sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Réveillon

Aquele que está sentado no trono disse: — Agora faço novas todas as coisas! (Apocalipse 21:5) 

As culturas que têm calendários anuais celebram o Ano-Novo. A celebração do evento é também chamada Réveillon, termo oriundo do verbo francês “réveiller”, que significa “despertar”. 

A comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1º de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces (bifronte), uma voltada para frente (visualizando o futuro) e a outra para trás (visualizando o passado). 

A passagem do Ano-Novo é, hoje, celebrada por quase todo o mundo e, normalmente, envolve queima de fogos de artifício em festas públicas, reuniões familiares ou com amigos, bailes, jantares ou ceias festivas e diferentes tipos de promessas e simpatias. 

Definitivamente, esta não é nossa festa favorita, apesar de a mídia mostrar imagens de multidões jubilosas esquecendo suas preocupações para fazerem a contagem regressiva até à virada. 

Parece ser consenso na vida real que o Ano-Novo não seja tão divertido quanto a TV procura mostrar. O Ano-Novo traz emoções misturadas porque nos lembra de que somos criaturas limitadas ao tempo e com sua passagem sentimos nossa mortalidade. Ao lado de memórias preciosas, a maioria de nós tem também acumulado perdas pessoais ou remorsos e a natureza do tempo, indiferente e metódica, não nos permite voltar para mudar os fatos. 

A verdade é que lutamos contra o tempo porque as nossas almas não foram feitas para serem temporárias. Elas foram criadas para a eternidade, para uma relação íntima com um Deus Eterno. 

Nós temos esperança de vida eterna, embora não entendamos a lógica da eternidade (como podemos não ter começo e nem fim?). Nossa existência não se limita à parte terrestre. Isto, naturalmente, significa que não podemos passar o tempo de uma forma descuidada. Certamente Deus, o Criador do tempo, se preocupa em nos ensinar a “gastá-lo”. O nosso eventual desconforto com a passagem de outro ano aponta para um Deus que é maior do que as limitações do tempo, que nos ama o suficiente para nos preparar para a eternidade. 

Os erros cometidos, os arrependimentos e as perdas se tornam muitas vezes pesos em nossas tentativas de começar tudo de novo e de maneira diferente. Mas o nosso Deus, que pode transformar em bem um passado ruim no qual não temos mais acesso, nos promete que “agora faço novas todas as coisas”. Pela sua bondade, Ele transforma nossas falhas em uma nova vida de alegria e felicidade. 

Então, por que nós, criaturas impotentes diante do tempo, não deixemos com Deus a tarefa de transformar os acontecimentos ruins em algo bom? Para que o Réveillon possa realmente fazer sentido, precisamos entregar o nosso passado para o Eterno, não nos esquecendo de que o presente e o futuro continuam em Suas mãos. Se fizermos assim, certamente no ano que vem teremos um passado melhor para entregá-Lo. 

É assim que comemoramos o Réveillon. Tenha uma passagem de ano tranquila e desperte-se para um futuro novo que Deus tem para você!

Tenha um Feliz Ano-Novo!

São os nossos votos.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Desanimado não!

Estamos sempre muito animados, pois sabemos que, enquanto vivemos neste corpo, estamos caminhando para o lar do Senhor. (2 Coríntios 5:6) 

“A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo.” (Robert Ingersoll) 

Ânimo é um estado emocional de duração relativamente longa. O estado de ânimo difere-se de simples emoções por serem menos específicos, menos intensos e menos prováveis de serem provocados por um estímulo ou evento em particular, como uma festa por exemplo. 

O ânimo geralmente tem valência positiva ou negativa. Em outras palavras, pessoas tipicamente citam estarem animadas ou desanimadas. Ao contrário de sentimentos profundos e emotivos como medo ou surpresa, o estado de ânimo pode durar por horas ou dias. 

“Está provado pela ciência médica que pessoas animadas vivem mais. Mesmo com doenças incuráveis, aqueles que estão em paz com Deus e com os homens têm mais possibilidades de cura. Não se trata de pensamento positivo. Com autodisciplina e um pouco de esforço, você pode repetir um milhão de vezes: ‘Estou bem, estou bem’, porém, quando a noite chega, os fantasmas de sua própria consciência perturbam seu coração. Tudo continua igual.” (Alejandro Bullon)

Estar animado significa ter sempre um coração satisfeito e agradecido. Satisfação, não conformismo. É reconhecimento da soberania de Deus. Nada acontece debaixo do Sol sem que Ele o permita. O que você está vivendo neste momento, por difícil que seja, é o plano maravilhoso de Deus para você. Eu sei que você não compreende hoje. A dor impede de ver muitas coisas, o tempo encarregará de mostrar-lhe que Deus sempre tem razão. 

A confiança em Deus coloca paz e otimismo em seu coração. Não são atitudes fabricadas. São caudais de água limpa que brotam de um manancial puro. Conectado ao poder infinito, o ser mais frágil torna-se forte e olha a vida sob um prisma diferente. 

Nas horas mais escuras da vida, aprenda a confiar em Deus. Por mais que a adversidade pareça arrasar seus sonhos, Deus não perdeu o controle da situação. Ele continua ao leme de sua pequena embarcação e o levará ao porto seguro. O segredo é não desistir. 

Se você tirar os olhos de Jesus e os colocar nas dificuldades, o barquinho começará a afundar. Só Jesus é capaz de ajudá-lo a atravessar o vale de trevas pelo qual você está passando. 

Abra seu coração a Deus, clame! Diga-lhe que já não tem forças para resistir à provação. Ele o ouvirá. Não é insensível ao sofrimento humano. Não precisa ser informado da dor que envolve sua vida, mas quando você diz para ele o que está sentindo, a sua fé aumenta, a confiança brilha, e isso lhe faz um bem extraordinário. A alegria faz bem à saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos.” (Provérbios 17:22). 

Portanto, “nada de desgosto, nem de desânimo; se acabas de fracassar, recomeça.” (Marco Aurélio). Deus está com você nessa!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Feliz 25 de dezembro!

Hoje mesmo, na cidade de Davi, nasceu o Salvador de vocês — o Messias, o Senhor! (Lucas 2:11) 

Em primeiro lugar quero desejar a você boas festas em comunhão com seus familiares e amigos. Que possamos nos lembrar de que o Natal aconteceu porque Deus nos ama e quer nos salvar. Nesse dia Ele enviou seu filho para nascer e viver como homem, libertar as pessoas de seus pecados e dar-lhes a vida eterna.

O Natal não é dia de Papai Noel. O Natal foi o milagre mais maravilhoso de toda a história – muito mais maravilhoso que a ressurreição e até a criação do universo. “O fato de o Filho de Deus, infinito, onipresente e eterno tornar-se homem e unir-se para sempre a uma natureza humana, de modo que o Deus infinito se tornasse uma só pessoa com o homem finito, permanecerá pela eternidade como o mais profundo milagre e o mais profundo mistério em todo o universo”. (Wayne Grudem) 

“O Natal só passou a ser atrelado à data de 25 de dezembro quando, por uma questão política, o imperador romano Constantino procurou resgatar a unidade religiosa do povo que governava e aproveitou a difusão do cristianismo para criar o Natal cristão. Além disso, a igreja institucionalizada por Constantino assimilou muitos costumes de outros povos que o império dominava, como conta Henry Bettenson em seu livro Documentos da Igreja Cristã. 

O que ocorre é que em outras culturas, anteriores a Cristo, 25 de dezembro era marcado como o dia do nascimento de deuses, geralmente ligados ao Sol. Na definição da Enciclopédia Barsa, o Natal é uma data ‘fixada no ano de 440, a fim de cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia’. 

Estas festas estão relacionadas às estações do ano. O culto pagão Natalis Invistis Solis (nascimento do deus sol invencível), ao deus Mithra, da Pérsia, do qual Constantino era sumo sacerdote, é celebrado nesta data, porque do dia 24 para o 25 acontece a passagem do Solstício de Inverno para o Equinócio de Primavera nos países do Hemisfério Norte. Durante o período do Solstício de Inverno, os dias são curtos e frios. Ao nascer no dia 25, o Sol se move um grau para o norte, trazendo dias mais longos e quentes e, claro, a primavera com suas flores, a colheita, o acasalamento dos animais e todo o culto em torno da fertilidade.” (Emanuelle Bezerra) 

Jesus não poderia ter nascido nesta data, pois em Israel é inverno e dificilmente pessoas peregrinam nesta época. Os pais de Jesus estavam a caminho de Belém, próximo a Jerusalém, o que só ocorria em duas ocasiões — no aniversário da segunda cidade e na Festa dos Tabernáculos – a festa das colheitas do povo judaico. Os indícios apontam que o nascimento teria acontecido na segunda ocasião. 

