terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vaidade, tudo é vaidade!

Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade (Eclesiastes 11:10). 

“Somos e seremos sempre inseguros e impotentes diante das coisas que mais nos são relevantes.” (Flávio Gikovate) 

À medida que envelhecemos, percebemos que não somos nada. Segundo o psiquiatra autor da frase acima, “não só nossos pais nos rejeitaram – segundo nossa interpretação para o fato de não terem sido mais onipresentes – mas também parece que fomos rejeitados também pelos deuses.” [...] 

“Nós que temos nome, que somos reconhecidos pelos nossos parentes, amigos e vizinhos não somos nada além de um grão de areia. Se pensarmos em nossa posição no universo, somos tanto quanto a formiga que distraidamente massacramos ao andar.” [...] 

“Por causa dos desamparos, todos nós sentimos menos amados do que gostaríamos de ter sido, o que nos faz sentirmos inferiorizados em valor absoluto”. [...] “Percebemos que nosso papel no universo é insignificante e que nossa existência em termos absolutos é irrelevante. E mais, percebemos a incerteza e a insegurança de nossa condição e a impossibilidade de nos defendermos de riscos futuros de dor e também da morte.” [...] 

“Além disso, à medida que somos capazes de fazer comparações, a inferioridade também se reforça por esta via.” [...] 

Essa descoberta por muitos hoje fora escrita pelo sábio Salomão há muitos anos. Vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Após possuir tudo e todos, o Rei Salomão finalmente senta-se para deixar escritas na tábua da humanidade as maravilhosas reflexões: “Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, gozei a felicidade, busquei a sabedoria, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.” [...] 

“Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza, apesar de seus dias serem dores, e o seu trabalho, desgosto; muitos até de noite não descansam o seu coração; contudo, deixarão o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou. Isso é vaidade!” [...] 

“Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais. Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo.” [...] 

“Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.” (Eclesiastes) 

Finalmente, o autor escreve que “em paralelo com essas constatações, fruto da inter-relação e da combinação das informações que acumulamos na vida, percebemos cada vez mais claramente como nos sentimos excitados, alegres e gratificados, quando nos exibimos, quando chamamos a atenção de outras pessoas, quando atraímos olhares para nós...” 

Isso é vaidade, fruto da nossa insegurança e impotência! Mas Cristo veio para mudar isso, nos dando vida em abundância e esperança de eternidade.