terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Escola de amor

Meus filhinhos, o nosso amor não deve ser somente de palavras e de conversa. Deve ser um amor verdadeiro, que se mostra por meio de ações. (1 João 3:18) 

Pouco tempo atrás, o que mais se ouvia era que o casamento é uma instituição falida; que na verdade é um casório; que não vale a pena se amarrar; etc. Hoje, parece que os pensamentos deram meia volta e as pessoas resolveram voltar a casar. Ou pelo menos, tentar. Isso é bom, porque o casamento foi criado por Deus. E tudo que Deus criou é bom, deve ser recebido de bom grado, sem recusa.

Para um casamento, mais que uma paixão, é preciso escolher a difícil opção de amar. Porque quebrar uma relação é fácil, basta querer. Diante disso, cabe uma pergunta bem interessante: Qual é mesmo o segredo para manter um casamento, já que a estatística de divórcio não pára de crescer? 

É preciso ter em mente que "depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma pessoa. O segredo no fundo é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. É preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido(a). 

Existem casais que há anos não saem para um jantar romântico. Quando foi a última vez que você tentou conquistá-lo(a) como se fosse um(a) pretendente em potencial? Quando foi a sua última lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção? 

E os quilinhos que se acrescentaram a vocês depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês. Por que vocês não fazem o mesmo enquanto casados? Se fosse um casamento novo, vocês certamente passariam a freqüentar lugares desconhecidos, mudariam de casa, trocariam o guarda-roupa, os CDs, o corte de cabelo, a maquiagem... 

Não é preciso um divórcio para renovar tudo. Basta não se deixarem acomodar. Isso obviamente custa caro, mas muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar os custos de uma renovação. Lembrem-se que se vocês se separarem, o novo cônjuge vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e vocês ainda terão de pagar a pensão dos filhos do casamento anterior. 

Não existe essa tal ‘estabilidade do casamento’. Ela nem deveria ser almejada. O mundo muda, e vocês também, o bairro, os amigos... A melhor estratégia para salvar um casamento não é manterem uma ‘relação estável’, mas saberem mudar juntos. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. 

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças." (Stephen Kanitz) 

Esse é o amor demonstrado por ações. Diferentemente de uma paixão, o amor é aquele sob o qual escolhemos a pessoa com o objetivo de fazê-la feliz, em quaisquer circunstâncias. A pessoa com quem casamos é única, complexa e criada à imagem de Deus. O amor por uma pessoa em particular requer tempo para se desdobrar. Ele não aparece numa festa ou de uma noite para o dia. O amor e a verdade estão interligados. 

Vocês estão namorando? Procure conhecer bem um ao outro. Vocês estão casados? Lembrem que o compromisso de casamento cria ao longo da vida uma “escola de amor”, dando aos cônjuges oportunidades únicas para desenvolverem o amor maduro. Peça a Deus para ensiná-lo(a) a amar.

Se você está solteiro, enfrente este desafio. Se você é divorciado, tente outra vez, com a vantagem de não ser aluno novo. Jesus Cristo é a esperança para você inciar ou reiniciar a “escola de amor”.

6 comentários :

  1. Débora Faustino14 dezembro, 2011

    Olá, Elbem. Muito lindas suas observações! O mais importante nisso tudo é que Deus, que quer sempre as famílias unidas, pode sempre refazer uma relação, renovar o amor, mesmo que aquilo pareça impossível para aquele casal, aos olhos do mundo.
    Obrigada pelos devocionais.
    Deus o abençoe e a toda sua família!
    Um abraço.

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  2. Pr. Olavo Feijó14 dezembro, 2011

    A afirmação do Salmista é definitiva: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” (Salmo 127:1).

    Tal declaração, entretanto, contraria a postura que quase todos nós temos. E o nosso raciocínio é muito simples: “Afinal de contas, a família não é nossa? A casa não é nossa?” “Não seria melhor deixar o Senhor ocupado com os grandes problemas do universo, ao invés de apresentar a Ele os pequenos problemas da minha família?” Nosso raciocínio, porém, por melhor que seja, não muda em nada a revelação bíblica. O Senhor faz questão de ser o construtor de nossa casa.

    O Senhor Jesus, muitos séculos depois de Davi, acabou com nosso questionamento. No sermão do Monte, o Mestre afirma: “Quem ouve as minhas palavras e as pratica... constrói a sua casa em alicerce firme”. Praticar o ensino de Jesus é deixar que Ele edifique no melhor alicerce. Obedecer as palavras de Jesus, na vida familiar, é permitir material de construção de valor eterno. Apelar para o amor de Jesus, na resolução dos problemas familiares, é ter a certeza da intervenção técnica do Senhor. Por isso, é essencial não construir em vão: basta levar Jesus a sério, na construção de nossa casa.

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  3. Rosana Teixeira15 dezembro, 2011

    Linda a mensagem. Contudo, quem já passou por um divórcio sabe que a separação, em várias situações, é a única saída. Muitas vezes é inclusive a porta de entrada para uma vida verdadeiramente com Deus, pois o nosso Pai quer a nossa felicidade, e não uma vida de violência. Aqui, vale dizer, as violências podem até não ser físicas, mas da própria alma. Cada caso tem a sua particularidade. Penso que precisamos estudar o tema com muita profundidade. Muitas vezes, os divorciados ficam constrangidos frente aos inúmeros cultos em torno da família perfeita. Tanto o divorciado sofre, como os filhos que estão ouvindo a pregação e simplesmente são filhos de divorciados. Todos nós almejamos uma família perfeita, mas para alguns a vida acabou levando para outro caminho e penso que a Igreja precisa apoiar as pessoas que estão em situação diferenciada.

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  4. Querida, Rosana.
    Muito obrigado por mais um comentário seu. Eles são sempre pertinentes. As suas palavras são sábias.
    Tomei a liberdade de publicar esse seu comentário no meu blog, pois veio para nossa edificação e enriquecimento do assunto.
    Um forte abraço,

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  5. Samara Caruta15 dezembro, 2011

    Depois da maior decisão do homem de aceitar a Cristo como Salvador, a segunda maior é a constituição da família. . . O único problema foi a fragilização causada pela banalização que algumas pessoas fazem a respeito do amor. O conhecimento mútuo é indispensável para o relacionamento. Precisamos ter o espírito Santo como alicerce e assim viver como um cordão de três dobras!!!

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  6. Gostei! Quem entende, entende,Temos que ler a biblia para conhecermos a palvra e vivermos dela! Cumprindo os mandamentos do SENHOR.Não é fácil mais ELE falou; Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela),mt. 7;13 e 14.

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