“O nascimento de Jesus pode ser calculado assim: Zacarias exercia seu turno em julho (Lucas 1:5:8) por ser do turno de Abias, o oitavo turno do ano eclesiástico que começava em março (I Crônicas 24:10). Foi o mês da concepção de João Batista, (Lucas 1:23-24), que nasceu, pois, em abril do ano seguinte. Jesus nasceu seis meses mais tarde, (Lucas 1:26), portanto em plena Festa dos Tabernáculos.” (Russel Shedd) 

Portanto, o Natal é um evento que deve ser espiritualmente comemorado, pois significa o nascimento do Rei dos reis. A data deve ser lembrada todos os dias, pois nela aconteceu o milagre mais maravilhoso da história da humanidade. 

Que possamos aproveitar as festas e dar homenagem Àquele que realmente merece toda honra e glória – Jesus Cristo.

Enfim, não acabou!

Mas nós somos cidadãos do céu e estamos esperando ansiosamente o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que virá de lá. (Filipenses 3:20) 

Não devemos ficar preocupados com o fim do mundo, mas preparados para a volta de Jesus Cristo! Na verdade, devemos ansiar pela sua volta. A resposta de João no final de Apocalipse deve caracterizar o coração dos homens em todas as épocas: “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20). A graça de Deus nos ensina a abandonarmos a descrença e as paixões mundanas e a vivermos neste mundo uma vida prudente, correta e dedicada a Deus, enquanto ficamos esperando o dia feliz em que aparecerá a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. (Tito 2:12-13) 

Mas será que as pessoas de fato aguardam ansiosamente a volta de Cristo? Quanto mais as pessoas se virem enredadas nas coisas desta vida e mais negligenciarem a comunhão genuína com Cristo, tanto menos ansiarão por sua volta. Por outro lado, muitas pessoas que enfrentam sofrimentos e lutas, ou as mais idosas e enfermas, e aquelas que andam diariamente com Cristo de maneira viva e profunda, terão um anseio mais intenso por sua volta. 

De certa forma, portanto, o quanto realmente aguardamos a volta de Cristo mede a condição espiritual de nossa vida no momento. Isso também mede, de certa forma, até que ponto vemos o mundo como realmente é, conforme Deus o vê: escravizado ao pecado e em rebeldia contra Deus, subordinado ao poder do maligno. (1 João 5:19) 

Mas isso significaria que não devemos empreender projetos em longo prazo? Se um cientista aguarda ansiosamente a volta de Cristo, deve entrar num projeto de pesquisas que leve dez anos? Ou alguém deve começar um curso de três anos num seminário teológico ou numa faculdade? E se Cristo voltar na véspera da formatura, antes que tenha alguma oportunidade de empenhar tempo significativo no ministério ou na profissão propriamente dita? 

Com certeza devemos envolver-nos em atividades de longo prazo. É exatamente por isso que Jesus não nos permite saber a verdadeira hora de sua volta: ele quer que estejamos ligados a ele, em obediência, não importa o ritmo de nossa vida até o momento de sua volta. Estar “apercebido” para a volta de Cristo (Mateus 23:44) é obedecer-lhe fielmente no presente, empenhando-se ativamente em qualquer trabalho para o qual ele nos tenha convocado. 

Pela natureza da situação, uma vez que não sabemos quando será sua volta, sem dúvida, naquele dia partirão para o campo missionário pessoas que jamais chegarão ao seu destino. Haverá pessoas no último ano de faculdade que jamais empregarão seus conhecimentos. Haverá pesquisadores às voltas com tese de doutorado, frutos de anos de estudo, que jamais serão publicadas e jamais influenciarão o mundo. Mas a todas essas pessoas, Jesus dirá: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu Senhor” (Mateus 25:21) 

Quanto aos detalhes dos sinais dos tempos, todos os que têm a Bíblia por autoridade final concordam que a consequência definitiva e última da volta de Cristo será o julgamento dos incrédulos e a recompensa final dos que creem, pois viverão com Cristo, por toda a eternidade, num novo céu e numa nova terra. Deus Pai, Filho e Espírito Santo reinará e será cultuado num reino eterno em que já não haverá pecado, dor ou sofrimento. 

Você já faz parte desse reino representado por um novo céu e uma nova terra? Se você crê nisso, divulgue, se ainda não tem certeza, ore para que Deus tire toda dúvida do seu coração.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

É mentira!

Eis que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá à luz a mentira. (Salmos 7:14) 

“É mais fácil fazer as pessoas acreditarem numa grande mentira dita muitas vezes, do que numa pequena verdade dita apenas uma vez”. Esta frase foi proferida pelo Ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels no Terceiro Reich de Hitler. 

Mentira é o nome dado às afirmações ou negações falsas ditas por alguém que sabe (ou suspeita) de tal falsidade, e na maioria das vezes espera que seus ouvintes acreditem nos dizeres. Mentir é contra os padrões morais de muitas pessoas e é tido como um "pecado" diante de Deus. 

Ultimamente temos ouvido falar bastante a palavra “mentira”. Parece que se tornou uma prática comum em nossos dias. Como se mentem e desmentem descaradamente em público! Muitos o fazem diante de evidências incontestáveis da verdade. 

Os criminosos mentem para as autoridades, sob o manto dos direitos individuais de não produzirem provas contra si mesmos. Praticamente todos eles insistem na mentira ou na omissão da verdade para esconderem os crimes outrora cometidos. E assim, a mentira vai concebendo mais mentiras que se propagam cada vez mais rápido como folhas ao vento. E muitas delas, de tão propagadas, acabam se tornando “verdades”. 

A mentira é um pecado antigo. Ela foi criada por Satanás e utilizada por ele para enganar Eva no Jardim do Éden. Aqueles que mentem são filhos do Diabo e fazem o que o pai deles quer. Desde a criação do mundo ele nunca esteve do lado da verdade porque nele não existe verdade. Quando o Diabo mente, está apenas fazendo o que é o seu costume, pois é mentiroso e é o pai de todas as mentiras. 

Mas a pessoa que tem o coração sábio não precisa mentir. Ela é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios. (Prov. 16:23). Aquele que quer conquistar a confiança das pessoas não mente, porque a “mentira tem perna curta”, e logo se desmorona com o menor sinal da verdade. 

O princípio bíblico para conquistar (e manter) a confiança das pessoas não consiste no que se fala nem como se fala, mas no que se é. A comunicação poderosa parte do coração, não da falação. 

O que o homem é dá força ao que diz. As pessoas geralmente ouvem as palavras, mas seguem as pegadas. Podem, por algum motivo, duvidar do que o homem diz, mas acreditarão na coerência de sua vida. 

Todo homem é um comunicador. Está vivo, está comunicando, e precisa ser persuasivo no que faz. Só que persuasão não é assunto de técnica oral nem de “chavões” aprendidos. Não tem nada a ver com gestos ou sorrisos pré-fabricados. Tudo isso é artificial e, mais cedo ou mais tarde, as pessoas percebem. Persuasão tem a ver com o coração e com a vida, não com mentiras deslavadas. 

Quando o homem quer ser liberto do poder da mentira ele corre para os pés de Jesus Cristo que o transforma e, a partir desse momento, passa a viver com sabedoria. Seu coração é um manancial de sentimentos nobres, altruístas e genuínos e o espírito do engano é afastado. Com sabedoria, ele se torna mestre de sua boca e persuade as pessoas sem precisar usar a mentira.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Se olhar duas vezes...

Portanto, se o seu olho direito faz com que você peque, arranque-o e jogue-o fora. Pois é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno. (Mateus 5:29) 

Roupas sensuais são aquelas que de uma maneira ou de outra provocam a libido do sexo oposto. As pessoas são atraídas pelo que veem, por isso quando alguém se veste de maneira sensual faz com que o sexo oposto “olhe duas vezes” e peque com os olhos. 

Os homens, principalmente, são muitos frágeis diante da beleza feminina e mais propensos a prática de atos inconsequentes quando provocados visualmente na área sexual. Nesse sentido, Jesus Cristo disse: “Quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração.” (Mateus 5:28) 

É bom destacar que Jesus não estava advogando a mutilação física; o corpo não é responsável pelo pecado. A cobiça começa no coração (mente), assim como o orgulho. As pessoas devem retirar de sua vida aquilo que causa seu pecado ou o de outros. 

A maioria das mulheres reclama da maneira que alguns homens se dirigem a elas quando estão andando na rua, por exemplo. Elas reclamam da forma vulgar que são chamadas, mas se esquecem de que a imagem delas é que faz com que isso aconteça. A mulher que quer ser respeitada faz escolhas certas na hora de se vestir. 

Não há necessidade de andar na contramão da moda, mas é preciso excluir do leque de opções o que é inadequado para uma vestimenta respeitada. O conveniente é usar roupas que sejam decentes e comportadas. Mesmo as roupas “tampadas” podem ser bonitas, modernas e atuais. 

É possível ser fashion sem ultrapassar os limites. Basta que não se caia na armadilha ditada pelo mundo da moda, que incentiva as pessoas a serem suas escravas. Para isso, na hora de comprar roupas, procure escolher peças que combinem entre si, assim você conseguirá economizar tendo vários looks com poucas peças. 

Também é possível seguir a moda sem cair na vaidade em excesso. A mídia e os programas de TV incentivam o tempo todo a vaidade excessiva. É preciso domínio próprio. Esse fruto do Espírito Santo faz uma pessoa controlada, decidida, firme no seu caráter e combatente diário da vontade da carne. 

