quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Soldado Triunfal

Por isso peguem agora a armadura que Deus lhes dá. Assim, quando chegar o dia de enfrentarem as forças do mal, vocês poderão resistir aos ataques do inimigo e, depois de lutarem até o fim, vocês continuarão firmes, sem recuar. 

Portanto, estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça e calcem, como botas, a prontidão para anunciar a boa notícia de paz. E levem sempre a fé como escudo, para poderem se proteger de todos os dardos de fogo do Maligno. 

Recebam a salvação como capacete e a palavra de Deus como a espada que o Espírito Santo lhes dá. Façam tudo isso orando a Deus e pedindo a ajuda dele. Orem sempre, guiados pelo Espírito de Deus. Fiquem alertas. Não desanimem e orem sempre por todo o povo de Deus. 

E orem também por mim, a fim de que Deus me dê a mensagem certa para que, quando eu falar, fale com coragem e torne conhecido o segredo do evangelho. (Apóstolo Paulo) 

No dia 25 de agosto comemora-se o Dia do Soldado. Na carta de Paulo aos efésios existem seis peças chaves para um soldado ser triunfante numa batalha. Cinco são de caráter defensivo e uma de caráter ofensivo. 

O diretores de filmes épicos Ben Hur, Rei Arthur, Robin Hood, Tróia e outros do gênero costumam representar muito bem um soldado da época de Paulo. Os figurinos são compostos de cinturão, couraça, botas, escudo, capacete e espada. Essas peças são de metais e precisam ser polidas diariamente para não enferrujarem.

Você sabia que espiritualmente todos nós somos soldados e temos que estar bem equipados para sermos eficazes? Vou te dizer para que serve cada equipamento acima descrito. 

O ser humano vive sempre lutando. Acontece que essa luta está numa dimensão espiritual. Nós não estamos lutando contra outros seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal que vivem nas alturas, isto é, os governos, as autoridades e os poderes que dominam completamente este mundo de escuridão. 

E essa guerra acontece 24 horas por dia. Ela não pára. Nós estamos constantemente sob o fogo inimigo. Os nossos inimigos são: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas. 

Ao final de cada batalha, os vestígios desses inimigos ficam impregnados na nossa armadura e, se não a polirmos diariamente, eles vão se oxidando e virando ferrugens. Se descuidarmos, as ferrugens acabam emperrando o bom funcionamento da armadura. 

Você sabia disso? Pois é! Estamos cheios de inimigos espirituais em nossa volta. É por isso que devemos estar sempre vestidos com a armadura que Deus preparou para nós, e bem limpa e polida. Com ela nós vencemos facilmente todos esses inimigos. 

Cada peça da armadura tem um significado. As de uso defensivo são cinco: o cinturão é a verdade que, em tudo, nos protege na vida espiritual. Devemos falar somente a verdade; a couraça é a justiça que não pode faltar. Sem ela o cristão será facilmente derrotado pelo inimigo; as botas são o Evangelho da paz que devemos deixar como rastro e sinal de que somos da paz. O cristão contencioso é uma contradição, uma anomalia; o escudo é a Palavra de Deus para nossa defesa. Cristo serviu-se desse escudo três vezes quando resistiu ao Diabo no deserto; o capacete da salvação é a certeza que o cristão tem de que ele é salvo, tem a vida eterna e vai morar no céu.

A espada é única arma de ataque. Ela é o Espírito Santo. O cristão cheio do Espírito Santo pode tudo. Ele é ousado para testemunhar e usar a Palavra de Deus para convencer e assegurar bênçãos às pessoas, derrubando por terra todos os enganos do maligno. 

Agora reflita! Você está sempre vestido da armadura de Deus? Assegure-se de que não esteja faltando nenhuma peça! Você já sabe o que cada uma delas significa, então, veja qual está precisando de uma limpeza e de uma boa polida contra a ferrugem. Seja um soldado triunfal ou triunfante!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Consultora de Investimento

Lembro da sua fé sincera, a mesma fé que a sua avó Lóide e Eunice, a sua mãe, tinham. E tenho a certeza de que é a mesma fé que você tem. Por isso quero que você lembre de conservar vivo o dom de Deus que você recebeu quando coloquei as mãos sobre você. Pois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos; pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor e nos torna prudentes. (2 Timóteo 1:5-7) 

Agosto é o mês de aniversário da minha mãe. A maioria de vocês não a conhece, mas eu vou lhes contar um pouquinho da sua história. 

Minha mãe é uma mulher de fé. Fé cristã. Ela sempre investiu e ainda investe muito em mim. Vou destacar a importância do mais valioso investimento que ela, e também minha avó, fizeram na minha vida: O investimento espiritual. 

A Bíblia recomenda aos pais educarem seus filhos no caminho em que devem andar, e até o fim da vida não se desviarão dele. (Provérbios 22:6) 

Quando leio esse verso, eu não posso deixar de pensar nos dias e anos que as duas passaram lendo, ensinando e fazendo-me memorizar a Palavra de Deus. Eu amava também passar horas e horas ouvindo as historinhas narradas de forma brilhante naqueles antigos bolachões (LPs), que elas disciplinadamente não me deixavam esquecer. 

Em casa não se passava um dia sequer sem que houvesse o chamado ‘culto doméstico’. Para esse culto, reunia-se toda a família para cantar, ouvir e comentar a Palavra de Deus. Eu amava tocar o violão e venho fazendo isso desde os oito anos de idade. Após o período de cânticos, era vez de todos fazerem uma pequena oração. Então, seguia-se a leitura bíblica. Após isso, dava-se início ao período de debates no qual eu e meus cinco irmãos fazíamos uma bateria de perguntas para a mamãe, a vovó e o papai (este também participou dessa história). 

Eu me lembro da paciência de cada um deles para nos explicar em detalhes o significado e o contexto de cada verso lido. Finalmente, saíamos satisfeitos dos cultos e muito dispostos para as tarefas do dia. 

Muitos interesses próprios foram deixados de lado por eles para que pudessem se dedicar aos ensinamentos bíblicos. Pela graça de Deus, todos nós estamos servindo ao Senhor. Esse é o maior legado que os pais podem deixar para seus filhos. 

Hoje eu percebo a importância desse investimento espiritual em minha vida. Entretanto, também fui ensinado a continuar a busca contínua do crescimento na fé cristã, descobrindo a cada dia as verdades nas Escrituras Sagradas. 

