sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dois em um

Como dizem as Escrituras Sagradas: “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua esposa, e os dois se tornam uma só pessoa.” (Efésios 5:31)

Há uma verdade imensa revelada nessa passagem das Escrituras, e eu entendo que ela está falando a respeito de Cristo e da Igreja. Mas também está falando a respeito de nós: cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido.

Conforme alguns fragmentos de um texto escrito por Spencer W. Kimball (1895–1985) sobre a união estável entre o marido e a esposa – o casamento –, quando duas pessoas chegam ao altar para se casarem, têm de estar conscientes de que para terem o casamento feliz, precisam saber que o casamento não é só uma questão legal. Significa fazer sacrifícios, compartilhar e até restringir em parte a liberdade individual.

Significa fazer economias em longo prazo e a duras penas. Significa ter filhos, que darão despesas, trabalho, preocupação e que precisarão de cuidados; mas também significa sentir as emoções mais profundas e agradáveis que existem.

Os dois têm de eliminar o "eu" e o "meu" e substituí-los pelo "nós" e pelo "nosso". Os dois passam a estar pendurados em um só ramo – a família. Todas as decisões têm de levar em consideração o fato de que afetarão duas pessoas ou mais. Ao encarar as decisões importantes, os cônjuges terão de pensar em como elas afetarão também os filhos, os agregados, os netos e a vida espiritual de todos os que brotarem dessa união.

É quase certo que os casamentos fundamentados no egoísmo fracassarão. Quem se casa por dinheiro, prestígio ou posição social com certeza se decepcionará. Quem se casa por vaidade e orgulho ou para tripudiar sobre alguém ou atingi-lo só está enganando a si mesmo.

Por outro lado, quem se casa para fazer o outro feliz e ser feliz, para servir e ser servido e que cuida dos interesses dos dois e da família que estiverem formando terá boas chances de ser feliz no casamento.

Caso tenhamos sempre em mente a felicidade, o bem-estar e o que for melhor para o outro, o amor iniciado no namoro e consolidado no casamento aumentará e alcançará proporções imensas.

Muitos casais deixam que o casamento fique estagnado e que o amor esfrie ficando tão sem-graça como pão amanhecido, piadas batidas, ou sopa fria.

Certamente os alimentos mais vitais para o amor são a consideração, bondade, atenção, solicitude, as demonstrações de afeto, os abraços de agradecimento, a admiração, orgulho, companheirismo, confiança, fé, igualdade e interdependência e total dependência de Deus em suas vidas.

O casamento é, talvez, a mais importante das decisões e a de conseqüências mais abrangentes, pois afeta não apenas a felicidade imediata, como também a ventura eterna. Não afeta apenas as duas pessoas envolvidas, como sua família, particularmente os filhos, e os filhos dos filhos por muitas gerações.

Enfim, o casamento é um mandamento de Deus; não é meramente um costume social. Está escrito na palavra do Senhor que o casamento é uma coisa certa e boa. Por tais motivos, o casamento é uma instituição digna de ser preservada. Se permanecermos nesse propósito, certamente Deus estará conosco nos dando graça para vencer.