sexta-feira, 4 de maio de 2012

Amputação

Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente; mas, se pelo Espírito de Deus vocês matarem as suas ações pecaminosas, vocês viverão espiritualmente. (Romanos 8:13)

Em uma bela manhã de primavera em 2003, um experiente alpinista de 27 anos chamado Aron Ralston pegou sua caminhonete com alimentos e água suficientes apenas para o dia e se dirigiu sozinho para o seu lugar favorito, a cento e cinqüenta quilômetros ao sul de Salt Lake City. É uma área remota de cânion onde costumava ser o esconderijo dos bandidos do velho oeste nos EUA.

Em sua aventura, após ficar suspenso setenta e cinco metros de altura em uma fenda do cânion, uma enorme rocha se soltou e ele foi arremessado para baixo onde teve seu braço direito esmagado entre a rocha e o solo. Naquele instante, salvar o seu braço se tornou a maior preocupação de Aron.

Cinco dias se passaram em vão na tentativa de livrar seu braço. Seus esforços para desgastar a pedra com um canivete apenas fez um pequeno buraco. Todos os seus equipamentos foram inúteis para mover a pedra.

Enfim, os pensamentos que vieram à sua cabeça foram: quebrar o braço, cortar o músculo com o canivete e usar um pedaço de corda como torniquete. Foi isso que Aron fez. Após amputar seu próprio braço ele começou a caminhar de volta para a sua caminhonete. No caminho, se deparou com dois caminhantes que usaram um telefone celular para chamar um helicóptero de resgate. Amputar seu braço direito foi um ato radical, mas foi o que salvou a sua vida, disse ele para a sua família.

Deus nos chama para lidar com o pecado em nossa vida de uma maneira similar. A Bíblia não oferece um atalho. A Bíblia é tão radical, que não gosto muito de ouvir ou falar sobre esse assunto. Jesus disse: – Se a sua mão direita faz com que você peque, corte-a e jogue-a fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ir para o inferno (Mateus 5:30). Na verdade, Jesus não estava se referindo literalmente à amputação física, mas estava dizendo que os efeitos mortais do pecado pedem medidas extremas. Mesmo que doa, temos de nos livrar do pecado, sem subterfúgios.

Isso é sério, porque Jesus fala sobre o inferno no mesmo momento em que fala sobre a forma de lidar com o pecado. Ele queria ensinar que nosso destino eterno está em jogo. Claramente, isso é uma questão de escolha: inferno ou céu. O comportamento exterior de uma pessoa indica o que está no coração. Se Aron Ralston continuasse no desfiladeiro com o braço preso por uma pedra, ele teria morrido. Como ele esteve disposto a livrar-se do seu braço, sua vida foi salva.

O mesmo acontece conosco quando lidamos com o pecado. Às vezes temos que lançar fora aquilo que mais valorizamos. Portanto, extirpemos os desejos deste mundo que agem em nós, isto é, a imoralidade sexual, a indecência, as paixões más, os maus desejos e a cobiça. O mundo pode até idolatrar o pecado e deixar a vida rolar..., mas a Palavra de Jesus para nós é outra, pois ele quer nos dar o melhor: as bênçãos celestiais.

Oremos para que tenhamos a graça para atender ao chamado radical de Jesus de amputarmos o pecado.