terça-feira, 8 de maio de 2012

Mente ocupada

Mas o Senhor estava com [José na prisão] e o abençoou, de modo que ele conquistou a simpatia do carcereiro. Este pôs José como encarregado de todos os outros presos, e era ele quem mandava em tudo o que se fazia na cadeia. (Gênesis 39: 21-22)

A melhor parte da história de José, que foi vendido pelos seus irmãos como escravo e se tornou em pouco tempo governador do Egito, é o período de dois anos que ele passou na prisão. Ele foi parar lá depois de ser injustamente acusado de tentar dormir com a esposa de seu patrão Potifar. À primeira vista pode parecer que esses anos foram uma perda de tempo. Mas, para Deus, eles certamente não foram.

Antes desse acontecimento, José havia tido dois sonhos que deixaram seus irmãos irritados. Contou José: “Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele. Depois sonhei que o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim”.

Não sabemos se José compreendeu plenamente o significado desses sonhos no momento, mas com certeza, enquanto estava na prisão, ele permaneceu confiante na promessa que Deus havia mostrado a ele em sonhos. Durante esse tempo, José também aprendeu a paciência, a confiança e a humildade. Ele aprendeu a esperar no Senhor e a servi-lo aonde Deus o colocasse, mesmo na prisão.

Em vez de enrolar a si mesmo com algum brinquedo ou joguinho ou ter ficado emburrado no canto da cela, ele manteve sua mente ocupada com algo produtivo. Com seu comportamento, ele conquistou a simpatia do carcereiro que o colocou como encarregado dos demais. Lá estavam o copeiro-chefe e o padeiro real.

José não foi colocado junto com os presos do rei por acaso. Foi providência divina. José interpretou dois sonhos: o do copeiro-chefe e o do padeiro real. Um previu o fim do padeiro real, mas o outro mostrou que o copeiro seria restaurado à sua posição.

Devido à sua proximidade com o rei, o copeiro recomendou José para interpretar os sonhos de Faraó. Faraó ficou tão satisfeito com a interpretação de José que o promoveu a governador responsável por racionalizar o consumo de alimento e programar o armazenamento para os próximos anos de fome. Durante os anos de fome, os irmãos de José vieram à sua presença em busca de alimentos e se curvaram a ele, cumprindo-se os primeiros sonhos.

Mas a moral dessa história não é que devemos esperar de Deus fama e fortuna. A moral é: quando esperamos no Senhor e lhe permitimos trabalhar o Seu plano em nossas vidas, certamente vamos ser abençoados.

Sabemos que estamos todos à espera de alguma coisa. Cada um de nós tem uma área em nossas vidas onde nos sentimos presos, algemados e, talvez, muito sozinhos. Mas assim como José, Deus está conosco enquanto esperamos. Então, vamos começar a ocupar nossas mentes com algo produtivo. Procure descobrir o que Deus quer fazer com sua vida no local em que Ele te colocou. Ele não se esqueceu de você. Peça ao Senhor para mostrar hoje como tirar o máximo proveito de sua situação atual.