segunda-feira, 30 de maio de 2011

Qual é o Seu Signo?

Mas o Senhor Jesus é fiel. Ele lhes dará forças e os livrará do Maligno. (2 Tessalonicenses 3:3)

Recentemente eu deparei com uma discussão interessante no Facebook. Um dos meus amigos conheceu um rapaz cristão que também acreditava no Zodíaco. Então, ele criou um tópico pedindo a outros cristãos para darem suas opiniões sobre o assunto. Como era de se esperar, a maioria dos cristãos respondeu que o Zodíaco é uma invenção humana e que não tem significado nenhum. Alguns cristãos até o chamaram de ‘demoníaco’.

Observe o que diz a Palavra de Deus sobre o assunto: ‘Não ofereçam os seus filhos em sacrifício, queimando-os no altar. Não deixem que no meio do povo haja adivinhos ou pessoas que tiram sortes; não tolerem feiticeiros, nem quem faz despachos, nem os que invocam os espíritos dos mortos. O Senhor Deus detesta os que praticam essas coisas nojentas e por isso mesmo está expulsando da terra esses povos, enquanto vocês vão tomando posse dela’. (Deuteronômio 18:10-12)

Surpreendentemente, algumas pessoas que defendem o Zodíaco chegaram a declarar que Deus apoia as mensagens vindas dos sinais celestes, nesse trecho bíblico: Então Deus disse: — Que haja luzes no céu para separarem o dia da noite e para marcarem os dias, os anos e as estações! (Gênesis 1:14) e que os Magos usaram a astrologia para descobrir o local do nascimento de Jesus em Mateus 2:2.

Zodíaco (do latim zōdiacus, por sua vez do grego antigo ζωδιακός κύκλος, transl. zōdiakós kýklos, "círculo de animais", derivado de ζώδιον, transl. zōdion, diminutivo de ζῶον, zōon, "animal") é uma faixa imaginária do firmamento celeste que inclui as órbitas aparentes da Lua e dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. As divisões do zodíaco representam constelações na astronomia e signos na astrologia.

O assunto me deixou curioso. Então eu fui pesquisar o meu signo astrológico, e comecei a ler sobre as qualidades que o meu signo mencionava sobre o meu suposto caráter. Para ser sincero, eu achei bem precisa a descrição, embora não tenha gostado de algumas menções sobre mim. Daria até para acreditar no que ali estava escrito!

Aí surgiram algumas questões na minha cabeça: Porque a Bíblia condena esse tipo crença? Para quem não conhece a Palavra de Deus, talvez o Zodíaco não seja tão ruim assim... Talvez, para os não-cristãos, ler o horóscopo diariamente não seja exatamente ‘diabólico’. Confesso que essas perguntas ficaram na minha cabeça por alguns dias.

Uma jovem recém-convertida estava num almoço de confraternização oferecido pela igreja. Por acaso, ela se sentou ao meu lado e, querendo puxar conversa, ela me perguntou: qual é o seu signo? Eu me virei para ela e respondi ‘de cara’: – A Cruz de Cristo. Talvez tenha sido um pouco rude, mas acho que a minha resposta entrou como um prego na cabeça da moça.

Os horóscopos representam um tipo muito sério de idolatria, além de toda a ligação com magia e feitiçaria. A idolatria, amplamente combatida na Bíblia, é um pecado abominável aos olhos de Deus, pois ‘os que se entregam à idolatria vã abandonam Aquele que lhes é misericordioso’ (Jonas 2:8). Quando olhamos para as estrelas e procuramos nelas as respostas para nossa vida diária, estamos dizendo, na verdade, que Deus não é bom, que Ele não Se preocupa conosco e que Sua Palavra não é suficiente para nos guiar. As pessoas que fazem isso, mostram que preferem confiar e depender das constelações, a confiar e depender do Todo-poderoso que nos ama o tempo todo – Deus. Por isso, é um pecado abominável.

Será que o zodíaco possui poderes especiais? Isso não nos importa. O que importa é que não podemos colocar nada entre nós e Deus, a não ser Jesus Cristo que é o caminho e a verdade e a vida. (João 14:6) Nós não precisamos olhar para as estrelas e nem consultar o horóscopo, o zodíaco, o tarô, a numerologia, o astral, etc. Para sermos guiados na nossa vida, temos a suficiência da Palavra de Deus, e não há melhor sinal de vida do que nela.

Você está colocando alguma coisa entre você e Deus que não seja Jesus Cristo e a Sua Palavra? Tente confiar mais na Bíblia, porque ela contém instruções que vem como luzes do céu para você. Seja feliz!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Verdadeira Adoração – Parte II

Na Parte I desse estudo, mostramos que louvar a Cristo é identificar-se com Ele. É suportar a desonra que Ele suportou. Agora, estaremos mostrando qual foi a desonra que Jesus Cristo suportou.

A desonra que Ele suportou foi ser exposto como assassino e como louco diante de todo mundo. A desonra que Ele suportou foi a de não ter feito nenhum acordo com o mundo, nenhum acordo com o sistema, nenhum acordo com a religião decadente, nenhum acordo com o sistema pecaminoso, nenhum acordo com o sistema econômico, nenhum acordo com o sistema político, nenhum acordo nem mesmo com o sistema eclesiático ou religioso.

Ele não quis nada deste mundo. Ele não amou nada deste mundo. Aliás, logo depois que Ele foi batizado, Satanás tentou convencê-Lo de que não valia à pena sacrificar-Se. E que Ele, em vez de sacrificar-Se, se prostrasse diante de Satanás, Satanás lhe daria todas as glórias do mundo. Mas Jesus Cristo, assim como recusou a oferta de Satanás, recusou também todas as outras ofertas. E por isso Ele foi desonrado.

Ele foi desonrado porque os discípulos dEle achavam que vinha trazer o reino de Israel. Mas aí Ele começou a dizer que ia morrer. Ele foi desonrado porque as pessoas que se acotovelavam ao lado dEle viam o poder que Ele tinha. E a pergunta que as pessoas faziam era: Por que alguém que tem tanto poder não toma logo o Poder?

Mas aí Ele começou a falar de morrer. E aí, um discípulo traiu, outro discípulo negou e todos os outros o abandonaram. E Ele foi desonrado. Ele foi entregue nas mãos dos seus inimigos. E foi levado à cruz. E o sangue dEle manchou a cruz na frente de todo mundo, mas foi recolhido por Deus nos altares eternos.

Você quer mesmo adorar a Jesus Cristo? Quer mesmo adorar a Jesus Cristo em verdade? Você tem que sair para fora do arraial. Você tem que fazer missões. Você tem que evangelizar. Você tem que sair para fora do conforto. Você tem que sair para fora de tudo que o sistema e até mesmo o sistema eclesiatico lhe oferece. Você tem que enfrentar a desonra que Jesus Cristo enfrentou.

Por que fazer missões e evangelismo é enfrentar a desonra que Jesus enfrentou? Porque você nunca sabe o que vai encontrar no campo missionário. Você nunca sabe o que vai encontrar lá fora.