É importante nunca se esquecer de que a resistência ao pecado também é refletida através das vestimentas, além da maneira de olhar. Por isso, não se deixe levar pelas fontes enganosas e passageiras que o mundo propõe o tempo todo. A pessoa que se valoriza se cuida e se veste com decência. Deus quer que todos sejam comprometidos com Ele em todas as áreas da vida. 

A nossa imagem é a primeira coisa que as pessoas vêm. Então, que possamos transmitir Jesus também através das nossas roupas, obedecer ao seu mandamento e evitar que outros pequem por nossa causa! Isso vale para homens e mulheres. 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

A Palavra de Deus

Pois vocês, pela viva e eterna Palavra de Deus, nasceram de novo como filhos de um Pai que é imortal e não de pais mortais. Todos os seres humanos são como a erva do campo, e a grandeza deles é como a flor da erva. A erva seca, e a flor cai, mas a palavra do Senhor dura para sempre. Esta é a palavra que o Evangelho trouxe para vocês. (1 Pedro 1:23-25) 

No segundo domingo de dezembro comemora-se o Dia da Bíblia. Nós aproveitamos esse dia para agradecer a Deus pela oportunidade de ler a sua Palavra. 

Infelizmente, há pessoas que a desprezam. No meio do iluminismo (tendência filosófica e política do Século XVIII), quando a descrença em um Deus soberano se espalhava rapidamente, Voltaire proclamou que em um prazo de 25 anos, a Bíblia seria esquecida e o Cristianismo seria uma coisa do passado. 

Quarenta anos depois de sua morte, em 1778, a Bíblia e outras literaturas cristãs estavam sendo produzidas em uma impressora que Voltaire possuía em sua própria casa! 

A Palavra de Deus é manancial para a edificação de nossas vidas, é vitamina para nosso fortalecimento espiritual, é fonte de motivação e esperança nos dias de inquietude, é um manual de sabedoria e direção para alcançarmos a felicidade e a vida eterna. 

Muitas pessoas, no passado, previram seu desaparecimento, seu esquecimento, sua inexistência em um futuro próximo. Todos erraram. Todos perderam a oportunidade de usufruir de suas inesgotáveis bênçãos. 

A Bíblia continua levando paz aos corações e conduzindo vidas perdidas à salvação. Ela é a Palavra do Senhor. Ela permanece para sempre! 

É bem verdade que a Palavra de Deus é viva e poderosa e corta mais do que qualquer espada afiada dos dois lados. Ela vai até o lugar mais fundo da alma e do espírito, vai até o íntimo das pessoas e julga os desejos e pensamentos do coração delas. (Hebreus 4:12). Os adjetivos “viva e poderosa” expressam a qualidade dinâmica da revelação de Deus. Quando o autor de Hebreus comparou-a com uma “espada afiada dos dois lados”, ele quis enfatizar que ela realmente penetra e expõe comportamento pecaminoso e motivação impura. Ela é capaz de levar o homem à reflexão, trazendo logo em seguida o refrigério para alma e a libertação da culpa. 

Mas é por isso que “eu amo a Palavra de Deus. Ela transformou a minha vida e a vida de muitos de meus amigos. Quando ela passa a fazer parte de nossos dias, de nossas decisões, da elaboração de nossos sonhos, do organograma de nossa felicidade, nossos caminhos se aplainam, nossos dias parecem mais iluminados, nossas lutas são vencidas com mais facilidade. 

Se a Bíblia está em nossos corações, o Senhor também está, a fé também está, as bênçãos também estão, a vitória sempre nos acompanhará.” (Paulo Roberto Barbosa) 

E então, a Palavra de Deus, que permanece para sempre, tem encontrado espaço em sua vida?

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A fonte da vida

Os meus dias passam mais depressa do que a lançadeira do tecelão e vão embora sem deixar esperança. (Jó 7:6) 

Jó havia perdido todos os bens, família e a própria saúde. Enquanto estava nas profundezas do desespero e se contendia com Deus a respeito da sua situação, Jó proferiu o verso acima, no qual encontramos um interessante jogo de palavras que expressam o caráter passageiro da vida. A palavra hebraica para “esperança” tem dois níveis de significado. Seu significado secundário é “fio”. Assim, tanto a lançadeira do tecelão como os dias de Jó terminariam sem fio ou sem esperança. 

Nada nos envelhece mais rápido que a falta de esperança. Nós somos tão cheios de vida quanto nossa fé, tão próximos da morte quanto nossas dúvidas; tão vivos quanto nossa esperança, e tão mortos quanto nosso desespero. 

Muitas pessoas passam os dias em busca da “fonte da vida”. Frequentam academias para ter um corpo bonito e saudável, os melhores salões de beleza para terem sempre um rosto bonito e sem rugas, e até, quando têm boas condições financeiras, fazem cirurgias plásticas para esconderem qualquer sintoma de velhice. Mas tudo isso de nada adianta se a mente estiver envelhecida pelas angústias, mágoas, ressentimentos e, principalmente, pela falta de esperança. 

Falta de realização em geral e, mais especificamente, sonhos não concretizados criam dor emocional. Com frequência, a dor emocional é interpretada incorretamente pelas outras pessoas. A tristeza de Jó ficou mais difícil de suportar porque seus amigos não o compreenderam. Essa dor deve ser “derramada perante o Senhor”, pois Cristo “tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si” (Isaías 53:4). Quando entendemos esse mistério, a nossa dor é aliviada e a tristeza extirpada. 

Por outro lado, quando nosso coração está alegre, quando nossa fé está viva, quando o amor nos enche a alma de júbilo, então as lutas, as dúvidas e a desesperança não encontram lugar em nós. A esperança é renovada, passamos a viver sorrindo e a felicidade nos rejuvenesce, seja qual for a nossa idade. 

Quando há esperança, não existe desespero. Quando há esperança, não existe frustração. Quando há esperança, não existe tristeza. Quando há esperança, jamais haverá angústia ou derrota. 

A esperança traz confiança e a confiança aproxima-nos do Senhor. Se tivermos Jesus Cristo no coração, teremos confiança, teremos fé, teremos esperança, e a alegria que experimentaremos será uma fonte de vida que nos fará felizes por toda a eternidade. A nossa vida brilhará mais do que o sol do meio-dia, e as horas mais escuras serão claras como o amanhecer. Nós viveremos seguros e cheios de esperança; Deus nos protegerá, e assim dormiremos tranquilos. (Jó 11:17-18) 

Para encontrarmos a fonte da vida, é preciso nunca perder a esperança na vitória e deixar sempre Jesus Cristo ser o nosso Senhor, porque Ele é a fonte da vida. 

Que Deus, que nos dá essa esperança, encha-nos de alegria e de paz, por meio da fé nele, a fim de que a nossa esperança aumente pelo poder do Espírito Santo! (Romanos 15:13)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A emoção da esperança

Que Deus, que nos dá essa esperança, encha vocês de alegria e de paz, por meio da fé que vocês têm nele, a fim de que a esperança de vocês aumente pelo poder do Espírito Santo! (Romanos 15:13). 

A emoção da esperança; com ela se alegrará o mundo cansado, porque já se rompe uma nova e gloriosa manhã.

Natal! As crianças começam a se animar com a sua chegada. Os adultos sentem um pouco de carga com o planejamento das festas, a árvore, os enfeites da casa, a viagem para encontrar os parentes... Todo ano a emoção renova a esperança de boas festas e de um início de ano ainda mais feliz. 

A vinda de Cristo a este mundo trouxe a esperança, e a esperança traz a emoção; a emoção de saber que ainda há esperança. Mas como experimentar esse círculo virtuoso em meio à distração das festas de fim de ano? 

É muito gostoso sentir a emoção da esperança. A tristeza dá lugar à alegria. As trevas dos desprazeres se dissipam diante de uma gota de esperança, assim como a escuridão sucumbe diante da luz de uma pequena chama. 

A esperança está intimamente ligada à fé. A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver. (Hebreus 11:1). Note o paralelo entre “coisas que esperamos” e “coisas que não podemos ver”. É falar com convicção debaixo da garantia de que existe algo não perceptível pelos cinco sentidos. Cristo disponibilizou essa esperança para todos, não importando o que se vê, ouve e sente. É algo acima de qualquer circunstância, mesmo de sofrimento. 

Também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e essa aprovação cria a esperança. Essa esperança não nos deixa decepcionados, pois Deus derramou o seu amor no nosso coração, por meio do Espírito Santo, que ele nos deu. (Romanos 5:3-5) 

A esperança disponibilizada por Cristo não nos decepciona, pois ela não é baseada no que se espera. A esperança não está num desejo ou num favor que será realizado. Ela é muito mais do que isso. Ela é um presente imprevisível fornecido por um Deus que ama surpreender, e que sempre está por perto para ver a nossa emoção ao recebê-lo. 

Na verdade, Jesus Cristo é a própria esperança. É dessa esperança que o mundo precisa. Aliás, para um mundo perfeito não haveria necessidade de esperança. Por isso Deus, sabedor de todas as coisas, doou o seu filho unigênito para que nele fosse revelado o resgate da perfeição. 

