sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mais Um Conto da Carochinha?

Disse Jesus: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida... (João 5:24) ... e se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente. (João 8:51)

Uma das minhas leitoras me escreveu dizendo que não podia acreditar em Deus, porque um Deus amoroso não seria tão cruel a ponto de mandar pessoas para o inferno. Admito, em parte, que ela tenha razão.

Certa vez eu ministrei uma palestra sobre ‘A Graça de Deus’ e disse que o Deus de amor e misericórdia é o mesmo que envia pessoas para o inferno. Evidentemente, sob o ponto de vista humano, assassinos e criminosos merecem mesmo ser punidos, mas o que diremos de pessoas que são ‘boas’ e igualmente condenadas por toda a eternidade? Só porque elas não aceitaram Jesus Cristo como único Salvador? Isso parece mesmo muito cruel.

Bom, esta semana encerrou-se o prazo para apresentar a Declaração de Imposto de Renda. Confesso que não existe nada tão desnecessariamente complicado, dolorosamente frustrante e sensivelmente estressante como prestar contas para o fisco, e depois ainda ter que pagar os impostos.

Não sei qual é a sua experiência, mas ao prestar contas para o fisco, eu encontro uma resposta para a minha incerteza espiritual. Pagar imposto pode ser frustrante, mas é lei. E aqueles que criaram e aprovaram os impostos e seus regulamentos sabem muito bem porque fizeram isso. Nós podemos arranjar desculpas diversas: dizer que a carga tributária é injusta, que ela é alta, que o imposto arrecadado é mal administrado, etc..., mas no final, somos mesmos obrigados a cumprir a lei ou sofrer as consequências de nossas ações e omissões.

Em vista disso ‘será que a pena de morte para o pecado é injusta? De maneira nenhuma. Lembre-se que Deus voluntariamente nos criou. Ele nos deu o privilégio de sermos portadores de sua imagem. Ele nos fez um pouco inferior aos anjos. Ele livremente nos deu o domínio sobre toda a terra. Nós não somos tartarugas. Nós não somos vagalumes. Nós não somos lagartas ou coiotes. Somos pessoas. Nós somos a imagem e semelhança do Majestoso Rei do Universo. O problema, é que nós não usamos o dom da vida com a finalidade que Deus planejou. A vida neste planeta tornou-se uma arena na qual estamos diariamente mantendo o espetáculo da traição cósmica’. (R.C. Sproul)

Infelizmente, a verdade não é sempre gentil, às vezes ela é dura. E a Verdade de Deus é que mesmo o mais bondoso ser humano já nasceu no pecado. ‘De fato, tenho sido mau desde que nasci; tenho sido pecador desde o dia em que fui concebido’ Quem disse isso foi o rei Davi, homem considerado (por Deus) segundo o coração de Deus. (Salmos 51:5). Ocorre que todo o Universo caiu quando Adão pecou.

E então, o que fazemos agora? Bem, temos duas opções: nós podemos ficar o resto da nossa vida tentando negar nossa culpa, dizendo que tudo isso é mais um conto da carochinha. Certamente, não vamos chegar a lugar nenhum. Essa é uma opção.

A outra é: nós podemos aceitar que Jesus Cristo, o unigênito filho de Deus, sacrificou-se para nos dar uma saída para esse imbróglio humano. Podemos reconhecer a graça de Deus como um dom, sabendo que a morte de Seu filho nos proporcionou o perdão do pecado original, presente em toda a humanidade. ‘Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo’. (I Coríntios 15:22)

A solução me parece simples: Deus nos deu o livre arbítrio e agora cabe a nós escolher a melhor opção. Eu já escolhi guardar a Palavra de Jesus, com fé de que não verei a morte eterna. (João 8:51). E você?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Desejo Ardente

Sejam como criancinhas recém-nascidas, desejando sempre o puro leite espiritual, para que, bebendo dele, vocês possam crescer e ser salvos. (1 Pedro 2:2) 

Desejo é uma palavra de vontade intensa. De acordo com este texto, o tipo de apetite que temos que ter da Palavra de Deus é o de uma criança recém-nascida, desesperada para se alimentar. Pedro não está falando sobre ser crianças em Cristo. Isso não é o seu ponto. Ao contrário, ele está simplesmente falando sobre a fome. Ele está falando sobre o desejo da Palavra de Deus. 

A palavra grega aqui ‘epipotheo’ significa 'fortemente', ou seja, desejar ardentemente e até mesmo morrer de desejo. Ter fome é natural, todos os seres vivos anseiam por nutrição. Se a fome não estiver presente na nossa vida, é porque algo está errado. 

Curiosamente, Pedro recomenda primeiro abandonar as impurezas para depois desejar a pureza. E o que ele menciona nesta passagem não são os ‘pecados escandalosos’, pelo contrário, são os ‘pecadinhos’ comuns que destroem as relações sociais. Ele diz: ‘Portanto, abandonem tudo o que é mau, toda mentira, fingimento, inveja e críticas injustas’ (v.1) Estes são os pecadinhos que prejudicam a aceitação mútua entre as pessoas e nos separa de Deus. 

Certa vez ouvi alguém dizer que esses pecadinhos não são problemáticos porque são tolerados em nossa sociedade; são pecadinhos que todos cometem. Às vezes podemos pensar que são pequenos e inofensivos, mas não é assim que dizem as Escrituras. Vejamos as recomendações de Pedro neste texto: ‘somos a raça escolhida, os sacerdotes do Rei, a nação completamente dedicada a Deus, o povo que pertence a Ele’. Fomos ‘escolhidos para anunciar os atos poderosos de Deus, que nos chamou da escuridão para a Sua maravilhosa luz’. (v.9). Portanto, segundo Pedro, devemos desejar ardentemente: 

Evitar as paixões carnais – devemos evitar as paixões carnais que estão sempre em guerra contra a alma. (v.11) As paixões carnais causam cobiças, mentiras, fingimentos, invejas, que por sua vez causam críticas injustas e ofensivas; 

Evitar praticar o mau – A nossa conduta deve ser boa, para que, se porventura formos acusados de criminosos, sejamos absolvidos por praticarmos boas ações, e assim louvemos a Deus no dia da sua vinda. (v.12). Não gastemos além do que podemos pagar, p. ex. Honremos nossos compromissos e nossas palavras; 

Evitar desrespeitar as leis – Por causa do Senhor, sejamos obedientes a toda autoridade humana... (v.13-14). Obedeçamos às leis de trânsito, cíveis, criminais, familiares, etc...; 

