terça-feira, 29 de novembro de 2011

Apenas um garoto

Deus disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração. (1 Samuel 16:7) 

Quando o profeta chegou à casa da família de Jessé, ele estava com um pensamento que muitas pessoas têm a respeito das outras: "o escolhido de Deus deve ser um homem formado, que fale bem, que seja atlético, alto e de boa aparência." 

Enganou-se. Não é bem assim que Deus escolhe as pessoas. Não é pela aparência, mas pelo coração, pelo caráter, pela beleza interior. 

Para poder receber o sinal verde da bênção de Deus, Samuel, após levar um “puxão de orelha”, teve que esperar a chegada de apenas um garoto, pastor de ovelhas, simples, humilde, sem boa aparência, mas com uma grande aceitação diante de Deus. 

Davi era esse "apenas um garoto". Só isso, nada mais. Ele foi humilhado pelo o arrogante Golias, homem prepotente e cheio de si. Mas Deus queria mostrar nessa história o seu poder. A coragem de Davi permitiu que Deus o usasse para derrotar Golias. É possível Deus pegar um simples garoto e transformá-lo em um grande e respeitado homem de Deus? Sim. Deus fez isso com Davi! 

A palavra “apenas” significa somente. Diante de Deus, “apenas” é uma palavra de um significado imenso. Significa que a pessoa em si mesma não tem nada, mas pode ser uma grande bênção nas mãos do Senhor. Davi era pequeno em estatura, jovem e inexperiente. Por causa disso, não confiava em si mesmo, mas era dependente do Todo-Poderoso. Assim, foi escolhido para ser rei da grande nação de Israel.

Quando Samuel viu o rapazinho Davi, Deus ordenou: levanta-te e unge-o, porque este é o escolhido, este me agrada! A partir daquele instante, Davi se tornou um homem cheio do Espírito Santo e a sua história mudou sobremaneira.

Imagino a surpresa de todos. Nem o próprio pai de Davi acreditava que ele poderia ser o futuro rei daquela nação. Provavelmente, os irmãos de Davi também deveriam supor que o profeta estava completamente equivocado.

Apenas um rapaz chamado Davi! Como somos encorajados quando lemos essa história! Se Deus usou um garoto simples para levar a cabo o seu plano, certamente ele pode usar você também!

Deus procura pessoas simples e não arrogantes para torná-las grandes personalidades. O Altíssimo tem prazer em fazer essas transformações, porque ele quer ser reconhecido e glorificado pelo Seu poder transformador. 

Talvez você possa estar se limitando ou se depreciando nesse momento. Não faça isso! Deus quer realizar uma grande obra por intermédio de você. Já pensou sobre isso? Coloque-se à disposição do Poderoso.

Diante de Deus você não é apenas mais um. Você pode ser a pessoa certa que Ele quer usar para executar o Seu grandioso plano. Basta que você olhe com os olhos da fé e veja o que Ele reservou para você. Certamente, um futuro brilhante.

Não se considere um “apenas”, quando cheio do Espírito Santo. Não olhe para as limitações que o mundo, e até mesmo os parentes e "amigos" possam lhe rotular. Creia tão-somente, porque na verdade, é Ele quem dá o talento a todos para vencer a vida. Seja um grande homem ou uma grande mulher nas mãos de Deus! 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O discípulo

Pois quem põe os seus próprios interesses em primeiro lugar nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo por minha causa e por causa do evangelho terá a vida verdadeira (Marcos 8:35). 

Em nossa igreja local, todos os anos renovamos os votos de contribuição para sustento dos missionários. O que vem a ser um missionário? Aqui, missionário é o verdadeiro discípulo de Jesus Cristo.

Nascido em Verdú, pequena cidade espanhola da Catalunha, em 1580, Pedro Claver sentiu-se chamado para a vida religiosa desde tenra infância. Após fazer a famosa pergunta “O que devo fazer para amar verdadeiramente a Nosso Senhor Jesus Cristo?”, Pedro, aos 22 anos de idade, bateu às portas do noviciado da Companhia de Jesus para se oferecer como missionário. Em 1610, Pedro deixou sua terra natal para uma missão no país que hoje chamamos de Colômbia. 