E o Natal é o símbolo da esperança. No primeiro Natal nasceu uma criança, o Deus zeloso nos mandou o seu Filho que hoje é o nosso Rei. Ele é chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da Paz”. Haverá paz em todo o seu reino. As bases do seu governo serão a justiça e o direito, desde o começo e para sempre. No seu grande amor, o Todo-Poderoso fará com que tudo isso aconteça. 

Então, por que é que existe a emoção da esperança? Porque Jesus Cristo nasceu. E isso nos dá emoção.

Que Deus, que nos dá essa esperança, nos encha de alegria e de paz, por meio da fé que temos nele, a fim de que a nossa esperança aumente sempre pelo poder do Espírito Santo!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Família-mosaico

Que a mulher não se separe do seu marido. [...] E que o homem não se divorcie da sua esposa. (1 Coríntios 7:10-11) 

Família-mosaico é o termo usado para denominar as famílias formadas por homens e mulheres com filhos de casamentos anteriores e do atual. Segundo o IBGE, a quantidade de famílias-mosaico tornou-se expressiva com o aumento do número de divorciados que se arriscam numa nova relação. O Censo 2010 indica que 16,3% das famílias brasileiras têm filhos de um dos cônjuges, de relacionamento anteriores. O número de casamentos com ao menos um divorciado aumentou de 5%, em 1990, para 19%, em 2010. Três milhões de crianças e jovens convivem com padrastos ou madrastas. 

Embora sem comprovação científica, a revista Veja desta semana afirma que “caiu por terra a concepção de que tal formação familiar prejudicava a autoestima da criança oriunda de outra relação” uma vez que hoje os pais postiços nutrem verdadeiro afeto pelo filho do ex, fato que não acontecia no passado. Estudiosos dizem que para o desenvolvimento da criança é melhor que ela viva em uma família-mosaico do que viver só com o pai ou a mãe. 

A família-mosaico não estava no plano de Deus, e tem a ver com o divórcio. A bíblia defende a união monogâmica e permanente como plano do Criador. Ele disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu, disse Jesus. (Mateus 19:5-6) 

Essa linguagem é forte, mas é assim que Deus vê o casamento. Os laços matrimoniais entre marido e mulher são do mesmo tipo daquele existente entre pais e filhos e entre Deus e sua criação. Existem diferenças de interpretação bíblica sobre a permissão ou não do divórcio e do novo casamento, mas alguns pontos importantes podem ser delineados com base nas Escrituras: 
  • Uma vez que ocorra o novo casamento, o divorciado não poderá mais retornar com o ex. (Deuteronômio 24:1-4); 
  • Deus vê o relacionamento de uma só carne como permanente e ligado por um compromisso sério, porque é a figura que escolheu para ilustrar seu relacionamento com seus filhos. Assim, ele cuida do lar com grande zelo, dizendo assim: “— Eu odeio o divórcio.” (Malaquias 2:16); 
  • Jesus não dá nenhuma orientação nem justificativas aceitáveis para a quebra dessa aliança sagrada; ao contrário, observa que é a dureza do coração humano que faz dessa tragédia uma realidade neste mundo pecador. (Mateus 19:8); 
  • O caminho correto deve ser a busca da reconciliação, evitando assim um novo casamento (1 Coríntios 7:11). Para Deus, com perdão tudo é apagado, como se nunca houvesse acontecido. Nenhum pecado ou tragédia estão além do perdão de Deus. 
Entretanto, depois de buscar e de receber o perdão de Deus, a pessoa que casa outra vez tem uma nova chance de compreender a graça de Deus. Ela deve, então, procurar entender sob uma diferente perspectiva o plano de Deus para o casamento (Gênesis 2:24), comprometer-se totalmente a cumprir esse plano e considerar seus votos de casamento diante do Senhor (Mateus 19:5-6). 

O divórcio nunca será a opção de Deus. No entanto, se o divórcio ocorrer por qualquer razão, Deus deseja trabalhar na restauração da pessoa que experimentou essa tragédia, se houver arrependimento e desejo de reconciliação. E os filhos agradecem, porque “a segurança de uma criança não está baseada em quanto seus pais a amam, mas, sim, em quanto seus pais amam um ao outro.” (Susan Alexander Yates)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A vida é bela... e breve!

Faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio. (Salmo 90:12) 

Fé é acreditar com antecedência naquilo que só terá sentido quando acontecer. Ou seja, não se dá antes sentido a um acontecimento para só depois crer nele. Não há sentido racional acreditar que exista vida após a morte, mas quando se acredita nisso usa-se a fé. Não faz nenhum sentido acreditar que haverá um novo céu e uma nova terra e que nela vamos morar, a não ser pela fé na Palavra de Deus. 

Nós perdemos muito tempo tentando saber o que achamos que precisamos saber, quando achamos que precisamos saber. Certamente perdemos a oportunidade de servir a Deus. Aquilo que precisamos saber na hora certa saberemos. A vida é simples assim! Mas muitas vezes a complicamos. 

Nós precisamos saber que Deus é soberano e está no controle de tudo, não importa a circunstância. Tudo que estamos precisando saber hoje, importa somente para hoje, porque o amanhã a Deus pertence. Então, por que não paramos e buscamos a Deus em primeiro lugar? Isso é o que mais importa. 

A vida é curta e precisamos de sabedoria para bem vivê-la nos poucos dias que nos são dados. E o que é viver bem? Aquele que está buscando sabedoria já descobriu ou está descobrindo o que seja viver bem. Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos. (Tiago 1:5) 

Deus é quem diz aos seres humanos para voltarem a qualquer momento ser o que eram antes; ele faz com que novamente virem pó, porque diante dele, mil anos são como um dia, como o dia de ontem, que já passou; são como uma hora noturna que passa depressa. Ele põe término à vida das pessoas; elas não duram mais do que um sonho. São como a erva que brota de manhã, que cresce e abre em flor e de tarde seca e morre. (Salmo 90) 

Ao conhecermos a mente do Criador e reconhecermos a nossa fragilidade, entendemos que ele é o único que pode confirmar as obras de nossas mãos. Muitos passaram por este mundo, mas poucos deixaram suas marcas, e somente a deixaram porque Deus assim permitiu. Ele é quem derrama bênçãos sobre todos e dá sucesso em tudo o que se fazem na terra. 

O salmista deixou escrito que é Deus quem determina o nosso tempo de vida. Ele tem o seu próprio tempo e planos para cada um. Sabendo disso, vamos servi-lo, temê-lo e obedecer-lhe antes que viremos pó. Ou será que vamos continuar tentando viver a vida sem descobrirmos para qual finalidade existimos? 

Por causa da graça de Deus, a vida é bela. Embora às vezes estejamos confusos com o futuro, tenhamos a certeza de uma vida eterna. Ela será ainda mais bela para aqueles que creem no sacrifício redentor de Jesus Cristo o filho de Deus. 

Antes, vivíamos fazendo o que o nosso corpo e a nossa mente queriam. Mas em nossa união com Cristo Jesus, Deus nos transformou para que seguíssemos o seu plano, a fim de reinarmos com ele no mundo celestial.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O céu existe sim.

Então o Rei [Jesus] dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo”. (Mateus 25:34) 

Ao contrário do pastor norte americano Rob Bell, quando expressou sua opinião a respeito do céu na entrevista concedia à revista Veja de 28 de novembro de 2012, Jesus Cristo disse que viveremos eternamente com Deus no novo céu e na nova terra. 

Eu prefiro acreditar em Jesus Cristo. Isso que ele disse está escrito em sua Palavra, a Bíblia Sagrada. À medida que lemos as Escrituras ouvimos a voz do Criador nos falando por intermédio delas; percebemos então que o livro que estamos lendo é diferente de qualquer outro, que é de fato um livro com as palavras do próprio Deus falando-nos ao coração. 

Após o Juízo Final, nós entraremos para sempre no pleno gozo da vida na presença de Deus. Entraremos em um reino onde não haverá nada que esteja debaixo da maldição de Deus. O trono de Deus e do Cordeiro lá estará, e os seus servos o adorarão. (Apocalipse 22:3) 

Quando se referem a esse lugar, os que creem geralmente falam em viver para sempre com Deus “no céu”. Mas na verdade o ensino bíblico é muito mais rico: ele nos diz que haverá novo céu e nova terra — uma criação inteiramente renovada e viveremos ali com Deus. 

O Senhor promete por meio de Isaías que está criando um novo céu e uma nova terra; que o passado será esquecido, e que ninguém se lembrará dele. (Isaías 65:17) E manda escrever que “assim como o novo céu e a nova terra que eu vou criar durarão para sempre pelo meu poder, assim também durarão os nomes de vocês, e vocês sempre terão descendentes”. (Isaías 66:22). Nós estamos esperando um novo céu e uma nova terra, onde tudo será feito de acordo com a vontade dele. (2 Pedro 3:13) 

Na visão que João teve dos eventos posteriores ao Juízo Final, ele viu um novo céu e uma nova terra. O primeiro céu e a primeira terra desapareceram, e o mar sumiu. Ele viu a Cidade Santa, a nova Jerusalém, que descia do céu. Ela vinha de Deus, enfeitada e preparada, vestida como uma noiva que vai se encontrar com o noivo. (Apocalipse 21:1-2) Não sei explicar mas haverá uma unificação do céu e da terra.