Evitar ter o ‘rabo preso’ – Vivamos como pessoas livres. Não usemos a liberdade para encobrir o mal, mas vivamos como escravos de Deus. (v.16). Não escondemos o erro, não testemunhemos falsamente por ter o ‘rabo preso’. Afastemo-nos dos que praticam o mau; 

Evitar desrespeitar as pessoas – Respeitemos todas as pessoas, amemos os irmãos, temamos a Deus... (v.17). Tratemos as pessoas com educação. Não façamos discriminação e nem acepção de pessoas. Respeitemos a todos igualmente; 

Evitar ser mau empregado – Empregados, sejamos obedientes aos patrões e os respeitemos, não somente os que são bons e compreensivos, mas também aqueles que nos tratam mal. (v.18); 

Evitar agir desonestamente – custe o que custar, sejamos honestos e corretos em tudo. E se nós sofremos por terem sido honestos e suportamos esse sofrimento com paciência, Deus nos abençoará por causa disso, pois foi para isso que ele nos chamou. O próprio Cristo sofreu por nós e deixou o exemplo, para que sigamos os seus passos. (v.20-21) 

A verdade é que quando desinteressamos pelo puro leite espiritual – a Palavra de Deus – temos um sinal claro que estamos perdendo o zelo pelos mandamentos de Cristo. E isso é um indicador de que esses ‘pecadinhos’ ainda estão nos roubando a nutrição espiritual. 

Pedro falou também como um bom médico. Ele apontou os problemas da nossa saúde espiritual, mas deu, no final do texto, a solução. A verdadeira solução para vencermos esses pecadinhos é seguirmos a Jesus Cristo. O próprio Cristo levou os nossos pecados no Seu corpo sobre a cruz a fim de que morrêssemos para o pecado e vivêssemos uma vida correta. Por meio dos ferimentos dEle nós fomos curados. Éramos como ovelhas que haviam perdido o caminho, mas agora fomos trazidos de volta para seguir o Pastor, que cuida da nossa vida espiritual. (v.24-25) O preço que Ele pagou pelos pecados é o suficiente para termos o perdão, a limpeza e a fome renovada pela Palavra de Cristo! 

Se você tem um bom apetite pela Palavra de Deus e está desfrutando da alimentação diária de ler e meditar sobre a Sua verdade, agradeça a Ele por esse claro sinal de vida, saúde e maturidade. Se não, peça a Deus para abrir os seus olhos e veja o que pode estar tirando o respeito e o desejo ardente pela Sua Palavra.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Casamento Ideal

Isaque havia saído à tardinha para dar um passeio pelo campo, quando viu que vinham vindo camelos. Rebeca também olhou e, quando viu Isaque, desceu do camelo e perguntou ao empregado: — Quem é aquele homem que vem andando pelo campo na nossa direção? — É o meu patrão — respondeu ele. Aí ela pegou o véu e cobriu o rosto. O empregado contou a Isaque todos os detalhes criteriosos utilizados de escolha da ‘princesa’. Então Isaque levou Rebeca para a barraca onde Sara, a sua mãe, havia morado, e ela se tornou a sua mulher. Isaque amou Rebeca... (Gênesis 24:62-67) 

O casamento do príncipe William e Kate Middleton está gerando uma repercussão digna do evento social mais importante do ano, sendo citado a cada dez segundos na internet. Catherine Elizabeth "Kate" Middleton, que no dia 29 de abril se tornará duquesa, entrará para família real britânica graças ao discreto charme que atrai o príncipe William há quase uma década. Uma audiência televisiva estimada em 2 bilhões de pessoas acompanhará o tão esperado casamento da plebeia com o segundo na linha de sucessão ao trono britânico. Acontecimento inimaginável para uma plebeia vinda de uma família de classe média da Inglaterra. Esse é o casamento real. Mas quero falar um pouco sobre o casamento ideal. 

No casamento ideal e ‘arranjado’ por Deus descrito em Gênesis 24, Rebeca, certamente, figura entre as jovens mais atraentes da Bíblia. É descrita como pura e bela (v.16), cortês e prestativa (v.18), trabalhadora (vs.19-20), hospitaleira (v.25), bem como responsável e confiável (v.58). Por isso, foi divina e criteriosamente escolhida como pretendente do ‘príncipe’ Isaque, filho de Abraão, pai da nação de Israel, homem muito abençoado e muitíssimo rico (v.35). 

Ser escolhida como ‘princesa encantada’ era, sem dúvida, considerado uma bênção de Deus. Seu pai e irmão sabiam também que isso vinha de Deus (v.50), mas era ela quem deveria resolver deixar a casa, refletindo a autonomia da qual as mulheres jovens desfrutavam na cultura de seus dias (vs.57-58). 

Rebeca ofereceu-se para fazer um serviço simples (v.19), que lhe abriu as portas para um destino grandioso preparado por Deus para sua vida por meio de suas responsabilidades diárias. Sua coragem e fé a motivaram a aventurar-se saindo do seu ambiente familiar e de perto dos amigos para algo desconhecido – os ‘palácios’ da família de Abraão. Deus recompensou a fidelidade de Rebeca com um casamento monogâmico, que começou com grande romantismo e afeição (v.67). 

Homem e mulher são física, emocional e espiritualmente diferentes; ainda assim eles são designados por Deus para se complementarem. ‘Tornar-se uma só carne’ une todos os aspectos da vida. A expressão é usada pela primeira vez no Antigo Testamento (Gênesis 2:24) e repetida quatro vezes no Novo Testamento, não só com a idéia de procriação, mas de reciprocidade na satisfação de necessidades e como uma ilustração do relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Efésios 5:31-32). 

A idéia de se tornarem uma só carne tem significado apenas na monogamia. A relação sexual é a forma mais elevada de comunicar o amor um pelo outro e a expressão fundamental de intimidade. Ela constitui a linguagem do amor sem palavras. De fato, não há palavras para expressar tudo o que se sente. Fé em Deus é o laço da aliança matrimonial; intimidade sexual é o selo do Espírito Santo. 

Pelo fato de Deus ter determinado que homem e mulher se complementassem e de ter colocado em cada um o desejo pelo outro, nenhum problema é exclusivamente de natureza sexual. Dificuldades na intimidade física quase sempre são sintomas de problemas em outras áreas do relacionamento. 