Naquele tempo, Colômbia era o centro do comércio de escravos no Novo Mundo. A missão de Pedro era pregar o Evangelho aos escravos africanos. Quando um navio carregado de escravos chegava ao porto, Claver acorria imediatamente numa pequena embarcação, levando consigo uma grande provisão de biscoitos, frutas e doces. 

Aqueles seres embrutecidos por uma vida selvagem e exaustos pela viagem realizada em condições desumanas, olhavam-no com temor e desconfiança. Mas ele os saudava com alegria e por meio de seus auxiliares e intérpretes negros — tinha mais de dez — dizia-lhes: “Não temais! Estou aqui para vos ajudar, para aliviar vossas dores e doenças.” E muitas outras frases consoladoras. Porém, mais que as palavras, falavam suas ações: antes de mais nada, medicava as crianças moribundas; depois recebia em seus braços os enfermos, distribuía a todos bebidas e alimentos e fazia-se servo daqueles desventurados. 

Mas o ministério de Pedro não terminava com a satisfação das necessidades físicas. Ele falava aos escravos sobre o amor de Cristo, garantindo àquelas pessoas que cada uma delas tinha um grande valor diante de Deus. Depois de compartilhar o Evangelho, ele batizava os nossos irmãos antes de serem entregues aos fazendeiros. Por causa dessa obra, Pedro Claver ficou conhecido como o apóstolo dos escravos. Ele mesmo chamava a si próprio de “escravo dos escravos”. 

Claver verdadeiramente refletia a glória de Cristo em seu rosto, quando demonstrava em obras o seu amor para com os oprimidos. Claver tinha limitações pessoais, era tímido e de origem pobre. Mas com ousadia e sustentado pela graça de Deus, Pedro suportou o ódio dos traficantes de escravos e a rejeição social dos cidadãos de Cartagena. Provavelmente, alguns cristãos pensaram que ele estava perdendo o seu tempo, mas Claver continuou firme na sua missão. Em 33 anos de ministério, ele batizou aproximadamente 300.000 homens e mulheres africanos e finalmente se tornou um homem de muito respeito no meio cristão. 

Essa foi a resposta que Claver deu a si mesmo. Para amar verdadeiramente a Cristo é preciso abrir mão do conforto e sair a campo, aos lugares onde as almas estão sedentas e carentes de um toque de amor e de uma palavra de esperança e salvação. A Claver não importava as condições subumanas nas quais se encontravam as pessoas e muito menos o valor que outros davam a elas. 

Claver não era mais santo do que eu e você, ele simplesmente seguiu a direção de Deus em sua vida. Seu amor por Deus e por aqueles escravos era superior a tudo que esse mundo pode oferecer. Sem dúvida, ele terá o galardão celestial que merece. 

O que temos feito na comunidade para que as pessoas possam enxergar em nós a glória de Deus? Podemos ser um missionário aqui mesmo, onde estamos, basta que sigamos a direção de Deus para a nossa vida. Experimente ser um verdadeiro discípulo de Cristo! Vale a pena!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Confiança

Disse Jesus: “E todos aqueles que eu aceito terão fé em mim e viverão. Mas, se uma pessoa voltar atrás, eu não ficarei contente com ela.” (Hebreus 10:38)

Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente considerando-a. Se refere a dar crédito, considerar que uma expectativa sobre algo ou alguém será concretizada no futuro. Aceitar a própria decisão de outra pessoa. Confiar em outro é muitas vezes considerado ato de amizade ou amor entre os humanos, que costumam dar provas dessa confiança. Sem essas provas, o indivíduo tende a basear-se apenas na informação dada (ou a falta dela) acabando por seguir provavelmente uma linha de pensamento longe da verdade.

Confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém. Quanto mais informações sobre quem necessitamos confiar, melhor formamos um conceito positivo da pessoa. Assim, para termos confiança em Deus, é preciso conhecê-Lo profundamente. E se conhece Deus examinando a sua Palavra.

Temos um Deus que nos ama e está interessado em nossa saúde e felicidade. Um Deus que nos diz: “...até os cabelos da vossa cabeça estão por mim contados.” (Lucas 12: 17) Acontece que em meio ao corre-corre do dia-a-dia, envolvidos em nossos compromissos e muitas atividades, nem sempre paramos para perceber e ouvir a voz de Deus a nos mostrar o caminho.

Com o lema "Nós Confiamos em Deus" os americanos se tornaram o povo mais rico e poderoso do mundo. E continuarão sendo, se não abandonarem essa confiança no Altíssimo.

O momento em que enfrentamos problemas de saúde é quando precisamos de fato e de verdade conhecer o nosso Deus. É preciso compreender que Deus é nosso médico e que ele, em si mesmo, é o remédio capaz de potencializar a ação de todas as outras medicações. Ou seja, a fé em Deus faz com que os anticorpos reajam sob o efeito da medicação e realizam a cura. É com confiança em Deus que muitas pessoas são curadas até com medicações homeopáticas, ou somente com orações.

O permanente sentimento de confiança é necessário para a manutenção da saúde. Nunca haverá saúde no corpo de um indivíduo pessimista, desconfiado, preocupado, temeroso... Estes sentimentos já são em si doenças. É preciso que mantenhamos um espírito calmo e confiante mesmo em circunstâncias adversas! É preciso dar um passo de fé.

E quem dá esse passo de fé não pode voltar atrás. Tem que continuar firme e com coragem, pois a coragem traz a recompensa do cumprimento da promessa. Nós precisamos ter paciência para poder fazer a vontade de Deus e receber o que ele promete. Ele diz: “Um pouco mais de tempo, um pouco mesmo, e virá aquele que tem de vir; ele não vai demorar.” (Hebreus 10:37)

Esse conselho vale para qualquer área da vida. O apóstolo Paulo sabia como despir-se dos medos e inseguranças e enxergar com os olhos da fé o que estava por vir. Paulo visitou lugares incríveis e teve muitas aventuras em suas viagens missionárias. Diante disso, poucas coisas o surpreendiam, pois tinha confiança na sua missão, que partia de um Deus capaz de prover todas as necessidades, inclusive mostrar o rumo a seguir.

Assim como Paulo, precisamos confiar nossos passos em Deus. Ele diz: “Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando.” (Jeremias 29:11) Isso significa que os planos de Deus para nós não incluem becos sem saída, mas oportunidades.

Como está sua confiança em Deus? Quem está dirigindo os seus passos? Não recue na fé em Deus.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Vértebras alinhadas

Não está certo que vocês estejam orgulhosos! Vocês conhecem aquele ditado: “Um pouco de fermento fermenta toda a massa.” (1 Coríntios 5:6) 

Recentemente, nos afazeres domésticos, minha esposa levantou um peso além do limite e sentiu uma dor muito forte nas costas. Na verdade, ela teve um mau jeito ou desalinhamento de uma vértebra cervical. Após consulta médica e várias baterias de exames, ela foi recomendada a ficar em repouso enquanto tratava as dores com forte medicação. Nesse período, ela não conseguia sair da cama corretamente e nem podia ficar em pé. Ela estava proibida de subir e descer escadas, pois sentia muitas dores com qualquer movimento. 

Com quinze dias, a situação começou a ficar desperadora. Ela não podia cozinhar, nem dirigir, nem ficar sentada para assistir à TV. Eu comecei a ficar preocupado. Já se passaram dois meses que isso aconteceu e ela ainda sente dores. Simplesmente está proibida de fazer qualquer movimento brusco ou levantar peso. É preciso aceitar essa proibição, se não quiser sentir dores crônicas para o resto de sua vida. Vamos ver se a terapia com acupuntura dá resultado. 