João também ouviu uma voz forte que vinha do trono, a qual disse: — Agora a morada de Deus está entre os seres humanos! Deus vai morar com eles, e eles serão os povos dele. O próprio Deus estará com eles e será o Deus deles. Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor. As coisas velhas já passaram. Segundo João, aquele que estava sentado no trono disse: — Agora faço novas todas as coisas! E também disse: — Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e merecem confiança. (Apocalipse 21:3-5) 

Quem falou em céu? Ora, além de Jesus Cristo, filho de Deus, temos vários outros testemunhos escritos na Bíblia. Um dos mais claros testemunhos a respeito do céu é o de Estevão, quando no momento da sua morte, cheio do Espírito Santo, olhou firmemente para o céu e viu a glória de Deus. E viu também Jesus em pé, ao lado direito de Deus. Então disse: — Olhem! Eu estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem em pé, ao lado direito de Deus. (Atos 7:55-56) 

Eu acredito nisso, até porque se a nossa esperança em Cristo só vale para esta vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo. (1 Coríntios 15:19) Mas é preciso fé. Quem não a tem deve pedir a Deus.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dois em um

Como dizem as Escrituras Sagradas: “É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua esposa, e os dois se tornam uma só pessoa.” (Efésios 5:31)

Há uma verdade imensa revelada nessa passagem das Escrituras, e eu entendo que ela está falando a respeito de Cristo e da Igreja. Mas também está falando a respeito de nós: cada marido deve amar a sua esposa como ama a si mesmo, e cada esposa deve respeitar o seu marido.

Conforme alguns fragmentos de um texto escrito por Spencer W. Kimball (1895–1985) sobre a união estável entre o marido e a esposa – o casamento –, quando duas pessoas chegam ao altar para se casarem, têm de estar conscientes de que para terem o casamento feliz, precisam saber que o casamento não é só uma questão legal. Significa fazer sacrifícios, compartilhar e até restringir em parte a liberdade individual.

Significa fazer economias em longo prazo e a duras penas. Significa ter filhos, que darão despesas, trabalho, preocupação e que precisarão de cuidados; mas também significa sentir as emoções mais profundas e agradáveis que existem.

Os dois têm de eliminar o "eu" e o "meu" e substituí-los pelo "nós" e pelo "nosso". Os dois passam a estar pendurados em um só ramo – a família. Todas as decisões têm de levar em consideração o fato de que afetarão duas pessoas ou mais. Ao encarar as decisões importantes, os cônjuges terão de pensar em como elas afetarão também os filhos, os agregados, os netos e a vida espiritual de todos os que brotarem dessa união.

É quase certo que os casamentos fundamentados no egoísmo fracassarão. Quem se casa por dinheiro, prestígio ou posição social com certeza se decepcionará. Quem se casa por vaidade e orgulho ou para tripudiar sobre alguém ou atingi-lo só está enganando a si mesmo.

Por outro lado, quem se casa para fazer o outro feliz e ser feliz, para servir e ser servido e que cuida dos interesses dos dois e da família que estiverem formando terá boas chances de ser feliz no casamento.

Caso tenhamos sempre em mente a felicidade, o bem-estar e o que for melhor para o outro, o amor iniciado no namoro e consolidado no casamento aumentará e alcançará proporções imensas.

Muitos casais deixam que o casamento fique estagnado e que o amor esfrie ficando tão sem-graça como pão amanhecido, piadas batidas, ou sopa fria.

Certamente os alimentos mais vitais para o amor são a consideração, bondade, atenção, solicitude, as demonstrações de afeto, os abraços de agradecimento, a admiração, orgulho, companheirismo, confiança, fé, igualdade e interdependência e total dependência de Deus em suas vidas.

O casamento é, talvez, a mais importante das decisões e a de conseqüências mais abrangentes, pois afeta não apenas a felicidade imediata, como também a ventura eterna. Não afeta apenas as duas pessoas envolvidas, como sua família, particularmente os filhos, e os filhos dos filhos por muitas gerações.

Enfim, o casamento é um mandamento de Deus; não é meramente um costume social. Está escrito na palavra do Senhor que o casamento é uma coisa certa e boa. Por tais motivos, o casamento é uma instituição digna de ser preservada. Se permanecermos nesse propósito, certamente Deus estará conosco nos dando graça para vencer.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

É meu. Posso vender?

A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa. (I Coríntios 7:4) 

Segundo a Revista Veja desta semana, hoje, dia 20, “em algum ponto entre a Austrália e os Estados Unidos, a catarinense Ingrid Migliorini, de 20 anos, perderá sua virgindade a bordo de um avião, sobre águas internacionais, para escapar do alcance das leis dos países”. Ingrid leiloou sua virgindade. 

O que há de errado nisso é que Ingrid leiloou um bem que não lhe pertencia. Além de romper os limites éticos, ela depreciou a sua intimidade. Conforme Michael Sandel, professor de filosofia da Universidade Harvard, quem faz isso “revela uma concepção utilitarista e rasa da vida.” Por outro lado, “quem acha que tudo se pode comprar, na verdade não valoriza nada.” Ao contrário do que possam pensar alguns, Ingrid não se valorizou, mas chegou ao limite de sua degradação. 

Trocar sexo por dinheiro é degradante para ambos os parceiros, pois fere a dignidade humana. “O Homem não pode dispor de si próprio como se fosse uma coisa; ele não é sua propriedade”, disse o filósofo alemão e pensador moral Immanuel Kant. 

Existem bens preciosos que o dinheiro não compra. O nosso corpo é um deles. Será que não sabemos ainda que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que vive em nós e nos foi dado por Deus? Nós não pertencemos a nós mesmos, mas a Deus, pois ele nos comprou e pagou o preço. (I Coríntios 6:19) 

No leilão de virgindade ou em qualquer outra forma de comercialização do corpo (ou parte dele) há envolvidas a degradação e a corrupção de certos valores. Isso tira, por exemplo, o valor da sexualidade e torna a pessoa humana em um objeto, um instrumento de uso e lucro. O Senhor Deus abomina essas práticas. 

Uma união sexual não afeta só o corpo. O que fazemos com o nosso corpo na intimidade afeta o estado espiritual de nossa alma. Esse é particularmente o caso da “transação” do corpo para práticas sexuais. A união sexual de “uma só carne” do sexo marital reflete realidades sobre Deus. A atividade sexual fora desse contexto viola a imagem que Deus tem estampada em nossa consciência e mesmo em nosso corpo, seja masculino ou feminino. 

Além do mais, quando o homem ou a mulher “comercializa” o seu corpo, seja por prazer, seja por dinheiro, infringe outro princípio divino no qual o ato sexual deve ser reservado tão somente para a esposa e o marido, que entre si fazem o voto do matrimônio e nele embutem o compromisso permanente de fidelidade, de amor e de carinho mútuos. É por isso que um pertence ao outro, e não a si mesmo. 

Portanto, não estamos autorizados por Deus a vender algo que não nos pertence. O nosso corpo, a nossa alma, a nossa vida pertencem ao nosso Criador. E o que fazemos com eles (e neles) prestaremos contas no dia do Juízo Final. Pensemos nisto!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Deus tem o melhor...

Pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano. (Romanos 8:28) 

“Deus tem o melhor para você!” Este tem sido um dos jargões mais utilizados em pregações na atualidade. Sem dúvida, é uma frase muito consoladora. Ela traz conforto e esperança. Mas às vezes é mal interpretada e causa frustrações.

É evidente que Deus tem o melhor, porque ele é bom! Como são maravilhosas as coisas boas que Deus guarda para aqueles que o temem! Todos nós podemos ver como ele é bom e como protege os que confiam nele. (Salmos 31:19) 

A questão é saber o que é melhor para nós sob o ponto de vista de Deus, e não sob o nosso. Sabemos que os seus pensamentos não são como os nossos pensamentos, e ele não age como nós agimos. Assim como o céu está muito acima da terra, assim os seus pensamentos e as suas ações estão muito acima dos nossos. (Isaías 55:8-9) 

Um determinado acontecimento pode não ser bom sob o nosso ponto de vista, mas pode ser bom do ponto de vista de Deus, e vice-versa. É como receber ou doar um presente.

Quando o grande rei Davi escreveu que o “Senhor é o meu pastor, nada me faltará.” (Salmos 23:1), ele quis enfatizar que devemos confiar em Deus para prover as nossas necessidades. Como o Bom Pastor, Deus provê para o nosso bem-estar físico, mental e espiritual. Ele provê refrigério nas situações difíceis da vida. Sua “vara” e seu “cajado” guiam, protegem e disciplinam amorosamente as ovelhas. 

