terça-feira, 28 de agosto de 2012

Ajuda-me!

Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho. Uma corda de três cordões é difícil de arrebentar. (Eclesiastes 4:12) 

Calma, está tudo bem! É só mais uma devocional.

Esse verso é muito utilizado em cerimônias de casamento. O homem, a mulher e Deus são representados pelos três cordões. A corda é o lar. Mas é possível tirar outras lições desse versículo. 

Há alguns anos Helton teve um acidente de carro. Felizmente, ninguém ficou ferido, mas o seu carro foi totalmente destruído. Ele não dispunha de condições financeiras para alugar um veículo, enquanto o dinheiro do seguro não estivesse disponível para compra de outro. Helton morava em uma cidade que carecia de transporte público e, sem opções, tomou uma decisão que poucos adultos conseguem tomar: Ligar para os pais e pedir ajuda. 

Após contar a verdade, sua mãe – que morava distante – decidiu se locomover até onde ele estava para lhe emprestar o carro. Enquanto isso, Helton teria que recorrer a amigos, mas ele não fez isso porque odiava pedir ajuda. Para Helton fora triste incomodar sua mãe. A ideia de solicitar o trabalho de motorista de um amigo lhe soava ainda pior. Assim, enquanto sua mãe não chegava, ele preferiu caminhar todos os dias dois quilômetros para ir ao trabalho. 

Ao ficar sem comida em casa, enfim ele resolveu abrir mão do orgulho. O colega que o levou ao supermercado percebeu a sua resistência e lhe contou uma história registrada na Bíblia: 

“Moisés deu a Josué a seguinte ordem: — Escolha alguns homens e amanhã cedo vá com eles lutar por nós contra os amalequitas. Eu ficarei no alto do monte, segurando o bastão de Deus. Josué fez o que Moisés havia ordenado e foi combater os amalequitas. Enquanto isso, Moisés, Arão e Hur subiram até o alto do monte. Quando Moisés ficava com os braços levantados, os israelitas venciam. Porém, quando ele abaixava os braços, eram os amalequitas que venciam. Quando os braços de Moisés ficaram cansados, Arão e Hur pegaram uma pedra e a puseram perto dele para que Moisés se sentasse. E os dois, um de cada lado, seguravam os braços de Moisés. Desse modo os seus braços ficaram levantados até o pôr do sol. E assim Josué derrotou completamente os amalequitas.” (Êxodo 17: 9-13) 

O que teria acontecido se Moisés tivesse sido orgulhoso a ponto de não solicitar a ajuda de seus subalternos? Ele era o líder dos israelitas e certamente sofrera uma pressão mental para que se mostrasse forte. Mas ao invés disso, e antevendo que não conseguiria interceder sozinho pelo povo, levou consigo dois homens. Foi decisiva essa atitude de Moisés, porque por meio dela Israel foi salvo dos inimigos. Não foi o fato de se manter as mãos levantadas, mas o reconhecimento da necessidade de ajuda que agradou o coração de Deus. 

Portanto, não sejamos tão orgulhosos ou teimosos ao cúmulo de não pedir ou aceitar ajuda. A verdade é que nenhum de nós pode caminhar sozinho pela estrada da vida. Cristo nos chamou para ajudarmos uns aos outros quando em necessidade. Ao pedir ajuda e também ao ajudar tornamos os nossos fardos leves. E Deus se agrada disso. 

O seu orgulho o impede de pedir ou aceitar ajuda?