Deus criou a coluna vertebral para suportar o resto do corpo. Assim, quando uma das 26 vértebras desliza para fora do alinhamento natural, o corpo inteiro sofre. Em princípio, o desalinhamento de uma vértebra parece ser insignificante, mas não é. Como minha esposa pode sentir, a dor não fica isolada nas costas, mas se espalha e afeta todo o corpo. Isso é ruim, muito ruim. Uma boa saúde depende de uma coluna cervical com vértebras bem alinhadas. 

Paulo fez uma exortação semelhante à igreja em Corinto. Os coríntios eram orgulhosos de seu conhecimento. Eles se consideravam espiritualmente maduros. Em toda a primeira carta a esses irmãos, Paulo contrasta conhecimento espiritual e mundano. Seu principal tema é o de que o amor, e não o conhecimento, constitui a base da ética cristã. 

Os coríntios se sentiam muito felizes, pois tinham tudo que queriam e eram muito cultos. O problema é que estavam aceitando vários pecadinhos aparentemente insignificantes em suas vidas. Então, Paulo discursou duramente e escreveu: “Não está certo que vocês estejam orgulhosos! Vocês conhecem aquele ditado: Um pouco de fermento fermenta toda a massa.” (1 Corintios 5:6) 

A questão é muito simples: tolerar o pecado e viver com ele desalinha a nossa coluna espiritual e acaba por afetar todas as outras partes do corpo, inibindo o prazer de estar com Cristo. Assim como o corpo depende de vértebras alinhadas, a vida plena depende de um uma mente totalmente ajustada à Palavra. E não há nada mais tão propício a desajustar esse alinhamento com Deus do que um pequeno e insignificante pecado. Não se pode tolerar o pecado, qualquer que seja, embora a divina graça do perdão esteja sempre presente. 

Mas será que devemos continuar vivendo no pecado para que a graça de Deus aumente ainda mais? É claro que não! Nós já morremos para o pecado; então como podemos continuar vivendo nele? (Romanos 6:1-2) Pensando assim, vamos procurar viver uma vida abundante e totalmente alinhada aos propósitos de Deus.

Como está o suporte, a coluna vertebral que dá sustentação à sua vida? Está plenamente ajustada ao preceitos bíblicos? Não busque apoio naquilo que não está condizente com os planos de Deus, pois Ele tem o melhor para você! 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Identidade nacional

O Senhor, nosso Deus, está lutando por vocês, como prometeu. Por isso amem somente o Senhor, nosso Deus. Mas, se vocês não forem fiéis a Ele, e fizerem amizade com os povos que não servem a Deus, e se misturarem com essa gente ... eles se tornarão perigosos para vocês... (Josué 23:10-13) 

Esse texto relata o momento em que Deus orientou o seu povo na conquista da terra prometida. Liderado por Josué, um líder divinamente escolhido, esse povo tomou posse esplendidamente de uma terra rica e muito produtiva.

A sublime característica do líder Josué foi a defesa da causa dos seus liderados. Ele não queria que seus compatriotas se misturassem com outros povos e que muito menos repartissem o que Deus lhes havia concedido. Isso não é xenofobia, mas Josué estava obedecendo a um mandamento divino de formar uma grande nação, com identidade própria, sem sincretismo religioso e cultural, onde o povo continuasse fiel ao único Deus, criador do céu e da terra. 

Hoje são raros os líderes que verdadeiramente lutam pela causa da sua terra natal. Nesse mundo globalizado, onde as pessoas circulam livremente de um lugar para o outro, muitos representantes de nações caem na tentação de não defenderem a causa do povo que lideram. Em vez disso, governam em causa própria, tiram proveito político e econômico com a sua posição social. Muitas vezes, a bandeira que hasteiam não é a bandeira nacional. Não há amor e respeito à pátria.