Esse investimento espiritual tem me dado suporte para poder propagar o Evangelho de Cristo. Dou graças a Deus por me usar e dar disposição para não deixar enterrado esse tesouro. Tenho procurado estender a mão e distribuir o que recebi, reinvestindo na vida de pessoas. Minha mãe foi e é peça fundamental nisso. 

Mãezinha querida, feliz aniversário! Eu agradeço a Deus por sua vida. Digo a todos que até hoje a senhora continua sendo a minha consultora de investimento espiritual. 
Reflita um pouco: Você está pronto para investir espiritualmente em seus filhos? Se não, tire um tempo para repensar sua estratégia de investimento espiritual. Quem é o seu consultor de investimento espiritual? Espero que seja alguém comprometido com a Palavra de Deus.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vencedor? Ou Não!

Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. (Romanos 8:36-37) 

No conflito que teve com Deus em Gênesis 32, Jacó sentiu a necessidade da bênção divina. Ele lutou muito para alcançá-la e no final saiu golpeado e manco. Jacó era um trapaceiro e andava fora do propósito divino. Após ter lutado com Deus, ele resolveu mudar de vida e deixar de lado o seu mau caráter. Por isso, Deus disse que ele foi vencedor e então mudou o seu nome para Israel. 

Existem dois tipos de vencedores: O vencedor sob o ponto de vista de Deus e o vencedor sob a ótica do mundo. Pelo padrão do mundo, Jacó não foi vencedor. Ele saiu da presença de Deus manco e cheio de dor! Como pode ser considerado vencedor dessa maneira? 

Se apregoam por ai um discurso triunfalista e materialista querendo mostrar que, se a pessoa é abençoada por Deus, então ela está bem financeiramente; ela está sempre de bem com a vida; ela não sente dores e nem passa por sofrimentos. Por isso ela é vencedora. Esse discurso é o mesmo que tenta convencer as pessoas de que o céu começa aqui, e que por isso é imperioso buscar a felicidade a todo custo. O erro, é que esse discurso não deixa claro que, sob o ponto de vista de Deus, o vencedor é aquele que vence as batalhas espirituais contra a carne. 

A Bíblia não dá nenhum suporte para a definição de vencedor apregoada hoje em dia. Pelo contrário, os vencedores que a Bíblia cita em Hebreus 11 são pessoas comuns, usadas por Deus, mas que passaram tremendas angústias, ou tiveram até mesmo mortes violentas. O profeta Isaías teve seu corpo serrado ao meio; Tiago morreu no fio da espada; Paulo foi decapitado; Pedro, segundo nos conta a tradição, crucificado de cabeça para baixo. Isso sem falar de Jesus que, por desafiar todo o sistema religioso putrefato de seu tempo, foi pendurado na cruz e morreu como um bandido. 

Esse sistema putrefato dos nossos dias também precisa ser confrontado. O problema é que existem poucas pessoas dispostas a confrontá-lo. Jesus disse que no mundo teremos sofrimento; mas que tenhamos coragem, porque Ele venceu o mundo. A Sua vitória sobre o mundo foi a realização de Seu propósito em Sua morte. O sofrimento que Jesus disse que passamos é aquele que advém do nosso esforço para seguir os Seus mandamentos em um mundo com padrões éticos e princípios morais corrompidos. 

É bem verdade que a Bíblia garante que somos mais que vencedores. Mas o contexto é totalmente espiritual e não tem nada a ver com a felicidade material que se apregoam por ai. Ser vitorioso para o mundo é ter muito dinheiro, é ter carro de luxo, é ter casa bonita, é ter vida sem problemas, etc. Mas para Deus, o vitorioso é aquele que vence os padrões mundanos, a corrupção, a desonestidade, a infidelidade, a falta de ética, etc. 

Todo filho de Deus é capaz de vencer o mundo. Assim, com a nossa fé conseguimos a vitória sobre o mundo. (1 João 5:3-4) 

Então, tenha cuidado quando ouvir ou ler aquelas palavras maravilhosas que massageiam o seu ego. Procure lembrar do sofrimento que Jesus Cristo teve para vencer o mundo, salvar a sua alma e impedir que ela fosse tragada por Satanás. Essa é a vitória que Cristo lhe deu. Tome posse dela. 

(Hoje completa um ano que meu irmão foi assassinado, vítima de latrocínio. "Graças a Deus que nos dá a vitória em Cristo. Ele restaurou a nossa comunhão com Deus, nosso Pai".)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ame sem medo!

No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo. (1 João 4:18) 

Nos dias de hoje, não há ninguém que fique fora do alcance das armas do medo: medo de perder o emprego, de perder a saúde, de ser diferente, de se apaixonar, de ser rejeitado, de fracassar, de ser assaltado, etc. Mas no amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Aquele que ainda sente medo não tem a plena certeza de que vive unido com Deus. Deus é amor. 

Então, o medo e o amor são mutuamente excludentes, não convivem no mesmo ambiente. O medo é controlador e paralisa. Se a pessoa está com medo, ela fica fechada, encaracolada dentro de si mesma. 

O amor, por outro lado, aproxima as pessoas uma das outras. Se alguém diz: “Eu amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê. Então, quem ama a Deus, ama também o seu próximo. 

Lembrei-me da linda história de David Ireland, escrita no livro intitulado “Cartas Para Uma Criança que Ainda Não Nasceu”. Ireland, pouco antes de sua morte ocasionada por uma enfermidade neurológica, escreveu uma carta para a criança que ainda se encontrava no ventre da sua esposa. A respeito da esposa, Ireland se expressou assim: 

“Sua mãe é uma pessoa incrível. Poucos homens sabem o que é receber um 'muito obrigado' por levar a esposa para jantar fora, quando isso implica em tudo o que acontece em nosso caso. 

Significa que ela tem que me vestir, me barbear, escovar meus dentes e pentear meu cabelo. Tem que me levar na cadeira de rodas para fora de casa e descer a escada, abrir a garagem, abrir o carro, dar a volta, virar-me para que eu me sinta confortável, dobrar a cadeira de rodas, colocá-la no carro, entrar no carro, dar partida, tirar o carro da garagem e seguir para o restaurante. 

