sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O outro lado da vida

E Jesus terminou a história assim: — Portanto, os maus irão para o castigo eterno, mas os bons irão para a vida eterna. (Mateus 25:46). 

Hoje meu colega de trabalho me disse que é ateu. Ateísmo, num sentido amplo, é a rejeição ou ausência da crença na existência de Deus e outros seres sobrenaturais. Os ateus tendem a ser céticos em relação a afirmações sobrenaturais, citando a falta de evidências empíricas. Logo, não acreditam na Bíblia. O ateu tende a acreditar que não existe nada mais após a morte. Para o ateu, morreu, acabou! 

É muito cômodo acreditar que após a morte ninguém será convocado para ser julgado por um Deus justo e santo e que ninguém irá prestar contas pelo bem ou pelo mal que fez na vida. 

Mas não é nisso em que acredito. Lamento dizer, mas o ateísmo não é nada mais do que uma válvula de escape para as pessoas que querem viver uma vida desregrada, de libertinagem e sem compromisso com Deus! 

Haverá um Juízo Final. Nele, Deus julgará o mundo com justiça (Mateus 25:31-46). Os incrédulos serão julgados e haverá graus de punição, pois serão julgados conforme as suas obras (Apocalipse 20:12). 

Deus preparou o Reino Eterno para todo ser humano desde a fundação do mundo, mas também preparou o Inferno para o Diabo e os seus anjos. No Juízo Final, os seres humanos que forem condenados irão para o Inferno e lá passarão a eternidade como intrusos. Sim, intrusos porque o próprio Diabo vai dizer assim: O lugar de vocês não é aqui. Por que vocês estão aqui? Vocês são intrusos!

O ser humano não será bem vindo no inferno, porque o inferno não foi feito para ele. Entretanto, terá que viver lá como penetra por toda a eternidade. 

Por outro lado, o céu é a casa e o lar do ser humano. Deus assim o fez para ser habitado por todos os que crêem na Salvação Eterna. Esses serão bem vindos no céu. Toda pessoa que aceita Jesus Cristo como Salvador adquire a salvação do Inferno. “Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus” (Romanos 8:1). Se você ainda não tem certeza da sua Salvação, clique aqui e leia outro devocional sobre como fazer a escolha correta.

Se você já tem certeza da sua Salvação, você não deve temer o Juízo Final, mas precisa ser cuidadoso quanto ao modo de viver e quanto ao modo de edificar o templo do Espírito Santo, que é esse seu corpo carnal. Tudo o que você faz com o seu corpo carnal, determinará o seu futuro no Reino Celestial.

"Alguns usam ouro ou prata ou pedras preciosas para construírem em cima do alicerce. E ainda outros usam madeira ou capim ou palha. O Juízo Final vai mostrar claramente a qualidade do trabalho de cada um. Pois o fogo daquele dia mostrará o trabalho de cada pessoa: o fogo vai mostrar e provar a verdadeira qualidade do trabalho. Se aquilo que alguém construir em cima do alicerce resistir ao fogo, então o construtor receberá a recompensa. Mas, se o trabalho de alguém for destruído pelo fogo, então esse construtor perderá a recompensa. Porém ele mesmo será salvo, como se tivesse passado pelo fogo para se salvar” (1 Coríntios 3:12-15). 

Portanto, se você quiser que sua obra resista ao fogo da Justiça, procure edificar com ouro, amando a Deus e guardando os Seus mandamentos, pois os seus mandamentos não são difíceis de serem obedecidos (I João 5:3). Construa uma linda cada no céu.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mais que presentes

Pois para mim viver é Cristo, e morrer é lucro. (Filipenses 1:21) 

Depois da cerimonia cuidadosamente arranjada e os convidados devidamente confirmados, por um motivo que ela guardava em segredo, certa jovem decidiu na última hora cancelar o seu casamento com um homem que ela amava profundamente. Apesar desse amor, ela confessou aos seus pais que estava sentido que a sua escolha não fora aprovada por Deus. Naquele momento, havia naquela jovem uma mistura de dor e de paz, sentimentos que aparecem no coração de alguém quando obrigado, por um motivo qualquer, a abrir mão de algo precioso. 

