segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Que sede!

Eu tenho sede de ti, o Deus vivo! Quando poderei ir adorar na tua presença? (Salmos 42:2) 

Certo dia eu fui ao aeroporto recepcionar minha filha que chegava de volta de uma temporada de estudos no exterior. Enquanto aguardava no portão de desembarque, pude observar as pessoas saindo com suas malas e pacotes. A minha filha mesmo estava com três, sem contar com as sacolas repletas de bugigangas. 

É muito divertido observar a alegria das pessoas aos serem recebidas pelos seus parentes. Logo em seguida aos abraços e beijos começam as conversas sobre a viagem e, é claro, sobre as compras. É muito gostoso viajar pelo mundo e conhecer as novidades. É muito prazeroso fazer compras. Isso parece satisfazer a busca por felicidade. Só parece. 

Na verdade, os prazeres do mundo satisfazem momentaneamente o nosso desejo de felicidade. Logo que acabam as novidades, volta-se o desejo de mais viagens, mais compras... É o consumismo desenfreado que sempre imperou nos países ocidentais e agora domina também o resto do mundo. Por causa desse consumismo, muitos se endividam e se tornam verdadeiros escravos dos que emprestam. E quanto mais se compram sem poder, menos poder se têm para comprar, porque, cada vez mais, parte da renda vai para pagamento de juros. 

Esse é um círculo vicioso que não tem fim, porque a felicidade momentânea que o mundo oferece não pode jamais preencher o espaço da felicidade permanente que existe na alma de cada pessoa. Quando Deus criou o homem, sabiamente deixou um espaço reservado para Ele. Então, somente Ele, e mais ninguém, pode preenchê-lo. 

A alma já nasce sedenta. Todos sentem essa sensação oculta e interior de que falta algo. Esse sentimento é sintoma de que a alma continua com sede. A pessoa que não conhece a promessa de salvação em Cristo e o plano de vida eterna procura saciar-se com coisas terrenas e passageiras que não matam a sede da alma. 

O cristão verdadeiro é diferente; ele sabe que Jesus Cristo disse para aquela mulher que todo dia ia ao posto buscar água: “— Quem beber desta água [que o mundo oferece] terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna. Então a mulher pediu: — Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água”. (João 4:13-15) 

Minha filha, você tem olhado para o mundo pensando que são as coisas dessa vida que saciarão sua sede? Não faça isso! Busque a presença de Deus, beba de graça da Fonte da Água da Vida e seja fortalecido para continuar lutando pela sua sobrevivência, longe do consumismo desenfreado, na certeza de que o seu tesouro está no céu!