Nós brasileiros temos que pensar em nosso País se quisermos ser uma grande nação, com riqueza, costume e hábitos próprios. Do jeito que toleramos os acontecimentos, corremos o risco de sermos um aglomerado de pessoas, sem identidade própria e sem poder de barganha.

Seria maravilhoso que o Brasil tivesse verdadeiros líderes, a exemplo do Primeiro-Ministro australiano Kevin Rudd, homem de brilho, inteligente, estudado, sem complexos e corajoso! Aliás, muitos outros países precisam de um líder assim! Recentemente, Rudd discursou duramente defendendo o seu país.

Em certo momento do seu discurso, se dirigindo aos críticos da cultura australiana, ele disse assim: “...Esta nossa cultura foi desenvolvida através de dois séculos de lutas, experiências e vitórias por milhões de homens e mulheres que buscaram liberdade. Falamos principalmente o Inglês, não espanhol, libanês, árabe, chinês, japonês, russo ou qualquer outro idioma. Então, se você deseja se tornar parte de nossa sociedade, aprenda o idioma. 

A maioria dos australianos crê em Deus. Não se trata de um movimento direitista político, mas um fato, porque homens e mulheres cristãos fundaram esta nação em princípios cristãos, e isto está claramente documentado. É certamente apropriado exibir isto nas paredes de nossas escolas. Se Deus o ofende, então sugiro que você considere outra parte do mundo como seu novo lar, porque Deus faz parte da nossa cultura. 

Aceitamos suas convicções e não as questionamos. Tudo que pedimos é que você aceite as nossas, e que viva em harmonia e desfrute o nosso país pacificamente. Este é nosso país, nossa terra e nosso estilo de vida. E nós lhe permitiremos toda oportunidade para desfrutar tudo isso, desde que você pare de reclamar, lamentar e se queixar sobre nossa bandeira, nosso penhor, nossas convicções cristãs e nosso modo de vida..." 

De forma semelhante, precisamos amar nossa nação, nosso povo, nossos costumes e nossa língua. Isso não significa que deixaremos de amar os estrangeiros que aqui vivem pacificamente. Pelo contrário, eles sempre serão bem vindos. Entretanto, por direito, precisamos ter a nossa identidade nacional e nos livrar de indivíduos, inclusive brasileiros, que só querem tirar proveito da nação.

Que nessa semana, em que comemoramos a Proclamação da República e o Dia da Bandeira, possamos aproveitar a oportunidade para repensarmos o nosso Brasil.

É bom lembrarmos que os brasileiros foram criados e educados sob os princípios éticos e morais, tendo a Bíblia como base de ensinamento. Portanto, não nos deixemos ser influenciados por outros costumes e hábitos contrários às nossas convicções. Não nos calemos, mas em alto e bom som manifestemos a confiança neste país maravilhoso! Vamos recuperar a identidade do nosso Brasil!

Salve a República Federativa do Brasil! Salve a Bandeira Nacional!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fruto da infidelidade

Do ponto de vista da lei, vocês também já morreram, pois são parte do corpo de Cristo. E agora pertencem a ele, que foi ressuscitado para que nós possamos viver uma vida útil no serviço de Deus. (Romanos 7:4)

Há um pensamento incompleto com respeito à caminhada cristã. Normalmente pensamos que para estarmos bem basta ter fé e aceitar a obra de Cristo. Mas não é bem assim. É preciso lembrar que fazemos parte do corpo de Cristo e que existe entre nós e Ele uma aliança, um compromisso de fidelidade. Cristo é o noivo e nós somos a sua noiva. Cristo é fiel; nós precisamos ser fiéis também para que o relacionamento não se quebre.

Quando fomos resgatados da tirania do pecado e colocados em segurança nos braços do Senhor, nós passamos a ser unidos com Ele e, dessa forma, passamos a produzir os frutos do Espírito Santo decorrentes dessa união, que são: o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio.

Uma vez unidos com Cristo, não podemos mais produzir frutos da carne, tais como: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas.