Você conhece a história do Pr. David Sanders, fundador das Igrejas de Cristo, que teve a coragem de sair de sua terra natal, os EUA, para poder colher os feixes de seu trabalho no Brasil. Mas também tem outras histórias de homens e mulheres que foram para o campo missionário e nunca mais puderam voltar, porque morreram no campo. Muitos deles nem chegaram a ver o fruto de seus penosos trabalhos, mas eram tão dedicados e amavam tanto a Deus quanto o Pr. David. Entregaram-se tanto a Deus quanto ele se entregou. Mas aprouve a Deus colher-lhes no campo missionário.

Muitas vezes você sai para fazer evangelismo e você é ridicularizado pelos seus colegas de trabalho, de escola, familiares e amigos. Você envia uma mensagem evangelística por email e algumas pessoas lhe respondem com falta de educação. Nenhum missionário ou evangelista sai para outra coisa senão para identificar-se com Jesus Cristo na sua desonra, na esperança de que se identificando com Jesus Cristo na sua desonra, seja instrumento de Deus para propagação do seu Evangelho.

Isso é adoração. Adorar é prestar culto a alguém, é se dedicar a esse alguém. Não se pode dedicar ao Senhor e não fazer o que Ele mandou fazer. Ele mandou os seus adoradores irem a todos os lugares da terra e pregar o Evangelho a todas as pessoas, em tempo e em fora de tempo, agradando ou desagradando, mostrando-lhes o caminho da salvação, a cura da alma e a esperança de uma vida eterna sem pranto e sem dor. Esse mundo está debaixo do domínio do maligno e só Jesus Cristo é a salvação.

Por isso, a verdadeira adoração ao Senhor é oferecer sacrifício de louvor a Deus num mundo marcado pelo sofrimento. Num mundo marcado pela injustiça. Num mundo marcado pela miséria. Num mundo marcado pelo assassinato. Num mundo marcado pela dor. É num meio de um o mundo deste que você diz: louvado seja o nome do Senhor. É num meio de um mundo deste que você diz: em tudo dou graças ao Senhor.

Dar graças ao Senhor não é assim tão simples. Não é essa coisa leve e solta que não nos custa nada. A não ser que você se transforme no centro do mundo, que você seja uma pessoa egocêntrica. E aí você só olha para o Senhor enquanto Ele é o seu abençoador. Então você dá graças ao Senhor porque apesar de tanta dor, tanta angústia, tanta miséria, você está bem. E aí você dá graças ao Senhor porque ao invés de você ser injustiçado, angustiado, Deus fez você crescer no seu trabalho e ser reconhecido. E aí você dá graças ao Senhor porque, apesar de estar morrendo, diariamente, milhares de pessoas de doenças e fome no mundo, você está bem, você está protegido. Aí você dá graça ao Senhor.

Mas a Palavra não disse para você e eu dar graças ao Senhor pelo que acontece de bom na nossa vida. Ela disse para 'em tudo dar graças porque esta é a vontade de Deus para convosco'. 'Por meio de Jesus Cristo, pois ofereçamos continuamente a Deus sacrifícios de louvor que é o fruto de lábios que confessam o seu nome'. É essa a verdadeira adoração. São esses os verdadeiros adoradores.

Como está a sua adoração a Deus? Você é um verdadeiro adorador? Como é o seu sacrifício de louvor? Sabia que para você ser salvo, Jesus Cristo pagou um preço muito alto, embora Ele tenha feito isso por causa do Seu grande amor? Você usa a sua habilidade musical para pregar o Evangelho? Ou o seu louvor é fogo de palha?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Verdadeira Adoração – Parte I

Mas virá o tempo, e, de fato, já chegou, em que os verdadeiros adoradores vão adorar o Pai em espírito e em verdade. Pois são esses que o Pai quer que o adorem. (João 4:23)

O Grande Sacerdote leva o sangue de animais para dentro do Lugar Santíssimo a fim de oferecê-lo como sacrifício pelos pecados. Mas os corpos dos animais são queimados fora do acampamento. Por isso Jesus também morreu fora da cidade de Jerusalém para, com o seu próprio sangue, purificar o povo dos seus pecados.

Portanto, vamos para perto de Jesus, fora do acampamento, e soframos a mesma desonra que ele sofreu. Porque neste mundo não temos nenhuma cidade que dure para sempre; pelo contrário, procuramos a cidade que virá depois. Por isso, por meio de Jesus Cristo, ofereçamos sempre louvor a Deus. Esse louvor é o sacrifício que apresentamos, a oferta que é dada por lábios que confessam a sua fé nele. (Hebreus 13:11-15)

Em outra tradução bíblica, o autor de Hebreus disse que é para gente oferecer sacrifício de louvor e disse que sacrifício de louvor é fruto dos lábios que confessam o seu nome, o nome de Cristo. Esta frase parece ser contraditória, porque se é sacrifício não é fruto, se é fruto não é sacrifício. Ou será que para ter fruto tem que ter sacrifício? Ou será que só há fruto quando há sacrifício? Será que essa frase parece mesmo contraditória?

Muitas pessoas querem ser verdadeiros adoradores. Mas será que todas sabem o que é verdadeira adoração? Será que a verdadeira a adoração é cantar e tocar bonito, com toda técnica musical? Será que é cantar com os olhos fechados? Será que é pular, dançar, gritar, assobiar, bater palmas e belas coreografias? Nada contra isso, mas...

Pelo apóstolo Paulo, louvor é sacrifício! Por que louvor é um sacrifício? Nós já vimos várias ministrações de louvor nas igrejas pelo mundo afora. Eu já assisti a muitas ministrações bonitas, belas vozes, eximios instrumentistas, empolgantes cantatas, corais eletrizantes, etc. Não me pareciam um sacrifício!

Será que o sacrifício de louvor que a Bíblia se refere é o sacrifício de abrir mão dos momentos de lazer para ir aos ensaios, para aprender as músicas, para frequentar as aulas de canto e para exercitar os instrumentos? Bom, eu acho que não, porque o pessoal que não está nem aí pra Deus também fazem isso tudo, principalmente quando querem produzir um belo show e fazer a galera 'tirar o pé do chão'. Definitivamente, isso não é sacrifício de louvor.  

Então, o que é sacrifício de louvor? Por que é que a gente tem que oferecer a Deus continuamente sacrifício de louvor? Por que isso é o fruto dos lábios que confessam o nome do Senhor? Por que é o que se espera de lábios que confessam o nome do Senhor? Por que Deus espera que se sacrifiquem louvor a Ele? E por que sacrificar louvor é fruto? E por que fruto é sacrifício? Essa é uma série de perguntas que esse texto faz a gente formular. Precisamos encontrar as respostas enquanto é tempo, para não nos decepcionarmos quando chegarmos diante do trono celestial para prestar contas do nosso trabalho cristão.

Se a gente olhar para os versículos anteriores, o livro de Hebreus começou narrando sobre os animais que são queimados fora da cidade. Ele narra que o sangue dos animais, o sangue do cordeiro que era oferecido no antigo testamento, era oferecido no altar, mas o cordeiro tinha que ser queimado fora da cidade. E aí ele diz no versículo 12 que, por causa disso, Jesus Cristo foi sacrificado fora dos portões da cidade: 'assim, Jesus também sofreu fora das portas da cidade'. 

Interessante que o sangue de Jesus Cristo não foi derramado no altar do templo, porque Ele estava fora da cidade. Provavelmente o sangue de Jesus Cristo foi derramado num altar preparado desde a Eternidade para receber o sangue daquEle que estava sendo sacrificado fora da cidade, que era um ato de vergonha, um ato de desonra. 