Mas quando o marido e a esposa conhecem o Senhor como seu Salvador pessoal, o Espírito Santo vive no coração deles. Conforme ele se submetem a seu senhorio, são capacitados a seguir suas ordens. O marido será revestido de poder para amar a esposa como Cristo amou a Igreja (Efésios 5:25), e a esposa será inspirada para ser submissa ao marido como que ao Senhor (Efésios 5:22-24). A atmosfera do lar será de alegria, pois atitudes que ferem serão colocadas de lado. Perdão e carinho vão se tornar as regras da casa. Quando o marido e a esposa entregam suas expectativas a Deus e centralizam sua atenção no que é bom, a paz toma conta do coração deles e de seu lar e ambos têm um casamento ideal. 

Você também pode ter um casamento ideal. Só depende de você! Portanto, faça a sua parte! As dicas estão aí.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Páscoa: Cristo Vivo Contra Todos Problemas

Ele não está aqui; já foi ressuscitado, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele foi posto. (Mateus 28:6) 

Senti uma forte emoção ao ler essa frase ‘Ele não está aqui; Ele ressuscitou’ escrita na parede do túmulo de Jesus. Naquela visita, pude sentir alguns arrepios e foi um dos momentos mais impactantes da minha viagem a Jerusalém. 

O que eu faria se alguém que eu conhecesse pessoalmente tivesse ressuscitado? Especialmente se ele tivesse dito que iria morrer e que depois de três dias voltaria dos mortos? 

Pergunto sério. O que eu faria? O que você faria? Será que eu não contaria a todos que encontrasse pela frente sobre esse evento milagroso? Caramba, claro que contaria! Eu costumo contar emoções menores, como uma boa cena de um filme, então, certamente eu divulgaria um milagre desse! Ainda mais sabendo que a pessoa que ressuscitou estaria dizendo que fez isso para que todo o resto da humanidade tivesse a chance de jamais sofrer com a morte. E que, para isso acontecer, bastasse simplesmente acreditar no episódio, e mais nada! 

Há, você não crê? Você não é o único! Teve um que viu tudo isso e, mesmo assim, ainda não cria. Foi Tomé. Mas Jesus Cristo ressuscitado disse a Tomé: — Veja as minhas mãos e ponha o seu dedo nelas. Estenda a mão e ponha no meu lado. Pare de duvidar e creia! Então Tomé exclamou: — Meu Senhor e meu Deus!

Disse Jesus: — Você creu porque me viu! — Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram! (João 20:27-29). Por isso, cantemos a música de Hillsong United: ‘Aleluia! Vivo está Jesus. A morte perdeu sua vitória e o túmulo foi negado. Jesus vive pra sempre. Ele está vivo! Ele está vivo!’ 

Você aceita essa história? Se não, é bom aceitar, porque ‘... quem rejeita esse ensinamento não está rejeitando um ser humano, mas a Deus, que dá a vocês o seu Espírito Santo’. (1 Tessalonicenses. 4:8). Bom, você aceita, mas não tem coragem suficiente para divulgar isso aos seus amigos e parentes? Então, encha-se do Espírito Santo e perca o medo agora, ‘pois o Espírito que Deus nos deu não nos torna medrosos; pelo contrário, o Espírito nos enche de poder e de amor...’ (2 Tm. 1:7). 

Você acha que não é uma notícia relevante? A ressurreição de Jesus vem confirmar e cumprir profecias de centenas de anos anteriores. Eis a razão pela qual a fé cristã assume lugar especial no coração do homem. Esta é a diferença entre Jesus Cristo e todos os outros que se diziam vindos de Deus. (Mateus 28). Desta forma, Buda, Maomé, Gandi e outros não ressuscitaram. Jesus é o único e verdadeiro filho de Deus, o Salvador da humanidade. Todos os outros morreram e passaram, mas Jesus ressuscitou e está vivo, salvando e fazendo milagres. 

Infelizmente, ‘sinto que muitos continuam diante do Jesus crucificado. Pois, apesar da mensagem da ressurreição, muitos continuam, por causa dos mais diversos problemas e dificuldades, sem razão para viver. As tensões, as angústias, as depressões, a violência, a doença, as mudanças e tantas outras dores e contratempos transformam a vida de muitos numa eterna crucificação! Num eterno muro de lamentações! Por outro lado, me pergunto se é possível apagar completamente o sofrimento de nossas vidas. 

Creio que não. Porém, creio que é possível transformar o sofrimento em uma vida plena de sentido. Cheia de realizações. Afinal, até as rosas têm espinhos que fazem doer. E para que a beleza de uma rosa seja apreciada, é preciso ter cuidado com os seus espinhos. Desviar dos espinhos é algo diferente do que retirá-los.’ (Ernani Röpke). O Jesus Cristo vivo nos mostra o caminho para a vida, mesmo diante da morte. Basta você crer e tomar posse da bênção! Tenha uma vida plena em meio aos problemas. 

Portanto, não fique estagnado na sexta-feira da paixão, mas lembre-se: Cristo vive para que você viva. Deixe a mensagem da ressurreição, o amor ilimitado de Deus revelado em Cristo Jesus, transformar o seu sofrimento em alegria e esperança de vida. Quando o amor de Deus habita nossas mentes e corações, sempre ressurge a vida plena e abundante. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sangue, não Chocolate! Cordeiro, não Coelho!

O Senhor Deus falou com Moisés e Arão no Egito. Ele disse: — Este mês será para vocês o primeiro mês do ano. Diga a todo o povo israelita o seguinte: no dia dez deste mês cada pai de família escolherá um cordeiro para a sua família, isto é, um animal para cada casa... O animal deverá ser um cordeirinho sem defeito, de um ano. Vocês o guardarão até o dia catorze deste mês, e na tarde desse dia todo o povo israelita matará os animais. Pegarão um pouco do sangue e o passarão nos batentes dos lados e de cima das portas das casas onde os animais vão ser comidos...

Esta é a Páscoa de Deus, o Senhor: — Nessa noite eu passarei pela terra do Egito e matarei todos os primeiros filhos, tanto das pessoas como dos animais. E castigarei todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. O sangue nos batentes das portas será um sinal para marcar as casas onde vocês moram. Quando estiver castigando o Egito, eu verei o sangue e então passarei por vocês sem parar, para que não sejam destruídos por essa praga. Comemorem esse dia como festa religiosa para lembrar que eu, o Senhor, fiz isso. Vocês e os seus descendentes devem comemorar a Festa da Páscoa para sempre. (Êxodo 12:1-14)

Recentemente assisti ao filme clássico de 1956, de Cecil B. De Mille, ‘Os Dez Mandamentos’. Recomendo para quem ainda não viu, mantendo em mente, é claro, que é uma narrativa feita ao estilo de Hollywood.