Então começa tudo de novo: ela sai do carro, abre a cadeira e a porta, vira meu corpo, põe-me em pé, faz-me sentar na cadeira, puxa os pedais da cadeira para que eu me sinta confortável. Nós nos sentamos para jantar e ela me coloca comida na boca durante toda a refeição. Quando terminamos, ela paga a conta e empurra a cadeira de volta para o carro, e começa tudo de novo, só que ao contrário. 

Depois que tudo acaba ela diz com sincera cordialidade: ‘Querido, obrigada por me levar para jantar’. Eu simplesmente não sei o que dizer”. 

É possível amar como a esposa de Ireland, porque Deus a amou primeiro. O amor é isto: não foi o homem que amou a Deus, mas foi Ele que o amou e mandou o Seu Filho para que, por meio dEle, os pecados do homem fossem perdoados e afastado todo medo. 

Amigos, se foi assim que Deus nos amou, então nós devemos amar uns aos outros. Como está o seu amor? A pessoa amorosa terá confiança no dia do juízo, porque quem ama é representante de Jesus Cristo aqui neste mundo. Ame e lance fora todo medo!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Força da Fé

Porque nós não prestamos atenção nas coisas que se vêem, mas nas que não se vêem. Pois o que pode ser visto dura apenas um pouco, mas o que não pode ser visto dura para sempre. (2 Coríntios 4:18) 

Ao ler o jornal Correio Braziliense me deparei com a seguinte manchete: “Número de evangélicos cresce 11% em 15 cidades do DF”. No início da reportagem estão escritas as seguintes frases: “Jesus não desistiu de você.” “Construindo o lar sobre a rocha.” “Uma vida vitoriosa em Cristo.”

Diz a reportagem que esses slogans expostos nas fachadas de igrejas evangélicas passaram a fazer parte da vida dos brasilienses. Eles trazem mensagens positivas e podem ser vistos em todas as cidades do Distrito Federal. Nos últimos 10 anos, o aumento dos templos evangélicos passou a ser percebido pela população e a comprovação do crescimento da doutrina na capital começa a ser mostrada em números. 

De acordo com o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, “A história da Igreja demonstra que a força não vem dela mesma, mas de Jesus Cristo crucificado, ressuscitado. Força não tem a ver com poder, não está nos números, mas no testemunho daqueles que receberam a graça de crer”. 

Podemos dividir o universo em duas categorias: O material e o imaterial; ou o que é visto e o que não é visto. Ao escrever sobre a realidade invisível, o apóstolo Paulo obviamente não se referia à fantasia ou à imaginação, muito pelo contrário. 

Algumas pessoas parecem acreditar em um Deus distante. Outras acreditam em um Deus presente, mas não conseguem colocar em prática a Sua doutrina. Outras simplesmente não acreditam nem em Deus, nem na salvação do homem, nem no céu, nem no inferno. Entretanto, cada vez mais pessoas têm experiências reais com o Deus invisível e eterno. 

Há uma diversidade de crenças e cada uma tem sua visão particular do Universo. O cristianismo tem uma visão muito convincente. O Deus bíblico explica de uma forma competente e bem clara os acontecimentos visíveis e invisíveis no Universo. 

Quando um cristão consegue piamente acreditar e declarar de coração que “já não sou eu quem vive, mas Cristo é quem vive em mim. E esta vida que vivo agora, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se deu a Si mesmo por mim" (Gálatas 2:20) é porque ele foi convencido pelo Espírito Santo de que há algo invisível muito melhor para se viver do que esta vida terrena. 

Os cristãos não foram chamados para dar um ‘salto no escuro’, mas para acreditarem que o tempo de vida terrena deve ser grandiosamente investido em algo muito precioso e eterno. É por isso que o cristão investe no ‘permanente’ e não no ‘temporário’. 

A vida humana é eterna e possui duas vertentes no espaço-tempo: A vertente visível, temporária, que é a nossa vida terrena, na qual temos a chance dada por Deus para escolhermos a nossa vida invisível, esta sim, eterna. Essas duas vertentes foram didaticamente reveladas por Jesus Cristo aos seres humanos por meio da sua vida, morte, ressurreição e ascensão. 

É por isso que a vida cristã tem fundamento sólido. É por isso que a fé cristã sempre foi e sempre será forte. A vida cristã não é baseada em um misticismo qualquer. Pela atuação do Espírito Santo, o cristianismo cresce vigorosamente, não obstante as grandes e constantes perseguições.

Faça você também o que muitas pessoas estão fazendo: Junte-se ao grupo e aumente ainda mais a força dessa fé inabalável!

Como você está investindo o seu curto espaço-tempo terreno? Você tem investido somente no temporário, no visível? Invista também no permanente, no invisível. Aliás, invista mais fortemente onde está o seu tesouro eterno. Não perca muito tempo com o que é passageiro.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Muro de Isolamento

Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros. E, acima de tudo, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas. (Colossenses 3:13-14) 

Eu frequento a igreja desde criança. Participo ativamente dos trabalhos eclesiásticos, ora contribuindo numa área, ora em outra, e sempre interagi com várias personalidades de irmãos na fé. Já ofendi pessoas e também já fui ofendido por outras, mas nem por isso deixei de congregar. 

O ambiente da igreja também é o local onde o cristão deve provar que é cristão. Às vezes, os que professam a fé em Cristo são capazes de ferir uns aos outros por motivos banais, mas nada disso invalida a gratificante comunhão. 

É bom lembrar que ainda não estamos no céu e que por isso os relacionamentos fraternais sofrem interferências constantes das fraquezas da carne. Uma palavra dita na hora errada, mesmo sendo correta, pode ferir o sentimento do ouvinte. Uma crítica construtiva pode ser mal interpretada. Até um elogio pode ser recebido como sarcástico. Enfim, as interações entre pessoas costumam gerar atritos. Isso acontece em todos os lugares. 

É como comparar várias pedras rolando e se chocando em um monte de cascalho. O interessante é perceber que quanto mais se chocam, mais redondinhas ficam. Isso é um sinal de que os choques são necessários e contribuem para aparar as arestas. Em se aparando as arestas, as pedras ficam mais polidas e bonitas. Então, os choques não são tão ruins assim. Quando a maneira de ser de alguém choca-se com o tipo de outrem, certamente nesse momento alguma aresta está sendo aparada e a personalidade aperfeiçoada. 

