quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O Sete de Setembro

Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:14) 

A independência do Brasil aconteceu oficialmente em 7 de setembro de 1822, uma vez que nesse dia, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro teria proclamado o chamado "grito da Independência", à frente da sua escolta: "Independência ou Morte!" 

À semelhança do processo de independência de outros países latino-americanos, o de independência do Brasil preservou o status quo das elites agroexportadoras, que conservaram e ampliaram os seus privilégios políticos, econômicos e sociais. 

Ao contrário do que desejava José Bonifácio de Andrada e Silva, a escravidão foi mantida, assim como os latifúndios, a produção de gêneros primários voltada para a exportação e o modelo de governo monárquico. 

Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil negociou com a Grã-Bretanha e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. A Grã-Bretanha saiu lucrando, dando início o endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia — calcula-se que 50 milhões de cruzados, apesar de ter deixado no Brasil a sua prataria e a enorme biblioteca, com obras raras que compõem hoje o acervo da Biblioteca Nacional. Em conseqüência da leva deste dinheiro para Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João ainda 1808, veio a falir em 1829. 

Por possuir um povo corajoso e revolucionário, o nosso país se livrou heroicamente de Portugal. Entretanto, não conseguiu até hoje se livrar de muitos costumes que começaram na época que era colônia. 

Como se pode depreender da narrativa histórica, naquela época já se podia observar traços embrionários de corrupção praticada principalmente pelos governantes, visando atender aos interesses dos ricos. A corrupção (entende-se como qualquer crime, tais como extorsão, sonegação, tráfico de influência, etc.) traz um enorme prejuízo para a população pobre, pois suga desta classe o direito sagrado de usufruir das riquezas produzidas pela nação. 

Todos sabem que o Brasil é um país muitíssimo rico. Se a riqueza aqui produzida fosse bem administrada e distribuída com justiça social, o país não teria pessoas necessitadas e carentes. 

Com o tempo, ao invés de ser combatida, a corrupção tem se tornado um costume tão forte no nosso país a ponto de jornalistas estrangeiros fazerem declarações do tipo a seguir, publicada por Juan Arias no jornal espanhol El País, em 7.8.2011. 

“Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção?” 

É triste ler isto, ainda mais quando escrito por um estrangeiro, que, com toda propriedade e elegância, pôs o dedo em uma ferida que nós brasileiros não queremos ver. Esse jornalista conhece bem o povo brasileiro e nós sabemos que ele disse a pura verdade. Precisamos urgentemente de um líder que conclame o povo a dizer em alto e bom som: “Basta de corrupção!” 

No contexto de 2 Crônicas 7, o sábio e grande rei Salomão, em nome da nação de Israel, havia feito um pacto de servir e adorar somente ao Deus Altíssimo. Deus correspondeu a esse pacto e, enquanto a nação permaneceu adorando e servindo ao Deus Altíssimo, ela foi uma nação poderosa, rica e invejada pelos povos vizinhos. 

Deus disse a Salomão que, se por acaso, o povo deixasse de cumprir o que havia sido pactuado, e que por causa disso Ele tivesse que fechar o céu e não deixar cair a chuva, ou ordenar aos gafanhotos que destruíssem as colheitas, ou mandar uma peste atacar o povo, bastava que o povo se arrependesse, abandonasse os seus pecados e orasse a Ele que, com a sua infinita misericórdia, os ouviria do céu, perdoaria os seus pecados e faria o país progredir de novo. 

O que o nosso Brasil precisa urgentemente é que abandonemos os pecados e voltemos para Deus, cumprindo os Seus mandamentos. Somente quando fizermos isso é que Ele intervirá e porá por terra as terríveis práticas de corrupção que assolam e destroem as riquezas dos pobres desta nação. Pense nisto!