sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Réveillon

Aquele que está sentado no trono disse: — Agora faço novas todas as coisas! (Apocalipse 21:5) 

As culturas que têm calendários anuais celebram o Ano-Novo. A celebração do evento é também chamada Réveillon, termo oriundo do verbo francês “réveiller”, que significa “despertar”. 

A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte), uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). 

A passagem do Ano-Novo é, hoje, celebrada por quase todo o mundo e, normalmente, envolve queima de fogos de artifício em festas públicas, reuniões familiares ou com amigos, bailes, jantares ou ceias festivas e diferentes tipos de promessas e simpatias. 

Definitivamente, esta não é nossa festa favorita, apesar de a mídia mostrar imagens de multidões jubilosas esquecendo suas preocupações para fazerem a contagem regressiva até à virada. 

Parece ser consenso na vida real que o Ano-Novo não seja tão divertido quanto a TV procura mostrar. O Ano-Novo traz emoções misturadas porque nos lembra de que somos criaturas limitadas ao tempo e com sua passagem sentimos nossa mortalidade. Ao lado de memórias preciosas, a maioria de nós tem também acumulado perdas pessoais ou remorsos e a natureza do tempo, indiferente e metódica, não nos permite voltar para mudar os fatos. 

A verdade é que lutamos contra o tempo porque as nossas almas não foram feitas para serem temporárias. Elas foram criadas para a eternidade, para uma relação íntima com um Deus Eterno. 

Nós temos esperança de vida eterna, embora não entendamos a lógica da eternidade (como podemos não ter começo e nem fim?). Nossa existência não se limita à parte terrestre. Isto, naturalmente, significa que não podemos passar o tempo de uma forma descuidada. Certamente Deus, o Criador do tempo, se preocupa em nos ensinar a “gastá-lo”. O nosso eventual desconforto com a passagem de outro ano aponta para um Deus que é maior do que as limitações do tempo, que nos ama o suficiente para nos preparar para a eternidade. 

Os erros cometidos, os arrependimentos e as perdas se tornam muitas vezes pesos em nossas tentativas de começar tudo de novo e de maneira diferente. Mas o nosso Deus, que pode transformar em bem um passado ruim no qual não temos mais acesso, nos promete que “agora faço novas todas as coisas”. Pela sua bondade, Ele transforma nossas falhas em uma nova vida de alegria e felicidade. 

Então, por que nós, criaturas impotentes diante do tempo, não deixemos com Deus a tarefa de transformar os acontecimentos ruins em algo bom? Para que o Réveillon possa realmente fazer sentido, precisamos entregar o nosso passado para o Eterno, não nos esquecendo de que o presente e o futuro continuam em Suas mãos. Se fizermos assim, certamente no ano que vem teremos um passado melhor para entregá-Lo. 

É assim que comemoramos o Réveillon. Tenha uma passagem de ano tranquila e desperte-se para um futuro novo que Deus tem para você!

Tenha um Feliz Ano-Novo!

São os nossos votos.