Jesus Cristo foi desonrado. Ele era tido como profeta por muitos do seu povo, mas ele foi desonrado, Ele foi levado à morte pelos pagãos, foi sacrificado e morto como assassino. E isso aconteceu fora dos muros da cidade, para vergonha dEle diante de todo mundo. 

E aí, o autor ou autora do livro de Hebreus que está nos convidando a louvar ao Senhor, diz no versículo 13: 'portanto, saiamos até Ele, fora do acampamento, suportando a desonra que Ele suportou. Pois não temos aqui nenhuma cidade permanente, mas buscamos a que há de vir'. 

Queridos, o que a Palavra de Deus está dizendo é que louvar a Cristo é identificar-se com Ele. E identificar-se com Jesus Cristo, é suportar a desonra que Ele suportou. Agora sim, está começando a parecer um sacrifício. Isso é sacrifício de louvor!

Na Parte II estaremos mostrando qual foi a desonra que Jesus Cristo suportou e, que para O louvarmos em espírito e em verdade, temos também que suportar essa mesma desonra. Não perca! Deus te abençoará muito!


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Andando na Linha

É assim que podemos ter certeza de que estamos vivendo unidos com Deus: Quem diz que vive unido com Deus deve andar como Jesus Cristo andou. (1 João 2:5-6)

Há alguns anos eu comprei uma esteira. Eu costumava jogar futebol, mas machuquei o meu joelho e estava impossibilitado de fazer exercícios fortes. Para não parar de vez com a atividade física, resolvi caminhar dentro de casa, com o auxílio da esteira.

No começo, eram mil maravilhas! Eu andava na esteira muitas vezes por semana, a minha saúde e o meu nível de condicionamento físico eram bons. Mas logo, a bendita esteira começou a virar peça de escultura num canto da sala de TV. O meu plano de atividade física estava indo para o brejo. Dias depois, a esteira já estava toda empoeirada e não deu outra: Foi doada para o bazar beneficente da igreja.

Eu costumo fazer exames médicos de rotina. Em poucos meses ganhei alguns quilinhos e o meu nível de colesterol apresentou elevação. Comecei a me sentir frustrado por não cumprir a promessa que havia feito para mim mesmo, além de ficar preocupado com minha saúde. Passei um tempo prometendo toda semana que voltaria aos exercícios ‘na segunda-feira’. Felizmente, tomei a decisão e estou voltando a correr, agora no parque, já recuperado do joelho, pelo menos três vezes por semana. Espero não desanimar desta vez.

Experiência semelhante também passei na fé. Depois de chegar ao fundo do poço, a ponto de ter uma crise existencial, tomei uma decisão: Eu tenho que viver aquilo que eu acredito. Eu tenho que andar como Jesus andou. Pelo menos devo tentar. Só Ele pode me curar, me renovar e me restaurar o espírito. Caso contrário, não faz sentido nenhum ser cristão.

Eu fiquei muitos anos preso nos ‘bancos da audiência’, apenas assistindo e ouvindo constantemente os outros contarem suas experiências de crescimento na vida cristã. Ouvi muitos pastores, missionários e evangelistas discursarem sobre seus exercícios práticos de fé e seus resultados espirituais. Eu ouvia falar que não devia ser somente ouvinte, mas praticante da Palavra (Tiago 1:22), entretanto, ficava sempre na promessa de começar a praticar ‘na segunda-feira’ e, assim, perdi muito tempo precioso.

Felizmente, devagar, mas com segurança, o Senhor está me chamando para mais perto dEle. Eu resolvi juntar as minhas anotações dos sermões da igreja, os meus livros de mestrado em teologia e, tendo a Bíblia como principal instrumento e as experiências seculares como pano de fundo, comecei a escrever algumas devocionais e publicá-las na internet. O objetivo dessas devocionais é mostrar o lado prático da Bíblia no nosso dia-a-dia. Sei que não são lá grandes coisas, mas é um bom começo para quem há pouco tempo só ouvia. É claro que ainda preciso fazer muito mais para o crescimento do Reino Celestial.

Hoje sou muito grato a Deus pela oportunidade de dar um passo importante para aprofundar o meu relacionamento com Ele. Ao parar para escrever essas devocionais, tenho o sublime privilégio de ler as passagens bíblicas e colocá-las em confronto com a minha vida secular, tentando daí, encontrar o caminho ideal para andar na linha com Jesus. Certamente, tenho minha saúde espiritual bem melhor e, por tabela, posso ajudar algumas pessoas a fazer o mesmo.

E você? Como está o seu propósito de andar na linha com Jesus? Você está preso nos ‘bancos da audiência’? Se você estiver disposto a mudar, Deus vai ajudá-lo a dar um passo importante em direção à sua boa saúde espiritual. À medida que você buscar viver verdadeiramente unido com Ele, você passará a andar como Jesus andou.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Assentar Tijolos

Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de todos. Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente. (Marcos 10: 43-45)

Uma vez eu estava conversando com um candango. Candango foi uma palavra muito popular na década de 60 utilizada para apelidar àquela pessoa que se deslocou de outro estado do país para construir Brasília. São os pioneiros da capital. Com os olhos cheios de lágrimas, ele me falava sobre a Esplanada dos Ministérios, um dos pontos turísticos da cidade. – Eu ajudei a construir aqueles prédios, dizia com muito orgulho. Eu perguntei o que ele fez exatamente. Ele me disse que foi ajudante de pedreiro, mas que também chegou a assentar tijolos.

A Missão Cristã do Brasil envia missionários para vários países do mundo. Um dos projetos da missão foi implantado em Moçambique, país extremamente carente, onde se encontram os missionários Kleber e sua esposa Juracema. Eles desenvolvem naquele país um excelente trabalho, abrindo escolas primárias, construindo igrejas e contribuindo grandemente para o desenvolvimento daquela nação.

Lembro-me da enorme necessidade de voluntários quando o projeto Moçambique estava sendo idealizado há vinte anos. Eu estava extremamente interessado em me engajar no projeto, mas queria trabalhar na linha de frente. Pensando na possibilidade de ir ao campo, comecei a orar e a pedir a Deus que me mostrasse qual deveria ser a minha contribuição. Quando obtive a resposta, fiquei um pouco frustrado ao perceber que Deus não queria que eu fosse ao campo, nem que eu estivesse na linha de frente, mas queria que eu ficasse na retaguarda, contribuindo financeiramente e cobrindo os missionários com oração.

Naquele momento, veio na minha mente o texto onde é narrado que Jesus estava no pátio do Templo, sentado perto da caixa das ofertas, olhando com atenção as pessoas que punham dinheiro ali. Muitos ricos davam muito dinheiro. Então chegou uma viúva pobre e pôs na caixa duas moedinhas de pouco valor.

Aí Jesus chamou os discípulos e disse: – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver. (Marcos 12: 41-44)

É incrível como a intenção de servir a Cristo pode facilmente se tornar em algo egoísta. Naquela época, eu ainda jovem, estava muito interessado em participar do projeto, mas queria participar do meu jeito, ou seja, em uma posição na qual meu trabalho pudesse aparecer, talvez pensando em ser honrado pelos homens. Deus me disse ‘não’, porque a minha motivação não era boa. Na verdade, eu queria fazer o trabalho, mas queria fazê-lo na parte mais nobre. Ao contrário, Deus queria que eu fizesse um trabalho pequeno, embora tão importante e tão nobre quanto estar na linha de frente.