Abraão passou por um dilema sentimental semelhante. Deus prometeu dar a ele um filho e, finalmente, após anos de espera, nasceu Isaque. Porém, mais tarde, quando Isaque era adolescente, Deus simplesmente do nada resolveu pedir a Abraão que lhe devolvesse o filho em um sacrifício no altar de fogo. 

Por que Deus pediu de volta um presente que havia dado como fruto de Sua promessa? 

Deus fez e faz isso. Ele faz com a intenção de provar o amor das pessoas por Ele. Deus quer que as pessoas O amem mais do que amam seus presentes. Muitas pessoas procuram Deus somente para receber as bênçãos, ou quando estão em dificuldades, puramente por interesses egoístas. Quando as recebe, ou quando tudo vai bem, se afastam da presença do Todo-Poderoso. A maioria nem volta para agradecer. 

Existe um dilema dentro de cada pessoa. É a luta para amar a Deus acima de todas as coisas. Essa é uma dificuldade que qualquer pessoa enfrenta. Muitas delas confundem o amor às bênçãos com o amor a Deus. Quando são abençoadas, louvam a Deus com alegria que parece não ter fim. Quando as circunstâncias não são tão favoráveis, elas se decepcionam, se afastam e passam a procurar inutilmente outras fontes de felicidade. 

Deus não é máquina de fabricar bênçãos e felicidades para serem distribuídas ao bel prazer. É bem verdade que “se creres verás a glória de Deus”, mas também é verdade que Deus exige de nós prova do nosso amor para com Ele. Ele dá, mas também tira, como fez com Jó (Jó 1:21). 

Felizmente, muitos permanecem firmes seguindo e louvando a Deus, não importando a posse ou não de bênçãos materiais e afetivas. Quando Deus percebeu que Abraão estava mesmo disposto a devolver o presente que havia recebido, Deus disse: “— Não machuque o menino e não lhe faça nenhum mal. Agora sei que você ama e respeita a Deus, pois não me negou o seu único filho” (Gênesis 22:12). 

Uma vez provado que Abraão amava mais a Deus do que as Suas bênçãos, Deus disse: “— Porque você fez isso e não me negou o seu filho, o seu único filho, eu juro pelo meu próprio nome que abençoarei você ricamente. Aí ele se tornou pai da nação de Israel” (Gênesis 22:16). 

Existe uma outra questão importante. O ser humano é incapaz de reconhecer o que realmente é bênção, devido a sua percepção corrompida pelo pecado original. Muitas bênçãos hoje podem ser maldições amanhã. Aquela noiva do início do texto achava que seu noivo lindo, rico e romântico seria a bênção de Deus para a sua vida. Mas ela deixou de lado a sua paixão e abriu o seu coração para Deus lhe mostrar que ela estava entrando numa fria. Mas tarde descobriu que seu ‘principe encantado’ não era exatamente o que parecia ser. Por isso, hoje ela é grata e feliz com o marido que Deus lhe deu.

Depois de aprender a amar a Deus mais do que todas as coisas, é importante saber orar e pedir corretamente as bênçãos. Certamente Deus tem muitas bênçãos para dar, principalmente as espirituais, pois essas são as que mais interessam ao Misericordioso. É preciso ter em mente que nem todas as bênçãos materiais vem de Deus (muitas são conquistadas com esforço próprio), mas as que vem dele jamais se transformarão em maldições. 

Às vezes, é preciso abrir mão de sonhos para receber algo mais sublime de Deus. Isso prova a confiança na Sua capacidade de discernir o que é melhor. Mesmo quando tudo dá errado aos olhos da carne, é preciso lembrar que há um Deus que transcende a tudo que essa vida possa oferecer. 

Faça agora algo para Deus sem interesse egoísta, sem esperar em troca qualquer recompensa ou bênção. Queira Deus de verdade e não somente as Suas bênçãos!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mulher forte!

