segunda-feira, 9 de abril de 2012

Amar é uma ação

Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém, ela não caiu porque havia sido construída na rocha. (Mateus 7: 24-25)

Parece que as cerimônias de casamento estão se multiplicando ultimamente, pelo menos dentro do meu círculo de amizade. Nos últimos três anos, eu tenho assistido a tantos que acho que perdi as contas.

Nessas belíssimas cerimônias, que mais parecem contos de fadas, eu concentro a minha atenção nos votos matrimoniais, mais do que nos enfeites da festa. As promessas feitas um ao outro, pelos jovens casais, de alguma forma, parecem transcender o romance do dia do casamento. A união de duas vidas até a morte é muito sublime! Mas, às vezes, questiono se esse amor, demonstrado na alegria de terem encontrado a alma gêmea, permanecerá após o término da lua de mel.

Embora os sentimentos de paixão possam ter alimentado a decisão de se casarem, o sucesso da vida conjugal não depende do capricho dos sentimentos ou das circunstâncias da vida, mas da vontade de construírem um relacionamento duradouro.

Os votos matrimoniais são feitos em livre e espontânea vontade, e não podem se limitar à cerimônia, mas devem ser renovados todos os dias. Essa ação diária de amar um ao outro, que nem sempre é fácil, combinada com a graça de Deus, permite que duas pessoas construam sua casa na rocha e experimentem uma intimidade que não se acaba com o tempo. Você já deve ter percebido o brilho nos olhos de alguns casais mais velhos quando dizem os anos que estão juntos. Pois é, isso é real!

Espiritualmente falando, o casamento é um dos símbolos mais importantes da nossa fé cristã. Assim como os nubentes se entregam um ao outro em livre e espontânea vontade, Cristo livremente se entregou, sofreu e morreu por nós. A nossa caminhada na fé começa com uma livre e espontânea decisão de aceitar o sacrifício de Cristo. A aceitação inicial de Cristo, complementada com as decisões diárias de amar a Deus e à Sua Palavra, faz com que a caminhada na fé prospere.

Agora, pratique!

Talvez possamos estar passando por um momento difícil e Deus pareça estar distante, mas a boa notícia é que não importa o quanto a nossa casa está sendo maltratada pelas intempéries da vida, Cristo continua ao nosso lado como um cônjuge fiel. Sua graça e seu amor inabaláveis estão sempre disponíveis para nós, pois é n’Ele, a Rocha, que estamos construindo nossa casa.

(Texto retirado do livro As três virtudes, de minha autoria. Adquira agora um exemplar com 20% de desconto pelo fone (61) 3047-2580 (Joana) - Editora Annabel Lee ou pelo e-mail: editora.annabel@gmail.com)