A verdade, queridos, é que o voluntariado para cuidar de um berçário da igreja é tão importante aos olhos de Deus quanto à construção de escolas e igrejas em outro país. Cuidar dos órfãos, das viúvas e dos necessitados também. Aos olhos humanos, o assentar tijolos na obra de construção de um prédio deveria ser tão importante quanto à realização do cálculo estrutural, porque, afinal, todos contribuem para a beleza do edifício.

Quando decidimos fazer a vontade de Deus, seja ela qual for, mesmo assentando tijolos, estamos contribuindo igualmente para a construção do Seu Reino. Então, procure se envolver debaixo da orientação divina. Não perca a oportunidade de assentar tijolos, ou mesmo de fazer o cálculo estrutural, se for designado para isso. Não fique triste se, diante dos homens seu trabalho não venha a aparecer na placa de inauguração, mas lembre-se de que são os pequenos detalhes que fazem a diferença.

Quais são as oportunidades que você tem para servir? Procure saber de Deus qual é a sua parte na construção do Reino Celestial. Não deixe a oportunidade escapar. O pior dos mundos é ficar de fora!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Vontade de Deus: Fácil ou Difícil!

Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões. Isso é a vontade de Deus para vocês por estarem unidos com Cristo Jesus. (1 Tessalonicenses 5:16-18)

‘Qual é a vontade de Deus para minha vida?’ Quantas vezes você já perguntou isso? Ou estudou sobre isso? Ou já leu ​​a respeito disso? Ou conhece alguém que está tentando achar a resposta para isso?

Bem, temos a resposta, de forma bem simples: ‘Estejam sempre alegres, orem sempre e sejam agradecidos a Deus em todas as ocasiões’.

Mas é só isso? Bom, vejamos então outro verso. ‘O Senhor já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. A vontade de Deus é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus’.

Hiii, começou a complicar! Mas eu queria mesmo saber qual é a vontade de Deus para minha vida... na profissão, no casamento, etc... Já percebeu que a gente está sempre querendo saber a vontade de Deus? Por que isso? Não está claro na Bíblia?

Eu acho que está claro, mas podemos complicar. A vontade de Deus para nossa vida pode aparecer de forma fácil ou difícil, depende de nós! Mas porque muita gente acha difícil enxergá-la, se ela é tão fácil de ser vista?

Para responder a esse paradoxo, G.K. Chesterton disse a famosa frase: ‘O ideal cristão não foi considerado deficiente depois de testado. Ele foi considerado difícil e deixado de lado.’

Poderíamos gastar muito tempo discutindo como a vontade de Deus é fácil ou como é difícil, baseado em vários trechos da Sua Palavra. Mas vamos refletir um pouquinho sobre como a Bíblia descreve a vontade de Deus - o ideal cristão -, no acontecimento narrado em Atos 16:

Imagine que você tenha sido enviado por Deus para uma viagem missionária em uma terra estranha. Chegando lá, você começa a pregar o evangelho e aparece uma vidente possessa que fica repetindo o que você está falando, com o intuito de lhe provocar. Depois de um tempo, você resolve expulsar aquele demônio de adivinhação em nome de Jesus. Você resolveu o problema da mulher, mas, de repente aparecem os homens que ganhavam dinheiro com o ‘trabalho’ da mulher e eles acabam convencendo as autoridades de prenderem você.

Agora você está na prisão de segurança máxima, acorrentado com seu companheiro de jornada. Após serem bastante espancados, em vez de desmaiarem de dor, vocês começam a louvar e glorificar a Deus em voz alta. Ai, de repente, o chão treme e os portões da prisão se abrem. Vocês, em vez de fugirem, esperam o carcereiro chegar e então dizem a ele — Creia no Senhor Jesus e você será salvo, você e as pessoas da sua casa. Finalmente, eles se convertem ao Evangelho e vocês vão felizes pra casa.

A questão é: Será que aceitaríamos um acontecimento desses na nossa vida como sendo a vontade de Deus? Veja bem, Deus queria salvar aquele carcereiro, assim como várias outras pessoas para quem Paulo e Silas estavam dispostos a pregar. Era essa a vontade dEle. Mas para isso acontecer, foi preciso que eles passassem por uma situação que jamais imaginariam passar. Era esse o ideal cristão que estava sendo testado. Difícil de entender, não? Ainda mais sabendo que Deus poderia realizar a sua obra de forma bem mais fácil. Ocorre que Deus achou por bem provar a fidelidade de seus servos.

Às vezes, para que a vontade de Deus seja realizada na nossa vida, coisas inexplicáveis podem acontecer no meio do caminho. Sua vontade pode chegar de forma fácil ou difícil, depende de como estamos preparados para recebê-la. Entretanto, cabe a nós mantermos a fé e a persistência, dentro dos ideais cristãos, louvando a Deus com alegria, sempre, em qualquer circunstância. O ideal de Deus para a nossa vida será provado e deverá ser aprovado, não deixado de lado.

Você está disposto a aceitar a vontade de Deus para a sua vida? Qualquer que seja o ideal dEle? 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Existe Karma Cristianizado?

Tenham no coração de vocês respeito por Cristo e o tratem como Senhor. Estejam sempre prontos para responder a qualquer pessoa que pedir que expliquem a esperança que vocês têm. (1 Pedro 3:15)

As pessoas são muito boas para ajudar aos que sofrem com tragédias. Quando há grandes enchentes ou terremotos, nós percebemos que logo surgem várias campanhas de arrecadação de alimentos, remédios e vestuários para serem enviados às pessoas necessitadas, aliviando-lhes a carga nos momentos de angústia. Isso é uma forte evidência da graça de Deus.

Agora, imagine o contrário. Imagine que em vez de oferecer palavras de conforto e ajuda após uma tragédia, a comunidade se afaste. Imagine as pessoas evitando o contato com os necessitados com medo de pegar uma doença contagiosa. Agora, imagine ainda que as pessoas, além de se afastarem, simplesmente jogassem na cara dos desabrigados que eles estão passando por isso por culpa deles, porque alguma coisa eles fizeram de errado para merecerem a tragédia.

Isso é karma. No hinduísmo e no budismo, karma é a lei que afirma a sujeição humana à causalidade moral, de tal forma que toda ação (boa ou má) gera uma reação que retorna com a mesma qualidade e intensidade a quem a realizou, nesta ou em encarnação futura. A transformação pode dar-se em direção ao aperfeiçoamento (mocsa, o fim do ciclo das reencarnações) ou de forma regressiva (o renascimento como animal, vegetal ou mineral).

Certa vez, um casal de missionários foi enviado para Londres, onde eles planejavam estabelecer um trabalho com a comunidade de imigrantes hindus. Em uma conversa, eles manifestaram o desejo de trabalhar para ver aqueles hindus libertos das amarras do karma. Enquanto dialogava com eles, veio na minha cabeça o texto de Gálatas 6:7 onde diz: ‘Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá’. Isso despertou meu interesse sobre o assunto. Será que existe uma espécie de ‘karma cristianizado’? Tirando a questão da reencarnação, que já descarto de cara, pois não acredito de jeito nenhum, vamos refletir um pouco.