Como é difícil encontrar uma boa esposa! Ela vale mais do que pedras preciosas! (Provérbios 31:10)

A passagem de Provérbios 31:10-31 é um poema que louva a mulher virtuosa, literalmente mulher de força. Ela foi escrita na forma de um acróstico, em que cada versículo começa com uma das 22 letras do alfabeto hebraico. Ali está o retrato divinamente inspirado da esposa ideal. É a descrição do tipo de esposa que a mulher deve tentar ser e o tipo de mulher que o homem deve procurar para se casar. Aconselho a leitura.

Mas eu quero nesse contexto tentar encaixar as virtudes da mulher de Jó. A Bíblia mostra, com riqueza de detalhes, as provações de Jó, permitidas pelo Senhor. Boa parte da história é dedicada para narrar o sofrimento também de sua esposa. Felizmente, a história tem um final feliz onde é descrita a providência divina, dando bênçãos mediante as provações.

Os amigos de Jó o abandonaram no seu sofrimento, mas a sua mulher permaneceu com ele até o fim. Injustamente, esta mulher sofre até hoje na boca de algumas pessoas, devido a uma frase inoportuna: “Ainda conservas a tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2:9). 

Jó era um homem integro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal, era realmente digno de ser chamado de varão de Deus. Como todo homem que depende do Criador, a sua esposa deveria corresponder aos princípios determinados ao povo de Deus. Mas ela também era dotada de sentimentos humanos como todos nós. Não estava isenta da dor e do sofrimento. E como se sabe, a mulher é muito mais emotiva do que o homem.

Seu casamento foi um exemplo. Sua maneira de criar os filhos foi motivo de orgulho para seu marido, pois dar à luz e manter dez filhos não é fácil. Além de tudo isso, quando não estava governando a casa, estava dando toda atenção a Jó. Essa mulher deveria ser exemplar em todas as suas particularidades, pois ela só fez o que fez porque dentro dela houve um grande amor reservado ao seu marido.

A família de Jó tinha tudo, riquezas, respeito, consideração e principalmente comunhão; até que um dia Satanás foi se apresentar a Deus e questionar a vida de Jó. E a partir daí começou o sofrimento dessa mulher. Ela tinha tudo e de um momento para o outro passou a ver os bens indo embora. Mesmo assim continuou reta diante de Deus. 

Mas a vida, ao invés de melhorar, piorou: Foi quando ela recebeu a notícia de que todos os seus filhos haviam morrido. Não consigo imaginar o tamanho do sofrimento dessa mulher ao perder aqueles entes queridos que foram gerados e educados por ela. Se somente um morresse já seria motivo de muita tristeza, imagine todos.

Acredito que na sua memória passava-se toda a infância, todos os detalhes, todas as diferenças de cada filho. Mesmo depois de tudo isso, já estando sem forças ela encontrou ainda um motivo para viver, tinha que continuar a vida ao lado de seu marido.

Sofrendo com a morte de seus filhos e vendo o sofrimento de seu marido, ela começou a se desesperar e, no ápice de sua dor, pronunciou aquelas palavras terríveis. Mas Jó não a condenou, somente comparou as suas palavras como as de uma louca. Ele não disse que ela era louca. Finalmente, ela se arrependeu de ter pronunciado essas duras palavras e, juntamente com Jó, conseguiu vencer. O Senhor abençoou a última parte da vida de Jó mais do que a primeira. (Jó 42:12). Mulher forte!

Há muitos de nós que, à semelhança da esposa de Jó, achamos um absurdo um Deus que permite grandes provações aos Seus fiéis. Para os que assim acreditam, aceitar a Cristo seria como ficar dentro de um campo de força, absolutamente inexpugnável, capaz de proteger de todos os sofrimentos. Segundo esta crença, nada tem o poder de nos atingir: nem doença, nem desemprego, nem assaltos, nem injustiças. Segurança garantida.

