terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ouvido interno

Alguns dizem assim: “Podemos fazer tudo o que queremos.” Sim, mas nem tudo é bom. “Podemos fazer tudo o que queremos”, mas nem tudo é útil. (1 Coríntios 10:23)

Hoje eu quero compartilhar um pouco do que aprendi na aula de filosofia com o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, sobre moral, ética e praticidade.

Ética é um conjunto de valores e princípios que usamos para decidir as três grandes questões da vida, que são: Queremos; devemos; podemos. Quais são esses princípios? Existem coisas que queremos, mas não devemos; existem coisas que devemos, mas não podemos e existem coisas que podemos, mas não queremos. Temos paz de espírito quando aquilo que queremos é o que devemos e é o que podemos.

Existe uma definição para esses valores e princípios. Nós é que os definimos mediante o modular e o exemplar. Esses valores e princípios são definidos em sociedade, sendo religiosa ou não. Às vezes, são definidos mediante normatizações, como por exemplo: Há vinte anos, em um auditório, algumas pessoas fumariam, outras não. Há dez anos, haveria uma placa escrita: “É proibido fumar”. Hoje, isso não é necessário, porque as pessoas introjetaram esse comportamento social.

Isso significa que a ética vai se construindo com tempo. Agora, cautela! Não existe ninguém sem ética. O governante que frauda, o fiscal que é corrompido, o professor que engana têm uma ética contrária à ética construída pela sociedade na qual vivem. Eles são antiéticos, mas não sem ética.

Amoral é uma pessoa que não pode decidir, escolher e julgar, como por exemplo: Uma criança até determinada idade; um idoso que tem o Mal de Alzheimer ou algum outro tipo de patologia cerebral; uma pessoa que é considera demente socialmente. A lei os chama de incapazes.

Moral é a prática de uma ética. Por exemplo: Se temos um princípio ético de não pegar o que não nos pertence, o comportamento moral condizente seria não roubarmos. O princípio ético se traduz em uma moral. Uma pessoa moral é capaz de decidir, escolher e julgar.

Existem pessoas imorais. O imoral é relativo, depende da moral que está sendo praticada naquele ambiente. A moral tem como referência os princípios éticos praticados na sociedade e na época. Portanto, a ética não é relativa, a moral sim. A ética tem uma tentativa de ser universal, como por exemplo a Carta dos Direitos Humanos. Como isso se traduz na prática, é outra percepção.

Com relação à praticidade, tenho a dizer que o prático nem sempre é o certo. O prático às vezes é só prático. Por exemplo: é mais prático ser desonesto do que ter que trabalhar. É mais prático colar do que ter que estudar.

Enfim, nós podemos fazer qualquer coisa, porque somos livres, mas não devemos fazer qualquer coisa. É isso que Paulo quis dizer quando escreveu aos coríntios. Jesus Cristo disse: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36). Perder a alma (psychë) é perder a integridade, a hombridade, a capacidade de ser honesto, de ser transparente, de ser digno. É perder a identidade, a própria vida, que não se pode reaver. Essas qualidades, bens materiais nenhum pagam.

Que a cada dia possamos rever os nossos comportamentos e atitudes morais para que eles possam expressar fielmente a ética divina internalizada em nossa consciência pela leitura da Bíblia Sagrada. O nosso ouvido interno precisa estar afiado e atento à voz de Deus, não à voz do pecado. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Paz e felicidade

Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo. (João 16:33)

Às vezes, testemunho o rosto de espanto e de mágoa de alguns jovens ao descobrirem que a vida não é como os pais lhes tinham prometido. Eles sofrem terrivelmente quando percebem que possuem muitas habilidades e ferramentas de última tecnologia, mas não têm o menor preparo para lidar com a dor e com as decepções. Não aceitam, p. ex., que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

Muitos jovens não conseguem perceber que a vida é meio complicada mesmo. Quando são confrontados com a realidade, não notam que a condição humana é frágil e falha. Não notam que na correria de hoje as pessoas não separam espaço e nem tempo para conversar sobre tristezas e frustrações. E que por causa disso, muitos sofrem.

No mundo de hoje, a felicidade é um imperativo e faz parte da 'herança' que os pais teriam de garantir aos filhos. Se isso for realmente verdade, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir desencaixado? Não há espaço para nada que seja real, que pertença aos espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um reconhecimento da incapacidade dos pais em garantir a felicidade dos filhos.