Às vezes exagerado nas suas performances, o filme me levou a abrir a Bíblia no livro de Êxodo e relembrar como Deus orientou Moisés a ser um instrumento para libertar os israelitas da escravidão no Egito e comunicar a Lei ao seu povo escolhido. Faraó – e o povo egípcio – já havia sofrido nove pragas e mesmo assim ainda continuava com o coração endurecido. Enquanto eu observava o desenrolar da décima praga – a morte dos primogênitos – fiquei maravilhado ao ver como os israelitas foram protegidos com a instituição da Páscoa.

Conforme o texto acima, os habitantes das casas marcadas com sangue de cordeiro foram salvos da morte. Havia poder no sangue, porque o sangue era o meio de libertação e proteção. O sangue era a marca da misericórdia de Deus para com os israelitas. Conforme a lei que Deus instituiu, o sangue de um cordeiro era necessário para a expiação dos pecados. Esta exigência de sacrifício de sangue apontou o caminho para o Messias, o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo que Deus havia prometido no Jardim do Éden:

‘Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles’. (Mateus 1:21). João Batista também cumpriu a profecia de Isaías 40, quando ele convocou o povo a se arrepender, pois o Messias estava chegando. ‘No dia seguinte, João viu Jesus vindo na direção dele e disse: — Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’! (João 1:29).

Quando recebemos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador pessoal, é o Seu sangue que lava os nossos pecados. E este é o poder que nos salva! Se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado (1 João 1:7). Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade (1 João 1:9). É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro. (1 João 2:2)

Infelizmente, a história que os livros escolares ensinam para nossas crianças e o que os meios de comunicação divulgam não condizem com a Palavra de Deus. Diz a história, a figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa – de chocolate, enfeites, joias – também estão neste contexto da fertilidade e da vida. A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Entretanto, sob a perspectiva de Deus, o ser humano precisa mesmo é do sangue de Cristo, em vez de chocolate! E quem traz esse presente para nós é o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, e não o coelhinho da Páscoa!

Você acredita que há poder no sangue de Cristo para nos livrar do pecado e da maldição? Se você ainda não aceitou esse dom gratuito da salvação, eu convido você a descobrir quem é Jesus! Você também pode ser resgatado pelo sacrifício expiatório de Cristo e pelo poder do Seu sangue que foi derramado na cruz. Feliz Páscoa!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Livres da Penitência

Dá-me novamente a alegria da tua salvação e conserva em mim o desejo de ser obediente. (Salmo 51:12)

Você tem dificuldade em aceitar a ideia de que Deus ama você? Você luta contra uma sensação persistente de inadequação ou indignidade?

Estamos passando pelo período da Quaresma. À medida que nos aproximamos do seu final, deparamos mais intensamente com as palavras ‘pecados’, ‘restaurações’, ‘jejuns’, ‘confissões’ e ‘penitências’. Essencialmente, ‘o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde alguns cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa’ (Wikipedia). No final da Quaresma, a Semana Santa representa uma data maravilhosa e muito importante para todos nós. Somos pecadores, vivemos em um mundo decaído e por isso tendemos a esquecer da necessidade de Deus e do Seu amor incondicional.

É fácil perceber como a Quaresma pode infundir a humildade em uma pessoa que sofre de orgulho. Mas o que diremos com relação aos que estão no outro extremo, os que sofrem de escrupulosidade? Escrupulosidade é definida como uma ‘preocupação obsessiva com os seus próprios pecados e desempenho compulsivo de devoção religiosa’ (Houaiss). Escrupulosidade é, basicamente, uma obsessão com os próprios defeitos e falhas. Muitas vezes, a praga do perfeccionismo paralisa a vida do cristão que, erroneamente, acaba se convencendo de que Deus não pode amá-lo o suficiente para perdoá-lo e, então, ele se afasta do Criador.

Quando temos a tendência de focar em nossas imperfeições, precisamos lembrar que a Quaresma é também o caminho para a alegria da Páscoa – ‘evento religioso cristão, normalmente considerado como a maior e a mais importante festa da Cristandade. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo’ (Wikipedia). A Quaresma foi criada para nos ajudar a crescer em nosso relacionamento com Deus, e não nos levar à depressão espiritual.

Vamos analisar um exemplo de prática comum na Quaresma – o jejum. Por que os cristãos jejuam? O jejum pode ser encontrado tanto no Antigo como no Novo Testamento, com Moisés (Êxodo 34:28; Deuteronômio 9:9-18), Elias (1 Reis 19:8), e o Senhor Jesus Cristo (Mateus 4:2). Todos eles praticavam jejuns de 40 dias. Biblicamente, o jejum significa uma genuína humildade e um desejo profundo de se relacionar com Deus. O jejum é uma forma de negar a nós mesmos os nossos próprios desejos, para que possamos estar mais sintonizados com a voz do Senhor. O jejum requer, em primeiro lugar, uma crença de que se pode ter um relacionamento com Deus e que Ele é acessível.

O jejum só faz sentido quando cremos que temos dignidade e que somos criados à imagem e semelhança de Deus. No princípio, Deus disse: ‘Agora vamos fazer os seres humanos, que serão como nós, que se parecerão conosco. Eles terão poder sobre os peixes, sobre as aves, sobre os animais domésticos e selvagens e sobre os animais que se arrastam pelo chão. Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher’ (Gênesis 1:26-27) e viu que era bom.

Como seres humanos, com esta dignidade, podemos exercer o maior presente dado por Deus – o livre arbítrio – para abraçarmos as oportunidades que Deus nos dá, para experimentarmos a Sua graça e para aperfeiçoarmos o nosso modo de viver. Ao fazê-lo, os pequenos incômodos que vêm com o jejum devem chamar nossa atenção para os nossos pecados, mas também, principalmente, para a realidade de que Deus nos ama tanto, que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que nEle crer não morra, mas tenha a vida eterna. No final da Quaresma, Jesus Cristo morreu por nós numa cruz e ressuscitou no terceiro dia. Hoje está à direita de Deus intercedendo por nós. Isso é motivo de grande alegria e júbilo para os salvos.

