terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Enfim, 50 anos

Ó Senhor Deus, eu sei que nunca deixarás de ser bom para mim. O teu amor e a tua fidelidade sempre me guardarão seguro. (Salmo 40:11)

Estou completando 50 anos de vida. Graças a Deus! Estou muito entusiasmado. Afinal, dia 23 de fevereiro de 2012 é o dia do meu jubileu de ouro! Obrigado pelo carinho de todos os amigos e familiares.

Mas deixado de lado o entusiasmo, coisa normal a todos os seres humanos, o sentimento que vem à cabeça é de muitos questionamentos a mim mesmo. Uma espécie de checklist. Um levantamento do que fiz até hoje. Será que devo prosseguir fazendo o mesmo durante a outra metade da vida – eu pretendo viver 100 anos, se Deus quiser!

É como se você estivesse no vestiário no intervalo do jogo da vida, refletindo sobre as estratégias usadas no primeiro tempo – o que deu certo e o que não deu – sabendo que voltará para o segundo tempo com o objetivo de manter a mesma estratégia para segurar o resultado, ou mudar tudo para poder virar o jogo.

Eu não diria que estou passando pela “crise da meia-idade”, mas entendo agora porque muitas pessoas enfrentam verdadeiros dilemas. Tenho convicção que o agnosticismo não é a resposta para o sentido da vida, mas entendo porque muitas pessoas gravitam para ele, conscientemente ou não. Eu não diria jamais que a nossa vida se resume a isso que vivemos aqui, mas entendo porque as pessoas, vendo o relógio correr, começam a querer aproveitar o tempo ao máximo, na tentativa de compensarem o que deixaram de viver até o momento.

O problema é que me vejo propenso a pensar que eu sou mais inteligente, que sou mais experiente, que as pessoas dependem mais de mim, que sem mim muitos não conseguiriam viver, etc. Pensar assim é muito perigoso. Na verdade, com 50 anos ainda não aprendemos tudo. Aliás, o ser humano está sempre aprendendo, sempre adquirindo novas experiências. E os desafios após os 50 anos são muito grandes.

Alguns dos meus pensamentos hoje desafiam as minhas crenças. Outros me despertam para novas possibilidades, para coisas que eu ainda não tenha feito. Mas afinal, são apenas pensamentos. Sei que devo continuar buscando orientação divina para prosseguir em campo, pronto para o ‘segundo tempo’. Independente da idade, eu devo continuar a fazer o que sempre fiz: voltar diariamente ao primeiro amor; aprender mais sobre Deus; procurar ser mais alegre, amigo. Ser cada vez mais autêntico e honesto com os amigos e irmãos.

Ao completar 50 anos posso estar assustado. Parece tempo demais. O positivo é a experiência acumulada, as realizações, as emoções. Não só na vida cristã, mas também em um casamento de 32 anos. Daqui em diante, o importante é fazer bem-feito o que se está fazendo agora. O futuro trará sua própria aflição.

Não importa quantos anos você tenha, faça uma lista do que ficou para trás e o que você pensa ou espera pela frente. Reveja os conceitos com os quais você reluta, observe bem os alicerces que não se movem ao seu lado e encontre o seu lugar entre eles. E avance, sempre!