Todos sabem que infidelidade e egoísmo têm as suas recompensas nesta vida. Por outro lado, as boas obras são frequentemente recompensadas com um sorriso e uma expressão de gratidão. Isso é fácil perceber. Agora, essa questão de karma, o que é isso mesmo?

Os missionários me explicaram o lado feio do karma: Em algumas comunidades hinduístas a comunidade se afasta dos membros que estão sofrendo. Perder um emprego? É um efeito kármico – você deve ter enganado o seu patrão ou pelo menos falou mal dele. Perder um filho? De alguma forma, a culpa é sua também, pois o Universo busca equilibrar algum mal que você fez. Se as coisas horríveis são de alguma forma culpa do sofredor, então, pelo hinduísmo, faz sentido as pessoas se afastarem do sofredor, para que não sejam contaminadas por aquele mal. Segundo os missionários, esse é o vínculo do karma.

Para os cristãos, Cristo quebrou esse vínculo. Os cristãos confiam na promessa Divina, ‘pois sabemos que todas as coisas trabalham juntas para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles a quem ele chamou de acordo com o seu plano’. (Romanos 8:28). ‘Quando somos corrigidos, isso no momento nos parece motivo de tristeza e não de alegria. Porém, mais tarde, os que foram corrigidos recebem como recompensa uma vida correta e de paz’. (Hebreus 12:11).

Como Jó, podemos jamais saber a razão do nosso sofrimento terreno. Entretanto, sabemos que por causa da graça de Deus, o sofrimento não é uma ação e reação desencadeadas pelos nossos pecados. Jesus Cristo ‘foi rejeitado e desprezado por todos; ele suportou dores e sofrimentos sem fim... No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando. E nós pensávamos que era por causa das suas próprias culpas que Deus o estava castigando, que Deus o estava maltratando e ferindo. Porém ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. Nós somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu... o Senhor castigou o seu servo; fez com que ele sofresse o castigo que nós merecíamos’ (Isaías 53:3-6).

Ao contrário do sistema hindu de karma e os seus efeitos perversos, sabemos que a nossa dor pode está sendo usada por um Deus amoroso para nos corrigir e aumentar a nossa fé. Por causa disso, temos uma verdadeira esperança no amanhã, pois o nosso futuro não depende de nós e nem o que passamos no presente depende do que fizemos no passado! Não importa o que estejamos vivendo, podemos descansar na certeza de que, mesmo quando não estamos bem, Deus está conosco. Isso é graça, isso é misericórdia, isso é que dá esperança.

Portanto, não existe karma cristianizado, nem quebra de maldições. Cristo já levou sobre Si todas as nossas maldições. Agora, o que precisamos é crer no Seu sacrifício e apregoar a mensagem da cruz.

Você está pronto para dar uma resposta de esperança a quem está passando por um momento difícil?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Viver, Faz Sentido! - Parte II

Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu. (Mateus 5:48). Desse modo todos nós chegaremos a ser um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo. (Efésios 4:13). Pois Deus, que cria e sustenta todas as coisas, fez o que era apropriado e tornou Jesus perfeito por meio do sofrimento. Deus fez isso a fim de que muitos, isto é, os seus filhos, tomassem parte na glória de Jesus. Pois é Jesus quem os guia para a salvação. (Hebreus 2:10)

Na parte I dessa devocional, nós mostramos que o propósito da vida, segundo a ótica de nosso criador Deus, é glorificá-Lo em tudo que fizermos, em todo tempo. Agora, vamos concluir explicando que devemos continuamente glorificá-Lo até atingirmos a estatura de varão perfeito como foi Jesus Cristo. Quando será isso, não sabemos, mas devemos perseguir essa meta, não obstante nossos inúmeros erros.

Não importa que você erre. Não importa que você tenha momentos de desânimo. O importante é que você vá eliminando o maior número de defeitos que você tem. Você não vai conseguir eliminar todos os seus defeitos até o fim de sua vida, mas se eliminar, pelo menos, um, já é negócio. Não desperdiçou (tanto) a vida.

O mal é que as pessoas, em geral, passam a vida toda com os mesmos defeitos. A pessoa morre aos 80 anos com os mesmos defeitos que tinha aos 20 anos. A pessoa passou a vida toda sendo egoísta, por exemplo, ou intolerante e preconceituosa, ou desonesta, agressiva, ciumenta, fofoqueira, medrosa, ingrata, revoltada, esnobe, invejosa, etc. Enfim, jogou a vida fora, perdeu a oportunidade de se livrar desses pesos que só prejudicam a pessoa, que impedem a pessoa de ser (mais) feliz. Isso é o que mais acontece. A vida passou e a pessoa não mudou. Porque estudar, casar, trabalhar, ter filhos, se divertir, fazer sexo, comer, beber, ver televisão, festejar aniversário... são coisas banais, corriqueiras, que todos fazem. Não há nada de especial nisso. 

Mas imagine uma pessoa aos 40, 50 ou 60 anos, por exemplo, aprender a ser grata à vida, a tudo e a todos. Imagine-a, num determinado momento de sua vida, percebendo a importância desse sentimento: a gratidão. Imagine uma mulher, depois de 15 anos de casamento, deixar de ser ciumenta em relação ao marido, porque ela percebeu, mediante a busca da verdade, que não tem nada a ver ser ciumenta, que ela não ganha nada com isso, etc. Imagine um homem que sempre foi desonesto em seus negócios deixar de ser assim, porque, num belo dia, uma luz (a Verdade) brilhou em sua vida. Imagine uma pessoa que sempre foi triste e pessimista, de repente, se tornar uma pessoa alegre e otimista. Imagine uma pessoa que nunca ajudou ninguém, um dia, perceber que não pode levar uma vida assim e, então, passa a ajudar as pessoas. 

A Terra é uma escola, mas uma escola espiritual. Por trás de tudo o que acontece e que vivenciamos, aqui neste planeta, está o espiritual. E tudo deve visar ao aperfeiçoamento da nossa Salvação, até que cheguemos à estatura de varão perfeito. O que não visa o crescimento espiritual não beneficia, é estéril, é seco, morre. O que você faz nesse curto intervalo de vida terrena determinará a sua vida na eternidade.

E a estatura de varão perfeito é atingida quando nós cumprimos o propósito para a qual Deus nos criou: glorificá-Lo. '...eu os criei e lhes dei vida a fim de que mostrem a minha glória'. (Isaías 43:7). Quando percebemos que Deus nos criou para glorificá-Lo, e quando passamos a agir a fim de cumprir esse propósito, então começamos a experimentar uma intensidade de alegria no Senhor que antes não conhecíamos.

Quando passamos a apreciar a natureza de Deus como o Criador infinitamente perfeito que merece todo louvor, nosso coração então não descansa enquanto não lhe damos glória e o amamos de todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças. A vida só vale a pena se você buscar atingir essa meta, tendo sempre em mente o propósito da vida. Em suma, o sentido da vida é glorificar a Deus em tudo que fizermos, em todo momento, até atingirmos a estatura de varão perfeito.

Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. (Romanos 12:1-2)

Viver, Faz Sentido! - Parte I

Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele. Por causa da bondade de Deus para comigo, me chamando para ser apóstolo, eu digo a todos vocês que não se achem melhores do que realmente são. Pelo contrário, pensem com humildade a respeito de vocês mesmos, e cada um julgue a si mesmo conforme a fé que Deus lhe deu.. (Rom.12:1-3). Portanto, quando vocês comem, ou bebem, ou fazem qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus. (I Coríntios 10:31).

A maioria das pessoas (pelo menos 90% da humanidade) não sabe que o sentido da vida terrena é glorificar a Deus. A maioria acredita que a finalidade da vida, aqui na Terra, é crescer, estudar, formar-se em alguma profissão, trabalhar, namorar, casar, ter filhos, comprar a casa própria, ter um carro, viajar nas férias ou nos finais de semana, ir à praia no verão, etc. E ainda podemos dizer que a finalidade da vida para a maior parte desses 90% se resume em estudar, namorar, arranjar um bom emprego, casar, ter filhos, netos e se aposentar. Pronto: a pessoa está realizada. Teve uma vida normal, uma vida correta, como ditam as regras socioculturais.

Mas não é nada disso. Tudo aqui na Terra é importante, mas não é a finalidade, não é o principal. Tudo aqui na Terra são meios de se glorificar a Deus. Mediante o estudo a pessoa evolui socialmente, porque desenvolve o raciocínio e adquire cultura para poder, assim, compreender melhor a obra divina. Em outras palavras, um analfabeto não tem acesso à Palavra de Deus, às obras que falam de sabedoria. Em geral, uma pessoa que só tem o curso primário não tem vocabulário para entender certas obras que falam dos mistérios da vida. Por isso o estudo ajuda na evolução da pessoa ou, pelo menos, deveria ter essa função.

A finalidade principal do casamento é fazer com que o casal desenvolva as qualidades necessárias à boa convivência, em geral. O casamento é, antes de tudo, uma escola de amor, tolerância, paciência, compreensão, solidariedade, confiança, etc. Mas, a maioria não sabe que o casamento é, antes de tudo, uma escola. Acha que o casamento não passa de um acontecimento social, cultural, sexual, procriador.

O carro que a pessoa compra não é só para ir à praia, passear com a família ou, até mesmo, para esnobar diante da vizinhança, mas também para facilitar o acesso da pessoa ao trabalho, à faculdade, socorrer um vizinho que passou mal, etc.

Ser pai, ou mãe, não é sentir-se orgulhoso porque o filho só tira notas boas na escola, porque o filho é bonito, porque o filho ganhou uma medalha na natação, porque o filho se formou em engenharia, porque o filho fez um casamento bonito e promissor. Ser pai é, antes de tudo, ser um educador. O bom pai cresce com a experiência de criar e educar um filho. E é isso o que Deus espera da pessoa, ou seja, que ela evolua através dessa experiência.

Fazer amigos é importante, mas a finalidade principal da amizade não é ter companhia para ir ao cinema, à praia, ao teatro, viajar, papear, etc. A principal finalidade da amizade é a ajuda mútua. Porém as pessoas, em geral, só se aproximam das outras, na qualidade de amigas, por interesses que não são a amizade verdadeira (ajuda mútua, união, solidariedade, apoio).

A finalidade do trabalho não é propriamente ganhar dinheiro. É, antes de tudo, servir, construir, produzir, ser útil. E, por acréscimo, a pessoa ainda desenvolve a honestidade, o bom relacionamento, o respeito, a solidariedade, etc. Por isso, a finalidade principal de qualquer trabalho é o mesmo, não importando se é o trabalho de um gari ou o de um médico. É por isso que todo trabalho tem que ser feito com amor, honestidade, boa vontade, gratidão, alegria, etc., porque é isso que está em primeiro lugar. É isso que faz a pessoa crescer na fé. É glorificar a Deus mediante o trabalho. E mediante tudo que há na Terra.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Você Tem Medo dos Zaqueus?

Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu: — Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa. (Lucas 19:5)

Confesso que eu tenho medo de algumas pessoas, mas estou disposto a gastar tempo com quem não conhece Jesus ou nunca ouviu falar dEle.

Na verdade, eu tenho procurado corresponder com gente desconhecida na tentativa de poder expandir meu círculo de amizade. Alguns poucos, por motivo qualquer, não aceitam a minha tentativa de amizade e me escrevem de volta dizendo que não querem mais receber minhas mensagens. É claro que quando isso acontece eu fico um pouco desconfortável. Entretanto, devo dizer que eu não sou nada quando comparado ao amigo que conhece o íntimo de todo mundo o tempo todo e quer ser amigo de todos – Jesus. Eu admiro a capacidade que Jesus tem de ir ao encontro de pessoas desconhecidas, que têm a possibilidade de rejeitá-Lo, e ainda assim convidá-las para estar com elas.

Zaqueu era uma dessas pessoas. Ele realmente era um homem desprezível. Os cobradores de impostos nos tempos bíblicos eram odiados e ninguém tinha coragem de convidá-los para uma festa de aniversário. Chegar para uma pessoa desconhecida e convidá-la para almoçar na casa dela então é uma atitude, até hoje, muito  ousada em qualquer cultura.

Um dia Jesus estava fazendo o seu percurso por Jericó e, surpreendentemente, percebeu que Zaqueu, um homem de baixa estatura, estava empoleirado em uma árvore. Jesus sabia que Zaqueu estava interessado em vê-Lo. Então, olhando para o fiscal de impostos, Jesus caminhou direto na sua direção e, sem medo, disse: – Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.

Naquela ocasião Jesus já era bastante conhecido pelos seus milagres. Zaqueu já tinha ouvido falar de Jesus, mas ainda não O conhecia pessoalmente. Você pode imaginar o que Zaqueu pensou? Ele me conhece! Espera aí, como ele me conhece? E por que ele está querendo ficar na minha casa? Será que Ele não sabe que todo mundo tem medo de mim? Por que ele quer gastar tempo comigo?

Entretanto, o que Zaqueu estava pensando não o impediu de descer da árvore depressa e acolher Jesus na sua casa com grande alegria. Ele foi tocado com o amor do Salvador. E, apesar da sua dureza como cobrador de impostos, e da sua arrogância como autoridade pública, ele quebrantou seu coração diante da manifestação desse grande amor.

Já em sua casa, Zaqueu disse ao Senhor: — Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.

Então Jesus disse: — Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão.

Impressionante, não? Jesus não tinha medo de alguém que não era benquisto na sociedade. Ele também não se levantou diante de Zaqueu para condená-lo, mas o amou desde o primeiro momento que o viu.

Essa é a prática que Jesus quer de nós. Ele disse: — Vão pelo mundo inteiro e anunciem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. (Marcos 16:15-16). Mesmo que as pessoas ameaçam te rejeitar, mesmo que rejeitem de fato a mensagem, mesmo que optem por rejeitar o amor de Jesus Cristo, ele, ela ou eles podem representar um Zaqueu ou uns Zaqueus na sua vida, temíveis, mas, por um milagre do Espírito Santo, podem ter o coração quebrantado.

Portanto, não se afaste deles, pelo contrário, caminhe em direção a eles e os convide para um modo de vida melhor, com esperança de uma eternidade gloriosa. Foi assim que Jesus agiu!