Se você sofre de escrúpulo, principalmente durante a Quaresma, em vez de se punir por causa dos seus pecados, acredite que Jesus Cristo já os pregou na cruz, e passe os próximos dias estudando o evangelho à luz do amor de Deus para você. Jesus disse para os que creram nele: ‘Se vocês continuarem a obedecer aos meus ensinamentos serão, de fato, meus discípulos e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará... Se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres’. (João 8:31-36)

sábado, 16 de abril de 2011

Os sete hábitos das pessoas espiritualmente eficazes

Os bons florescem como as palmeiras; eles crescem como os cedros dos montes Líbanos. Eles são como árvores plantadas na casa do Senhor, que florescem nos pátios do Templo do nosso Deus. Na velhice, eles ainda produzem frutos; são sempre fortes e cheios de vida. (Salmo 92:12-14)

A frase "começar com o final em mente" pode soar familiar para quem já leu o livro: "Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes". Segundo o livro, a frase é uma ótima resposta para a pergunta: "Onde eu quero chegar?" Antes de se começar qualquer projeto, é razoável que essa pergunta seja feita para que o foco seja ajustado, levando-se a trilhar o caminho correto, para que se produza uma ação efetiva e o alvo seja alcançado. O que está faltando no livro, no entanto, é a perspectiva de Deus, expressa no Salmo 92.

Se o seu alvo é somente material, o seu resultado pode ser a frustração, mesmo que você tenha trilhado corretamente o caminho traçado. As pessoas geralmente traçam seus objetivos de vida assim: eu quero ser bonito(a), eu quero ter coisas valiosas, eu quero ser um grande homem ou uma grande mulher. Todos querem ter muito tempo livre para lazer e cuidado da saúde. Nada de errado em buscar a felicidade, mas ocorre que sem Deus, a vida é retratada nas Escrituras como vazia, enganadora e sem sentido, porque os nossos sonhos brotam de um coração contaminado pelo pecado. Se quisermos ser espiritualmente eficazes na vida, temos que sonhar e começar a realizar nossos planos debaixo dos propósitos de Deus. Só assim podemos chegar à velhice produzindo bons frutos.

No Salmo 92, Deus mostra qual é a finalidade da vida e o que faz o homem feliz: "Ó Senhor Deus, os teus feitos poderosos me tornam feliz! Eu canto de alegria pelas coisas que fazes". "Os bons florescem como as palmeiras", ou seja, ele está cheio de vitalidade espiritual, mesmo no final da vida, quando a tentação de reclamar e de expressar o egoísmo é mais forte. Em vez de reclamar, os seus lábios estão cheios de louvor, declarando que Deus não foi injusto com ele.

As raízes de tal vigor da alma são tecidas ao longo dos versos anteriores desse Salmo, onde lemos sete hábitos de vida espiritualmente e verdadeiramente eficaz. São eles:

# 1 Dar graças a Deus – Ó Senhor Deus, como é bom dar-te graças! Como é bom cantar hinos em tua honra, ó Altíssimo! (v.1)

# 2 Falar do amor de Deus – Como é bom anunciar de manhã o teu amor e de noite, a tua fidelidade. (v.2) Para o homem justo, cada dia começa e termina com Deus, o que implica que Deus é o centro dos seus pensamentos durante todo o dia. O amor de Deus é expresso na sua promessa de salvação para todo homem. A fidelidade é o cumprimento da sua promessa expressa na morte do seu único filho, Jesus Cristo.

# 3 Cantar com alegria a Deus – Ó Senhor Deus, os teus feitos poderosos me tornam feliz! Eu canto de alegria pelas coisas que fazes. (v.4)

# 4 Procurar saber mais de Deus – Que grandes coisas tens feito, ó Senhor! Como é difícil entender os teus pensamentos! (v.5) Significa não ter uma visão superficial e pragmática de Deus. Não o vê apenas como um meio para conseguir outras coisas.

# 5 Reconhecer a transcendência de Deus – Pois tu, ó Senhor, estás para sempre acima de tudo e de todos. (v.8) Deus está acima de todas as suas criaturas. O justo percebe que o homem não é igual a Deus.

# 6 Descansar em Deus – Nós sabemos que os teus inimigos morrerão e que todos os maus serão derrotados. (v.9) Deus terá a palavra final sobre todos os males e injustiças. Ele tratará com justiça os inimigos da justiça.

# 7 Depender continuamente de Deus – Tu me tens tornado forte como um touro selvagem e me tens abençoado com a felicidade. (v.10)

Talvez você conheça um crente idoso que incorpora estes sete hábitos. Eu conheci o diácono João Sabino, um homem de Deus. Antes da sua morte, já de idade avançada, eu o visitei. Ele estava em uma cama de hospital e com graves problemas de saúde. Mas, durante a nossa visita, ele falou não sobre a sua dor e sobre seu prazer em ler as verdades da Bíblia. Ele me perguntou sobre minha família, meu trabalho, e que eu venho lendo e aprendendo. Ele falou de diversos hinos e canções que sempre cantava ao longo do dia. Lembramos das suas gargalhadas. Sua oração no final de nossa conversa foi cheia de gratidão e louvor ao Senhor, evidenciando um conhecimento pessoal e uma profunda confiança em Deus. Enquanto eu escutava, eu pensei comigo mesmo: este homem é o Salmo 92 em pessoa. Em vez de abençoá-lo, eu é que saí abençoado, pois ali estava uma pessoa que, pela graça de Deus, aprendeu a praticar os hábitos de uma vida espiritualmente eficaz e ainda na velhice produzia frutos.

Reflita comigo: estamos praticando regularmente os sete hábitos do Salmo 92? Como vivo hoje, vou passar o restante da minha vida nesta terra com vitalidade espiritual florescendo como as palmeiras? Se não, onde está o problema?

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Escândalo

Jesus disse aos seus discípulos: ‘— Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado! Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque’. Em outra tradução bíblica, Jesus disse: ‘É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm!’ (Lucas 17:1-2)

Diariamente eu recebo vários e-mails de pessoas agradecendo, outras comentando e algumas contando seus testemunhos com as devocionais que lhes envio. Muitos escrevem pedindo oração.

Recentemente, uma mãe escreveu dizendo que estava indignada com o que estava acontecendo com sua filha adolescente. Contou que ela e sua filha haviam se convertido há dois anos e estava muito empolgada com a transformação da filha, antes uma garota bastante rebelde. Há alguns meses, com 17 anos, sua filha começou a namorar o tecladista e pianista da igreja, um jovem talentoso, atraente e maior de idade.