Se os filhos têm o direito de serem felizes simplesmente porque existem – e aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o sofrimento, o medo e as dúvidas estão fora desse relacionamento? Se a relação pais e filhos está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir serem felizes – e, como no fundo da alma não são, passam a exigir cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as mais fáceis de alcançar. Aos pais cabe fingir ter a possibilidade de garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a sentem na própria pele dia após dia. É em volta dos objetos de consumo que a novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem buscar. O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida inteira sem se conhecerem de verdade.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: “Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque fingir que está tudo bem e que tudo é fácil significa dizer ao seu filho que você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, incapaz de compreender a matéria da existência.

Na verdade, os pais esquecem que precisamos mesmo é ensinar aos nossos filhos que o objetivo principal da vida é fazer algo que glorifique a Deus que os criou e os colocou nesse mundo, já que ninguém individualmente pediu para nascer. Os filhos são dádivas de Deus. E se foi Deus quem nos agraciou com essas criaturas maravilhosas, então nós temos o dever de mostrar a elas que o Criador quer ser louvado por isso. Compreender esse mistério significa entender a origem da felicidade, a origem da alegria.

Agora, se entrarmos na paranóia humanista da felicidade decorrente de posses materiais, nós viveremos o resto da vida aflitos. Mas não foi por coisas materiais que Jesus Cristo disse que teríamos aflições, pelo contrário, no mundo tereis aflições por fazer a vontade do Pai. Entretanto, Ele disse: "tende bom ânimo, pois eu venci o mundo". Cristo venceu os desejos da carne. Ele venceu o mundo vivendo uma vida exatamente da maneira como ela deve ser vivida: fazendo-se a vontade do Criador da vida.

Jovem, você pode escolher agora viver a vida que o Criador escolheu para você, com felicidade plena, vivendo satisfeito, mas não acomodado com o que tem (Filipenses 4:11). Sem o auxílio de Deus, de nada vai adiantar choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de ralar cada vez mais para conquistar seu espaço nesse mundo passageiro, sem nenhuma garantia de paz e felicidade permanente.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Vida coerente

Ele tem de ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante. (João 3: 30)

A adolescência é um período da vida muito interessante. Nesta fase, as pessoas têm muitos questionamentos e dúvidas. A cabeça delas é um verdadeiro celeiro de interrogações, principalmente relacionadas à fé.

Eu sei um pouco do que se passa na cabeça de um adolescente de hoje. Eu noto que alguns têm um pensamento meio inconsistente em matéria de mundo espiritual. A maioria concorda com a necessidade de se manter um nível de ética e moral, sabe que é preciso respeitar os direitos dos outros e sabe que é importante proteger os mais vulneráveis seres humanos, os mais velhos e os incapazes. Mas, na prática... 

Na prática, o comportamento é um pouco diferente. Devido ao costume social, muitos estão preocupados em crescer na vida, em adquirir conhecimento, em ganhar dinheiro, em vencer uma concorrência de emprego, em ser o primeiro no ranking de notas da escola, em ser o mais aplaudido nos festivais de música, etc.

Hoje em dia, essa vida ‘meio’ incoerente parece ser normal, afinal, é natural que as pessoas lutem pela sobrevivência.

Mas há alguns questionamentos. Qual é o limite dessa vida ‘meio’ incoerente? Até onde é válido lutar pela sobrevivência, mesmo que seja preciso invadir o espaço alheio? Até que ponto é válido ser competitivo e se alegrar por ser o ‘escolhido’, enquanto os demais se entristecem por serem 'preteridos'? Na verdade, o que é preciso para sobreviver mesmo? Será que é preciso de tudo isso?

Há pessoas que defendem que não deve haver limite. Existe uma ideia de que se você quer você pode, você deve correr atrás, você consegue, não importa o quanto isso lhe custe. É a lei do sistema, a lei do mais forte, a lei do mais capaz, para não dizer que é a Lei de Gérson. 

Na cultura brasileira, a Lei de Gérson é um princípio em que determinada pessoa age de forma a obter vantagem em tudo que faz, no sentido negativo de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais.

Acontece que fomos chamados para estar em conformidade com a verdade de Deus, e não o contrário. Não foi Deus quem criou essa ‘necessidade de sobrevivência’ que rola por aí. Quem criou isso foi o próprio homem e, por causa disso, se envolveu em um novelo embaraçado chamado ‘consumismo’, onde para se conseguir realizar um sonho de consumo, vale qualquer coisa.  