Essa união é semelhante a um casamento. Imagine uma situação constrangedora na qual um casal de cônjuges da mesma raça tivesse que dar explicações sobre o nascimento de um filho de outra raça. A comunidade poderia duvidar da fidelidade da mulher. Assim acontece com a noiva de Cristo, quando se afasta do noivo e quebra o compromisso de fidelidade.

Muitas vezes quebramos o compromisso com Deus quando pensamos que somos melhores do que Ele para decidir sobre o nosso caminho da felicidade. Desconfiamos da capacidade de Cristo em dirigir a nossa vida. Achamos que a Sua vontade não nos satisfaz completamente, por isso procuramos nós mesmos o que é melhor para nós. Quando agimos assim, somos infiéis e acabamos produzindo fruto da infidelidade, da carne. Precisamos ser submissos à vontade de nosso Senhor.

Temos que ter em mente que Deus nos amou de tal maneira a ponto de Seu Filho ter morrido na cruz para nos salvar. Então, ele certamente manterá o mesmo amor ao determinar a nossa maneira de viver. Os seus mandamentos e suas proibições são formulados sob a plenitude do amor. Pensando, assim, esses mandamentos não podem ser ruins.

Os mandamentos de Cristo são amigáveis e possíveis de serem obedecidos, pois foram gerados no coração de um noivo fiel e amoroso. Não há motivo para não honrarmos sempre o nosso compromisso com esse Deus maravilhoso.

Com o compromisso de fidelidade, temos a garantia de uma vida frutífera, porque “se em nós vive o Espírito daquele que ressuscitou Jesus, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dará também vida ao nosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que vive em nós.” (Romanos 8:11) Se esse Espírito vive em nós, a natureza gloriosa de Deus se revela quando nós produzimos bons frutos e assim mostramos que fazemos parte da noiva de Cristo. Caso contrário, corremos o risco de produzir fruto da infidelidade.

Qual é o seu fruto? Você produz bons frutos? Peça a Deus para unir você a Cristo e não corra o risco de produzir fruto da infidelidade.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O mundo dos sonhos

O Senhor é meu pastor: nada me faltará. (Salmo 23:1)

O mundo dos sonhos seria aquele onde não haveria problemas, nem barreiras para a felicidade.

Como seria cômodo se todas as decisões que tomássemos fossem acertadas; se não faltasse dinheiro; se nossos filhos fizessem somente o que gostaríamos que fizessem; se não caíssemos na tentação de abraçar o mundo com as mãos. Muitos imaginam viver num mundo desses, eu também, ou melhor, imaginei. Aos poucos a vida foi me moldando e eu me adaptando à realidade. Percebi que as minhas expectativas eram irreais.

Ao observar alguns jovens, percebo que temos uma geração bem mais preparada, mas sem o pé no chão. São jovens cheios de habilidades, mas que não sabem lidar com perdas e frustrações. São capazes de usar em seu favor as ferramentas de última tecnologia, por isso desprezam o esforço. Foram ensinados a acreditar que nasceram carimbados para serem felizes. E quando não são, sofrem.

São pessoas que estudaram em colégios de primeira categoria, são fluentes em várias línguas, viajam pelo mundo afora e têm acesso a todo tipo de cultura e tecnologia. São pessoas que têm muito mais do que tiveram seus pais. Cresceram com a ilusão de que a vida é fácil, ou que tudo se consegue na maior moleza, porque são gênios.

Alguns desses jovens chegam ao mercado de trabalho achando que encontrarão um lar, onde o chefe seria um pai ou uma mãe que concede e permite tudo. Foram ensinados a pensar que merecem tudo que querem, pois lhes disseram que “querer é poder”. Quando não lhes concedem o que acham que merecem, muitos se sentem traídos, revoltam-se com a “injustiça”, emburram e desistem. Não sabem que o “mundo é dos corajosos” e dos insistentes.