No início, ela apoiou o namoro, sabendo que o instrumentista também é filho de pais cristãos. Entretanto, com o passar do tempo, observou que sua filha estava voltando a se comportar de forma agressiva e desinteressada pela Palavra de Deus. Em uma conversa com a mãe, a filha acabou revelando que estava frequentando motéis com o namorado e que isso acontecia semanalmente após o culto dos jovens de sábado à noite.

Na sua indignação, a mãe perguntou-me como pode o cristão, criado no ensinamento bíblico, praticar a fornicação (ato sexual que não é entre pessoas que assumiram publicamente o casamento; relações sexuais ilícitas, pecado da luxúria; pecado da carne) sabendo que a bíblia condena tal prática (Atos 15:29) e ainda levar a filha da gente a praticar tal pecado (embora ela também possa ter levado ele)?

A mãe ainda estava mais revoltada tendo em vista que os líderes da igreja, sabendo do caso, não tomavam nenhuma providência, enquanto o rapaz continuava normalmente ministrando o louvor. Dizia a mãe: eu achava que os crentes comportavam-se de forma diferente do mundo, principalmente aqueles que exercem algum ministério. Pra mim, esse tipo de pecado, e outros que tenho ouvido falar ultimamente... são escândalos!

Eu disse a ela que a bíblia é bem clara com respeito àqueles que se dizem cristãos, mas não são. Nem todos que frequentam e trabalham nas igrejas são pessoas realmente convertidas aos mandamentos bíblicos. Disse Jesus: — Não é toda pessoa que me chama de ‘Senhor, Senhor’ que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu. Quando aquele dia chegar, muitas pessoas vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, pelo poder do seu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo seu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres!’ Então eu direi claramente a essas pessoas: ‘Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal!’. (Mateus 7:21-23)

Da mesma forma que há festa no céu por um pecador que se arrepende, Deus fica muito aborrecido com alguém que é pedra de tropeço no caminho de um pobre pecador que está interessado em trilhar corretamente o caminho do céu. Portanto, mãe, não deixe que isso lhe afaste também, coloque esse assunto nas mãos de Deus e oremos pelo casal.

Que possamos refletir seriamente sobre o nosso testemunho cristão. Como está seu comportamento, principalmente você que exerce algum ministério na Igreja. Estamos atraindo almas para o Reino Celestial? Ou somos ‘cristãos’ repelentes e escandalizantes? Estamos atraindo os costumes mundanos para dentro da Igreja, onde as pessoas esperam de nós uma vida de pureza? Oremos a Deus para nos manter firmes nos mandamentos de Cristo, pois ‘aquele que me ama, guarda os meus mandamentos’, disse Jesus.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Louca sabedoria

‘Então, o que poderão dizer os sábios e os instruídos? O que vão dizer os grandes oradores deste mundo? Deus tem mostrado que a sabedoria deste mundo é loucura. Pois Deus, na sua sabedoria, não deixou que os seres humanos o conhecessem por meio da sabedoria deles. Pelo contrário, resolveu salvar aqueles que crêem e fez isso por meio da mensagem que anunciamos, a qual é chamada de “louca”.’ (1 Coríntios 1:20-21)

Quem já não ouviu falar dos grandes filósofos e cientistas renomados deste mundo? Quando eu cursava o ensino médio e estudava a repeito das obras desses ilustres, sonhava ser um deles. Hoje, depois de tantos graus, apenas escrevo alguns pequenos artigos reflexivos! Mas quem não gosta de parecer inteligente? Ou sábio? Ou sabido? Ou esperto? Em meu coração humano, eu adoro quando alguém diz: ‘Uau, isso é ótimo!’ ou ‘Poxa! Como isso é maravilhoso!’ a respeito de algo que eu escrevo.

Você pode imaginar-me esvaziando quando leio e releio esse texto escrito pelo Apóstolo Paulo, homem instruído aos pés de Gamaliel, grande sábio da época. Com toda a sua sabedoria humana, o apóstolo Paulo teve a capacidade e a coragem para assumir diante dos filósofos de Atenas, a elite judaica, e os demais sábios da época que não a usaria para persuadir ou influenciar as pessoas. Mas com a sabedoria divina ele entendeu que seu objetivo era entregar tão-somente o recado sobre a Verdade de Deus, deixando que o Espírito Santo atuasse nos corações e nas mentes das pessoas.

Paulo sabia que ‘de fato, a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus.’ (1 Cor. 1:18) Isso é muito mais incrível do que qualquer coisa que Platão poderia sonhar ou Shakespeare escrever. O fato de que, quando estávamos espiritualmente mortos por causa da nossa desobediência, Jesus nos trouxe para a vida que temos em união com Ele, fechava a boca de Paulo para qualquer coisa ‘inteligente’ que ele tinha para dizer.

Assim, digo que não há espaço para as minhas pequenas conquistas humanas ao lado da infinita sabedoria de Deus. O amor de Deus simplesmente é superior a todo saber científico. Para o mundo, posso parecer louco dizendo isso, mas eu quero mesmo é a sabedoria divina.

Por isso eu digo: Não posso deixar de falar do grande amor de Cristo. Não tenho palavras suficientes para dizer como me surpreende o Seu amor! Como posso deixar de gritar Seu nome? Eu sei que sou amado pelo Rei e isso faz meu coração palpitar. Tudo que o homem sabe é bobagem quando comparado com a graça de Deus! Como posso deixar de buscar incessantemente a sabedoria de Deus?

O que está por trás de suas palavras? A sua motivação é mostrar-se inteligente e sábio humanamente falando? Você tem a intenção de impressionar ou influenciar alguém com o seu conhecimento? Ou você quer viver o Evangelho em humildade, para edificação e amor? Busque a sabedoria do alto e seja um abençoador.

Seja uma grande alma usada por Deus para cumprir os propósitos dele, embora você possa encontrar em seu caminho oposições pela sua "louca sabedoria".

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Filhos, Alegria dos Pais!

Não se enganem: ninguém zomba de Deus. O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá. Se plantar no terreno da sua natureza humana, desse terreno colherá a morte. Porém, se plantar no terreno do Espírito de Deus, desse terreno colherá a vida eterna. Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita. Portanto, sempre que pudermos, devemos fazer o bem a todos, especialmente aos que fazem parte da nossa família na fé. (Gálatas 6:7-10) 

Vemos com pesar o noticiário divulgar cenas de uma tragédia, o massacre na escola do Rio de Janeiro. Temos orado a Deus para que console os corações das famílias atingidas pelas consequências das atitudes diabolicamente planejadas por aquele jovem. Se estamos sofrendo hoje com a maneira como vivem os homens, é porque estamos colhendo os frutos amargos das sementeiras errôneas. 