Se a vida é dessa forma, então o que devemos fazer quando percebemos o fracasso em nossos relacionamentos, especialmente quando somos surpreendidos por ofensas de pessoas que jamais imaginaríamos fossem nos ofender? 

Muito tem sido dito sobre a necessidade de perdoar. As Escrituras deixam claro que devemos imitar a Cristo e mostrar misericórdia para com aqueles que nos ofenderam. Os livros de psicologia destacam experiências de pessoas que encontraram a liberdade mental quando liberaram o perdão. Mas, mesmo assim, muitos ainda insistem em não perdoar. E às vezes, não são nem as grandes, mas as pequenas ofensas que mais desgastam as almas. 

Quando não perdoamos, construimos um muro de isolamento em torno do nosso coração, um muro que não fica somente entre nós e a pessoa que nos ofendeu, mas entre nós e Cristo. É por causa desse muro que muitas pessoas deixam de congregar, culpam a igreja e, por tabela, a Cristo pelas ofensas recebidas. Por causa desse muro, deixamos de usufruir as bênçãos do paraíso.

Talvez nós estejamos muito irritados com alguém que nos falou algo ofensivo. Não temos aqui nenhuma novidade para ensinar, mas apenas reforçar que a única solução é liberar o perdão, independentemente de a pessoa pedir ou não o perdão. Se for o caso, também devemos pedir perdão. Certamente, se agirmos assim, abriremos as portas para a liberdade e para o amor que une perfeitamente todas as coisas.
Seja uma pedra bem polida para ser usada na construção de uma igreja em constante aperfeiçoamento, não de um muro de isolamento.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Não Perdi Nada!

Muitas vezes ficamos aflitos, mas não somos derrotados. Algumas vezes ficamos em dúvida, mas nunca ficamos desesperados. Temos muitos inimigos, mas nunca nos falta um amigo. Às vezes somos gravemente feridos, mas não somos destruídos. Levamos sempre no nosso corpo mortal a morte de Jesus para que também a vida dele seja vista no nosso corpo. (2 Coríntios. 4:8-10) 

Todos nós passamos por algum tipo de perda em algum momento. 

Às vezes, perdemos uma amizade,
por causa de uma frase. 
Perdemos um amor,
por falta de uma flor. 

Às vezes, perdemos um casamento,
por causa de um mal comportamento. 
Do filho o carinho,
por causa do seu descaminho. 

Às vezes, perdemos uma pessoa querida,
por causa da sua partida. 
Perdemos uma vida,
por causa de uma ferida. 

Às vezes, perdemos um emprego,
por causa de um desapego. 
Perdemos um bem,
por causa de um desdém. 

Às vezes, perdemos a reputação,
por não cumprirmos uma obrigação. 
Perdemos um irmão,
por falta de um perdão. 

Às vezes, perdemos a paz,
por não ser capaz 
De encontrar uma saída,
que a todos satisfaz. 

Qualquer que seja a perda, a verdade é que ela dói. Em muitos casos, tão grande é o sentimento, que mais se parece perder o coração. A respiração, em vez de aliviar, acaba por sufocar. O momento, em vez de agradar, parece não passar. 

Será que algum dia, depois de tanta perda, acaba-se por entender que a perda, qualquer que seja, é um lembrete de que nada se perde, pois nada se tem? Que tudo que se tem é emprestado? Aliás, Deus é o único bem que o homem pode ter. Definitivamente, nada, absolutamente nada pode tomar o Seu lugar. 

Essa é a verdadeira lição que muitas pessoas professam tirar depois de passarem por perdas em suas vidas. É muito bom saber que Deus é quem rege a grande sinfonia dos acontecimentos. Ele é o Soberano maestro. Para nós, a sinfonia parece desafinada. Mas para Deus, tudo se encaixa em mais perfeita harmonia. 

Ele não está limitado ao tempo e dá direção ao vento. 
Ele conhece o amanhã, que certamente será um novo tempo. 

Você pode estar passando por um momento de perda. Digo a você, com toda sinceridade, que o melhor lugar para seu refúgio são os braços do Pai. Neles, você pode se deleitar no conforto da Sua Palavra. 

Jó – homem que chegou a possuir tudo que a vida terrena era capaz de oferecer – após saber que havia perdido tudo, chegou à conclusão que não havia perdido nada. Ele simplesmente lembrou que veio para esse mundo sem nada e então se ajoelhou, encostou o rosto no chão e adorou a Deus. Aí disse assim: — Nasci nu, sem nada, e sem nada vou morrer. O Senhor deu, o Senhor tirou; louvado seja o Seu nome! Assim, apesar de tudo o que havia acontecido, Jó não pecou, nem pôs a culpa em Deus. (Jó 1:20-22)

Após esse seu reconhecimento, Jó recebeu de Deus em dobro tudo que ele havia perdido. No mundo inteiro não havia homem mais abençoado do que Jó. Jó ainda viveu mais cento e quarenta anos, o bastante para ver netos e bisnetos. Deus abençoou a última parte da vida de Jó muito mais do que a primeira. Tudo porque ele louvou o nome de Deus.

E você? Quer ser abençoado como Jó? Reconheça agora que tudo que você tem vem dEle e é para Ele. Seja feliz!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Metamorfose Ambulante

Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado; mas, por estarem unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus. (Romanos 6:11) 

Muitas pessoas não acreditam nos relatos bíblicos sobre a vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Alguns chegam a chamar os cristãos de ingênuos por acreditarem nessa história e ainda seguirem os mandamentos deixados pelo Filho de Deus. Essas pessoas estão completamente equivocadas. 

Embora a vida de Cristo tenha sido narrada também por historiadores não bíblicos, esse assunto transcende a esfera cientifica e se insere na questão da fé. Assim, somente o Espírito Santo é capaz de abrir os olhos das pessoas para entenderem a veracidade e a importância do Evangelho. Ninguém mais tem poder para isso. 

Uma das mensagem essenciais do cristianismo está na carta do apóstolo Paulo aos romanos: O cristão, para ser autêntico, precisa acreditar que ele, de fato, deixou a vida velha, nasceu para uma nova vida e está unido com Cristo. O cristão é uma metamorfose ambulante!
A união do cristão com Cristo é a base para a vida cristã. Cristo morreu. O cristão também morre para o mundo quando O aceita como Salvador da sua alma. Cristo ressuscitou num corpo glorificado. O cristão também ressuscitará na Sua volta. Cristo está vivo e com Deus. O cristão também vive pela fé uma vida na total dependência de Cristo. 

