sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Meu querido tablet

Jesus respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.” Este é o maior mandamento e o mais importante. (Mateus 22:37-38)

Recentemente eu estava conversando com uma amiga e ela me contou o que havia acontecido: ela começou uma campanha de oração com o objetivo de pedir a Deus para “quebrá-la” para que se tornasse totalmente dependente dele. No meio de uma dessas orações, ela parou e começou a pensar no que estava falando com Deus. Qualquer pessoa que tenha lido o livro de Jó sabe que pedir a Deus para “quebrá-lo” não é algo que se faça de bom ânimo, mas ela decidiu que valia a pena correr o risco, e continuou pedindo a Deus para torná-la mais dependente dele. Nada aconteceu na primeira semana de oração. Aí, o tablet dela quebrou.

Dizia ela que estava correndo em uma academia de ginástica quando o seu “queridinho” deslizou do suporte, caiu, bateu na esteira, tomou um impulso e foi parar numa parede de tijolos. Imediatamente, o mundo dela parou. Ela interrompeu o treino, viu que ele tinha rachado o vidro e começou a se preparar para comprar outro. Gastou um sábado inteiro andando de loja em loja à procura de um novo aparelho e acabou descobrindo que o  modelo do seu tablet não estava mais disponível. Então, teve que pagar mais caro por um mais atualizado. Chegando a casa, passou o resto do final de semana sincronizando o aparelho, tentando recuperar seus contatos, seus joguinhos, suas listas de reprodução de músicas e filmes. Só parou quando percebeu que tudo estava funcionando em perfeita condições.

Depois que ela me contou essa historinha, eu comecei a pensar: Quem dera tivéssemos a mesma devoção pela nossa fé, como temos pelos nossos aparelhos de estimação. Parece engraçado, ela pediu para Deus quebrá-la, mas ele quebrou a coisa à qual ela estava realmente devotada. Gostamos de pensar que os ídolos são coisas do passado e que na idade moderna poucos são os que ainda se debruçam diante de ídolos. Engano! A verdade é que os ídolos ainda estão por aí nos rodeando. Eles podem ser importantes como o dinheiro, o emprego, o carro ou a casa. Ou podem ser aparentemente insignificantes, como um tablet, um smartphone ou um notebook. O certo é que nunca tivemos tantos ídolos como na atualidade.

Todos nós gostamos de nos divertir, de gastar dinheiro, e de passar bons tempos com a família. Nada de errado! Contudo, quando uma coisa é tão importante e ocupa muito o nosso tempo e pensamentos, esta coisa torna-se um ídolo. Mas, quais são mesmo os ídolos? Por exemplo: Talvez seja uma fantasia sobre alguém que não está na nossa realidade. Talvez o desejo de ser como o nosso “ídolo”. Talvez o pensamento de que se tivéssemos mais dinheiro seríamos mais felizes...

Somente Deus é digno de receber adoração. Ele nos criou e quer nos dar tudo que necessitamos, mas, antes, o Altíssimo quer satisfazer o vazio que existe dentro de cada um de nós com a sua presença, pois ele é o único perfeito e todo poderoso.

Pode ser difícil depender de Deus, especialmente quando vivemos num mundo onde o conforto e a tecnologia estão cada vez mais acessíveis. Entretanto, devemos lembrar que máquinas quebram, o dinheiro vem e vai, as pessoas podem acabar nos decepcionando... Mas Deus permanece fiel.

Pare um momento e pergunte a si mesmo: “Existem ídolos na minha vida?” Analise se você precisa confiar mais em Deus e menos em algum outro personagem ou “coisa”.