sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Somos o Que Somos!

Portanto, cheguemos perto de Deus com um coração sincero e uma fé firme, com a consciência limpa das nossas culpas e com o corpo lavado com água pura. (Hebreus 10:22) Sejam filhos de Deus, vivendo sem nenhuma culpa no meio de pessoas más, que não querem saber de Deus. No meio delas vocês devem brilhar como as estrelas no céu, entregando a elas a mensagem da vida. (Filipenses 2:15-16) 

Ontem eu li uma frase assim no Twitter: "Não importa o que desejam, não faz diferença o que conseguem, as pessoas não podem ser outra coisa senão elas mesmas. E é tudo." (Murakami). 

Vou contar a história de Jonny e Jean. 

Jonny nunca foi um rapaz popular, mas introvertido e tímido. Ele conversava pouco e não era envolvente. Quando abria a boca, falava como se estivesse corrigindo as pessoas e isso não agradava. Mas Jonny tinha uma vantagem: Ele era o que demonstrava ser e não se envergonhava da sua autenticidade e sinceridade. A famosa escritora Cecília Meireles disse: "Quem pode ser verdadeiro sem que desagrade?" 

Por outro lado, seu colega Jean era muito envolvente e popular. Onde chegava, começava a contar suas piadas e logo se via em sua volta uma rodinha de colegas. Ele era atlético, charmoso e bonito. Jean era um ‘cara legal’, pois se adaptava com facilidade em qualquer ambiente e com qualquer pessoa. Jonny admirava Jean e queria ser como ele.

Certo dia, Jonny estava observando uma partida de futebol, na qual Jean jogava muito bem como o heroi do time, quando percebeu que Carlos – pai de Jean – apareceu no meio da platéia e começou a soltar palavrões contra o juiz da partida. Carlos se encontrava visivelmente bêbado e descontrolado. Jean ficou muito envergonhado com as atitudes de seu pai. 

No dia seguinte, Jean começou a se abrir de fato para os seus amigos. Ele resolveu dizer que, na verdade, não era tão feliz quanto demonstrava ser, porque seu pai era um alcoólatra e maltratava muito a sua mãe. Jean disse que os seus pais sempre estavam envolvidos em discussões e não lhe davam muita atenção. Após falar bastante, Jean se derramou em lágrimas e pediu perdão aos seus amigos por ter escondido as suas fraquezas o tempo todo. 

Jean procurava satisfazer a sua carência afetiva com o egocentrismo no meio dos colegas. Existem muitos Jeans por ai. Infelizmente, a falta de autenticidade e transparência é comum. Muitas pessoas buscam se projetar na comunidade escondendo o que realmente são. “Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?” (Geraldo Eustáquio). A verdade é que as pessoas querem mostrar que são felizes, fortes e melhores do que as outras. Isso é muito perigoso porque ‘um dia a máscara cai’ e aí aparecem os escândalos. 

Entretanto, não podemos ter vergonha das nossas fraquezas, erros e carências. Devemos ser o que somos. É preciso ter em mente que ninguém é perfeito e que todos dependem da graça de Deus para viverem uma vida autêntica num mundo cheio de corações maliciosos e fingidos. Viver pela graça significa reconhecer que a vida tem o seu lado de luz e o seu lado de escuridão. Ao reconhecer o lado da escuridão, da insignificância, as pessoas aprendem quem são e o que a graça de Deus significa para elas. “Há muita gente infeliz por não saber tolerar com resignação a sua própria insignificância.” (Marquês de Maricá) 

E então! Está disposto a parar de tentar impressionar as pessoas ao seu redor e passar a viver uma vida de transparência? Seja o que é e brilhe com a graça de Deus!