Sob o nosso ponto de vista, quando o Bom Pastor utiliza a sua “vara” e nos corrige, pode nos parecer que ele não está provendo o melhor. E aqui é bom lembrar-nos do ensinamento do apóstolo Paulo a respeito da providência e provisão de Deus. Nós devemos estar contentes, não com as circunstancias, mas nas circunstâncias, que podem ser boas ou ruins. Porém, esse regozijo não elimina ambições ou atos errôneos na vida. (Filipenses 4:10-19) 

A fé que devemos ter na providência divina não é nossa por nascimento, mas foi adquirida com esforço e sofrimento. Foi desenvolvida gradualmente no andar com Deus, de maneira que aprendemos a estar alegre com qualquer coisa, vivendo apesar das coisas e sem ser afligido pelas circunstâncias. (Filipenses 4:13) 

Então, Deus tem o melhor para você em todas as áreas da vida. Entretanto, sob o seu ponto de vista, em certas áreas pode lhe parecer que a providência de Deus seja boa, em outras não. Por exemplo, você pode não ser uma pessoa abastada financeiramente, mas tem uma boa saúde ou uma boa família. 

Talvez você possa não possuir nada de bom na vida material, mas tem a graça de enxergar pelos olhos da fé uma eternidade repleta de gozo e felicidade, um lugar para morar onde não haverá choro e dor. 

Deus tem o melhor para você sim, porque nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. (I Coríntios 2:9)

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Fujam!

Obedeçam a Deus e enfrentem o Diabo, que ele fugirá de vocês. (Tiago 4:7) 

Certa vez um homem de negócios com excesso de peso decidiu que estava na hora de perder uns bons quilos. Levava a sério sua dieta, chegando mesmo a mudar de rota para evitar a doceria favorita. 

Numa manhã, entretanto, ele apareceu no trabalho com um bolo gigante de chocolate. Os colegas de escritório começaram a zombar dele, mas ele permanecia impassível com seu sorriso. “Este é um bolo especial”, disse: “Acidentalmente, tive que passar em frente à doceria nesta manhã e ali, na vitrine, havia grande quantidade de bolos. Senti que não era tão acidental assim, e orei: ‘Senhor, se é de Tua vontade que eu compre um destes bolos de chocolate, que haja um lugar para estacionar em frente da porta da doceria’. Depois de oito voltas na quadra, apareceu o lugar.” 

A tentação vem, até porque está escrito: “Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar.” (I Pedro 5:8). 

Mas não é só o inimigo das nossas almas que nos tenta. A maioria das vezes, somos tentados pelas nossas próprias fraquezas. Não importa se é um pedaço de bolo, ou alguma coisa que não devemos ter, algo que não devemos fazer, ou um lugar aonde não devemos ir. 

É verdade que não seremos salvos pelas nossas forças e não conseguiremos vencer o pecado se não for pela graça de Deus, mas é bom fugirmos da tentação, ou seja, ficarmos longe do lugar onde ela está. 

Fujamos das paixões da mocidade e procuremos viver uma vida correta, com fé, amor e paz, junto com os que com um coração puro pedem a ajuda do Senhor. (II Timóteo 2:22). Quer dizer, corramos na direção contrária. Se temos problemas com bebida alcoólica, não passemos em frente ao bar. Em outras palavras, não fiquemos nadando nem brincando ao redor da isca, muito menos olhando para ela. 

Quão perto podemos nos aproximar do fogo e não nos queimar? E se sairmos quando sentirmos cheiro de fumaça? A preocupação deve ser: Como podemos ficar o mais longe possível do pecado? 

O diabo pode dizer: “Tire uma folga espiritual neste fim de semana. Só hoje à noite. Só uma hora. Afinal, é só uma visita à zona proibida. Você é maduro e sabe que não vai ficar lá.” 

Uma vez perguntaram para Mel Gibson por que ele tinha colocado uma linda mulher com véu para representar o mal no filme A Paixão de Cristo. Ele respondeu: “O mal toma a forma de beleza, é quase bonito... ele se disfarça e se mascara, mas se as antenas de vocês estiverem ligadas, vão identificá-lo.” 

As tentações que temos de enfrentar são as mesmas que os outros enfrentam; mas Deus cumpre a sua promessa e não deixará que soframos tentações que não temos forças para suportar. Quando uma tentação vier, Deus dará forças a nós para suportá-la, e assim poderemos sair dela. (I Coríntios 10:13).

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

De escravo para filho

Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. (João 8:36) 

Dogmatismo é a tendência de um indivíduo afirmar ou crer em algo como verdadeiro e indiscutível, e é um termo muito utilizado pela religião e pela filosofia. O dogmatismo ocorre quando uma pessoa considera uma verdade absoluta e indiscutível. É quando são ditas verdades que não foram revisadas ou criticadas, que a sociedade simplesmente tornou-as absolutas. É uma atitude dos indivíduos de crerem no que o povo fala sem ter dúvidas, o que ocorre desde a antiguidade, onde muitos filósofos, como Platão e Aristóteles, se recusavam a crer em alguns fatos estabelecidos e ditos como verdade. 

Na época em que Jesus Cristo exercia o seu ministério terreno, os judeus – seus compatriotas – confiavam nas tradições e nas cerimônias religiosas. A esperança deles estava depositada na ascendência e na obediência à Lei de Moisés e à tradição oral dos antigos. Ao longo dos anos, eles tinham enfrentado a dominação do Egito, da Babilônia, da Pérsia, da Síria e, finalmente, de Roma. Mas, apesar da dominação política, sentiam-se espiritualmente livres, porque se consideravam uma nação santa, uma raça eleita por Deus. 

Jesus discordou deles ao afirmar que eles eram escravos do pecado e não filhos de Deus e que só por meio dele, Jesus Cristo, poderiam encontrar a verdadeira liberdade espiritual. Isso os deixou furiosos. 

Mas a mensagem de libertação da Bíblia veio quebrar esse dogma. Essa mensagem refere-se à nossa liberdade do poder e da penalidade do pecado. 

Enquanto é menor de idade, por exemplo, o filho que vai herdar a propriedade do pai é tratado como escravo, mesmo sendo, de fato, o dono de tudo. Enquanto é menor, há pessoas que tomam conta dele e cuidam dos seus negócios até o tempo marcado pelo pai. Assim também nós, antes de ficarmos adultos espiritualmente, fomos escravos dos poderes espirituais que dominam o mundo. Mas, quando chegou o tempo certo, Deus enviou o seu próprio Filho, que veio como filho de mãe humana e viveu debaixo da lei para libertar os que estavam debaixo da lei, a fim de que nós pudéssemos nos tornar filhos de Deus. 

E, para mostrar que somos seus filhos, Deus enviou o Espírito do seu Filho ao nosso coração, o Espírito que exclama: “Pai, meu Pai.” Assim não somos mais escravos; somos filhos. E, já que somos filhos, Deus nos dará tudo o que ele tem para dar aos seus filhos, inclusive a libertação de qualquer dogma, tradição de religiões ou costumes de antepassados. 

Portanto, não é pela religiosidade, e nem pelo cumprindo fiel dos costumes estabelecidos pelas tradições que seremos salvos, mas tão somente por meio da fé na obra realizada por Jesus Cristo, filho do Deus único e verdadeiro. 

Então, não perca a oportunidade de mudar agora sua condição de escravo para filho. Em Cristo, você é liberto também da escravidão dos vícios.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O dom da família

Porque, assim como em um só corpo temos muitas partes, e todas elas têm funções diferentes, assim também nós, embora sejamos muitos, somos um só corpo por estarmos unidos com Cristo. E todos estamos unidos uns com os outros como partes diferentes de um só corpo. 

Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. (Romanos 12: 4-6) 

Como é gostoso passar o feriado em família! Sou muito grato a Deus pela oportunidade que tenho de poder reunir os familiares para um almoço e um bate-papo bem descontraído. 

Mas existe um desafio para minha família que precisa ser vencido: As comparações. Se você tem irmãos, você sabe o que estou dizendo. 

Não é muito raro existir comparações em uma rodinha de bate-papo, exatamente no momento de comunhão. Há muitas maneiras de comparar uma pessoa à outra e, no meio da diversão, muitas vezes há um membro da família que sente a necessidade de vocalizar as discrepâncias percebidas entre os indivíduos. 

Às vezes, o fato é tão crítico que chegamos a pensar assim: Deus, o que Senhor estava pensando quando nos jogou no mesmo pote e chamou de família, pois nos parecemos tão diferentes!? 

Além de prejudicar nossa capacidade de amar um ao outro, as comparações são um desperdício de energia porque são baseadas em percepções de superfície que podem ser imprecisas. 

Ultimamente, tenho procurado conduzir as conversas que giram em torno do jogo de comparações para a maneira de pensar de Paulo quando escreveu aos Romanos. A Palavra revela o projeto de Deus para a família espiritual, mas pode ser muito bem aplicada em nossas famílias biológicas. 

Embora cada pessoa seja valiosa aos olhos de Deus, a Palavra ensina que uma pessoa não pode conseguir tudo sozinha, não importando o quão perfeito ele ou ela possa parecer. Além disso, cada um de nós tem dons especiais, e dependemos uns dos outros para preencher as lacunas nas áreas que faltam. 

