terça-feira, 15 de maio de 2012

A restauração da casa

Jesus disse: — Moço, eu ordeno a você: levante-se! (Lucas 7:14)

“Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas... Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo: Aqui tem vida...

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar. Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.

Sofá sem mancha? Tapete sem fio puxado? Mesa sem marca de copo? Tá na cara que é casa sem festa. E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.

Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde. Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto... Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda. A que está sempre pronta pros amigos, filhos... netos, pros vizinhos... E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia. Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente” (Carlos Drummond de Andrade).

No contexto do versículo bíblico citado no início, havia dois grupos de pessoas caminhando em direções opostas. De um lado, uma multidão alegre, com vida, que havia presenciado alguns milagres de Jesus e o acompanhava. Do outro, o cortejo fúnebre do jovem filho único de uma viúva que morava na cidade de Naim. Não sabemos o nome dele, sua idade, nem o motivo da morte.

Mas certamente a casa da viúva estava morta. Seria uma casa que passaria a abrigar um senhora solitária que estava a caminho de sepultar seu único filho.

O natural seria que a multidão vibrante se acalmasse em respeito ao cortejo fúnebre. Mas não foi o que aconteceu. A multidão triste não sabia que estava se aproximando o doador da vida, da alegria. Jesus, vendo aquela tristeza toda, tomou a iniciativa de ir ao encontro da viúva e disse: “Não chore pelo seu filho. [Vou trazê-lo de volta à vida, e haverá uma mudança na sua casa, a alegria será restaurada, a vida voltará ao seu lar]”.

Jesus se sente atraído por aqueles que estão tristes e com o coração quebrantado. Por aqueles que não têm vida no seus lares. Ele conhece a dor de uma dona de casa ofegante, de um pai de família batalhador, de um(a) filho(a) aplicado(a); e ninguém está mais disposto a restaurar a alegria de uma casa, de uma família, e de trazer vida para o lar do que Jesus.

Depois de Jesus haver ressuscitado aquele moço, a feição do jovem estava cheia de vida. Mãe e filho se uniram num abraço. Naquele momento não importava mais a cerimônia, o caixão, as coroas de flores... O que importava era a volta da alegria e do triunfo ao lar.

A palavra de Jesus, que dá vida às pessoas e aos lugares mortos, não é de maneira nenhuma hoje menos eficaz. Esse poder não diminui pelo espaço dos anos, nem se esgota pela incessante atividade de sua excessiva graça. A todos os lares quantos creem, Jesus continua a ser um salvador e um restaurador de vida e de alegria. Você crê?