sexta-feira, 9 de novembro de 2012

De escravo para filho

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (João 8:36) 

Dogmatismo é a tendência de um indivíduo afirmar ou crer em algo como verdadeiro e indiscutível, e é um termo muito utilizado pela religião e pela filosofia. O dogmatismo ocorre quando uma pessoa considera uma verdade absoluta e indiscutível. É quando são ditas verdades que não foram revisadas ou criticadas, que a sociedade simplesmente tornou-as absolutas. É uma atitude dos indivíduos de crerem no que o povo fala sem ter dúvidas, o que ocorre desde a antiguidade, onde muitos filósofos, como Platão e Aristóteles, se recusavam a crer em alguns fatos estabelecidos e ditos como verdade. 

Na época em que Jesus Cristo exercia o seu ministério terreno, os judeus – seus compatriotas – confiavam nas tradições e nas cerimônias religiosas. A esperança deles estava depositada na ascendência e na obediência à Lei de Moisés e à tradição oral dos antigos. Ao longo dos anos, eles tinham enfrentado a dominação do Egito, da Babilônia, da Pérsia, da Síria e, finalmente, de Roma. Mas, apesar da dominação política, sentiam-se espiritualmente livres, porque se consideravam uma nação santa, uma raça eleita por Deus. 

Jesus discordou deles ao afirmar que eles eram escravos do pecado e não filhos de Deus e que só por meio dele, Jesus Cristo, poderiam encontrar a verdadeira liberdade espiritual. Isso os deixou furiosos. 

Mas a mensagem de libertação da Bíblia veio quebrar esse dogma. Essa mensagem refere-se à nossa liberdade do poder e da penalidade do pecado. 

Enquanto é menor de idade, por exemplo, o filho que vai herdar a propriedade do pai é tratado como escravo, mesmo sendo, de fato, o dono de tudo. Enquanto é menor, há pessoas que tomam conta dele e cuidam dos seus negócios até o tempo marcado pelo pai. Assim também nós, antes de ficarmos adultos espiritualmente, fomos escravos dos poderes espirituais que dominam o mundo. Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus. 

E, para mostrar que somos seus filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o Espírito que exclama: “Pai, meu Pai.” Assim não somos mais escravos; somos filhos. E, já que somos filhos, Deus nos dará tudo o que ele tem para dar aos seus filhos, inclusive a libertação de qualquer dogma, tradição de religiões ou costumes de antepassados. 

Portanto, não é pela religiosidade, e nem pelo cumprindo fiel dos costumes estabelecidos pelas tradições que seremos salvos, mas tão somente por meio da fé na obra realizada por Jesus Cristo, filho do Deus único e verdadeiro. 

Então, não perca a oportunidade de mudar agora sua condição de escravo para filho. Em Cristo, você é liberto também da escravidão dos vícios.