Nosso Senhor, que inspirou o relato do livro de Jó, não apoia a doutrina da superproteção do homem. Pelo contrário, a qualquer que se aproxima Dele, Sua promessa é bem clara: "no mundo tereis tribulações". E isto porque, como o mundo odeia a Cristo, quem quer que ame o Senhor passa a ser alvo das maldades do mundo e do Maligno. É preciso, porém, não se esquecer das duas promessas essenciais de Cristo. Primeira: "Eu estarei com vocês todos os dias". Segunda: "Eu venci o mundo". 

A história de Jó é para ser aceita do princípio ao fim. No princípio, provações permitidas pelo Senhor. No final, bênçãos dadas pelo Senhor. Na realidade, muito mais bênçãos no fim, do que provações no início. A esposa permaneceu firme ao seu lado, suportando as aflições junto com ele, perdendo os filhos e as posses. Mas no final se tornou novamente mãe de outros dez e lindos filhos.

Você continua firme nas promessas do Senhor? Como são as suas palavras diante das tribulações? São palavras abençoadoras? Aguente firme as provações e vença! Deus tem bênçãos em dobro para você.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sobrenatural

Sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a ele precisa crer que ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor. (Hebreus 11:6) 

No Dia das Crianças é muito comum aparecerem entretenimentos comandados por mágicos. Muitos pais ingenuamente dão de presentes aos seus filhos vídeo games que têm como pano de fundo cenas sobrenaturais de magia negra. Essas são algumas estratégias de Satanás para ludibriarem as crianças na tentativa de afastarem-nas de Deus. Na maioria das vezes consegue.

Sobrenatural é um fenômeno qualquer que não tenha uma causa natural. Embora o conceito seja muito antigo e tenham ocorrido inúmeros relatos de fenômenos sobrenaturais ao longo da história, até hoje jamais foi cientificamente demonstrada qualquer ocorrência. Os cientistas sempre têm tentado encontrar explicações naturalistas para os casos. 

Em geral o sobrenatural pressupõe a existência de algum tipo de realidade além da física, como o mundo espiritual ou uma dimensão mental não detectável pela matéria. Seria então nesta instância superior que estaria a causa do fenômeno sobrenatural, que não poderia ser detectada por meios físicos, visto estar "acima" da natureza. 

Esse é um assunto interessante, por isso chama a atenção das crianças. Muitas pessoas desejam ter uma experiência sobrenatural. Existe uma série de TV denominada "Sobrenatural" produzida pelo canal The Warner Bross que narra a história de dois irmãos que caçam demônios e outras criaturas sobrenaturais. Criada por Eric Kripke, a série estreou em 13 de setembro de 2005 e está na sua sexta temporada, fazendo sucesso até hoje com mais de 5,6 milhões de telespectadores. Isso supõe que o homem almeja e sente falta de uma experiência sobrenatural. 

O sobrenatural existe, inclusive o de Deus. O cristão experimenta o sobrenatural com Cristo em cada momento da sua vida, porque ele é, pela fé, a própria habitação do Espírito Santo. Todos podem ter essa maravilhosa e gratificante experiência divina sem depender de criativas imaginações humanas representadas em telas cinematográficas. 

Nos tempos bíblicos esse tipo de experiência era comum. Hoje, quase não se vê relatos sobrenaturais divinos, porque a geração atual é predominantemente naturalista. O naturalismo é comparado a cracas – animais crustáceos que vivem incrustados nos cascos de navios, prejudicando a sua navegação pelas águas. Essas cracas impedem o homem de progredir e desempenhar a fé. 

Após a Sua ressurreição, Jesus apareceu para dois discípulos que não O reconheceram por um bom tempo. No final do dia, quando os olhos deles foram abertos, perceberam que era Jesus, mas Ele logo desapareceu (Lucas 24:31). Na verdade, Cristo ainda estava ali, mas eles não podiam mais vê-Lo por falta de fé. 

O profeta Eliseu estava cercado pelo exército inimigo e o seu servo estava com medo. "Eliseu disse: — Não tenha medo, pois aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles. Então orou assim: — Ó Senhor Deus, abre os olhos do meu empregado e deixa que ele veja! Deus respondeu à oração dele. Aí o empregado de Eliseu olhou para cima e viu que ao redor de Eliseu o morro estava coberto de cavalos e carros de fogo" (2 Reis 6:16-17). 