Por mais tentadoras que possam ser essas convicções materialistas, será que devemos entrar nesse jogo ou continuar nele? Esta é a questão! Nós não podemos optar por abraçar a fé cristã somente até onde ela é confortável para nós. Temos que ser coerente. Temos que abraçá-la com fé e esperança. Jesus disse: “Não amem o mundo, nem as coisas que há nele. Se vocês amam o mundo, significa que não amam a Deus, o Pai.” (1 João 2:15) É por isso que Deus tem que ficar cada vez mais importante, e nós, menos importante

E então? Pensando racionalmente, é uma luta viver de modo coerente com a verdade de Deus. É ou não é? Felizmente, pela Sua graça somos capacitados a viver conforme a Bíblia. É possível ser um vencedor sem ser incoerente com a ética, com a moral e com a santidade. Se você quer viver de forma coerente, você pode. Basta você pedir ao Espírito Santo que oriente sua maneira de viver.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Sobre o Big Brother Brasil

Viverei uma vida correta na minha casa e não deixarei que entre nela nenhum mal [nem pela TV]. Eu detesto as ações daqueles que se afastam de Deus e não tomarei parte nos seus pecados. (Salmos 101:2-3) 

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer. (Albert Einstein) 

Como não tenho palavras para descrever tamanho atentado ao pudor, na devocional de hoje tomo a liberdade de transcrever parte da visão do cronista e escritor brasileiro, Luis Fernando Veríssimo, sobre o programa do Big Brother Brasil (BBB). Uma visão que apóio e, embora leiga, considero coerente com a Palavra de Deus. 

“Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. A nova edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. 

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. [...] 

Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um [...] repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados. [...] 

O BBB não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. [...] 

Veja o que está por de tras do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. [...] 

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema...., estudar..., ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins..., telefonar para um amigo..., visitar os avós..., pescar..., brincar com as crianças..., namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a [...] destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.” 

Visão perfeita. Acrescento a recomendação de leitura da Bíblia também. Vamos seguir o exemplo do salmista Davi e retirar de diante de nossos olhos toda imagem ou ação que entristece o Espírito Santo. Deus tem algo muito melhor para nós e nossos filhos.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Sorriso falso

Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. (Romanos 8:28) 

Catástrofes tais como terremotos, furacões, ataques terroristas, suicídios, latrocínios, violência em geral nos fazem lembrar que, de fato, vivemos em um mundo amaldiçoado pelo pecado. As tragédias de modo em geral induzem a pensamentos de que Deus está tão distante ou que mesmo não existe. Os horrores do sofrimento humano podem manchar nossas mentes e almas e muitas vezes obscurecerem a nossa visão a respeito de Deus. 

Até certo ponto, sou obrigado a concordar com algumas pessoas frustradas e decepcionadas com Deus. Quando a violência, a doença e outros males chegam perto da gente e acabam por nos entristecerem, as pessoas mais sinceras chegam a afirmar que Paulo, em Romanos 8:28, quis escrever que os seguidores de Cristo devem ignorar os males ao seu redor e colocar uma máscara com um sorriso falso e sair por aí, tentando de alguma forma esconder as tristezas. 

Não é bem isso que Deus quer. Uma compreensão adequada da Bíblia é crucial para entender o que se passa no mundo. Em primeiro lugar, a Bíblia nos fornece uma visão bem clara e realista sobre a vida humana. Com a opção pela rebeldia, feita pela humanidade no princípio da criação, a maldade encontrou legalidade na terra. O mundo jaz no maligno. Não era isso que Deus queria, mas foi o que o homem escolheu. E escolhem até hoje. 

Na verdade, o maligno encontrou legalidade para atuar na natureza em geral. Toda ela foi condenada no momento da queda do homem. Então, a pergunta que deve ser feita é: Por que o mal não tomou conta de tudo, já que o mal não respeita ninguém? A resposta é: O mal não tomou conta de tudo porque existe um poder sobrenatural que impede que o mal toma conta de tudo. Esse poder é a graça de Deus. 

É por isso que devemos dar graças a Deus, mesmo quando as coisas não vão bem. É porque poderia estar pior, mas não está pela graça de Deus. Pensando assim, não devemos sair por aí com um sorriso falso, dizendo que as coisas estão bem, quando não estão. Na verdade, devemos estar profundamente alegres por saber que Deus não permite que os males piorem, pois seria o caos. 

