quarta-feira, 20 de abril de 2011

Sangue, não Chocolate! Cordeiro, não Coelho!

O Senhor Deus falou com Moisés e Arão no Egito. Ele disse: — Este mês será para vocês o primeiro mês do ano. Diga a todo o povo israelita o seguinte: no dia dez deste mês cada pai de família escolherá um cordeiro para a sua família, isto é, um animal para cada casa... O animal deverá ser um cordeirinho sem defeito, de um ano. Vocês o guardarão até o dia catorze deste mês, e na tarde desse dia todo o povo israelita matará os animais. Pegarão um pouco do sangue e o passarão nos batentes dos lados e de cima das portas das casas onde os animais vão ser comidos...

Esta é a Páscoa de Deus, o Senhor: — Nessa noite eu passarei pela terra do Egito e matarei todos os primeiros filhos, tanto das pessoas como dos animais. E castigarei todos os deuses do Egito. Eu sou o Senhor. O sangue nos batentes das portas será um sinal para marcar as casas onde vocês moram. Quando estiver castigando o Egito, eu verei o sangue e então passarei por vocês sem parar, para que não sejam destruídos por essa praga. Comemorem esse dia como festa religiosa para lembrar que eu, o Senhor, fiz isso. Vocês e os seus descendentes devem comemorar a Festa da Páscoa para sempre. (Êxodo 12:1-14)

Recentemente assisti ao filme clássico de 1956, de Cecil B. De Mille, ‘Os Dez Mandamentos’. Recomendo para quem ainda não viu, mantendo em mente, é claro, que é uma narrativa feita ao estilo de Hollywood.

Às vezes exagerado nas suas performances, o filme me levou a abrir a Bíblia no livro de Êxodo e relembrar como Deus orientou Moisés a ser um instrumento para libertar os israelitas da escravidão no Egito e comunicar a Lei ao seu povo escolhido. Faraó – e o povo egípcio – já havia sofrido nove pragas e mesmo assim ainda continuava com o coração endurecido. Enquanto eu observava o desenrolar da décima praga – a morte dos primogênitos – fiquei maravilhado ao ver como os israelitas foram protegidos com a instituição da Páscoa.

Conforme o texto acima, os habitantes das casas marcadas com sangue de cordeiro foram salvos da morte. Havia poder no sangue, porque o sangue era o meio de libertação e proteção. O sangue era a marca da misericórdia de Deus para com os israelitas. Conforme a lei que Deus instituiu, o sangue de um cordeiro era necessário para a expiação dos pecados. Esta exigência de sacrifício de sangue apontou o caminho para o Messias, o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo que Deus havia prometido no Jardim do Éden:

‘Ela terá um menino, e você porá nele o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos pecados deles’. (Mateus 1:21). João Batista também cumpriu a profecia de Isaías 40, quando ele convocou o povo a se arrepender, pois o Messias estava chegando. ‘No dia seguinte, João viu Jesus vindo na direção dele e disse: — Aí está o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’! (João 1:29).

Quando recebemos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador pessoal, é o Seu sangue que lava os nossos pecados. E este é o poder que nos salva! Se vivemos na luz, como Deus está na luz, então estamos unidos uns com os outros, e o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado (1 João 1:7). Mas, se confessarmos os nossos pecados a Deus, ele cumprirá a sua promessa e fará o que é correto: ele perdoará os nossos pecados e nos limpará de toda maldade (1 João 1:9). É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados do mundo inteiro. (1 João 2:2)

Infelizmente, a história que os livros escolares ensinam para nossas crianças e o que os meios de comunicação divulgam não condizem com a Palavra de Deus. Diz a história, a figura do coelho está simbolicamente relacionada a esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.

Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa – de chocolate, enfeites, joias – também estão neste contexto da fertilidade e da vida. A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.

Entretanto, sob a perspectiva de Deus, o ser humano precisa mesmo é do sangue de Cristo, em vez de chocolate! E quem traz esse presente para nós é o Cordeiro de Deus, Jesus Cristo, e não o coelhinho da Páscoa!

Você acredita que há poder no sangue de Cristo para nos livrar do pecado e da maldição? Se você ainda não aceitou esse dom gratuito da salvação, eu convido você a descobrir quem é Jesus! Você também pode ser resgatado pelo sacrifício expiatório de Cristo e pelo poder do Seu sangue que foi derramado na cruz. Feliz Páscoa!