As cracas do naturalismo têm abafado as experiências sobrenaturais divinas. Mas Satanás não deixa de astutamente engendrar as dele.

Infelizmente, a nossa sociedade caminha para uma espécie de "Admirável Mundo Novo", futuro hipotético narrado por Aldous Huxley em seu livro, onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos é dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais aparentes chamada "soma". As crianças são educadas a acreditarem na inexistência de Deus. O conceito de família também não existe. 

No mundo real, os naturalistas estão determinados a se livrarem do sobrenatural, mas o cristão tem a vocação e o dever de viver as duas partes do Universo, visível e invisível, compreendendo que a vida eterna existe e não está longe. A realidade sobrenatural não é uma opção para o cristão, mas a motivação da sua busca pela verdadeira espiritualidade. O cristão deve ter em mente que existe um mundo maravilhoso invisível à sua espera no futuro, porque se a nossa esperança em Cristo só valesse para esta vida, nós seríamos as pessoas mais infelizes deste mundo. (1 Coríntios 15:19) 

Reflita um pouco: Existem cracas de naturalismo incrustadas no casco do seu navio impedindo o seu bom desempenho na fé? Peça a Deus para abrir os seus olhos espirituais de forma que sua fé seja renovada à medida que você vai aprofundando os seus estudos nas Escrituras Sagradas.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Verdade em amor

Falando a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura espiritual de Cristo, que é a cabeça. (Efésios 4:15) 

É preferível ouvir os críticos aos bajuladores. Os críticos corrigem, os bajuladores corrompem (Santo Agostinho). O que você prefere ouvir: Crítica (construtiva) ou bajulação? Correção ou elogio? As duas coisas?
Um dos maiores desafios do homem é falar a verdade em amor. Geralmente, as pessoas sentem dificuldade em corrigir ou em criticar construtivamente com medo de serem mal interpretadas. Então, escondem a verdade e acabam praticando a mentira em nome do amor. Isso é exatamente o contrário do que está escrito na Bíblia. 

O amor começa onde acaba a mentira. Para que haja crescimento em qualquer área da vida, a pessoa precisa saber o que há de errado em suas atitudes. Só assim ela poderá reconhecer a sua falha e procurar a devida correção. Se uma pessoa ama alguém, ela não pode esconder desse alguém a verdade, sob pena de prejudicá-lo. É preciso falar a verdade, mas em amor. 

Há pouco tempo um amigo compartilhou comigo a sua luta para falar a verdade em amor. Ele precisava dizer para sua filha adolescente que o namoro dela não era ideal naquele momento, pois estava atrapalhando os estudos. Mas o meu amigo não tinha a coragem de dizer a verdade com medo de ofender a sua filha apaixonada. 

O amor é dependente de uma atitude. O amor é uma ação, não um sentimento simplesmente. É impossível amar sem agir. Sem dúvida, a preocupação do meu amigo nascia do amor, mas a sua falta de atitude não demonstrava o amor para com a filha. 

Existem pessoas que são verdadeiros amores, mas escondem a verdade. Outras, falam a verdade, mas não demonstram o amor. É preciso equilíbrio. As pessoas tendem a ver a verdade e o amor como forças opostas, difíceis de serem conciliadas. A falta de um equilíbrio entre as duas forças pode ser fatal, porque ao esconder a verdade em nome do amor provoca-se estagnação no crescimento espiritual e material da pessoa amada. Por outro lado, se palavras são ditas rudemente em nome da verdade, os corações amados podem ser ofendidos, causando rupturas de amizades com cicatrizes irreparáveis. 

A Bíblia diz que o Senhor é Deus e que as suas palavras são verdade (2 Samuel 7:28); que a verdade deve ser dita porque não se pode fazer nada contra a verdade, mas somente a favor da verdade (2 Coríntios 13:8); e que quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor (1 João 4:8). Deus é amor e, Sua palavra, a verdade. À medida que crescemos em nosso relacionamento com Deus, nós crescemos também em nossa capacidade de abordar os desafios da vida com a verdade em amor. 