No final de semana passado, escrevemos o devocional ‘Mãe, te amo, adeus!’ que fazia refletir sobre o que estamos fazendo para que pessoas não morram por causa da nossa desobediência, da nossa omissão, do nosso pecado, da nossa má semeadura. Hoje, colocamos à disposição um texto que nos faz novamente refletir sobre esse assunto, após uma semana triste para todos nós brasileiros. 

‘Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. 

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. 

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. 

É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias, e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. 

Não há nenhum outro livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. Educação enferruja por falta de uso.’ 

Mas a Palavra de Deus tem muito a nos ensinar. Ela nos orienta a não nos cansar de fazer o bem, ‘pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita’. Então, devemos ficar alertas quanto ao momento presente e plantar apenas sementes da sinceridade, da honestidade e do amor ao próximo, para colhermos amanhã os frutos doces da alegria e da felicidade. Cada um, individualmente, colhe aquilo que plantou. E da mesma maneira, a comunidade, a nação, colhe o que o seu conjunto de indivíduos semeou e tem semeado. 

Existe uma frase que qualquer pessoa sensata concorda com ela: ‘precisamos deixar um mundo melhor para os nossos filhos’, mas pela Palavra de Deus, a idéia é invertida: ‘precisamos deixar filhos melhores para o nosso mundo’. Por isso, a Bíblia recomenda: ‘ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele’. (Provérbios 22:6)

Só assim teremos filhos que nos trazem alegrias, não tristezas e tragédias para o mundo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Síndrome do Irmão Mais Velho

Faz tantos anos que trabalho como um escravo para o senhor e nunca desobedeci a uma ordem sua. Mesmo assim o senhor nunca me deu nem ao menos um cabrito para eu fazer uma festa com os meus amigos. Porém esse seu filho desperdiçou tudo o que era do senhor, gastando dinheiro com prostitutas. E agora ele volta, e o senhor manda matar o bezerro gordo! Então o pai respondeu: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que é meu é seu.’ (Lucas 15: 29-31)

Recentemente, um jovem abriu seu coração para mim. Ele tem 30 anos, é solteiro, não namora e não teve ainda a sua primeira experiência sexual. Ele me disse: ‘Eu gostaria muito de casar. Sei que essa escolha é séria, por isso, estou nesses anos todos esperando por uma princesa idônea, com a qual eu realmente possa ter um futuro feliz. Entretanto, quando vejo rapazes da minha idade viverem uma vida libertina, penso que deveria estar fazendo o mesmo! O que me dói é ver que todas essas pessoas comprometem a sua pureza, e mais rapidamente ‘casam e dão-se em casamento’, enquanto eu vivo uma vida de castidade, permanecendo-me solteiro. Isso não é justo!’

Alguma vez você já se sentiu assim? É natural sentir-se frustrado quando se dá mal fazendo boas escolhas, enquanto aqueles que fazem más escolhas parecem ganhar a vida de forma mais fácil.

Muitos conhecem a história do filho pródigo (Lucas 15). A maioria de nós, em algum momento, tem empatia com o irmão mais velho do filho pródigo. Afinal, ele é o filho que fez tudo certo. Mas sinceramente, o irmão mais velho não era muito diferente do mais jovem. Ambos acreditavam em uma falácia: ‘Se eu fizer as coisas do meu jeito, eu vou conseguir.’

As consequências das ações do filho pródigo são óbvias – a vida realmente se desfaz, quando vivida de forma imprudente e desregrada. Mas o que acontece exatamente quando abraçamos a atitude do irmão mais velho?

Podemos e devemos procurar ter uma vida de pureza, tomar decisões corretas e manter uma aparência de bem-estar, mas tudo isso começa a apodrecer dentro de nós, quando negligenciamos o amor do Pai. Eu vejo três perigos sutis para a alma daquele que sofre com a ‘Síndrome do Irmão Mais Velho’:

1. Perda de clareza espiritual – Quando nós assumimos a postura do irmão mais velho, a nossa visão espiritual é escurecida porque esquecemos o sacrifício de Cristo. O irmão mais velho também percorre um caminho ímpio porque ele não consegue ver as coisas da perspectiva de seu pai misericordioso. Ele não consegue ver que seu irmão pródigo sofreu – e muito – por causa das suas transgressões, mas arrependeu-se com profunda tristeza. Ele fica com inveja por causa da festa na chegada do seu irmão e interpreta o perdão do pai como um ato pessoal. O irmão mais velho, com o coração amargo e ingrato, só aumenta a dor de seu pai ao tentar justificar a sua raiva em função do aborrecimento que seu irmão mais novo havia infligido a seu pai.

2. Orgulho espiritual – Quando comparamos a nossa ‘bondade’ com as falhas dos outros, nós praticamos o orgulho espiritual. Esse tipo de orgulho é mortal para a alma. Ele nos faz perder a gratidão para com o nosso Deus, obscurece a nossa própria necessidade de misericórdia, e nos engana em pensar que Deus nos deve alguma coisa. Com esse orgulho nós anulamos o sacrifício de Cristo.

3. Mesquinhez – A miséria sai do filho pródigo e se instala no filho mais velho. O irmão mais velho tinha acesso ao amor do pai o tempo todo, mas a sua atitude ao ver a alegria do pai não revela um coração alegre. Mesquinhez, orgulho, inveja, atitudes preconceituosas e perfeccionismo impedem a felicidade em nossas vidas.

Então, o que podemos fazer para encontrar a paz quando sentimos que a vida é injusta? Bom, além de reconhecermos os sentimentos de tristeza, de frustração e até mesmo de confusão, devemos parar de olhar para os outros e começar a olhar para Cristo. Lembremos o que Deus falou a Caim: ‘Por que você está com raiva? Por que anda carrancudo?’

Existe alguma mágoa que você está guardando e que está lhe deixando com síndrome do irmão mais velho? Peça a Deus para removê-la do seu coração para que você possa reconhecer o amor do Pai Celeste.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Trapos de Imundícia

'Todos nós nos tornamos impuros, todas as nossas boas ações são como trapo de imundícia...' (Isaías 64:6) 

Você já viu aquele pano encharcado e fedorento que muitas vezes esquecemos dentro da pia de cozinha? Os pesquisadores dizem que é na cozinha onde se concentra o maior número de bactérias. Elas estão nos restos dos alimentos que tão ingenuamente tentamos limpar com esse pano de cozinha. Por isso podemos considerá-lo também como trapo de imundícia, se bem que este é bem menos imundo do que aquele ao qual a Bíblia se refere...  