Esses estreantes da vida adulta foram crianças e adolescentes que ganharam tudo que pediram, sem nenhum esforço. Agora, desconhecem que a vida é uma grande casa em construção. Não lhes disseram que para se conquistar um espaço no mercado de trabalho, é preciso ralar muito; que gritar e espernear não os levará ao sucesso. Como seus pais não lhes disseram isso, o mundo os diz com muita frieza.

Há uma ilusão de que a felicidade é uma peça obrigatória na engrenagem da vida. Muitos se sacrificam para garantir que os filhos sejam “felizes”. Fazem malabarismos para dar o que pedem; e o que não pedem. Fazem de tudo para protegê-los. Não há responsabilização, nem limitação, nem reciprocidade. É como se os pais se sentissem eternamente devedores dos filhos. Para eles, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. Já para os filhos, o futuro deveria obrigatoriamente estar garantido pelos pais. Ambos, pais e filhos, têm pagado caro por crerem nessa falácia.

É importante compreender que a frustração, o esforço e o limite fazem parte do processo educativo. São premissas básicas da vida. Após uma queda, é preciso bater a poeira, se recompor e seguir em frente. É importante ter em mente que Deus garante o futuro. Sim, ele garante, mas naquilo que é essencial.

O verso do Salmo 23 tem sido erroneamente citado para encorajar as pessoas que desejam mais do que o necessário, apesar de sempre receberem do Senhor a satisfação de suas necessidades básicas. Essas pessoas raciocinam que, se o Senhor não deixa faltar nada, então não há limite para tudo. Assim, sempre querem mais.

O Senhor não é nosso servo, pelo contrário. Ele é amoroso, mas sábio e equilibrado. Há coisas que parecem boas, no início. Com o tempo e a experiência, elas vão revelando o lado perverso. E é exatamente dessas coisas que o Senhor se ocupa em nos libertar.

Pelo contexto da Palavra de Deus, o “nada nos faltará” não inclui o supérfluo, as necessidades desnecessárias, aquelas que o próprio homem criou e continua criando. O Senhor conhece perfeitamente nossas necessidades essenciais. A satisfação delas está garantida. Essa foi a experiência do Rei Davi e deve ser a nossa.

Vamos cair na real e preparar nossos filhos para isso. Que o Espírito Santo possa iluminar a nossa mente para corretamente entendermos a Palavra de Deus. Que as bênçãos celestiais sejam derramadas sobre nossas famílias, em nome de Jesus Cristo. Amém!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A máscara

Deus disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração. (1 Samuel 16:7) 

Albert Delpit escreveu: “O mundo julga-nos, não pelo que somos, mas pelo que parecemos ser”. 

Houve um escândalo em Roma por volta de 60 a.C. Pompéia vivia muito sozinha, enquanto o marido Júlio César passava meses com seus exércitos. Nesse cenário perfeito para as fofocas surge Clódio, um nobre admirador da mulher. Numa noite, para conseguir se aproximar de Pompéia, ele entrou no palácio disfarçado, mas acabou se perdendo pelos corredores e sendo descoberto e preso. 

O jovem foi levado ao tribunal e o próprio César convocado para prestar esclarecimentos. César declarou ignorar o que se dizia sobre sua mulher e a julgou inocente. O penetra foi absolvido, mas Pompéia não se livrou do ostracismo e do repúdio do marido. Para quem o acusava de estar sendo contraditório, ao defender a mulher no tribunal e condená-la em casa, ele teria afirmado: “Não basta que a mulher de César seja honrada, é preciso que sequer seja suspeita”. Daí surge a máxima da mulher do imperador César: “Não basta ser honesta, tem que parecer honesta” 

Essa afirmação é usada em palestras de marketing para dizer, por exemplo, que um restaurante que tem comida de qualidade e bom atendimento não pode parecer uma espelunca. Na política, usa-se para dizer que os governantes, além de serem honestos, precisam agir como tal. 