Não tenha medo dos Zaqueus! Quando a multidão viu Jesus entrar na casa de Zaqueu, resmungou assim: — Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!? Todos nós temos alguém em nossa volta que relutamos em amar. Não tenha medo de amar o Zaqueu da sua vida. O Espírito Santo vai te ajudar a seguir o exemplo de Cristo e você vai amar sem preconceito e sem acepção de pessoas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Qual Mãe Cuidadosa é Essa?

A mulher de Manoá deu à luz um filho e pôs nele o nome de Sansão. O menino cresceu, e o Senhor o abençoou. (Juízes 13:24) 

Certa vez, uma mulher humilde e sem filhos foi abordada num campo pelo Anjo do Senhor que profetizou que ela daria à luz um filho que livraria Israel do pesado jugo dos filisteus. Essa mulher, cujo nome não é revelado, era esposa de Manoá, da tribo de Dã. Eles viviam em Zorá, a oeste de Jerusalém. A profecia deve ter soado como um presente inacreditável, pois era ela estéril. 

Ao que parece, Manoá e sua esposa eram crentes devotos, mas a profecia do Anjo pareceu boa demais para ser verdade. A esposa contou ao marido tudo o que havia acontecido, e Manoá orou para que o Homem de Deus voltasse, a fim de ‘nos ensinar o que devemos fazer ao menino que há de nascer’ (v. 8). Eles não hesitaram em crer. O Anjo voltou, pela terceira vez, para repetir as regras de que a mãe não deve beber vinho, nem cerveja e não deve comer nenhuma comida proibida ou tocar em coisa que faz mal à saúde, pois o menino em seu ventre será dedicado a Deus como nazireu por toda a vida. 

Apesar de essa mulher possivelmente ser analfabeta e dependente do marido, como crente e futura mãe ela não teve problemas em seguir as instruções do mensageiro celeste e cuidadosamente passou a cuidar da sua saúde e da saúde do seu filho. Manoá imediatamente fez uma oferta a Deus e, ao subir a chama do sacrifício aos céus, o Anjo se foi com ela. Assustados, os dois prostraram-se com o rosto em terra. 

Para uma sociedade pervertida como a deles, a revelação sobrenatural era necessária e a demonstração dramática confirmou a intervenção sobrenatural de Deus, sem dúvida uma resposta às orações do casal. Quando Manoá expressou seu medo de que eles morressem por terem visto o Senhor, sua esposa demonstrou confiança que toda mãe deve ter em Deus: ‘— Se o Senhor nos quisesse matar, não teria aceitado nossas ofertas. Ele não nos teria mostrado tudo isso, nem falado todas essas coisas’ (v. 23). 

Sansão, seu filho, foi criado com muito cuidado. Ele foi nazireu de nascença e foi educado para continuar servindo ao Senhor por toda a sua vida. Como sua mãe lhe havia ensinado, Sansão deveria abster-se de vinho e bebidas fortes, não poderia raspar a cabeça e não poderia ter contato com a impureza. Enquanto esteve atento às instruções de sua mãe, Sansão, que significa ‘esplêndido’, foi muito usado por Deus para conter o jugo dos filisteus sobre os israelitas e, em decorrência disso, seu nome encontra-se na galeria dos heróis da fé (Hebreus 11:32). 

A mãe de Sansão foi uma mulher feliz e realizada. Ela pode educar cuidadosamente seu filho sob a orientação da Palavra de Deus e seu filho, além de muito abençoado, pode também abençoar uma nação inteira. Por certo, as orações e o cuidado de sua mãe desempenharam importante papel na contribuição de Sansão como libertador de seu povo. Essa mulher, cujo nome não sabemos, será lembrada como aquela que creu e que deixou o testemunho de que toda mulher, mãe ou futura mãe, deve não apenas ouvir a orientação de Deus, mas também obedecê-la nos mínimos detalhes: mãe não deve beber vinho, nem cerveja e não deve comer nenhuma comida proibida ou tocar em coisa que faz mal à saúde (v. 14). Qual mãe cuidadosa é essa? 

Apesar de grata por ter um filho de força tão incomum, essa mãe humilde deve ter se entristecido demasiadamente com o egoísmo e a desobediência de Sansão que, na vida adulta, arrogantemente escolheu desviar-se do caminho do Senhor e ter um estilo de vida que refletia o caráter decadente do mundo na época. Por causa disso, morreu derrotado, cego e acorrentado a um moedor de grãos. 

Mãe, você é a pessoa mais importante do mundo para o sucesso do seu filho. Filho, você é e deve continuar sendo a alegria eterna de sua mãe. Ela cuidadosamente lhe criou e educou com todo carinho e amor. Hoje ela espera de você a valorização que lhe é devida. 

Se seu filho tomou outro rumo mãe, não se desespere! A mãe de Sansão, quando ainda não tinha um filho ao seu lado, suportou por muitos anos a tristeza de uma mulher que logo seria esquecida por não ter filhos para manter viva sua memória. Entretanto, ela nunca desistiu de orar, pois cria no milagre e sabia que os santos anjos de Deus estão sempre prontos a realizar a vontade do Senhor. E essa vontade pode se manifestar na sua vida do modo quando você menos espera. Creia tão somente!

Mãe te amo muito! Você é muito importante pra mim! Te quero demais! 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Comunicação Com Os Mortos - Parte II

Se preferir, leia antes a parte I, para se situar melhor.

Tendo o texto de I Samuel 28 em estudo, vamos explicar porque não foi o falecido Samuel que falou com Saul. O que houve na verdade foi uma comunicação com um espírito enganador.

Segundo a Bíblia, Satanás - e todos os seus anjos - pode se transformar em qualquer pessoa, inclusive num anjo de luz: (II Coríntios 11:14). Na história relatada em I Samuel 28, Satanás é conhecedor da vida pregressa, não só de Saul, como de todos nós, pois ‘... anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar’ (I Pedro 5:8). Em vista disso, é evidente que também sabia o que ia acontecer nos dias seguintes, pois ele ouviu a profecia que Samuel havia entregue a Saul há algum tempo. (I Samuel 15). Espertamente, o espírito enganador apenas repetiu a profecia.

É preciso refletir com muito cuidado sobre os eventos relatados em I Samuel 28 à luz das explicações, dos mandamentos e das proibições constantes da Bíblia. Se acreditarmos que a Bíblia Sagrada é a Palavra de Deus, então certamente o seu único Autor não poderia ser incoerente nas suas colocações. Se referindo à morte, Deus disse através do grande sábio Salomão que o pó (corpo) volta à terra, como o era, e o espírito  volta a Deus, que o deu. (Eclesiastes 12:7). Ora, se o espírito volta a Deus, seria incoerente Deus permitir que o espírito voltasse à terra para se comunicar com os vivos e tornasse possível uma prática que Ele mesmo condena.

Quando o servo de Deus morre, seu espírito passa a desfrutar imediatamente da presença de Deus. (Lucas 23:46) e de lá só sairá para o Juizo Final (Hebreus 9:27). Em outra passagem, Deus não permite que o mendigo Lázaro, que estava tranquilo no seio de Abraão, seja mandado de volta à terra para avisar aos irmãos do homem rico sobre o tormento em que se encontrava, apesar de muita insistência deste. (Lucas 16:31). Pode se acrescentar aqui a observação de que a Bíblia não dá margem para a existência do Purgatório e nem da Reencarnação.