Isso significa que o cristão não vive guiado pelas idéias e opiniões do sistema mundano. O cristão pensa e enxerga o mundo sob a perspectiva da fé, não da ciência. É por isso que ele encontra as respostas que a ciência não descobriu e nem descobrirá jamais. 

Para o cristão, os prazeres do mundo são inúteis porque ele desfruta de um prazer muito mais sublime que é a presença de Deus. Para o cristão, os tesouros no céu são incomparáveis aos bens terrenos. Nesse sentido, o cristão ama mais a Deus do que qualquer coisa deste mundo. Em outras palavras, o cristão não troca a ética, a moral e os mandamentos bíblicos por status quo, poder, fama, riquezas e prazeres carnais. É isso que significa estar morto para o pecado. 

O cristão tem convicção de que nada neste mundo pode ser mais importante do que a vida eterna. O cristão vive o início da vida eterna aqui, pela fé. Então, o que lhe importa é procurar obedecer a todos os mandamento bíblicos. É isso que significa se considerar vivo para Deus. 

Para o cristão, fazer o bem às pessoas não é uma ‘obrigação’ com intuito de se alcançar a graça de Deus, mas um ‘prazer’ como testemunho de que já se alcançou essa graça. 

Voltando ao início, o cristianismo não fere a racionalidade humana. Pelo contrário, a vida cristã começa fundamentada na crença e na aceitação de um fato histórico único que comprovadamente mudou a história da humanidade: a vida de Jesus Cristo, o Salvador das almas. Você já aceitou Jesus Cristo como seu Salvador? Então, este é o momento! 

Reflita um pouco: Você está em união com Cristo? Se sim, como está o seu cristianismo? Você está crescendo em novidade de vida ou ainda vive na velha vida focado somente em objetivos terrenos? Considere-se mais vivo que nunca para Deus e assim você encontrará um tesouro quando chegar no céu.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Nos Braços do Pai

De repente, veio do deserto um vento muito forte que soprou contra a casa, e ela caiu em cima dos seus filhos. Todos eles morreram; só eu consegui escapar para trazer a notícia. Então Jó se levantou e, em sinal de tristeza, rasgou as suas roupas e raspou a cabeça. Depois ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e adorou a Deus. (Jó 1:19-20) 

Todos nós passamos por algum tipo de perda em algum momento de nossas vidas. Quando isso acontece, procuramos um braço amigo para nele encontrarmos abrigo. Na maioria das vezes, é o nosso pai que nos oferece alegremente os seus braços. Por isso, quase sempre nos recorremos a ele. 

Quando uma criança perde um brinquedinho, ela corre para os braços do papai, na esperança de que o probleminha seja resolvido. Quando um adolescente perde a medalha nos jogos olímpicos da escola, ele corre para os braços do pai, na esperança de neles encontrar o alento. Quando um jovem perde a namorada, ele corre para os braços do pai, à procura de um conselho amigo. Enfim, para muitos, o pai é o refúgio em todo tempo. Por causa disso, ele sempre merece o nosso carinho e atenção.

Assim como o salmista que escreveu a bela canção do Salmo 46, felizes são aqueles que, humildemente, ainda correm para os serenos braços de seu papai, para neles descansar, na certeza de ali estarem seguros, de ali estar o seu refúgio, a sua torre, a sua fortaleza. 

Parafraseando o salmista: 

O Pai é o nosso refúgio e a nossa força, socorro que não falta em tempos de aflição. Por isso, não teremos medo, ainda que a economia seja abalada, e as riquezas caiam nas profundezas do oceano. Não teremos medo, ainda que os corruptos se agitem e rujam, e os medrosos tremam violentamente. 

Há uma atitude que alegra a casa do Pai. O Pai vive na Sua casa, e ela nunca será destruída; todos os dias, Ele a protegerá. As pessoas ficam apavoradas, e os líderes políticos ficam indecisos. O Pai age, e todos O procuram. 

O Pai Todo-Poderoso está do nosso lado; Ele é o nosso refúgio. Venham, vejam o que o Pai tem feito! Vejam que coisas maravilhosos Ele pode fazer por vocês! 

Ele pode acabar com as revoltas no mundo inteiro; pode quebrar os aviões de guerra, despedaçar os mísseis e destruir as armas. 

Ele diz: “Parem de lutar e fiquem sabendo que eu sou o Pai. Eu sou o Pai de todos, o Pai do mundo inteiro.” 

O Pai Todo-Poderoso está do nosso lado; o Pai de todos é o nosso refúgio. 

E esse Pai Celestial, com seu grande amor, diz agora assim para você: 

"Vem filho amado 
Vem em meus braços descansar 
E bem seguro te conduzirei 
Ao meu altar 
Ali falarei contigo 
Com Meu amor te envolverei 
Quero olhar em teus olhos 
Tua feridas sararei 
Vem filho amado 
Vem como estás"
(Diante do Trono) 

Você pode estar passando por um momento difícil. Digo a você, com toda sinceridade, que o melhor lugar como refúgio são os braços do Pai Celestial. Neles, você pode se deleitar, no conforto da Sua Palavra. 

Lembre-se de que Jó, após saber que tinha perdido tudo que possuía – e ele possuia tudo que a vida terrena era capaz de oferecer – se ajoelhou, encostou o rosto no chão e adorou ao Pai Celestial. 

Corra agora para os braços do Pai Celestial!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Paciência, orgulhoso!

A pessoa paciente é melhor do que a orgulhosa. (Eclesiastes 7:8b) 

Muitos conhecem a história de Abrão, pai da nação de Israel. Certo dia Deus disse a Abrão: — Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa do seu pai e vá para uma terra que eu lhe mostrarei. Quando Abrão passava por aquela terra, Deus apareceu a ele e disse: — Eu vou dar esta terra aos seus descendentes. Certa noite, Deus levou Abrão para fora da sua tenda e disse: — Olhe para o céu e conte as estrelas se puder. Pois bem! Será esse o número dos seus descendentes. 