Jesus Cristo demonstrou essas duas características. O amor de Cristo nos salva (Romanos 5:8), mas também nos constrange (2 Coríntios 5:14). Suas expressões da verdade são ao mesmo tempo misericordiosas e justas. Ele jamais comprometeu a verdade e, mesmo assim, nunca deixou de amar. 

Quando você estiver na dúvida entre criticar ou bajular, pense no que seria melhor para o aperfeiçoamento do caráter da pessoa, uma vez que você a ama e quer o melhor. Respire fundo antes de falar. Permita que Deus direcione as suas palavras para que seja dita a verdade em amor. Ofereça-se para abençoar!

Você tem dificuldade em criticar ou corrigir? Ou você tem dificuldade em bajular ou elogiar? Você consegue falar a verdade em amor? Ore a Deus para que você seja temperado e equilibrado nessas duas virtudes. 

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Gigantes na fé

Eu te peço, ó Deus, que me dês duas coisas...: não me deixes mentir e não me deixes ficar nem rico nem pobre. Dá-me somente o alimento que preciso para viver. Porque, se eu tiver mais do que o necessário, poderei dizer que não preciso de ti. E, se eu ficar pobre, poderei roubar e assim envergonharei o teu nome, ó meu Deus. (Provérbios 30:7-9) 

Pesquisando a Bíblia, eu me deparei com essa e outras orações difíceis feitas por grandes homens e grandes mulheres. Poucas vezes eu consegui pedir a Deus para não ser rico. Por outro lado, pedir para não ser pobre é mais fácil, é mais natural e já orei muito nesse sentido. 

Leia uma outra oração difícil feita por uma mulher estéril: “— Ó Senhor Todo-Poderoso, olha para mim, tua serva! Vê a minha aflição e lembra de mim! Não esqueças a tua serva! Se tu me deres um filho, prometo que o dedicarei a ti por toda a vida”. (1 Samuel 1:11) Será que as mães que pedem a Deus um filho estão prontas a cumprirem o que prometem? 

Olha esta de um rei que não queria esconder nada de Deus: “— Ó Deus, examina-me e conhece o meu coração! Prova-me e conhece os meus pensamentos”. (Salmo 139:23) É preciso muita coragem para ‘desnudar’ o coração diante do Poderoso, pois muitos nem chegam diante dele porque têm medo de serem confrontados com os seus pecados ocultos que, aliás, para Deus não são nada ocultos. 

Agora, esta feita por três jovens antes de serem lançados na fornalha de fogo é muito confiante: “— Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer”. (Daniel 3:17-18) Percebe a convicção desses rapazes? Será que no lugar deles nós faríamos uma oração semelhante? 

A oração do Pai Nosso é muito famosa: "Venha o teu Reino. Que a tua vontade seja feita aqui na terra como é feita no céu!" (Mateus 6:10) Bom, essa aqui eu tenho certeza que muitos fazem sem saber o que estão dizendo. Será que há mesmo disposição em nós para aceitarmos qualquer que seja a vontade de Deus? 

Outra muito famosa é a de Jesus Cristo feita no Jardim Getsêmani: “— Meu Pai, se este cálice de sofrimento não pode ser afastado de mim sem que eu o beba, então que seja feita a tua vontade”. Essa tenho certeza que não consigo fazer, afinal eu não sou o Cristo! Mas Ele quer que eu seja seu seguidor. E eu quero segui-lo. E agora, como fica? Será que estou disposto a abrir mão do meu desejo em prol da obra de Deus?

Depois de ler sobre essas orações, chego à conclusão que preciso mesmo é pedir a Deus para aumentar a minha fé. Na verdade, não tenho coragem de orar palavras duras como essas feitas por gigantes na fé. Acho muito fácil orar pedindo bênçãos, sabedoria, saúde e alegria. Essas orações tornam a minha vida melhor e não requerem nenhum sacrifício ou mudança. Agora, quando me deparo com versos que me confrontam, que exigem compromisso, tenho a tendência de não querer pronunciá-los, por que será heim? 

