sexta-feira, 27 de abril de 2012

Grande língua

Como dizem as Escrituras Sagradas: “Quem quiser gozar a vida e ter dias felizes não fale coisas más e não conte mentiras. (1 Pedro 3:10)

Recentemente aconteceu algo horroroso na minha família: um famigerado mal-entendido. Um desabafo, uma palavra maldita entre amigos durante uma caminhada no parque da cidade acabou gerando um clima tenso e falta de harmonia no seio do meu lar.

O livro de Provérbios é muito rico em ensinamentos quanto ao nosso falar: o que falamos e como falamos. Tremo só de pensar que a “língua tem poder sobre a vida e sobre a morte“ (Provérbios 18:21). Quando reflito sobre a seriedade disso tenho até medo de abrir minha boca! Por isso, muitos me chamam de caladão.

Salomão nos avisa que a língua pode separar amigos íntimos e muitas vezes chega a separar casais. Ele até sugere que ficar calado não é má idéia: “Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato“ (Provérbios 10:19). E enfatiza a importância de se encobrir um segredo ao invés de revelá-lo (Provérbios 11:13).

Tiago faz a comparação da língua com o fogo (Tiago 3:6) e como veneno mortífero (Tiago 3:8). Ele nos mostra como é terrível, quando com a mesma boca bendizemos a Deus e amaldiçoamos os homens, feitos à sua semelhança (Tiago 3:9). Ele encoraja cada cristão a ser: “pronto a ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1:19).

No entanto manter-se calado, tem desvantagens! O “tratamento silencioso” pode transmitir irritação, ressentimentos até mesmo com nosso cônjuge. Quando não nos comunicamos deixamos de abençoar outros com nossos lábios. Palavras adequadas são chamadas “ fonte de vida” e são mais valiosas do que a “prata escolhida”. “A língua dos sábios torna atraente o conhecimento” (Provérbios 15:2). E “se expressa com elegância” (Provérbios 22:11).

Tenho pedido a Deus que mostre como posso ter graça em meus lábios. Somos bênçãos quando não revelamos confidências que nos são feitas; quando nosso cônjuge espera uma reclamação e, para sua surpresa, demonstramos gratidão. Devemos usar nossos lábios para orar por ele. Para beijá-lo! Talvez falemos demais e beijemos de menos!

Tenho pedido a Deus: “Ó Senhor, controla a minha boca e não me deixes falar o que não devo!”. (Salmo 141:3).

Após o ocorrido, eu me retirei para estar a sós com Deus por período de tempo. Refleti bastante sob minha conduta. Será que tenho sido bênção e tenho usado de graça para como meu cônjuge e para com as outras pessoas? Quanto tenho sido grato a Deus? Tenho falado demais ou falado de menos? Tenho ouvido pouco ou dado ouvidos ao que não devia? Minhas críticas são construtivas ou tenho me calado quando vejo percebo errado? Tonho cuidado com as palavras que saem dos meus lábios? Vou pensar bem antes de falar algo que desagrade a Deus e aos outros.

Essa é a minha decisão de agora em diante. E você como está? Qual é o tamanho da nossa língua?