Sarai, a mulher de Abrão, era estéril. Ela possuía uma escrava egípcia, que se chamava Agar. Um dia Sarai disse a Abrão: — Já que Deus não me deixa ter filhos, tenha relações com a minha escrava; talvez assim, por meio dela, eu possa ter filhos. Abrão concordou com o plano de Sarai. Então, Abrão teve relações com Agar, e ela ficou grávida. Quando descobriu que estava grávida, Agar começou a olhar com desprezo para Sarai, a sua dona. 

Aí Sarai disse a Abrão: — Por sua culpa Agar está me desprezando. Eu mesma a entreguei nos seus braços; e, agora que sabe que está grávida, ela fica me tratando com desprezo. Que Deus julgue quem é culpado, se é você ou se sou eu! 

Naquela época, quando uma mulher não podia ter filho, ela era desprezada pela sociedade. O marido evidentemente também era criticado de alguma forma. Então, o grande pecado do casal aqui descrito chama-se orgulho, pois tentaram à sua maneira uma solução para acabar com o desprezo e a crítica. 

Depois desse episódio, Deus fez um novo pacto com Abrão e Sarai, mudando-lhes os nomes para Abraão e Sara. Na Bíblia, quando Deus mudava o nome de alguém significava que essa pessoa estava mudando de vida. O abençoado casal havia acabado de abandonar o pecado do orgulho para receber a virtude da paciência. 

Abraão se tornou efetivamente pai da grande nação de Israel e Sara aparece na Bíblia como o modelo de perfeição para a mulher casada. Sua experiência como mãe oscila de sentimentos de ceticismo, embaraço, inveja e crítica cruel para um sentimento de intensa alegria e êxtase. Mesmo que Sarai tenha caído em pecado, Deus manteve fielmente a promessa de que ela seria ‘mãe de muitas nações’ (Gêneses 17:16) 

Orgulho e paciência são opostos entre si. O orgulho procura a satisfação instantânea, mas a paciência é semelhante à humildade. O sábio escritor de Eclesiastes disse que a paciência é melhor porque ela é sinal de perseverança. Esta, por sua vez, é fruto da fé. E quando se tem fé, se consegue agradar o coração de Deus. Já o orgulhoso acha que não depende de Deus. 

Paciência é a capacidade de suportar males, incômodos e dificuldades com tranquilidade. Significa não tentar encontrar solução para os nossos males como se fôssemos Deus. As circunstâncias adversas pelas quais eventualmente passamos não podem nos tirar a tranquilidade. Devemos nos sentir felizes quando passamos por todo tipo de aflições, pois sabemos que, quando a nossa fé vence essas provações, ela produz perseverança. E a perseverança deve ser perfeita a fim de nos tornar maduros e corretos, não falhando em nada! 

O solução que Sarai encontrou para satisfazer o seu orgulho e a sua falta de paciência foi considerado um pecado diante de Deus. O seu plano para obter um herdeiro era, em última análise, poligamia, que é uma violação do plano do Criador para o casamento. (Gênesis 2: 24; 1 Timóteo 3) Mas quando Sara passou a esperar no Senhor, ela se tornou uma ‘santa mulher’ que viveu de acordo com a Sua vontade, sendo humildemente submissa aos planos divinos para ser grandemente abençoada. 

Paciência, orgulhoso! Se você está orgulhosamente buscando solução para os seus problemas, saiba que precisa esperar pacientemente em Deus. Mostre agora a sua fé fazendo uma oração colocando diante dEle a sua inquietude.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Coração Ardente

Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles. Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus. Mas Ele desapareceu. Então eles disseram um para o outro: — Não parecia que o nosso coração ardia dentro do peito quando Ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas? Eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com outros seguidores de Jesus. (Lucas 24: 30-33)

Há um ano eu escrevia uma devocional sobre a esperança que devemos ter em Cristo, mesmo quando tudo parece dar errado. Mal sabia eu que teria que colocar aquelas palavras em prática alguns dias mais adiante, quando o meu irmão faleceu vítima de latrocínio.

Na ocasião, algumas pessoas me fizeram umas perguntas: Se temos orado a Deus todos os dias para nos livrar do mal e guardar nossos entes queridos, como pode isso acontecer? Como podemos afirmar que Deus estava presente quando essa tragédia aconteceu? Por que Ele não fez nada? Por que Ele permitiu que isso acontecesse? Como confiar em Deus dessa maneira?

Emudecido, eu pensei comigo: Onde está nossa esperança quando as coisas não vão bem aos nossos olhos?

A história do caminho de Emaús registrada em Lucas 24:13-35 é muito interessante. Dois discípulos de Jesus – que a Bíblia não cita os nomes – estavam comentando os acontecimentos da crucificação enquanto caminhavam rumo à aldeia de Emaús. Eles estavam em luto profundo por tudo o que havia ocorrido nos dias anteriores – a crucificação de Cristo. A esperança deles estava completamente despedaçada.

No meio da viagem, um terceiro viajante se juntou a eles. Era o Cristo ressuscitado. Mas a imensa dor cobria de tal forma a visão que eles não puderam reconhecer o Mestre. E continuaram a caminhar juntos até ao final do dia, quando então os três se sentaram para comer. Naquele momento, os dois tiveram seus olhos abertos para reconhecer Jesus mediante o Seu modo singular de partir o pão.

Essa passagem da Bíblia é profunda. Há aqui implicações teológicas, mas a verdade que me vem à mente aparece em forma de outras perguntas: Quantas vezes somos como esses viajantes? Quantas vezes o Cristo ressuscitado aparece diante de nós, e nós simplesmente O ignoramos? Quantas vezes somos incapazes de enxergá-Lo?

Há um ano eu me vi como aqueles viajantes, andando na estrada de uma vida complicada, com Cristo sempre ao meu redor, às vezes sentindo meu coração queimar enquanto Ele falava comigo em espírito. Eu estava incapaz de perceber a Sua presença e, por causa disso, completamente impossibilitado de obter as respostas que dão sentido à vida.

A verdade é que, assim como Cristo esteve com aqueles viajantes séculos atrás, Ele está hoje conosco. Ele mesmo disse: ‘eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos’ (Mateus 28:20). Cristo sente muita compaixão por nós, especialmente quando enfrentamos situações tristes e perplexas.

No meio de tanta corrupção e violência, Jesus encontra maneiras de nos mostrar a Verdade, de nos dar esperança, de iluminar nossa mente e ainda criar um ‘calor’ em nosso coração. Todas as respostas àquelas perguntas eu já as obtive ao escrever algumas devocionais aqui publicadas.