Portanto, seja para melhor ou para pior, cada membro de uma família pertence a todos os outros. Quando ponderamos os dons de Deus revelados individualmente aos membros da família, focamos na ação de gratidão a Deus por essa diversidade, e esquecemos as comparações. 

Pense agora no(s) seu(s) dom(ns) e com o coração grato a Deus veja se você consegue identificar aqueles que existem em cada membro de sua família. Fazer parte de uma família é dom de Deus.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Precioso legado

Então Marta disse a Jesus: — Se o senhor estivesse aqui, o meu irmão não teria morrido! Mas eu sei que, mesmo assim, Deus lhe dará tudo o que o senhor pedir a ele. — O seu irmão vai ressuscitar! Disse Jesus. Marta respondeu: — Eu sei que ele vai ressuscitar no último dia! Então Jesus afirmou: — Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá. Você acredita nisso? — Sim, senhor! Disse ela. — Eu creio que o senhor é o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo. (João 11: 21-27)

Muitos de nós já tivemos a experiência de sofrer com a morte de um ente querido. Alguns com mortes prematuras. Um dos aspectos mais tristes da morte prematura é a não realização de sonhos. Isso mexe com as pessoas que ficam. Outra coisa que mexe é o trabalho realizado pelo morto, que agora passa a ser apenas um memorial, um legado. Mas o que realmente mexe com o ser humano é a devoção do finado por uma causa nobre ou altruísta.

As histórias são semelhantes. A vida vai fluindo às mil maravilhas, e de repente o telefone toca... Fulano faleceu! Cada um tem a sua experiência com Deus nesse momento.

Algumas das reflexões mais encorajadoras sobre a morte e a eternidade podem ser encontradas em um livro publicado pela enfermeira Trudy Harris, Glimpses of Heaven (Revell, 2008). Harris colecionou histórias de seus pacientes falecidos com o intuito de oferecer conforto para aqueles que sofriam as perdas, e também para compartilhar as reflexões espirituais recolhidas daqueles que se preparavam para passar para a eternidade. Tendo observado o cuidado de Deus para com os seus pacientes, Harris escreveu: “Aqueles que se dão o luxo de estarem presentes com os pacientes na hora da morte percebem que existe apenas um Médico Divino, e é somente ele quem define o horário que cada um partirá”.

Enquanto a morte é sempre uma tragédia, Harris confirmou o que a Bíblia ensina: Até mesmo a morte tem mérito quando envolvida com a graça de Deus. Harris escreveu que muitos de seus pacientes poderiam sentir – e até ver – a presença de Deus de maneira muito clara na hora da morte. Ela observou que seus pacientes com doença dolorosa estavam ansiosos para transmitir esperança, conforto e sabedoria antes de partirem. Alguns morreram com tanta graça que demonstravam um sorriso gentil.

Podemos olhar para o nosso Salvador que não evitou a morte, mesmo quando poderia ter evitado, para enxergar duas verdades: Deus trabalha por meio do processo da morte para fazer o homem se aproximar dele, e a morte – por mais horrível que seja – não tem a palavra final.

Embora seja difícil suportar o peso da perda de um ente querido, como Marta podemos encontrar paz em saber que Deus não nos abandona nos momentos mais sombrios da morte. E enquanto ainda não temos o privilégio de vê-lo em toda a sua glória, podemos confiar o nosso futuro e o futuro dos que partiram ao amor misericordioso de Cristo.

Mesmo que muitos dos nossos não tenham sido famosos como Agostinho ou Tomás de Aquino, eles foram preciosos e o são para Deus. Que possamos nos lembrar sempre dos seus preciosos legados!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Tudo ou nada?

Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele. (Provérbios 22:6)

"No meu tempo de criança, ganhar brinquedos, roupas e outros presentes não era fácil. As famílias eram numerosas, geralmente as mães não trabalhavam fora. A renda familiar era menor e precisava ser muito mais dividida. Éramos seis. Quando queríamos alguma coisa, nem sempre ganhávamos e, se íamos ganhar, tínhamos que esperar o tempo certo, quando nossos pais pudessem nos dar e, ainda, “fazer por merecer”. Isso foi muito importante para nossa formação. Foi assim que aprendemos que não podemos ter tudo que queremos ou na hora que queremos, que as coisas não caem do céu, que temos que conquistá-las. Foi assim que aprendemos a dar valor no que temos."

“Hoje, é tudo muito diferente. Os casais têm um ou dois filhos, três geralmente é quando algo dá errado. Há o dinheiro das mães que trabalham fora para ajudar no sustento da casa. As crianças costumam ter tudo o que querem e o que nem imaginaram que iam ter. Se a criança pensa em algo, a mãe ou pai dão um jeito de comprar. Há pais que costumam comprar para as crianças tudo que acham que vai deixá-la feliz. Há aqueles que, por trabalharem fora e terem pouco tempo para as crianças, procuram recompensar a ausência com presentes. A criança ganha um brinquedo, acha interessante, brinca algumas vezes e depois o deixa de lado, mesmo quando era algo que ela queria. Simplesmente porque ele veio facilmente para ela, ela não passou tempo sonhando com o brinquedo e esperando por ele. Muitas vezes, também porque o brinquedo não era o desejo dela, era o desejo dos pais. Já ouvi inúmeras vezes ‘quando criança quis muito e não pude ter; agora, vou dar tudo que não tive para o meu filho’. Quanta ignorância! Nesse caso, o pai dá para a criança o que ele sonhou e não entende que aquilo, para ela, não tem importância alguma ou tem uma importância muito pequena. Por isso, ela só se interessa pelo presente quando ele é novidade”. (Carmélia Cândida)

Educar filhos não é brincadeira. Eu tive a oportunidade de criar três. Graças a Deus, hoje são todos doutores. Mas existe uma pergunta que milhares de mães e futuras mamães se fazem diariamente: “Qual será a ‘fórmula mágica’ para cuidar de uma criança, cuidar de sua educação e fazer com que ela cresça dentro da sociedade como um exemplo de criança e também de pessoa e que além do filho a mãe também seja um exemplo para as outras pessoas?”

Não há uma mágica que vá fazer o seu filho ser e agir somente da maneira que você quiser até mesmo porque ele(a) é um ser humano, e assim como todos, tem vontade própria. O que você pode fazer é mostrar a ele como agir corretamente. A dica é sempre mostrar os dois lados do mundo, o lado certo e o lado errado e instruí-lo para que ele(a) siga sempre o caminho correto.

Ensiná-lo a grande diferença entre a verdade e a mentira; nunca tentar esconder dele um fato curioso; fala-lhe sobre todos os assuntos sempre com muita naturalidade, usando sempre palavras e argumentos que sejam condizentes com a sua faixa etária, porque dessa forma ele já vai se adequando às realidades da vida. Os bons modos nunca podem ficar fora de questão; ensina-lo as “palavras mágicas”, o poder da palavra desculpa; nunca incentivar uma briga ou qualquer coisa do gênero, mas mostrar sempre que existem formas fáceis e certas de conseguir o que se deseja; dizer sempre, com muito carinho e amor, que pegar coisas dos colegas é errado e que existem punições para estas atitudes. Lembrando que a melhor forma de educar o seu filho é utilizar sempre o diálogo, nunca a agressão. O seu exemplo fala mais alto que qualquer ensinamento e tudo que ele aprender hoje ficará guardado em sua memória para sempre.

Por fim, seja equilibrado(a). Não lhe dê tudo que ele(a) queira, nem lhe deixe sem nada.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Meu querido tablet

Jesus respondeu: — “Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma e com toda a mente.” Este é o maior mandamento e o mais importante. (Mateus 22:37-38)

Recentemente eu estava conversando com uma amiga e ela me contou o que havia acontecido: ela começou uma campanha de oração com o objetivo de pedir a Deus para “quebrá-la” para que se tornasse totalmente dependente dele. No meio de uma dessas orações, ela parou e começou a pensar no que estava falando com Deus. Qualquer pessoa que tenha lido o livro de Jó sabe que pedir a Deus para “quebrá-lo” não é algo que se faça de bom ânimo, mas ela decidiu que valia a pena correr o risco, e continuou pedindo a Deus para torná-la mais dependente dele. Nada aconteceu na primeira semana de oração. Aí, o tablet dela quebrou.

Dizia ela que estava correndo em uma academia de ginástica quando o seu “queridinho” deslizou do suporte, caiu, bateu na esteira, tomou um impulso e foi parar numa parede de tijolos. Imediatamente, o mundo dela parou. Ela interrompeu o treino, viu que ele tinha rachado o vidro e começou a se preparar para comprar outro. Gastou um sábado inteiro andando de loja em loja à procura de um novo aparelho e acabou descobrindo que o  modelo do seu tablet não estava mais disponível. Então, teve que pagar mais caro por um mais atualizado. Chegando a casa, passou o resto do final de semana sincronizando o aparelho, tentando recuperar seus contatos, seus joguinhos, suas listas de reprodução de músicas e filmes. Só parou quando percebeu que tudo estava funcionando em perfeita condições.

Depois que ela me contou essa historinha, eu comecei a pensar: Quem dera tivéssemos a mesma devoção pela nossa fé, como temos pelos nossos aparelhos de estimação. Parece engraçado, ela pediu para Deus quebrá-la, mas ele quebrou a coisa à qual ela estava realmente devotada. Gostamos de pensar que os ídolos são coisas do passado e que na idade moderna poucos são os que ainda se debruçam diante de ídolos. Engano! A verdade é que os ídolos ainda estão por aí nos rodeando. Eles podem ser importantes como o dinheiro, o emprego, o carro ou a casa. Ou podem ser aparentemente insignificantes, como um tablet, um smartphone ou um notebook. O certo é que nunca tivemos tantos ídolos como na atualidade.

Todos nós gostamos de nos divertir, de gastar dinheiro, e de passar bons tempos com a família. Nada de errado! Contudo, quando uma coisa é tão importante e ocupa muito o nosso tempo e pensamentos, esta coisa torna-se um ídolo. Mas, quais são mesmo os ídolos? Por exemplo: Talvez seja uma fantasia sobre alguém que não está na nossa realidade. Talvez o desejo de ser como o nosso “ídolo”. Talvez o pensamento de que se tivéssemos mais dinheiro seríamos mais felizes...

Somente Deus é digno de receber adoração. Ele nos criou e quer nos dar tudo que necessitamos, mas, antes, o Altíssimo quer satisfazer o vazio que existe dentro de cada um de nós com a sua presença, pois ele é o único perfeito e todo poderoso.

Pode ser difícil depender de Deus, especialmente quando vivemos num mundo onde o conforto e a tecnologia estão cada vez mais acessíveis. Entretanto, devemos lembrar que máquinas quebram, o dinheiro vem e vai, as pessoas podem acabar nos decepcionando... Mas Deus permanece fiel.

Pare um momento e pergunte a si mesmo: “Existem ídolos na minha vida?” Analise se você precisa confiar mais em Deus e menos em algum outro personagem ou “coisa”.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

A sonhada perfeição

Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:2) 

Ontem faleceu mais um animalzinho de estimação de nossa família: Uma cachorrinha “salsicha” que viveu 12 anos nos dando muita alegria. Imaginem a choradeira em casa! É impressionante como essas criaturas conseguem nos cativar. Apesar de nossas falhas para com eles, jamais nos abandonam ou deixam de balançar o rabinho demonstrando carinho e emoção ao nos ver entrando em casa. Descanse em paz Tekita! 

Uma vez eu li uma frase de para-choque de caminhão assim: “Quanto mais eu conheço gente, mais eu amo meus cachorros!” Quando li isso, achei um absurdo. Mas após refletir bastante, acabei concordando com a ideia que vem nas entrelinhas: As pessoas erram feio com a gente, os animaizinhos não têm consciência do que fazem.

Outras frases muito interessantes são mais ou menos assim: “O ser humano erra. Ninguém é perfeito!”; “Errar é humano. Permanecer no erro é burrice”; “Se quiser construir uma grande amizade, aceite as pessoas como elas são”. As mensagens contidas nessas frases nos levam à conclusão que somos, sim, imperfeitos.

Somos imperfeitos, mas Deus não nos criou assim. Na verdade, o Criador nos fez perfeitos, assim como fez perfeito cada animal e vegetal na face da Terra. Entretanto, o homem por sua livre e espontânea vontade escolheu a imperfeição. E pior, se conformou com isso. 

O grande problema que o mundo enfrenta hoje é exatamente esse conformismo com a imperfeição. Muitas vezes pensamos assim: "- Fulano pisou na bola comigo. Deixa! Depois eu dou o troco". E assim, de forma equivocada vamos levando a vida e nunca buscamos a sonhada perfeição. 

Deus disse a Abrão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito.” (Gênesis 17:1). O nosso Criador nunca esteve satisfeito com a nossa maneira imperfeita de ser. Por isso, ordena que busquemos a perfeição. Não podemos nos conformar com a maneira que vivemos nesse mundo. Muitos ofendem o sentimento alheio sem nenhum remorso. Outros, por vingança, praticam a maldade com frieza e falta de escrúpulo. Por causa desse conformismo é que algumas pessoas sentimentais preferem a companhia dos animais. Estes não podem ser considerados imperfeitos. 

Devemos amar os animais, mas também está escrito: “Amem uns aos outros com o amor de irmãos em Cristo e se esforcem para tratar uns aos outros com respeito”. É nesse contexto que Paulo nos aconselhou a não vivermos como vivem as pessoas deste mundo. 

Jesus Cristo nos ensinou a amar. Ele mostrou isso ao viver aqui com os humanos. Sua vida é, e sempre será, o exemplo de vida. Se procurarmos seguir os seus passos, poderemos melhorar um pouco mais a convivência mútua. 

Nós continuaremos imperfeitos? Digamos que sim. Mas devemos procurar a sonhada perfeição. Certamente, o Senhor estará ao nosso lado nos auxiliando nos momentos de fraqueza.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Palavra que limpa

Vós já estais limpos, pela Palavra que vos tenho falado. (João 15:3)

“Um dia, eu estava ensinando à minha classe bíblica de crianças e contei sobre a visita de Jesus à casa de Marta e Maria. Eu expliquei, com detalhes, como Maria e Marta se apressaram para limpar a casa e fazer uma comida especial. Então, fazendo uma pausa, eu perguntei: ‘O que você faria se Jesus fosse visitar sua casa hoje?’ Uma pequena menina, rapidamente, respondeu: ‘Eu poria a Bíblia sobre a mesa’”. (Louise Day)

“A nossa ilustração poderia ser interpretada de várias maneiras, mas, prefiro entendê-la da seguinte forma: A Bíblia é o que de melhor temos para limpar nossa casa e a comida mais especial para um crescimento espiritual firme e saudável.

Quando não permitimos que a Palavra de Deus faça uma limpeza total em nós, logo nos enchemos das traças do egoísmo, das teias de aranha de mágoas e rancores, das manchas de vaidade e da poeira constante de todo tipo de pecado.

A Palavra de Deus nos limpa e, ao mesmo tempo, nos alimenta. Quando nos deixamos purificar pelos ensinos do Senhor, tornamo-nos mais alvos que a neve e mostramos o brilho da presença de Cristo em cada passo dado. O nome de Jesus é exaltado e somos fortalecidos pela alegria de Seu coração.

Se antes nos alimentávamos de ódio, indiferença, incredulidade e vícios, passamos, com a palavra, a desfrutar de uma comida mais do que especial. Nossa alma passa a provar do amor de Deus, de Sua misericórdia, de Suas promessas maravilhosas. Nosso coração passa a sentir os efeitos das vitaminas da fé e da esperança e, limpos e alimentados, nossos dias se tornam cheios de júbilo e felicidade.

E você, que faria ou o que está fazendo para receber a visita do Senhor em sua casa?”

Texto de Paulo Roberto Barbosa

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Vaidade, tudo é vaidade!

Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade (Eclesiastes 11:10). 

“Somos e seremos sempre inseguros e impotentes diante das coisas que mais nos são relevantes.” (Flávio Gikovate) 

À medida que envelhecemos, percebemos que não somos nada. Segundo o psiquiatra autor da frase acima, “não só nossos pais nos rejeitaram – segundo nossa interpretação para o fato de não terem sido mais onipresentes – mas também parece que fomos rejeitados também pelos deuses.” [...] 

“Nós que temos nome, que somos reconhecidos pelos nossos parentes, amigos e vizinhos não somos nada além de um grão de areia. Se pensarmos em nossa posição no universo, somos tanto quanto a formiga que distraidamente massacramos ao andar.” [...] 

“Por causa dos desamparos, todos nós sentimos menos amados do que gostaríamos de ter sido, o que nos faz sentirmos inferiorizados em valor absoluto”. [...] “Percebemos que nosso papel no universo é insignificante e que nossa existência em termos absolutos é irrelevante. E mais, percebemos a incerteza e a insegurança de nossa condição e a impossibilidade de nos defendermos de riscos futuros de dor e também da morte.” [...] 

“Além disso, à medida que somos capazes de fazer comparações, a inferioridade também se reforça por esta via.” [...] 

Essa descoberta por muitos hoje fora escrita pelo sábio Salomão há muitos anos. Vaidade de vaidades, tudo é vaidade. Após possuir tudo e todos, o Rei Salomão finalmente senta-se para deixar escritas na tábua da humanidade as maravilhosas reflexões: “Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, gozei a felicidade, busquei a sabedoria, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.” [...] 

“Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza, apesar de seus dias serem dores, e o seu trabalho, desgosto; muitos até de noite não descansam o seu coração; contudo, deixarão o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou. Isso é vaidade!” [...] 

“Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais. Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo.” [...] 

“Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.” (Eclesiastes) 

Finalmente, o autor escreve que “em paralelo com essas constatações, fruto da inter-relação e da combinação das informações que acumulamos na vida, percebemos cada vez mais claramente como nos sentimos excitados, alegres e gratificados, quando nos exibimos, quando chamamos a atenção de outras pessoas, quando atraímos olhares para nós...” 

Isso é vaidade, fruto da nossa insegurança e impotência! Mas Cristo veio para mudar isso, nos dando vida em abundância e esperança de eternidade.