terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tudo ou nada?

Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele. (Provérbios 22:6)

"No meu tempo de criança, ganhar brinquedos, roupas e outros presentes não era fácil. As famílias eram numerosas, geralmente as mães não trabalhavam fora. A renda familiar era menor e precisava ser muito mais dividida. Éramos seis. Quando queríamos alguma coisa, nem sempre ganhávamos e, se íamos ganhar, tínhamos que esperar o tempo certo, quando nossos pais pudessem nos dar e, ainda, “fazer por merecer”. Isso foi muito importante para nossa formação. Foi assim que aprendemos que não podemos ter tudo que queremos ou na hora que queremos, que as coisas não caem do céu, que temos que conquistá-las. Foi assim que aprendemos a dar valor no que temos."

“Hoje, é tudo muito diferente. Os casais têm um ou dois filhos, três geralmente é quando algo dá errado. Há o dinheiro das mães que trabalham fora para ajudar no sustento da casa. As crianças costumam ter tudo o que querem e o que nem imaginaram que iam ter. Se a criança pensa em algo, a mãe ou pai dão um jeito de comprar. Há pais que costumam comprar para as crianças tudo que acham que vai deixá-la feliz. Há aqueles que, por trabalharem fora e terem pouco tempo para as crianças, procuram recompensar a ausência com presentes. A criança ganha um brinquedo, acha interessante, brinca algumas vezes e depois o deixa de lado, mesmo quando era algo que ela queria. Simplesmente porque ele veio facilmente para ela, ela não passou tempo sonhando com o brinquedo e esperando por ele. Muitas vezes, também porque o brinquedo não era o desejo dela, era o desejo dos pais. Já ouvi inúmeras vezes ‘quando criança quis muito e não pude ter; agora, vou dar tudo que não tive para o meu filho’. Quanta ignorância! Nesse caso, o pai dá para a criança o que ele sonhou e não entende que aquilo, para ela, não tem importância alguma ou tem uma importância muito pequena. Por isso, ela só se interessa pelo presente quando ele é novidade”. (Carmélia Cândida)

Educar filhos não é brincadeira. Eu tive a oportunidade de criar três. Graças a Deus, hoje são todos doutores. Mas existe uma pergunta que milhares de mães e futuras mamães se fazem diariamente: “Qual será a ‘fórmula mágica’ para cuidar de uma criança, cuidar de sua educação e fazer com que ela cresça dentro da sociedade como um exemplo de criança e também de pessoa e que além do filho a mãe também seja um exemplo para as outras pessoas?”

Não há uma mágica que vá fazer o seu filho ser e agir somente da maneira que você quiser até mesmo porque ele(a) é um ser humano, e assim como todos, tem vontade própria. O que você pode fazer é mostrar a ele como agir corretamente. A dica é sempre mostrar os dois lados do mundo, o lado certo e o lado errado e instruí-lo para que ele(a) siga sempre o caminho correto.

Ensiná-lo a grande diferença entre a verdade e a mentira; nunca tentar esconder dele um fato curioso; fala-lhe sobre todos os assuntos sempre com muita naturalidade, usando sempre palavras e argumentos que sejam condizentes com a sua faixa etária, porque dessa forma ele já vai se adequando às realidades da vida. Os bons modos nunca podem ficar fora de questão; ensina-lo as “palavras mágicas”, o poder da palavra desculpa; nunca incentivar uma briga ou qualquer coisa do gênero, mas mostrar sempre que existem formas fáceis e certas de conseguir o que se deseja; dizer sempre, com muito carinho e amor, que pegar coisas dos colegas é errado e que existem punições para estas atitudes. Lembrando que a melhor forma de educar o seu filho é utilizar sempre o diálogo, nunca a agressão. O seu exemplo fala mais alto que qualquer ensinamento e tudo que ele aprender hoje ficará guardado em sua memória para sempre.

Por fim, seja equilibrado(a). Não lhe dê tudo que ele(a) queira, nem lhe deixe sem nada.