sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Fruto da infidelidade

Do ponto de vista da lei, vocês também já morreram, pois são parte do corpo de Cristo. E agora pertencem a ele, que foi ressuscitado para que nós possamos viver uma vida útil no serviço de Deus. (Romanos 7:4)

Há um pensamento incompleto com respeito à caminhada cristã. Normalmente pensamos que para estarmos bem basta ter fé e aceitar a obra de Cristo. Mas não é bem assim. É preciso lembrar que fazemos parte do corpo de Cristo e que existe entre nós e Ele uma aliança, um compromisso de fidelidade. Cristo é o noivo e nós somos a sua noiva. Cristo é fiel; nós precisamos ser fiéis também para que o relacionamento não se quebre.

Quando fomos resgatados da tirania do pecado e colocados em segurança nos braços do Senhor, nós passamos a ser unidos com Ele e, dessa forma, passamos a produzir os frutos do Espírito Santo decorrentes dessa união, que são: o amor, a alegria, a paz, a paciência, a delicadeza, a bondade, a fidelidade, a humildade e o domínio próprio.

Uma vez unidos com Cristo, não podemos mais produzir frutos da carne, tais como: a imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, a adoração de ídolos, as feitiçarias, as inimizades, as brigas, as ciumeiras, os acessos de raiva, a ambição egoísta, a desunião, as divisões, as invejas, as bebedeiras, as farras e outras coisas parecidas com essas.

Essa união é semelhante a um casamento. Imagine uma situação constrangedora na qual um casal de cônjuges da mesma raça tivesse que dar explicações sobre o nascimento de um filho de outra raça. A comunidade poderia duvidar da fidelidade da mulher. Assim acontece com a noiva de Cristo, quando se afasta do noivo e quebra o compromisso de fidelidade.

Muitas vezes quebramos o compromisso com Deus quando pensamos que somos melhores do que Ele para decidir sobre o nosso caminho da felicidade. Desconfiamos da capacidade de Cristo em dirigir a nossa vida. Achamos que a Sua vontade não nos satisfaz completamente, por isso procuramos nós mesmos o que é melhor para nós. Quando agimos assim, somos infiéis e acabamos produzindo fruto da infidelidade, da carne. Precisamos ser submissos à vontade de nosso Senhor.

Temos que ter em mente que Deus nos amou de tal maneira a ponto de Seu Filho ter morrido na cruz para nos salvar. Então, ele certamente manterá o mesmo amor ao determinar a nossa maneira de viver. Os seus mandamentos e suas proibições são formulados sob a plenitude do amor. Pensando, assim, esses mandamentos não podem ser ruins.

Os mandamentos de Cristo são amigáveis e possíveis de serem obedecidos, pois foram gerados no coração de um noivo fiel e amoroso. Não há motivo para não honrarmos sempre o nosso compromisso com esse Deus maravilhoso.

Com o compromisso de fidelidade, temos a garantia de uma vida frutífera, porque “se em nós vive o Espírito daquele que ressuscitou Jesus, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dará também vida ao nosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que vive em nós.” (Romanos 8:11) Se esse Espírito vive em nós, a natureza gloriosa de Deus se revela quando nós produzimos bons frutos e assim mostramos que fazemos parte da noiva de Cristo. Caso contrário, corremos o risco de produzir fruto da infidelidade.

Qual é o seu fruto? Você produz bons frutos? Peça a Deus para unir você a Cristo e não corra o risco de produzir fruto da infidelidade.