Deus tem um critério especial para julgar os homens. Ele se preocupa com o interior. O Senhor Deus queria um novo rei para Israel que fosse íntegro. Então, pediu ao profeta que ungisse uma pessoa, mas não disse quem. Samuel julgou que o futuro ungido seria um homem alto e de boa aparência, foi quando Deus disse “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração.” 

Por causa dos padrões criados pela sociedade, algumas pessoas têm preocupações exageradas com a aparência. Outros, na tentativa de esconderem seus defeitos, apelam para soluções nada saudáveis – a máscara. Gastam-se tanto tempo tentando mostrar o que não são que perdem a oportunidade de aceitarem-se como são. E aí, deixam de construir verdadeiras amizades. 

A preocupação com a aparência é sadia somente quanto não se tem a intenção de enganar ao outro, nem a si mesmo. Para um mascarado, o triste momento é quando ele tira a máscara. A falta de espontaneidade o impede de viver a vida com naturalidade e ser feliz ao lado das pessoas. 

Não vale a pena tentar ser o que não é. Para aumentar a sua auto estima, procure aceitar a si mesmo. Isso é fundamental para ser feliz. Deus está vendo o seu coração e sabe o quanto você precisa ser agradecido pela maneira que Ele o criou! Deus fez cada um de maneira especial.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Que tentação!

Se tivesse feito o que é certo, você estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, à sua espera. Ele quer dominá-lo, mas você precisa vencê-lo (Gênesis 4:7).

Certo dia o meu pastor disse no meio do sermão que ela gosta muito de uma coca-cola bem geladinha. Acho que muita gente gosta, inclusive eu. Beber coca-cola parece até um vício. Eu tenho um amigo que não almoça sem uma garrafa de coca-cola do lado. Um colega de trabalho passa o tempo todo com uma latinha de coca-cola na mão. Ele disse que não consegue imaginar a vida sem coca-cola. Realmente, para muitos, a coca-cola é uma tentação irresistível.

Quando a minha filha foi ao dentista pela primeira vez, ela foi aconselhada a evitar coca-cola se quisesse ter boa saúde bucal. Na verdade, a coca-cola faz mal para os dentes. Ela possui o pH muito ácido e pode causar erosão dentária caso a pessoa descuide da higiene. A maioria das pessoas não gosta muito de ir ao dentista. O pior momento da consulta é quando o dentista informa que existem algumas cáries que precisam ser tratadas. Quando ele liga aquele aparelhinho então, o medo toma conta de vez. Nesse momento, toda pessoa se arrepende de não ter cuidado dos dentes, principalmente evitado a coca-cola. Que “pecado” delicioso e ao mesmo tempo custoso é tomar coca-cola!

Pois é! Os outros pecados funcionam da mesma forma. Em todo momento somos tentados, e é muito fácil encontrar uma desculpa para justificar quando caímos em tentação. Dizemos a nós mesmos que não é tão ruim o pecado, pois podemos orar e pedir perdão a Deus e pronto, está tudo bem! Mas não é assim que a Bíblia explica o perdão de Deus. Se pedimos perdão, Deus é fiel e justo para nos perdoar, mas o pecado tem as suas consequências e mesmo depois de perdoado, ele é um problema para nós (e para outros).

O pecado lentamente corrói a nossa personalidade até chegar o momento que temos um problema sério para ser resolvido. É verdade que, por causa da cruz de Cristo e a graça de Deus, nós podemos ser libertos do pecado, mas a luta não termina aí, pois as consequências virão e teremos que enfrentá-las.

Se toda pessoa pensasse na consequência antes de pecar, certamente evitaria o pecado. Todos os dias somos tentados, mas também todos os dias Jesus Cristo nos chama para resistir à tentação, abandonar o pecado e viver de acordo com a Sua Palavra. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Se rejeitamos a essa convocação, somos obrigados a enfrentar as consequências da nossa desobediência.

Que possamos pedir a Deus todos os dias que não nos deixe cair nas irresistíveis tentações! Que possamos pela graça de Deus vencer o pecado.