bíblia. Ellen White, ao comentar sobre essa passagem, observou que “acreditava-se comumente” que um anjo descia e movia as águas (O Desejado de Todas as Nações, p. 201). Que as águas se moviam de tempos em tempos não há dúvida, mas esse fenômeno provavelmente ocorria devido a uma nascente subterrânea.

Jesus perguntou ao doente: — Você quer ficar curado? Em vez de responder “sim”, aquele perdedor de primeira categoria conseguiu apenas se lamentar: — Não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque. Outra pessoa sempre entra primeiro que eu.

Vejam que o homem não pediu para ser curado. Não tinha fé. Nem mesmo sabia o nome de Jesus. Mas Jesus o curou assim mesmo. Estranho, não é? Ele foi curado porque Jesus ama os perdedores. Isso é graça.

Graça significa que mesmo os casos mais perdidos – pessoas tão devastadas que não conseguem nem mesmo pedir ajuda – encontram vida nova, porque Jesus é esperança para todos. Se você se acha um perdedor, creia nessa mensagem e verá a diferença.

"Se alguém lhe fechar a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas. Lembre-se da sabedoria da água: a água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna."