quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Realmente novo!

“Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm.” (Efésios 5:16) 

O termo “os dias” leva-nos ao problema do tempo, em contraposição à eternidade de Deus. Nós vivemos no tempo, mas, quando nos transformamos em filhos de Deus, adquirimos nossa entrada para a eternidade. Quando vier o final dos tempos, viveremos como o Deus eterno. 

A condição para tudo isso é a redenção do tempo. Enquanto estamos no tempo, temos a oportunidade de aceitar o senhorio do Cristo em nossa vida. O entrar de Cristo em nossa vida é o que nos permite “remir o tempo”. Começando esse processo, vivenciamos a espiritualidade que Cristo nos concede e somos libertos das prisões do tempo, do pecado, da morte. Ao viver “em Cristo”, começamos a viver, já aqui na Terra, a profundidade da vida eterna. 

E viver é concentrar no momento presente toda a sua força e disposição! Pessoas interessantes são aquelas que conseguem viver com intensidade cada momento. O sábio não pensa nem no passado, nem no futuro. Ele vive cada dia separadamente, como se fosse o único. 

Para sonhar um ano realmente novo, temos que primeiro merecê-lo, temos que fazê-lo novo em nós. Não é fácil, mas devemos tentar. Só depende de nós! 

Por outro lado, encerra-se mais um ano em nossa vida. Quando este ano começou, ele era todo nosso. Foi colocado em nossas mãos. Podíamos fazer dele o que quiséssemos. Era como um Livro em Branco, e nele podíamos ter um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração. Podíamos. Hoje não podemos mais, já não é nosso. É um livro já escrito, concluído. Mas ele nos será lido um dia, com todos os detalhes, e não poderemos corrigi-lo. Estará fora de nosso alcance. (Apocalipse 20:12) 

Portanto, agora que começa um novo ano, reflitamos, tomemos nosso velho livro e folheemos com cuidado. Deixemos passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência. Façamos o exercício de ler a nós mesmos. Leiamos tudo. Apreciemos aquelas páginas de nossa vida em que usamos nosso melhor estilo. Leiamos também as páginas que gostaríamos de nunca tê-las escritas. Não, não tentemos arrancá-las. Seria inútil, já estão escritas. Mas podemos lê-las enquanto começamos a escrever o novo livro que nos está sendo entregue. 

Assim, poderemos repetir as boas coisas que escrevemos, e evitar repetir as ruins. Para escrever o nosso novo livro, contaremos novamente com o instrumento do livre arbítrio. E o teremos, para preencher toda a imensa superfície do nosso mundo. Se tivermos vontade de beijar o velho livro, beijemos. Se tivermos vontade de chorar sobre ele, choremos. Mas não tentemos segurá-lo, pois deverá ser devolvido ao Criador. Não importa como esteja. Ainda que tenha páginas escuras, entreguemos e digamos apenas duas palavras a Ele: Obrigado e Perdão! 

Agora, nos será entregue outro livro, novo, limpo, branco, todo nosso, no qual iremos escrever o que desejarmos. Por isso, aproveitemos bem todas as oportunidades para realmente fazer do nosso novo livro um realmente novo. Feliz Ano Novo!