Precisamos ter em mente que as coisas são difíceis porque essa anormalidade é fruto do pecado original do homem; da escolha mal feita no princípio da criação. Precisamos ter em mente – e isso é muito importante – que o Deus misericordioso providenciou uma saída para nós quando enviou Jesus Cristo para morrer na cruz e nos livrar da condenação pelo pecado original. 

Precisamos mostrar que sempre estamos satisfeitos com Deus, embora insatisfeitos com o sofrimento que existe no mundo. É preciso apregoar essa Palavra às pessoas, pois apesar de tudo de ruim que existe, ainda é possível viver nesse mundo pela graça de Deus. O fim ainda não chegou. 

Então, nada de sorrido falso, mas um sorriso consciente de que Deus, com sua onipotência, ainda permite o sofrimento para que nos acheguemos a Ele, o nosso Amparo e Libertador. Qual grande privilégio é esse! Como é o seu sorriso? A alegria que você demonstra vem do fundo do coração?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O grande segredo

E o meu Deus, de acordo com as gloriosas riquezas que ele tem para oferecer por meio de Cristo Jesus, lhes dará tudo o que vocês precisam. (Filipenses 4:19)

O que você quer não é necessariamente bom para você. Insistir e correr atrás de algo que você pensa ser ideal pode ofuscar a visão para o que você realmente precisa. Isso é válido para tudo na vida. Na Bíblia temos vários exemplos de pessoas que queriam uma determinada coisa, mas Deus lhes deu o que eles realmente precisavam.

Jacó não queria se casar com Lia. Ele queria Raquel. Mas por sutileza de seu sogro, Jacó foi obrigado a ficar com Lia. Mas Jacó não deixou que lhe roubassem a bênção. Assim, ele prometeu trabalhar mais sete anos para ter Raquel como esposa. Por causa desse "atraso", Jacó não perdeu tempo na vida, mas cresceu espiritualmente e seu caráter foi refinado. Seus filhos se tornaram a nação de Israel e, por meio do povo israelita, Deus enviou o Seu Filho Jesus Cristo para salvar a humanidade. (Gênesis 29)

Pouco antes da sua morte na cruz, Jesus orou ao Pai dizendo: “Meu Pai, se este cálice de sofrimento não pode ser afastado de mim sem que eu o beba, então que seja feita a tua vontade” (Mateus 26:42). Jesus não queria magoar o Pai deixando de cumprir a vontade dEle que era morrer na cruz pelos pecados da humanidade. É que nos planos de Deus, somente um homem sem pecado poderia com a sua morte expiar o pecado da humanidade (João 1:29). Deus, em Seu grande amor e misericórdia, determinou que o Seu Filho Unigênito morresse para pagar o preço para que você e eu fôssemos salvos da morte eterna.

Quando Paulo compreendeu que Jesus Cristo veio ao mundo para cumprir toda a Lei e abrir o caminho para o livre acesso ao Pai, ele se tornou um missionário apaixonado por Jesus Cristo. Enquanto ele era o velho Saulo, ele perseguia os cristãos porque, no seu entender, os cristãos não cumpriam à risca a antiga lei de Moisés. Ele estava fazendo exatamente o contrário do que Deus queria que fizesse. Por causa disso, Deus interveio, cegou temporariamente os seus olhos e depois lhe deu uma nova visão. Uma vez renomeado Paulo, ele passou a testemunhar a sua experiência de conversão. Assim, fez três viagens missionárias para representar Cristo, orientou jovens ministros, incluindo Timóteo, e escreveu muitas das Epístolas no Novo Testamento.

O que Deus precisava fazer acontecer em cada uma dessas vidas era tudo parte do Seu perfeito plano. Hoje nós temos a certeza disso porque conhecemos a história, mas na época, Jacó, Jesus e Paulo passaram por lutas terríveis para saber se estavam realmente fazendo a vontade de Deus. Como não temos a capacidade de conhecer o futuro, há momentos que temos dificuldades de entender e aceitar alguns acontecimentos atuais como sendo parte do plano de Deus para nós.

O segredo para saber se nossos planos estão encaixados na vontade de Deus se divide nos passos a seguir. a) confiar plenamente na capacidade de Deus em prover o melhor para nós; b) não insistir naquilo que não está dando certo; c) tentar conciliar aquilo que queremos com aquilo que Deus está oferecendo para nós em forma de ‘oportunidades’; e d) aproveitar todas as oportunidades que aparecem para nós, desde que, ao aproveitá-las, não percamos a paz de espírito. Deus sabe exatamente o que precisamos e colocará à nossa disposição aquilo que Ele quer que usufruamos. Esse é o grande segredo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ser diferente

Jesus disse: — Ai de vocês quando todos os elogiarem... (Lucas 6:26)

Certamente, Jesus teve um motivo especial para dizer essa frase. Ele chamou a Si mesmo de “a verdade” e deixou escrita na Sua Palavra uma série de conselhos que nos orientam como andar e viver neste planeta, embora muitas pessoas considerem seus mandamentos radicais.

Muito elogio é como botar água demais na flor. Ela apodrece. (Clarice Lispector) A pessoa muito elogiada acaba se enveredando para o excesso de confiança em si mesma e assim fica vulnerável. Isso acontece com o time de futebol, por exemplo. Deus disse: “Maldito o homem que confia no homem [em si mesmo], faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do Senhor!” (Jeremias 17:5).

A pessoa extremamente autoconfiante tem a tendência de não ouvir as outras, de sentir-se superior a todas e de não estar aberta para aprender com a experiência alheia. É comum perceber nesse tipo de pessoa a vingança, a competitividade, a rebeldia, a falta de amor e de humildade. Jesus disse: “Amem os seus inimigos e façam o bem para os que odeiam vocês. Desejem o bem para aqueles que os amaldiçoam e orem em favor daqueles que maltratam vocês”. (vs. 27-28)

Agora, imagine quão difícil é para uma pessoa extremamente autoconfiante obedecer ao que Jesus disse a seguir. “Se alguém lhe der um tapa na cara, vire o outro lado para ele bater também. Se alguém tomar a sua capa, deixe que leve a túnica também. Dê sempre a qualquer um que lhe pedir alguma coisa; e, quando alguém tirar o que é seu, não peça de volta”. (vs. 29-30) Ora, a pessoa não aceita nem que rebatam o seu ponto de vista, quanto mais levar um tapa na cara...

Realmente, Senhor, somente guiado pelo Espírito Santo, e com muita humildade, é que todos nós poderemos atender a esses Seus mandamentos! Porque Senhor, há muitas pessoas que querem tirar proveito... Já ouvimos tantas pessoas dizerem: “...mas vocês não podem revidar, vocês não podem ficar nervosos, vocês têm que perdoar...” Senhor, ajuda-nos a colocar em prática esses ensinamentos.

É um grande desafio viver de maneira diferente, com humildade, sem parecer esquisito ou bobo. Mas Jesus ponderou: “Se vocês amam somente aqueles que os amam, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama amam as pessoas que as amam. E, se vocês fazem o bem somente para aqueles que lhes fazem o bem, o que é que estão fazendo de mais? Até as pessoas de má fama fazem isso”. (vs. 31-34)

“Façam o contrário: amem os seus inimigos e façam o bem para eles. Emprestem e não esperem receber de volta o que emprestaram e assim vocês terão uma grande recompensa e serão filhos do Deus Altíssimo. Façam isso porque ele é bom também para os ingratos e maus”. (vs. 35)

Pela graça de Deus, o humilde de coração está preparado para vencer o desafio de ser diferente, ou seja, ser uma pessoa que, mesmo estando coberta de razão, não se altera para impor o seu ponto de vista. A obediência à Palavra de Deus o faz singular num mundo onde o “ego” predomina e os costumes não condizem com os mandamentos de Jesus Cristo. Uma pessoa que aprendeu a ser humilde está pronta para receber elogios, sem cair na tentação de ser arrogante.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O lado bom da morte

Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro. Mas, se eu continuar vivendo, poderei ainda fazer algum trabalho útil. Então não sei o que devo escolher. Estou cercado pelos dois lados, pois quero muito deixar esta vida e estar com Cristo, o que é bem melhor. (Filipenses 1:20-23) 
Após uma memorável batalha contra o câncer, lamentavelmente, hoje, 5/1, faleceu a nossa amável irmã Elaine de Jesus Vieira de Oliveira. A sempre alegre e sorridente Elaine, companheira sansacional de viagens e de brincadeiras de fim de semana, certamente deixará vazio o seu lugar em nossas vidas. Em sua memória, reinscrevo a última mensagem recebida dessa querida amiga. Mensagem que, mesmo escrita sob as dores de uma doença terminal, nos transmite uma confiança inabalável em um Deus todo poderoso, que está no controle de todas as coisas:

"Boa tarde queridos amigos!
Cá estou 'de volta', para lhes dar notícias né - rs.
Então! As últimas novidades eram que eu entraria com um novo tratamento, menos 'pesado' que seria a quimio oral, mas não foi dessa vez.
Em 17 de maio retornei a fazer quimioterapia 'da braba' e os efeitos colaterais foram muito fortes... mas ontem fiz a segunda sessão e graças a Deus os efeitos estão 'controláveis' - rs.
Tenho mais duas ou quatro sessões dessa quimio, daí faremos avaliação e se Deus quiser e for melhor passaremos para a oral. Seja feita a Sua vontade.
Quero pedir desculpas para aqueles que me ligam e eu não atendo. Nesse período de quimio é bem complicado ficar falando como estou me sentindo no momento,
é um sentimento muito inovador para mim, uma mistura de tudo...
No momento estou bem... o período "tenebroso" passou, agora estou em um momento um tanto ameno.
agradeço as orações, carinho e atenção de todos.
Bj grande"
Elaine

Para os que crêem em Cristo e, portanto, são justificados, a morte possui um caráter de bênção. Para o descrente, a morte é uma maldição, uma penalidade, um inimigo. Pois embora não traga a extinção, a pessoa é afastada de Deus e de toda oportunidade de obter a vida eterna. O crente ainda passa pela morte física, mas sua maldição desaparece. Porque Cristo mesmo tornou-se maldição por nós, morrendo na cruz, os crentes, embora ainda sujeitos à morte física, não provaram seu poder amedrontrador, sua maldição. 

Embora seja um evento de imensurável tristeza para os que ficam, a morte é desejável para os crentes, pois os levará à presença do Senhor. Encarando a morte como, de fato, um inimigo, os não-cristãos nada vêem de positivo nela e estremece de medo diante dela. Paulo, porém, era capaz de assumir uma atitude totalmente diferente. Ele via a morte como um inimigo vencido, um antigo adversário que agora é obrigado a cumprir a vontade do Senhor. Assim, Paulo considerava a morte desejável, pois o levaria à presença do Senhor. 

Aqui surge uma pergunta: por que se exige que o crente ainda passe pela morte? Se a morte, tanto física como espiritual e eterna, é a penalidade do pecado, por que não somos poupados do símbolo dessa condenação, a saber, da morte, quando somos libertados do pecado e de sua consequência maior (a morte eterna)? Se Enoque e Elias foram levados para junto de Deus, sem necessidade de passar pela morte, por que tal transladação não é a experiência de todos os que depositam a fé em Cristo? 

É necessário distinguir aqui entre as consequências temporais e as consquências eternas do pecado. Notamos que as consequências eternas de nossos pecados individuais são anulados quando somos perdoados, mas as consequências temporais, ou pelo menos algumas delas, podem persistir. Isso não nega a realidade da justificação, mas apenas prova de que Deus não reverte o curso da história. 

O que se disse sobre a maneira de Deus agir com nossos pecados individuais também vale para o pecado de Adão e para o pecado da raça humana.Todo julgamento e nossa culpa pelo pecado original e individual foram removidos, de modo que a morte espiritual e a morte eterna estão canceladas. Apesar disso, precisamos passar pela morte física, simplesmente porque ela passou a ser uma das condições da existência humana. Agora, a morte faz parte da vida, tanto quanto o nascimento, o crescimento e o sofrimento que, em última análise, também tem sua origem no pecado. Um dia, todas as consequências do pecado serão removidas, mas tal dia ainda não chegou. A Bíblia, em seu realismo, não nega que a morte física é de fato universal, mas insiste em que ela possui significado diferentes para o crente e o descrente. 

Embora a morte seja um inimigo (Deus não pretendia, de início, que os homens morressem), agora ela já foi vencida, tendo sido aprisionada por Deus. Portanto, não é preciso temê-la, pois sua maldição foi removida pela morte e ressurreição de Cristo. Podemos enfrentá-la em paz, pois sabemos que agora obedece aos propósitos do Senhor, o propósito de tomar para si os que nele depositam a fé.

Nos encontraremos diante do Senhor. Até breve, amada Elaine!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Maranata - parte I

Jesus estava sentado no monte das Oliveiras. Então os discípulos chegaram perto dele e lhe perguntaram em particular: — Conte para nós quando é que isso vai acontecer. Que sinal haverá para mostrar que chegou o tempo de o Senhor voltar e de tudo acabar? Jesus respondeu: — Vocês verão no Lugar Santo “o grande terror”, de que falou o profeta Daniel. (Que o leitor entenda o que isso quer dizer!). (Mateus 24:15) 

Agora que estamos em 2012, alguns amigos me fizeram perguntas sobre o fim dos tempos. Primeiramente, é bom sempre lembrarmos que, com relação ao dia da volta de Jesus Cristo, não cabe a nós sabermos a ocasião ou o dia que o Pai marcou com a sua própria autoridade. Em vez disso, devemos procurar estar cheios do Espírito Santo, tendo em mente a nossa missão de proclamarmos o Evangelho a todos os habitantes da terra.

Entretanto, há uma grande espectativa sobre a volta de Jesus Cristo, porque se a nossa esperança nEle só valesse para esta vida, seríamos as pessoas mais infelizes deste mundo. Por isso, os Seus seguidores fizeram aquele questionamento que foi prontamente respondido pelo Mestre. Além das explicações descritas em Mateus 24, o Apóstolo Paulo também escreveu outros dois textos complementares para explicar "o que isso quer dizer" na frase dita por Jesus: 

O primeiro texto explica que antes do dia da volta de Jesus terá de acontecer a Revolta contra Deus, e terá de aparecer o Perverso, que está condenado a ir para o inferno. Ele será contra tudo o que as pessoas acham que é divino. Ele vai se colocar acima de todos e até mesmo afirmar que é Deus! (2 Tessalonicenses 2:3-4) 

A Bíblia afirma que esse 'Perverso' será um 'Líder Mundial' (Apocalipse 13). Esse líder governará o mundo por um tempo estipulado na profecia de Daniel que Jesus citou no sermão do Monte das Oliveiras. Ele apresentará uma solução financeira conciliadora que agradará o Mundo. Infelizmente, aquele que aceitar essa fórmula mágica ficará refém desse líder e perderá a salvação eterna.

Nós estamos vivendo os primeiros sinais do aparecimento desse líder. Desde 2008, a economia mundial, principalmente o velho continente (Europa), apresenta sinais de fraqueza. Diante da incapacidade das autoridades mundiais em fazerem com que os mercados financeiros entrem novamente nos trilhos, o Pontifício Conselho do Vaticano “Justiça e Paz”, presidido pelo Cardeal Peter Turkson, propôs a criação de uma autoridade política mundial e um banco central mundial para promover “mercados livres e estáveis, disciplinados por um quadro jurídico adequado”, conforme reportagem do Jornal Europapress. 

O segundo texto de Paulo explica que “quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão...” (1 Tessalonicenses 5:3) 

No dia 13 de dezembro de 2011, a bandeira da Palestina foi hasteada pela primeira vez na sede parisiense da Unesco, a primeira agência da ONU que reconheceu esse território como membro de pleno direito. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, ressaltou que a adesão à Unesco é "um primeiro passo" no reconhecimento de toda a comunidade internacional do Estado Palestino. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, lembrou que a paz no Oriente Médio chegará com a criação de dois Estados que vivam de forma conjunta. Enfim, está começando a tão almejada paz que Paulo escreveu. 

Para nós, tudo isso é motivo de muita alegria, pois significa que a gloriosa e tão esperada volta de Jesus Cristo está próxima. Felizes aqueles que permanecerem firmes na fé até o fim, pois receberão a recompensa prometida. (Daniel 12:12-13) 

Como disse Jesus Cristo: Que o leitor entenda o que isso quer dizer! ...todos os povos da terra chorarão e verão o Filho do Homem descendo nas nuvens, com poder e grande glória... os anjos reunirão os escolhidos de Deus de um lado do mundo até o outro. (Mateus 24) 

Não fiquemos preocupados com o fim do mundo, mas preparados para a volta de Jesus Cristo! Maranata: Ora vem Senhor Jesus! Toda a criação aguarda a Sua volta, pois, quando o Senhor retornar, colocará as coisas no lugar.

Confiram as reportagens sobre o Líder Mundial (original em Espanhol) e sobre a aceitação do Estado Palestino.