O que precisamos urgentemente é afinar a nossa sensibilidade espiritual. Se a perdemos, temos nossa visão prejudicada e a consequência disso é deixarmos de perceber Cristo fielmente ao nosso redor. Entretanto, quando somos sensíveis ao Seu toque singular, nossos olhos são abertos para enxergar a Sua real presença.

Felizmente, o tempo é nosso amigo e, à medida que vai passando... Já se vai a completar um ano do triste drama da minha família. E a saudade dele... 'Se você perder um ente querido, é normal sentir-se para baixo em cada feriado pelo menos durante um ano' (Rick Warren).

Só agora, aos pouquinhos, é que a nossa visão vem sendo desembaçada para perceber que Cristo nunca nos deixou e nem deixará de lado. Paulatinamente, vamos compreendendo que a morte do homem é o caminho para deixá-lo face a face com o Cristo ressuscitado.

A dor é claramente aliviada pela esperança descrita no trecho de Apocalipse 21:4: Deus enxugará dos olhos todas as lágrimas. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor... A morte e a ressurreição de Cristo – fato comprovado pela história – é por fé a nossa eterna fonte de esperança, mesmo que tudo falhe.


Há uma luz de esperança no fim do túnel da dor, da corrupção e da violência. Jesus Cristo é a esperança! Chegue agora para alguém que não conhece essa palavra e diga para ele com convicção. O coração poderá arder!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

As Baladas de Fim de Semana

Eu não entendo o que faço, pois não faço o que gostaria de fazer. Pelo contrário, faço justamente aquilo que odeio. Assim eu sei que o que acontece comigo é isto: quando quero fazer o que é bom, só consigo fazer o que é mau. Dentro de mim eu sei que gosto da lei de Deus, mas vejo uma lei diferente agindo naquilo que faço, uma lei que luta contra aquela que a minha mente aprova. Essa lei me torna prisioneiro do pecado que age no meu corpo. 

Como sou infeliz! Quem me livrará deste corpo que me leva para a morte? Que Deus seja louvado, pois ele fará isso por meio do nosso Senhor Jesus Cristo! Portanto, esta é a minha situação: no meu pensamento eu sirvo à lei de Deus, mas na prática sirvo à lei do pecado. (Carta do apóstolo Paulo aos Romanos 7:15;21-25) 

Fim de semana é de Balada! Geralmente os fãs desse tipo de divertimento não dispensam um convite para uma festa com os amigos, com danças, regada por bebidas e outras coisas mais... A hora de voltar para casa não é problema, pois a noite é uma criança e não se pode perder nenhum lance. Não há nada para se preocupar. O importante é relaxar, afinal ninguém é de ferro! 

Engraçado, já observou que lá pelas tantas horas, até uma piadinha sem graça se torna motivo de gargalhada? Tudo é diversão! O problema aparece no dia seguinte, quando não se tem disposição para nada. Aquele porre, aliado à noite mal dormida, deixa a pessoa numa ressaca! Muitos até se arrependem do que fazem e outros chegam a cair em depressão. 

Ai vem a segunda-feira e começa tudo de novo... Pronto, passamos o fim de semana e não nos lembramos de Deus! Poxa, deveríamos ter reservado pelo menos um dia para Ele! Por que será que não conseguimos dedicar sequer um tempinho para o nosso Criador e Sustentador? Afinal, sem Ele não existiríamos.

Aqui mora o perigo! Se curtimos a vida adoidado, ficamos exaustos. Como teremos disposição para ir à igreja, congregar com os irmãos, auxiliá-los e ser auxiliados por eles na difícil caminhada cristã? Como teremos disposição para aprender mais sobre Deus? Como teremos disposição para glorificá-Lo com os cânticos que tanto Lhe agradam? Como teremos disposição para fazer essas e outras coisas que são tão importantes para o nosso crescimento espiritual? 

O que espiritualmente precisamos e gostaríamos de fazer, não fazemos. Mas aquilo que a carne quer, isso parece que não dispensamos de jeito nenhum! Percebe o dilema?

Se você passa por esse tipo de dilema, não fique desesperado! O apóstolo Paulo também passou por algo parecido. 

Existe uma verdadeira batalha entre dois entes dentro de nós: espírito versus carne. A vontade de um é diametralmente oposta a do outro. Nessa luta, prevalece aquele que a gente mais alimenta. Se você alimenta mais a carne, satisfazendo os seus desejos, ela vence fácil. O seu destino é a morte espiritual. Agora, se você quer ter uma vida espiritual de sucesso, você deve alimentar mais o espírito. Assim, você será um glorioso vencedor. E a sua recompensa é a vida eterna. 

Paulo sabia que o mais importante era alimentar o espírito. À vezes, os desejos carnais o impedia a isso. Então, ele se lembrava de orar a Deus que, por meio de Jesus Cristo, lhe dava força para mortificar a carne. Jesus Cristo é a solução para o dilema! Ocorre que, para Ele atuar, nós precisamos reconhecer que realmente existe o dilema. Você reconhece? 
Você está lutando contra os desejos carnais? Embora ainda você esteja na carne, você é a habitação do Espírito Santo. Não desista dessa luta! Peça ao Pai Celestial para ajudá-lo a fazer o que realmente é importante para a sua vida eterna. Tenha um espírito forte dentro de você!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Relaxe!

Confie no Senhor de todo o coração e não se apóie na sua própria inteligência. Lembre de Deus em tudo o que fizer, e ele lhe mostrará o caminho certo. (Provérbios 3:5-6) 

Nas férias passadas viajamos de carro próprio. Havíamos decidido realizar a viagem na última hora e, por causa disso, não encontramos passagens aéreas com preços razoáveis para o nosso bolso. A vontade de ir à praia era muito grande. Por outro lado, não queríamos desperdiçar nossas férias em casa, de bobeira. Então, nos deslocamos por aproximadamente 1.200 km – cerca de 16 horas – em uma estrada muito movimentada. Durante o trajeto, não paramos para descanso. 

Eu comecei dirigindo o veículo. Após algumas horas no volante, fiquei extremamente cansado e sonolento. Evidentemente, fizemos uma parada técnica e aproveitei para passar o volante para a minha esposa. Fui para o banco do carona tirar uma soneca. Mesmo sabendo que minha esposa é uma boa motorista, eu não estava conseguindo me relaxar e dormir. A noite já havia chegado e os faróis dos veículos opostos não nos eram nada agradáveis! 