Por outro lado, quantas vezes quase desisti de orar a Deus porque estava cansado de esperar a resposta; porque estava achando muito difícil confiar; porque estava orgulhosamente achando que não precisava de Deus; ou porque estava duvidando da Sua capacidade. Mas está escrito que devemos orar a Deus com fé e não duvidar de modo nenhum, pois quem duvida é como as ondas do mar, que o vento leva de um lado para o outro. (Tiago 1:6) 

Se você está evitando fazer orações difíceis, com palavras confrontadoras, procure saber qual é a razão. Veja se não é descrença de que Deus realmente vai responder; se não é recusa em reconhecer a soberania dEle; se não é medo de que Ele possa mexer na sua zona de conforto. Pergunte a si mesmo o que está lhe impedindo de orar da maneira que Cristo ensinou. Procure orar com humildade, compreensão e sabedoria, porque a resposta à sua oração virá, com certeza. Seja também um gigante na fé!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Saia da caverna

Ele entrou numa caverna para passar a noite, e, de repente, o Senhor Deus lhe perguntou: — O que você está fazendo aqui, Elias? (1 Reis 19:9) 

O grande homem Elias foi declarado inimigo número um da família real de Israel pelo fato de ter sido zeloso com as coisas de Deus. Naqueles dias, o povo de Israel estava afastado do caminho do Senhor e adorava o deus deste mundo. Após provar que Deus é superior a qualquer outro deus, Elias passou a ser perseguido e entrou em crise depressiva, se tornando um fugitivo. Mesmo assim, Deus não o abandonou e diariamente mandava um corvo levar alimento para o seu servo. 

Como pode um homem que havia acabado de experimentar o maravilhoso poder de Deus se tornar escravo do medo a ponto de entrar em crise e pedir a morte? (1 Reis 19:4) Sentir medo é uma coisa, ser escravo do medo é outra bem diferente. Não se pode ter medo da crise. 

A crise nasce exatamente em momentos de grande euforia e bonança. Nesses momentos, o homem acha que está tudo bem e acaba se descuidando. Entretanto, quando a crise aparece, não se pode fugir, mas enfrentá-la com coragem e determinação. A fuga não resolve a crise. 

Elias estava tão revoltado que disse assim: — Ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, eu sempre tenho servido a ti e só a ti. Mas o povo de Israel quebrou a sua aliança contigo, derrubou os teus altares e matou todos os teus profetas. Eu sou o único que sobrou, e eles estão querendo me matar! (v. 10) Por causa dessa revolta, Elias estava escondido em uma caverna. 

Não é se revoltando contra Deus e se afastando dele que resolvemos nossas crises. Não é culpando as pessoas que encontraremos solução para os nossos problemas. 

A crise não é um mal em si, porque por meio dela nós crescemos em todos os aspectos. Estar na caverna por um momento também é bom porque nos faz refletir nossos atos e nos faz enxergar o mundo de maneira diferente. Na caverna, repensamos nossas atitudes e mudamos de vida. Foi na caverna que Elias teve uma profunda experiência com Deus. Então, a crise não é o fim, mas pode ser o prenúncio de um milagre, o começo de uma mudança. Momentos de crises são momentos ideais para nos aproximarmos do Altíssimo, porque é ele quem nos dá força. 

"Quando olhamos para Deus, nós nos enchemos de esperança, e aí saímos da caverna. Não podemos ficar na caverna o resto da vida. Ficar na caverna é alimentar a crise, é ficar remoendo a revolta. Isso não vai resolver e nem mudar as coisas." (Pr. Edson Lôbo)

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progresso. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar ‘superado’. 

Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. 