Atente para o fato de que a mesma Palavra que relata este evento condena claramente o que Saul fez: ‘Assim morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o Senhor, por causa da palavra do Senhor, a que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante’. (I Crônicas 10:13).

Deus proibiu de forma categórica e clara a prática de tentativa de comunicação com os mortos. Se uma pessoa hoje em dia quer ignorar tal condenação e proibição, aquela pessoa tem esta liberdade de tentar comunicar com os mortos, mas não conseguirá ou será enganada por um espírito enganador. E por fim, um dia ela terá que responder a Deus pelas suas ações. A evidência da Bíblia indica que ela receberá a mesma resposta que Deus deu a Saul.

A morte de Saul, à qual I Crônicas 10:13 se refere, foi a morte física. Morrer a morte física já é bastante triste. Mas, há uma morte pior. A pessoa que desobedece a proibição do Senhor, buscando a tentativa de comunicação com os mortos apesar das condenações na Palavra de Deus, tem outra morte à sua espera, a segunda morte. ‘Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.’ (Apocalipse 21:8)

Esta segunda morte espera todos que desobedeçam a Deus, inclusive os feiticeiros. Dificilmente a maioria das pessoas que praticam a tentativa de comunicação com os mortos iriam se considerar como feiticeiros. Esse termo hoje traz a ideia de magia negra, encantamentos e maldições. Mas, precisamos entender os termos bíblicos no seu sentido original, e não no sentido que as traduções modernas às vezes reproduzem.

A palavra traduzida ‘feiticeiros’ no grego original foi a palavra ‘pharmakos’. No período em que o livro de Apocalipse foi escrito, o termo original, pharmakos, se aplicava a todo tipo de magia e feitiçaria, inclusive a comunicação com os espíritos. Segundo O Dicionário Internacional de Teologia do NT, no artigo sobre magia e feitiçaria ‘atestam-se numerosas formas de magia no mundo greco-romano. … A evocação dos espíritos dos mortos já ocorre em Homero, Od. 11, e os necromantes eram reconhecidos como uma classe de mágicos.’ (C. Brown, artigo ‘Magia, Feitiçaria, Magos’ em Brown, Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, São Paulo: Edições Vida Nova, 1978, tradução Gordon Chown, Vol. III, p. 109.)

Referente ao termo pharmakos, o dicionário explica que, no trabalho destas pessoas ‘tem havido uma tradição mágica de ervas colhidas e preparadas para encantos e também para encorajarem a presença de espíritos em cerimônias de magia.’ (J. Stafford Wright, artigo ‘Magia, Feitiçaria, Magos’ em Brown, Colin, O Novo Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vol. III, p. 114) A palavra pharmakos, embora traduzida ‘feiticeiros’ nas traduções em português, se referia no grego original também àqueles que invocavam os espíritos dos mortos. Como o livro de Apocalipse alerta, estas pessoas enfrentarão a segunda morte, que é a condenação eterna da alma.

Finalmente, as condenações e proibições da Palavra quanto à tentativa de comunicação com os mortos são suficientemente claras a não deixam dúvidas. Os mortos não nos ouvem e nem podem nos falar nada. Os mortos apenas ouvirão a voz de Deus - assim como Lázaro ouviu a voz de Jesus - quando Ele os chamar para o grande julgamento que haverá no dia do Juízo Final.

Que todos possam dar ouvidos às alertas da Palavra de Deus e seguir a orientação do único espírito que devemos atender – O Espírito Santo de Deus. ‘Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.’ (I João 4:6). Que Deus possa nos ouvir.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A Comunicação Com Os Mortos - Parte I

Em I Samuel 28:7-20 vemos Saul numa situação deveras lastimável. O inimigo avança, e Saul está medroso. Sente a necessidade de conselho, de conforto, de direção. Mas Samuel, que durante tantos anos tinha sido seu mentor e conselheiro, está morto, e Deus não lhe responde. Nessa extremidade o rei, impaciente, recorre a um meio desesperado e proibido: o espiritismo. 

Mas, porventura, não haveria outro alvitre? Não poderia ter atendido aos conselhos piedosos dos sacerdotes? Não devia ter consultado o parecer dos generais? E o próprio Deus, em face do sincero arrependimento, e da confissão das iniquidades passadas, não teria, afinal, atendido à sua oração? 

Porém a hora da provocação descobre, fatalmente, a tendência de toda a vida. O homem que constantemente domina seu gênio, que reprova em si os começos da ira e amargura, quando chega a maior provocação pode responder com mansidão e prudência. O homem que ‘espera no Senhor’ sempre, mesmo quando não recebe uma resposta clara às suas orações, humildemente espera ainda. As pequenas vitórias espirituais de todos os dias são necessárias como uma preparação para o dia da maior provação. Porque Davi, que já matara um leão e um urso encontrados no decorrer do seu trabalho diário, podia, confiado em Deus, enfrentar o gigante. 

Mas eu quero tratar hoje um assunto polêmico. É possível comunicação com os mortos? Alguns acreditam que Saul de fato comunicou-se com Samuel. Outros acreditam que não. Dos que acreditam que Saul não se comunicou com Samuel, há quem acredite que Saul foi enganado pela necromante. Outros afirmam que foi um espírito enganador, talvez até um demônio que se comunicou com Saul. 

Em primeiro lugar, quero dizer que a Bíblia condena claramente a tentativa de comunicação com os mortos. Aconselhamos a leitura dos livros de Levítico (19:31; 20:6,27; e Deuteronônio 18:9-12,14), pois, em que pesem os argumentos apresentados por Justino Mártir, Orígenes, S. Agostinho e outros a favor de que houve comunicação entre o falecido Samuel e Saul, não se pode, pelo contexto bíblico, aceitar que tenha sido o espírito de Samuel que ‘subiu’ (v.12) para falar com Saul. 

Isaías 8:19 - ‘Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?’ 

Nessas passagens citadas, a tentativa de comunicação com os mortos ocorre e a pessoa especialista nisso são os necromantes – na Bíblia também chamados de feiticeiros. Por questão de lógica, se não fosse possível essa tentativa de comunicação, Deus não haveria de proibi-la, pois não iria Deus proibir algo que é impossível de se realizar. 

Mesmo sendo tentativa, ela é proibida porque quando ela ocorre, o espírito enganador entra em cena, fazendo crer ser real, desviando a atenção do crente que deve estar voltada apenas para o Espírito Santo de Deus. Foi isso que aconteceu com Saul – uma tentativa de comunicação com Samuel, que deu legalidade a uma representação espiritual enganadora: ‘Respondeu Saul à necromante: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra. Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou’. (v.13-14). Percebe-se que a necromante viu um ‘deus’ e Saul ‘entendeu’ que era Samuel. 

Como se pode ver, houve um disfarce de um espírito enganador, um deus pertencente aos principados e potestades, aos dominadores deste mundo tenebroso, às forças espirituais do mal, que vivem nas regiões celestes, os mesmos contra os quais lutamos dia e noite. (Efésios 6:12) 

Não deixe de ler a próxima devocional. Na parte II vamos explicar porque temos certeza de que foi um espírito enganador que se travestiu de Samuel.