O problema de enfrentar uma estrada é que precisamos dirigir para nós mesmos e para os outros motoristas. A atenção deve ser redobrada quando se tem à sua frente uma rodovia em péssimo estado de conservação. 

A única saída que encontrei para relaxar foi orar assim: Deus, preciso confiar em Ti. Sei que tanto faz eu ou minha esposa dirigir, se o Senhor não guardar... Agora, entrego este veículo nas Tuas mãos. Conceda-me a graça de confiar em Ti! Amém! 

A partir daquele momento eu pude relaxar e cochilar um pouco. Engraçado como temos a tendência de achar que quando estamos no volante ou no controle da situação a nossa vida parece estar mais segura, não é mesmo? Puro engano. 

A verdade é que se não confiarmos no nosso Pai Celestial, não encontraremos o caminho certo para nossas vidas. Ele conhece os nossos medos e as nossas fraquezas muito melhor do que cada um de nós. 

Seja qual for a aventura na qual entramos: uma viagem, uma entrevista de emprego ou uma prova de concurso público, Deus quer ter a liberdade de mostrar o quanto Ele cuida de nós. Se ficamos focados nos nossos medos, perdemos a chance de ver o milagre. Com o medo, temos a tendência de não lembrarmos da promessa do Pai e de tentarmos resolver as coisas da nossa maneira. 

A Bíblia narra que quando chegou a hora de os hebreus conquistarem a terra prometida, Deus escolheu Josué, homem destemido, para liderar aquele povo na batalha. Ele disse assim a Josué: ‘Você nunca será derrotado. Eu estarei com você como estive com Moisés. Nunca o abandonarei. Seja forte e corajoso porque você vai comandar este povo quando eles tomarem posse da terra que prometi aos antepassados deles. Seja forte e muito corajoso. Tome cuidado e viva de acordo com toda a Lei que o meu servo Moisés lhe deu. Não se desvie dela em nada e você terá sucesso em qualquer lugar para onde for’. (Josué 1: 5-7) 

O medo e a preocupação indicam que nós não acreditamos nas promessas divinas. Se não acreditamos em Deus, tendemos a achar que somos capazes de resolver as coisas melhor do que Ele. Mas quando tomamos a decisão de confiar plenamente na Bíblia – mesmo quando tudo parece dar errado – encontramos a paz para relaxar e descansar, na certeza de que Ele está no controle de tudo. 
Como está sua vida hoje? Ela está uma loucura? Você tem que confiar em Deus e ter a certeza de que Ele está no controle de tudo. Confie e descanse nas promessas escritas na Sua Palavra! Lembre-se que o Senhor do universo, que controla o vento e os mares, nos chama para entregarmos todas as preocupações a Ele, pois Ele cuida de nós. Portanto, relaxe!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Montanhas e Caminhos

Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando. (Jeremias 29:11)

Você conhece alguém que se formou recentemente e está subempregado? Existem muitos jovens assim. Eles estão por aí na tentativa de exercerem a sonhada profissão, correndo atrás de um bom emprego. Querem, com a independência financeira, comprar seus carros, suas casas, etc. Como o tempo vai passando e as coisas parecem não acontecer, ficam ansiosos e preocupados.

É meio complicado dizer para esses jovens que Deus tem um plano. Muitos deles ficam irritados quando ouvem ou leem palavras desse tipo. Alguns respondem dizendo: Eu não me importo se Deus tem um plano! O que eu sei é que os meus não saem do papel; as minhas metas parecem cada vez mais distantes e os meus sonhos não se realizam. Será que Deus realmente se preocupa comigo? Será que Ele realmente tem um plano para minha vida?

Talvez você seja um desses jovens. O futuro pode estar parecendo escuro para você. Pode ser que as suas tentativas de melhorar na vida não estejam dando tão certo. Eu tenho uma boa notícia para você: A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que passaram por momentos iguais a esses que você está passando, mas finalmente venceram.


Deus prometeu a Davi que ele seria o próximo rei de Israel, mas antes que ele fosse coroado rei, ele teve que viver como um fugitivo, porque o então rei Saul queria matá-lo a todo custo, por ciúme.

Daniel e seus amigos tornaram-se líderes e altos funcionários do império da Babilônia. Eles aproveitaram a oportunidade para espalhar a palavra de Deus por aquele país. Mas antes disso tudo, eles tiveram que ser presos e jogados em uma fornalha ardente. Em várias outras ocasiões eles enfrentaram a morte. Tudo por pura perseguição de pessoas invejosas. O Deus poderoso os livrou da morte.

Após muitos anos de promessas, os judeus acreditavam que finalmente tinham encontrado o Salvador da pátria, que iria livrá-los da escravidão do império romano. Mas eles se decepcionaram, pois tiveram que assistir a Jesus Cristo ser executado numa cruz como um criminoso comum. O Reino de Cristo não era desse mundo, mas um Reino Celestial. Isso muitos judeus não entendem até o dia de hoje. Entretanto, aqueles que já entenderam são bem-aventurados.

Provavelmente em algum momento essas pessoas fizeram a mesma pergunta que você pode estar fazendo hoje: ‘Será que Deus tem um plano para mim?’

Verdadeiramente Deus tem um plano, porque a Sua Palavra não mente. Eu creio nisso! Ocorre que nós somos incapazes de enxergar os caminhos sinuosos pelos quais devemos trilhar para vencermos as montanhas em nossa frente. Só Deus pode abrir os olhos da fé. ‘Montanhas não podem ser vencidas, exceto por caminhos sinuosos’ (Goethe).

Nunca saberemos o que vai acontecer amanhã e também não saberemos como eventos dolorosos do passado poderão ser usados por Deus para nos proporcionar um futuro melhor. O que sabemos na verdade é que a vida é dura e cheia de lutas.

Mas isso não significa que Deus não se importa conosco. Ele sabe o que está fazendo, ele realmente tem um plano para cada um de nós. Agora, para descobrirmos o plano de Deus para nossa vida, precisamos estar sempre em contato com Ele, em oração e em constante leitura da Sua palavra. Ele já disse que o plano é de prosperidade e não de desgraça. Basta crer!