Temos a tendência de pensar que nossos esforços em andarmos limpos do pecado podem nos render alguns pontinhos positivos diante de Deus. Se tentarmos ganhar o favor de Deus – em vez de tão-somente crer em Jesus – nossas obras serão comparadas a trapos de imundícia. Quanto mais elas se acumulam, mais elas fedem. 

Jesus Cristo é a vida do homem (e da mulher). O homem deve viver focado em Cristo e no Seu exemplo de vida, na Sua morte, ressurreição, ascensão, intercessão e promessa de um reino eterno. Se o homem não tiver esse foco, certamente cairá em pecado. Aí não adianta tentar voltar para Deus com esforço próprio. Primeiro porque ele não terá força para isso. Segundo, porque tudo que ele fizer será comparado a trapos fedorentos. Somente o sacrifício purificador de Jesus Cristo na cruz pode nos fazer justos diante de Deus. Então, é preciso reconhecer a fraqueza e crer no divino poder restaurador. 

Às vezes, é preciso que sejamos chocalhado para entender esse mistério. E Deus pode dar uma mãozinha, pois 'Ele nos corrige para o nosso próprio bem, para que participemos da sua santidade.' (Hebreus 12:10). Por outro lado, nós podemos facilitar, pois 'se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade.' (1 João 1:9) 

Se temos pecado em nossas vidas e seguimos em frente sem o castigo amoroso de Deus sobre nós, isso pode significar que não somos filhos de Deus. Como um pai responsável e amoroso que corrige seus filhos, Deus nos ama e quer nos ver trilhando o caminho certo. 

Deus existe, Ele é pessoal e Ele tem um caráter santo. Portanto, se nós nos tornamos seus filhos, é de se esperar que, quando pecamos, quando fazemos o que é oposto a Sua personalidade, precisamos nos voltar para Ele e dizer que estamos arrependidos. 

Quando a nossa consciência nos condenar e gritar: 'Você fez isso de novo!' estaremos prontos a crer que Jesus Cristo, mais uma vez, intercede por nós e invoca a Deus o direito de sermos perdoados por causa da Sua obra consumada na cruz. 

Enfim, não tente praticar boas ações - e muito menos auto-mutilações - pensando em se limpar! Apenas arrependa, confesse a Ele o seu pecado e creia no poder restaurador do sangue de Cristo. Deus sempre estará de braços abertos para te receber de volta.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mãe, Te Amo, Adeus!

Quando o povo de Israel saiu do deserto e entrou na terra prometida, havia alguns povos que habitavam ali. Eles tinham que conquistar a terra para tomarem posse dela. Deus havia ordenado ao povo de Israel que ninguém guardasse nada do que pertencesse àqueles povos, pois tudo era para ser destruído. Mas a ordem foi desobedecida. Acã escondeu algumas coisas, e por isso o Senhor ficou muito irado com os israelitas e começou a castigá-los com derrota nas batalhas... E Josué, líder do Israel, disse a Acã: 

— Agora, meu filho, confesse a verdade diante do Senhor, o Deus de Israel. Conte-me o que você fez; não procure esconder nada. Acã respondeu: — Sim, eu pequei contra o Senhor, o Deus de Israel. Vou contar o que fiz... 

Após Acã ter confessado que havia guardado para si alguns bens valiosos que pertenciam àqueles povos, Josué disse: — Por que é que você fez essa desgraça cair sobre nós? Agora o Senhor Deus vai fazer a desgraça cair sobre você! Em seguida o povo todo matou Acã a pedradas. Eles apedrejaram e queimaram a sua família e tudo o que ele tinha. 

Trazendo para os nossos dias, essa história é parecida com a seguinte, escrita por um repórter que presenciou um acidente fatal. A jovem acidentada, enquanto agonizava, ia dizendo as palavras e o repórter, anotando... 

Mãe!, 

Fui a uma festa, e me lembrei do que você me disse. Você me pediu que eu não tomasse álcool, mãe... Então, ao invés disso, tomei uma 'Sprite'. 

Senti orgulho de mim mesma, e do modo como você disse que eu me sentiria e que não deveria beber e dirigir. Ao contrário do que alguns amigos me disseram, fiz uma escolha saudável, e teu conselho foi correto. 

E quando a festa finalmente acabou, e o pessoal começou a dirigir sem condições... Fui para o meu carro, na certeza de que iria para casa em paz... Eu nunca poderia imaginar o que estava me aguardando, mãe... 

Algo que eu não poderia esperar... Agora estou jogada na rua, e ouvi o policial dizer: 

‘— O rapaz que causou este acidente estava bêbado’... 

Mãe, sua voz parecia tão distante... Meu sangue está escorrendo por todos os lados e eu estou tentando com todas as minhas forças, não chorar... Posso ouvir os para-médicos dizerem: 

'— A garota vai morrer' . 

Tenho certeza de que o garoto não tinha a menor idéia, enquanto ele estava a toda velocidade, afinal, ele decidiu desobedecer às leis, beber e dirigir, e agora tenho que morrer... 

Então por que as pessoas fazem isso, mãe? Sabendo que isto vai arruinar vidas? E agora a dor está me cortando como uma centena de facas afiadas... Diga a minha irmã para não ficar assustada, mãe! Diga ao Papai que ele seja forte. E quando eu for para o céu, escreva 'Garotinha do Papai' na minha sepultura. 

Alguém deveria ter dito aquele garoto que é errado beber e dirigir. Talvez, se seus pais tivessem dito, eu ainda estaria com possibilidades de continuar viva. 

Minha respiração está ficando mais fraca, mãe, e estou realmente ficando com medo...Estes são meus momentos finais e me sinto tão despreparada...! Eu gostaria que você pudesse me abraçar, mãe... Enquanto estou estirada aqui, morrendo, eu gostaria de poder dizer que te amo!

Mãe, te amo, adeus!' 

‘Lembrem que Acã não quis obedecer à ordens de Deus... e todo o povo de Israel foi castigado por causa disso. E Acã não foi o único que morreu por causa do seu pecado...’ (Josué 22:20) 

O que estamos fazendo para que pessoas não morram por causa da nossa desobediência?