É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." (Albert Einstein) 

Portanto, saia da caverna, porque aí não é o seu lugar. Que fazes aí, pergunta o Senhor. Saia e põe-te de pé perante o Deus Todo-Poderoso, porque ele vai te dar um novo começo, uma nova tarefa, um novo talento, um novo ministério, uma nova vida. Faça isso e seja uma bênção!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Workaholic

Não adianta trabalhar demais para ganhar o pão, levantando cedo e deitando tarde, pois é Deus quem dá o sustento aos que ele ama, mesmo quando estão dormindo. (Salmos 127:2)

Eu estava curiosamente observando o meu colega de trabalho. Ele só anda apressado, não para quieto na sua mesa, quer resolver tudo muito rápido. Às vezes, chega a levantar uma discussão acalorada a respeito de determinado assunto. Frequentemente, fica após o horário para despachar com o chefe. Ele é realmente muito empolgado para trabalhar! 

Existem pessoas que são extremamente dinâmicas e ativas. Elas acham o máximo realizar várias tarefas ao mesmo tempo. Gostam de ter uma agenda cheia, de ter contato com várias pessoas, de ter lugares diferentes para ir. Variedade é definitivamente o tempero da vida dessas pessoas e, sem isso, a vida vira um tédio. 

Uma vez, cheguei para esse meu colega e comecei a conversar sobre a vida. À medida que a conversa fluía, eu ia percebendo que, mesmo em férias, o meu colega não parava. Quando não tinha nada interessante para fazer, ele ficava entediado. Finalmente, percebi que ele não descansava, nem mesmo nos finais de semana. 

Segundo Amauri Nóbrega, workaholic é uma expressão americana que teve a sua origem na palavra alcoholic, que na sua tradução para o português quer dizer alcoólatra, ou seja, é a pessoa que é viciada em trabalho. Workaholic é a pessoa que tem jornadas diárias de mais de 12 horas, fim de semana com trabalho, falta de lazer, alimentação errada, falta de exercício, não tira férias, vive em fadiga permanente, etc. Você se identificou com alguns desses pontos? Se a resposta foi "sim" para um ou mais, você tem grande possibilidade de ser um.

Muitas vezes o workaholic diz que não é viciado em trabalho. Esse é outro perigo. Não aceitar que tem um vício é um dos maiores problemas do ser humano. Tenha cuidado, porque a linha que separa o trabalho duro, que faz parte de uma vida normal, e o workaholic, é tênue.

Comece a rever a sua agenda e suas atitudes. Assuma essa responsabilidade. Coloque a qualidade de vida em sua agenda diária. Saiba administrar a pressão do dia-a-dia. Aprenda a dizer “não”, mesmo que isso possa custar o seu emprego ou a sua comissão. Sim, é isso mesmo, se o seu chefe quer que trabalhe 15 horas por dia, ele não irá mudar. Crie alternativa e repense o seu emprego atual, ou até mesmo a sua carreira. Não espere chegar aos 50 anos, estar demitido e sem saúde para aceitar que tem um problema. Busque qualidade de vida hoje.

De maneira geral, não há nada de errado em ter uma vida bem ativa. Esse ritmo de vida começa a gerar problema para saúde física quando a pessoa passa dos limites. O problema se torna maior ainda, quando a pessoa passa a não ter tempo mais para se dedicar a Deus e aí prejudica-se também a saúde espiritual e compromete a vida eterna. 

O principal sintoma da doença espiritual é a falta de percepção da finalidade da vida. A grande maioria das pessoas não sabe o que veio fazer aqui na terra e então, depois de muito trabalhar, rico ou não, percebe que a vida não faz sentido.

Mas quando estamos perto do Senhor, aprendemos que a vida faz sentido. Que a luta do dia-a-dia não é correr atrás do vento. Aprendemos com o nosso Criador o que realmente ele quer de nós e para o quê nos criou. Quando ficamos quieto, podemos ver mais claramente o que Deus está tentando nos ensinar. No final, percebemos que a vida não é um tédio, mas é muito excitante e maravilhosa. 

Quanto mais dinâmico você é, mas você necessita de parar, descansar e ficar quieto para recuperar o seu fôlego. Eu conheço muitas pessoas dinâmicas que saem regularmente para um retiro pessoal e espiritual com Deus. Eles vão para uma fazenda, deitam-se numa rede e simplesmente descansam, observando a criação e louvando ao Criador. Se for o seu caso, faça o mesmo já. Seja feliz!