sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz 25 de dezembro!

Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês — o Messias, o Senhor! (Lucas 2:11) 

Em primeiro lugar quero desejar a você boas festas em comunhão com seus familiares e amigos. Que possamos nos lembrar de que o Natal aconteceu porque Deus nos ama e quer nos salvar. Nesse dia Ele enviou seu filho para nascer e viver como homem, libertar as pessoas de seus pecados e dar-lhes a vida eterna.

O Natal não é dia de Papai Noel. O Natal foi o milagre mais maravilhoso de toda a história – muito mais maravilhoso que a ressurreição e até a criação do universo. “O fato de o Filho de Deus, infinito, onipresente e eterno tornar-se homem e unir-se para sempre a uma natureza humana, de modo que o Deus infinito se tornasse uma só pessoa com o homem finito, permanecerá pela eternidade como o mais profundo milagre e o mais profundo mistério em todo o universo”. (Wayne Grudem) 

“O Natal só passou a ser atrelado à data de 25 de dezembro quando, por uma questão política, o imperador romano Constantino procurou resgatar a unidade religiosa do povo que governava e aproveitou a difusão do cristianismo para criar o Natal cristão. Além disso, a igreja institucionalizada por Constantino assimilou muitos costumes de outros povos que o império dominava, como conta Henry Bettenson em seu livro Documentos da Igreja Cristã. 

O que ocorre é que em outras culturas, anteriores a Cristo, 25 de dezembro era marcado como o dia do nascimento de deuses, geralmente ligados ao Sol. Na definição da Enciclopédia Barsa, o Natal é uma data ‘fixada no ano de 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia’. 

Estas festas estão relacionadas às estações do ano. O culto pagão Natalis Invistis Solis (nascimento do deus sol invencível), ao deus Mithra, da Pérsia, do qual Constantino era sumo sacerdote, é celebrado nesta data, porque do dia 24 para o 25 acontece a passagem do Solstício de Inverno para o Equinócio de Primavera nos países do Hemisfério Norte. Durante o período do Solstício de Inverno, os dias são curtos e frios. Ao nascer no dia 25, o Sol se move um grau para o norte, trazendo dias mais longos e quentes e, claro, a primavera com suas flores, a colheita, o acasalamento dos animais e todo o culto em torno da fertilidade.” (Emanuelle Bezerra) 

Jesus não poderia ter nascido nesta data, pois em Israel é inverno e dificilmente pessoas peregrinam nesta época. Os pais de Jesus estavam a caminho de Belém, próximo a Jerusalém, o que só ocorria em duas ocasiões — no aniversário da segunda cidade e na Festa dos Tabernáculos – a festa das colheitas do povo judaico. Os indícios apontam que o nascimento teria acontecido na segunda ocasião. 

“O nascimento de Jesus pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lucas 1:5:8) por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (I Crônicas 24:10). Foi o mês da concepção de João Batista, (Lucas 1:23-24), que nasceu, pois, em abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses mais tarde, (Lucas 1:26), portanto em plena Festa dos Tabernáculos.” (Russel Shedd) 

Portanto, o Natal é um evento que deve ser espiritualmente comemorado, pois significa o nascimento do Rei dos reis. A data deve ser lembrada todos os dias, pois nela aconteceu o milagre mais maravilhoso da história da humanidade. 

Que possamos aproveitar as festas e dar homenagem Àquele que realmente merece toda honra e glória – Jesus Cristo.